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Divulgue suas obras

Exposição Victor Brecheret – A Arte Indígena

| Cotidiano | 08/08/2013

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Está em cartaz no Espaço Cultural Correios em Juiz de Fora a exposição “A Arte Indígena” do artista Victor Brecheret. A mostra traz ao público uma coleção com 46 obras do artista, divididas em esculturas e desenhos das fases Indígena e Marajoara. A exposição apresenta o mais completo panorama da fase deste, que foi o maior escultor modernista brasileiro e criador de uma arte genuinamente identificada com as raízes brasileiras.

Victor Brecheret

Victor Brecheret

Victor Brecheret era um artista visceral. “Passava a noite em claro trabalhando em suas obras, mas, se não gostasse do resultado, pela manhã, desmanchava tudo e recomeçava do zero”, compartilha Cidô Brecheret, curadora da exposição.

Ao incorporar elementos brasileiros a sua obra, o escultor Victor Brecheret vai se aproximar da cultura indígena e como resultado vai criar peças representativas dos costumes e dos tipos humanos desse povo. Em uma categorização da carreira, essa será a terceira e última fase do artista.

Esta edição da mostra reúne esculturas elaboradas em variados suportes como pedra, bronze e moldagens, bem como esboços de desenhos em papel pertencentes ao Instituto Victor Brecheret. Além de fotos, documentos originais da época e ferramentas usadas pelo artista, a mostra apresenta, ainda, a famosa escultura em pedra ‘O beijo’, atualmente integrante do Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP.

Brecheret teve uma carreira brilhante desde a década de 20/30, período em que permaneceu em Paris e originou sua fase Art Déco. Como reconhecimento de sua trajetória, recebeu diversas premiações e títulos, como o prêmio do Governo Francês e o de melhor escultor do Brasil, em 1951. Diferente de muitos outros artistas, o escultor manteve uma qualidade ímpar em todas as suas fases.

É também autor de representativos monumentos públicos como o “Monumento a Duque de Caxias” e o “Monumento às bandeiras”, ambos em São Paulo, sendo este considerado, segundo Cidô, a “obra dos sonhos dele”, finalmente executada após temporada de duas décadas do escultor na França. “As décadas de 1920/30 foram muito fervilhantes nas artes em Paris e também o auge de sua carreira”, destaca a curadora.

“Este monumento, no qual são representadas todas as raças, foi inaugurado em 1953, um ano antes da data prevista, o aniversário de 400 anos da capital paulistana. “Ele já temia não estar vivo na ocasião”, conta.

Victor Brecheret

Victor Brecheret

Ao longo da carreira, Victor Brecheret participou de importantes exposições e de inúmeros salões na Itália, Holanda e França, sendo premiado em muitos deles. Uma dessas premiações foi concedida a sua escultura em terracota “O índio e a suaçuapara”, na primeira edição da Bienal de São Paulo, em 1951, o que o consagrou como melhor escultor do Brasil.

Segundo a historiadora Maria Izabel Branco Ribeiro, Victor Brecheret estava em busca, desde a década de 1940, de uma “escultura ‘legitimamente nossa’, com a introdução de aspectos relacionados ao índio brasileiro, manifestos em alterações na tipologia de seus personagens, no uso de grafismos específicos e outros tratamentos técnicos, na escolha dos temas e, em alguns casos, na apropriação de pedras como suporte”. Não por outra razão, sua última fase ficou conhecida como “arte indígena”.

“Quando ele retornou ao Brasil, em 1936, encantou-se com os temas daqui e passou a trabalhar com motivos brasileiros, como índios, animais”, explica Cidô Brecheret. A curadora conta que o artista assistia a diversos documentários e se impressionava com a diversidade da arte e da cultura nos distintos locais do país, a exemplo da Ilha de Marajó, com seus búfalos e sua arte marajoara.

Outro gosto incorporado à arte do escultor se justifica nas muitas viagens a Santos, em São Paulo. “Ele gostava muito do mar. Transformou as pedras roladas em esculturas”, conta. “Esta última fase é mais ‘contemporânea’. Ele trabalhou com gesso, terracota, bronze, pedra rolada.”

“O Cristo de Brecheret não era exatamente comum, com seus cabelos trançados. Ele chocou na época em que foi feito”, conta Cidô. “O Mario ficou muito empolgado com a obra e, quando a levou para casa, horrorizou suas tias. Foi neste dia que começou a escrever ‘Pauliceia desvairada’. Esse choque era justamente o que a época pedia.”

O projeto ‘A Arte Indígena de Victor Brecheret’ é uma realização do Instituto Victor Brecheret. Foi selecionado no edital 2012 de patrocínio da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e, possui ainda, incentivo do Ministério da Cultura.

Saiba mais sobre o artista: Victor Brecheret

Centro Cultural Correios Juiz de Fora

Centro Cultural Correios Juiz de Fora

O que: Exposição Victor Brecheret – A Arte Indígena
Onde: Espaço Cultural Correios Juiz de Fora – Rua Marechal Deodoro, 470, Centro.
Quando: De 02 de Agosto até 14 de Setembro de 2013. De segundas a sexta das 10h às 18h e de sábado das 10h às 14h.
Para mais informações: http://www.correios.com.br/
Contato: (32) 3690-5715

 

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Exposição João Rossi – Através do tempo

| Cotidiano | 04/07/2013

Está em cartaz no Espaço Cultural Correios em Juiz de Fora a exposição de João Rossi “Através do tempo”.

As obras presentes na exposição vêm mostrar como continuam sendo contemporâneas através do tempo. A mostra homenageia ainda um professor exemplar que abriu caminho para muitos artistas de relevância nacional como João Suzuki e Tide Hellmeister.

João Rossi

João Rossi

Serão expostas 100 obras do artista-pesquisador, entre pinturas, gravuras, desenhos, aquarelas e objetos pictóricos que se destacam pelo traço, pela cor, ou pela modelagem – apresentando novas possibilidades de técnicas e materiais, enquanto provocam nos expectadores uma reflexão sobre a técnica e a poética.

A exposição traz obras selecionadas pelo legado deixado em seu ateliê da Vila Sônia, em São Paulo, que conta com um rico acervo de 1200 produções. Trata-se de uma exposição retrospectiva, com obras que continuam contemporâneas através do tempo.

O paulista João Rossi, além de pintor, era gravador, ceramista, escultor, muralista e professor. O artista deixou um acervo inovador e delicado, onde a cidade, metrópoles e São Paulo eram ‘objetos’ para a construção de suas obras.

Com a curadoria da designer Simone Ajzental, a mostra é patrocinada pelos Correios, Ministério da Cultura e Governo Federal – MG.

Sobre o artista

João Rossi

João Rossi

João Rossi nasceu na rua Augusta em 1923. Pintor, gravador, ceramista e escultor autodidata. Na área da Educação foi diretor, professor e mentor de várias escolas de comunicação e artes e faculdades. Possui obras em diversos museus nacionais e internacionais.

Realizou numerosas exposições no Brasil, Paraguai, Uruguai, Argentina, Colômbia, Venezuela, Holanda, Itália, Cuba, Japão, China, Canadá, México e EUA.

Possui obras em diversos museus nacionais e internacionais, além de ter deixado sua marca em praças e prédios públicos – como o mural “História e evolução da cidade de São Paulo”, localizada no Palácio Bandeirantes, sede do governo estadual.

Faleceu em seu ateliê/casa, na Vila Sônia, em São Paulo em julho de 2000.

Centro Cultural Correios Juiz de Fora

Centro Cultural Correios Juiz de Fora

O que: Exposição João Rossi – Através do tempo
Onde: Espaço Cultural Correios Juiz de Fora – Rua Marechal Deodoro, 470, Centro.
Quando: De 06 de Junho até 20 de Julho de 2013. De segundas a sexta das 10h às 18h e de sábado das 10h às 14h.
Para mais informações: http://www.correios.com.br/sobreCorreios/educacaoCultura/
Contato: (32) 3690-5715

 

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Exposição “União & Indústria: uma Estrada para o Futuro”

| Cotidiano | 08/05/2013

O Espaço Cultural Correios em Juiz de Fora está em cartaz com a exposição “União & Indústria: uma Estrada para o Futuro”. A exposição apresenta a trajetória da estrada e dos pioneiros empreendedores da história de Juiz de Fora e de Minas Gerais.

A estrada União & Indústria foi a primeira rodovia macadamizada do Brasil, construída pelo engenheiro Mariano Procópio Ferreira Lage e inaugurada pelo imperador D.Pedro II, em 1861. Macadame é um tipo de pavimento desenvolvido pelo engenheiro escocês John Loudon McAdam que requer intensa mão-de-obra para calcar sucessivas camadas de pedras gradualmente menores, propiciando um pavimento forte e enxuto.

“União & Indústria uma Estrada para o Futuro”

“União & Indústria uma Estrada para o Futuro”

A exposição reúne uma rica coleção de objetos, fotografias e documentos de época, originais e inéditos do acervo do Museu Mariano Procópio, referência no cenário nacional.

As fotografias de Revert Henry Klumbs não têm somente valor pelo registro histórico. Segundo Fasolato, quem contempla as fotos, hoje, custa a acreditar que foram realizadas há um século e meio. “Algumas dessas vistas são magníficas e não romperam apenas a barreira do tempo, para nos encantar em pleno século XXI, ultrapassaram também os limites do registro documental para antecipar o uso artístico da fotografia. A disponibilização das fotografias pertencentes ao Arquivo Fotográfico do Museu Mariano Procópio Ferreira Lage se reveste de grande importância pelo fato de permitir ao grande público a descoberta da produção de um mestre de nossa fotografia”, explica.

A rodovia foi construída entre os anos de 1856 e 1861, após um decreto imperial que concedia a “Companhia União & Indústria” os serviços de construção, melhora e conservação das estradas entre as províncias do Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Proprietário da empresa, o engenheiro Mariano Procópio Ferreira Lage projetou uma rodovia macadamizada, até então inexistente no país.

“União & Indústria uma Estrada para o Futuro”

“União & Indústria uma Estrada para o Futuro”

Com 144 quilômetros de extensão, a estrada influiu no desenvolvimento de cidades ao longo de seu trajeto e impactou, decisivamente, a economia do Império Brasileiro, ligando a sede litorânea do Corte ao interior. Em 1973, parte da estrada foi absorvida pela BR-040.

Diretor-superintendente do Museu Mariano Procópio, Douglas Fasolato destaca a importância do comendador. “Se suas ideias e obra impactaram fortemente a economia do Império Brasileiro, em Juiz de Fora provocou uma verdadeira revolução e pavimentou os caminhos rumo ao desenvolvimento. Deve-se destacar que Mariano Procópio enfrentou desafios para concretizar suas realizações, mas não esmoreceu; transformou uma obra de engenharia em arte e as adversidades em resultados para o seu país. Esta estrada é um exemplo para o futuro”, afirma.

E o Museu Mariano Procópio é referência no cenário nacional. Seu acervo inclui peças artísticas, históricas e de ciências naturais de nosso país. Fundado em 1915 por Alfredo Ferreira Lage, filho de Mariano Procópio, o local abriga cerca de 50 mil objetos, dentre eles pinturas, gravuras, desenhos, prataria, porcelana e cristais. Atualmente, o museu passa por restauração e requalificação de seus locais, impossibilitando o acesso às visitações.

Centro Cultural Correios Juiz de Fora

Centro Cultural Correios Juiz de Fora

O que: Exposição “União & Indústria: uma Estrada para o Futuro”
Onde: Centro Cultural Correios Juiz de Fora – Rua Marechal Deodoro, 470, Centro – Minas Gerais
Quando: De 04 de Abril até 20 de Maio de 2013. De segunda a sexta da 10h às 18h. Sábados e domingos das 10h às 14h.
Para mais informações: http://www.correios.com.br/
Contato: (32) 3690-2027

 

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Exposição “Anna Bella Geiger circa MMXI”

| Cotidiano | 25/02/2013

O Espaço Cultural Correios recebe a mostra Anna Bella Geiger circa MMXI com as principais obras da artista. A trajetória de Anna Bella vem desde os anos 50, passando pela criatividade da pop art nos anos 60, pela década de 70 com movimentos experimentais, nos anos 80 promovendo a restauração de técnicas tradicionais e no pluralismo estético da última década.

Anna Bella Geiger

Anna Bella Geiger

A exposição “Circa MMXI” evidencia a variedade no uso de meios, técnicas e materiais, tão característicos na obra da artista, que reuniu pinturas (acrílica, óleo e guache), esculturas, fotogravuras, desenhos (a lápis, carvão e crayon), serigrafia, videoinstalações e objetos tridimensionais.

Em atividade desde os anos 1950, Anna Bella destaca-se tanto por sua inquietação, que a levou a experimentar diversosmétodos de expressão, quanto pela qualidade de suas obras. O objetivo desta nova mostra é provocar a reflexão estética e explorar essafragmentação do estilo individual de Anna Bella que, segundo o crítico Fernando Cocchiarale, revela paradoxalmente o fundamento de sua totalidade.

Com curadoria da própria artista auxiliada pelos filhos Lew e Noni Geiger (também responsável pelo projeto expográfico), Anna Bella tem um olhar diferenciado sobre seu trabalho. Para esta exposição, a artista reuniu e relacionou, de maneira variada, por soluções análogas, seja de ordemestrutural, formal ou conceitual – algumas de suas mais relevantes criações nos últimos 60 anos.

-Me interessou relativizar nesta mostra a originalidade de cada obra em proveitode um todo ainda inacabado e desconhecido para mim mesma. Isto significou nãoatuar de modo apenas subjetivo, no sentido de preferências de ordem pessoal ouafetiva, mas sim numa relação de vários outros sentidos, explica Anna Bella.

O objetivo da exposição é provocar a reflexão estética e explorar a fragmentação do estilo individual de Anna Bella, que responde pela curadoria da exposição, lançando assim um novo olhar sobre sua trajetória.

Sobre a artista

Anna Bella Geiger

Anna Bella Geiger

Anna Bella Geiger nasceu no Rio de Janeiro em 1933. Escultora, pintora, gravadora, desenhista, artista intermídia e professora. Com formação em língua e literatura anglo-germânicas, inicia, na década de 1950, seus estudos artísticos no ateliê de Fayga Ostrower.
Em 1954, vive em Nova York, onde freqüenta as aulas de história da arte com Hannah Levy no The Metropolitan Museum of Art – MET [Museu Metropolitano de Arte] e, como ouvinte, cursos na New York University. Retorna ao Brasil no ano seguinte. Entre 1960 e 1965, participa do ateliê de gravura em metal do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM/RJ, onde passa a lecionar três anos mais tarde. Em 1969, novamente em Nova York, ministra aulas na Columbia University. Volta ao Rio de Janeiro em 1970. Em 1982, recebe bolsa da John Simon Guggenheim Memorial Foundation, em Nova York. Publica, com Fernando Cocchiarale (1951), o livro Abstracionismo Geométrico e Informal: a vanguarda brasileira nos anos cinqüenta, em 1987. Sua obra é marcada pelo uso de diversas linguagens e a exploração de novos materiais e suportes. Nos anos 1970, sua produção tem caráter experimental: fotomontagem, fotogravura, xerox, vídeo e Super-8. Dedica-se também à pintura desde a década de 1980. A partir da década de 1990, emprega novos materiais e produz formas cartográficas vazadas em metal, dentro de caixas de ferro ou gavetas, preenchidas por encáustica. Suas obras situam-se no limite entre pintura, objeto e gravura.

Anna Bella Geiger participou de várias mostras nacionais e internacionais, tendo sido premiada, em 1982, pela Fundação Guggenheim (Nova York) e, em 2000, pela Bolsa Vitae de pesquisa em Artes Plásticas. Além disso, suas obras fazem parte de coleções particulares e de museus como Museum of Modern Art, o MoMa (Nova York), Georges Pompidour (Paris), Victoria & Albert Museum (Londres), Museu Reina Sofia (Madri), MAM (Rio de Janeiro) e MASP (São Paulo).

Suas obras fazem parte de várias coleções particulares e de acervos de museus como MoMA (NY), FOGG Collection (Harvard), Getty Foundation (Los Angeles), Centre George Pompidou (Paris), Victoria & Albert Museum (Londres), MCABA (Barcelona), Museu Reina Sofia (Madri), o CGAC (Santiago de Compostela), Museu de Arte Contemporânea (Niterói) e MAM (Rio de Janeiro) e MASP (São Paulo) . Com Fernando Cocchiarale, escreveu e publicou o livro “Abstracionismo Geométrico e Informal – vanguarda brasileira nos anos 50” (1987).

Em dezembro de 2010, Anna Bella Geiger recebeu a insígnia da Ordem do Mérito Cultural por representar a tradição, a vanguarda e as diferentes correntes de criação cultural e artística do país.

Espaço Cultural Correios Juiz de Fora

Espaço Cultural Correios Juiz de Fora

O que: Exposição “Anna Bella Geiger circa MMXI”
Onde: Espaço Cultural Correios Juiz de Fora – Rua Marechal Deodoro, 470, Centro.
Quando: De 05 de Fevereiro até 16 de Março 2013. De segundas a sexta das 10h às 18h e de sábado das 10h às 14h.
Para mais informações: http://www.correios.com.br/sobreCorreios/educacaoCultura/
Contato: (32) 3690-5715

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