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Divulgue suas obras

Antonio Dias

| Antonio Dias | 16/07/2013

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“Hoje, trabalho de vez em quando. Não me interessa o ato de pintar em si. Pintar me chateia. Só pinto por necessidade de dizer. Considero a pintura uma profissão. Mas se quiserem afirmar a pintura como um trabalho diário, então não sou profissional.”

Antonio Dias é um dos criadores essenciais da arte brasileira. Ao longo de 40 anos de carreira, sua postura aberta para novas correntes, nacionais ou internacionais, contribuiu para a construção de uma obra vasta e diversa.

Antonio Dias - Foto artista

Antonio Dias – Foto artista

Com notável currículo Antonio Dias foi o primeiro artista brasileiro a participar ativamente de amostras e eventos artísticos nas mais importantes instituições internacionais.

Sua obra dos primeiros anos apresentou forte questionamento político, social, censura, violência, sexualidade e morte.

Seu trabalho mostra algumas pitadas de ironia. Antonio anotava tudo em seus cadernos: sonhos pensamentos, citações, analogias, cópias de discursos sobre filologia, filosofia, diagramas, desenhos, qualquer coisa. Eram coisas organizadas com o espírito livre sobre a vida, o trabalho, o lugar do trabalho etc. As anotações, segundo Antônio, não tinham linearidade, mas eram fundamentais para a sua produção dos anos 60-70.

Antonio Dias – Biografia

Antonio Dias nasceu em Campina Grande, PB, em 1944. Artista multimídia. Aprende com o avô as técnicas elementares do desenho. No final da década de 1950, no Rio de Janeiro, trabalha como desenhista de arquitetura e gráfico. Estuda com Oswaldo Goeldi no Atelier Livre de Gravura da Escola Nacional de Belas Artes – Enba.

Em 1962, quando começou precocemente a produzir, Antonio já morava no Rio de Janeiro. Pinturas em relevo, pontuadas por signos da arte indígena, marcaram sua fase inicial. Depois sua aproximação com o construtivismo e a arte pop revelou-se em criações estruturadas como histórias em quadrinhos ou em jogos de cartas.

Ainda na década de 1960, incorpora palavras ou frases às obras. Em 1965, recebe bolsa do governo francês e reside até 1968 em Paris. Depois, transfere-se para Milão, onde mantém ateliê.

Antonio Dias - Foto artista

Antonio Dias – Foto artista

Em 1962 realizou sua primeira exposição individual no Brasil, na Galeria Sobradinho, Rio de Janeiro. Experimentou uma diversidade de técnicas e suportes para sustentar uma obra muitas vezes impregnada por questões sociais, mas sempre livre de categorizações.

Em 1965 realizou exposição na Galeria Florence Houston-Brown, Paris. Nesse mesmo ano participou da Bienal de Paris onde recebeu seu primeiro prêmio Internacional e uma bolsa do governo francês, passando a morar em Paris. A partir de então residiu em diversas cidades até fixar-se, em 1989, em Colônia, Alemanha.

A partir de 1965 ao estreitar o contato com a produção européia, adotou progressivamente, postura conceitual e mais reflexiva, buscando uma economia de meios, discutindo o suporte, questionando os mecanismos internos e o circuito da arte.

Em 1971, edita o disco Record: The Space Between e inicia a série The Illustration of Art. Recebe, em 1972, bolsa da Simon Guggenheim Foundation para trabalhar em Nova York.

Ao mesmo tempo em que dividia seu tempo entre Milão e Nova York, fez viagens por diversos lugares do mundo como Índia e Nepal, onde estudou as técnicas de produção artesanal de papel com tribos da fronteira entre o Tibet e o Nepal (com essas tribos aprendeu as milenares técnicas de coloração vegetal com tapeceiros tibetanos). Ainda no Nepal, na cidade de Katmandu, publicou uma série de xilografias nomeadas Tramas.

De volta ao Brasil ministrou aulas na Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa, onde criou o Núcleo de Arte Contemporânea.

No início da década de 80 foi convidado a participar da Bienal de Veneza retornando para sua casa em Milão até 1988. Redide em Berlim como bolsista do Deutscher Akademischer Austausch Dienst – DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico].

Antonio Dias - Foto artista

Antonio Dias – Foto artista

Participou da exposição Städtische Galerie im Lenbaehhaus (Munique, 1984), da International Survey of recent Painting and Sculpture no Museum of Modern Art (Nova York, 1984); também fez parte da Taipei Fine Arts Museum (Taiwan, 1985), na retrospectiva A Generation in Italian Art (Finlândia, 1985) e da Prospect 86 na Kunstverein (Frankfurt, 1986).

Quatro anos depois foi chamado para ser professor na Internationalen Sommerakademie für Bildende Kunst, universidade austríaca, na cidade de Salzburg e depois na Staatliche Akademie der Bildende Künste, universidade alemã, na cidade de Karlsruhe.

Em 1989, mudou-se para Colônia (na Alemanha), onde reside até hoje com sua esposa ítalo-brasileira (cantora lírica), com esporádicas estadias em sua casa italiana.

Na década de 90, participou da mostra Gegenwart / Ewigkeít no Martins-Gropius-Bau em Berlim, da Bilderwelt Brasilien na Kunsthaus de Zürich e da Latin American Artists in the Twentieth Century no Museum Ludwig em Colônia.

Em 1992, torna-se professor da Sommerakademie für bildende Kunst, em Salzburgo, Áustria, e, no ano seguinte da Staatliche Akademie der bildenden Künste, em Karlsruhe, Alemanha.

Antonio Dias permaneceu durante algum tempo, com um tipo de arte “regrada”, mas logo, tais obras se transformaram e tornaram-se quadros que desobedecem as normas ditas “convencionais” da arte.

Curiosidades

Livro – Antonio Dias – Depoimento
Autor: Antonio Dias
Editora: C/Arte

Antonio Manuel Lima Dias, pintor, gravador, escultor, artista multimídia e professor, nasceu em Campina Grande, Paraíba, em 1944. Estudou gravura com Oswaldo Goeldi no Atelier Livre de Gravura da Escola Nacional de Belas Artes. Residiu na França, Itália, Alemanha, nos Estados Unidos e no Nepal. Ministrou aulas na Universidade Federal da Paraíba, na Alemanha e na Holanda. Atualmente, mantém ateliês em Milão, Colônia e Rio de Janeiro.

Constituinte do sistema artístico, os atêlies de Antônio Dias nunca são entendidos como refúgio e sim como lugares a partir dos quais ele pensa o mundo e nele intervém. Mesmo os atêlies duradouros são momentos e lugares de passagem em seu transitar pelo circuito. Contudo, a estrada em cada qual deles, curta ou não, deve ser intensa e efetiva morada no mesmo.

Livro – Antonio Dias
Autor: Paulo Herkenhoff / Jorge Molder
Editora: Cosac Naify

A trajetória poética e política da obra de Antonio Dias é apresentada por meio de imagens e ensaio crítico de Paulo Herkenhoff, que situa sua singularidade no contexto brasileiro e internacional.

Antonio Dias - A História Errada - 26 x 36cm

Antonio Dias – A História Errada – 26 x 36cm

Depoimentos

“Eu trabalho com um vocabulário plástico bastante simples. Digamos que eu tenha uma superfície: primeiramente nada existe que a defina. Eu necessito, para tanto, de criar uma distinção. Você pode determiná-la, por exemplo, através da lógica: desenhando uma linha divisória nesta superfície, está criada a diferença. Na pintura, tive sempre em mente a imagem do quadro como um objeto de pouca espessura que, enquanto corpo físico, tem seu lugar na parede. Para mim, é mais do que simplesmente uma superfície bi-dimensional de representação, ele é, enquanto matéria, tão físico quanto qualquer outra coisa. Então o que procuro, é criar uma relação entre a matéria do objeto e a matéria que o observador traz de si durante a experiência do observar. Ele vê algo além, no quadro. Talvez ele veja algo que lhe mostre algo, que eu não sabia estar lá. A minha idéia era representar algo que fosse de ser e de não-se ao mesmo tempo; o que não pode ser descrito por um outro sistema de comunicação. Eu me disso: para tornar isto visível, terei de suprimir parte disto (…)”
Antonio Dias

“Meu primeiro ateliê aqui no Rio era um quarto na Voluntários da Pátria, que eu dividia com Antonio Grosso e Isaac Monteiro, mas era muito difícil conciliar os horários, eu só conseguia ir para lá à noite. Vivíamos eu, minha mãe, minha avó e meu irmão, em um apartamento conjugado em Copacabana, onde depois fiquei sozinho. Fiz vários trabalhos grandes naquele espaço minúsculo, e hoje nem entendo como. Casei e fui para uma casa em Santa Tereza, com mangueira no jardim e um bom terraço, onde eu gostava de fazer as minhas construções em madeira. Em Paris, voltei a viver em conjugado, mas a minha experiência anterior já me ensinara que eu podia fazer trabalhos grandes em espaços muito pequenos. O primeiro ateliê italiano, em Sesto San Giovanni, não tinha chuveiro, mas logo perto havia um banheiro público e um restaurante do Partido Comunista, onde íamos. Seis meses depois eu já estava no apartamento-ateliê que o Mario Schifano me havia passado, no centro de Milão. Sempre trabalhei em casa, só em alguns poucos momentos senti necessidade de ter um lugar separado para trabalhar. Em Milão, de 1969 até hoje, eu tive quatro ateliês, quase sempre junto com a casa. Em Nova York, eu e Iole [de Freitas] trabalhávamos em um grande loft em Little Italy. Em Berlim, eu tinha a casa em Urania e o ateliê era em Kreuzberg. Trabalhando com grafite, que suja muito, era melhor ter um espaço separado da casa. Mas eu não sou muito apegado ao ateliê. Para mim ele é sempre um lugar onde trabalho e vou acumulando coisas daquele período. Às vezes, vou embora por um tempo e aquele período fica congelado lá dentro”.
Antonio Dias, 2008 – Trecho retirado do livro Antonio Dias: depoimento

Críticas

Antonio Dias - Nota sobre a Morte Imprevista

Antonio Dias – Nota sobre a Morte Imprevista

“A diversidade dos trabalhos de Antonio Dias, seja na pintura, na escultura ou na utilização do disco ou do videoteipe, situa-se num espaço onde o artista não pode mais se conformar com regras preestabelecidas. É na experiência da modernidade que, com astúcia, sua obra aparece. (…) Neste novo espaço, onde todos os gatos são pardos, o processo de produção do trabalho torna-se importante ponto de referência. A dispersão e diversificação orientadas por uma coerência poética mantêm o caráter assistemático das diversas intervenções e produções. Essa tem sido uma das marcas dos trabalhos de Antonio Dias. Quando nos aproximamos de uma de suas realizações, necessitamos de um certo estrabismo: um olho no que está exposto, outro no problema formulado. (…) Se certos artistas resolveram prolongar o gesto da tradição, isto é, a repetição, Dias reclamou e praticou de modo radical o direito da ruptura. Isto sem os subterfúgios e atalhos fáceis das mudanças de comportamento, mas com a transferência de uma ética baseada nas razões do seu próprio trabalho. (…) Muitos de seus trabalhos, na sua temática, condensam todo o esqueleto que sustenta o essencial da produção de nossa época”.
Paulo Sérgio Duarte

“A impossibilidade da Obra, a possibilidade da arte – esta contradição governa a operação de Antonio Dias a um ponto tal que, mimetizando o filosófo, poderíamos denominá-la um Astúcia da Arte. O raciocínio do artista atravessa o gesto criado inaugural para seguir o percurso problemático da obra no mundo. O resultado, este sim, vai constituir a obra de arte. Ela será afinal a soma, ou antes, o resíduo de todas as mediações: negadas as intenções, violadas as formas, decifrados e distorcidos os conteúdos, só aí a obra de arte aparece no sentido pleno do termo. E desse modo ela se apresenta como o oposto do desvelar puro e metafísico da Idéia: o que o trabalho traz é uma carga magnética de encontros e conflitos, construções e destruições, decisões e indecisões. (…)
E, a meu ver, foi exatamente a pressão para repotencializar o projeto de emancipação moderno que compeliu o artista a buscar matérias espessas, avessas e resistentes à tradição moderna. Somente o ato singular e ‘arbitrário’, ininteligível à démarche da ciência, de resgatar o momento da pré-história e da natureza, somente uma investigação ‘improdutiva’ dessa ordem, conseguiria manter a arte contemporânea no registro do Atual, contra os vários arcaísmos em moda, os renitentes obscurantismos sempre à espreita. (…)
E o prevalecimento final, em meio a tantas nuances expressivas, de uma certa ordem gráfica, antipictórica, reitera a astúcia do trabalho. É mais uma prova de sua alergia às identificações e empatias imediatas. Com toda a eventual explosão do imaginário, cores e manchas desempenham aqui um papel discreto, desempenham a função de sinais entre procedimentos que visam sobretudo articulações conceituais. De fato, seriam, digamos, funcionalmente viscerais, funcionamente caóticas. A carga literária dos signos, por outro lado, vem negada pela sua visualidade obscura e críptica que escapa assim às seguidas tentativas de nomeação.
A superfície saturada e heterogênea, com as marcas promíscuas das ‘cavernas’ e da ‘pop’, exibe a condição excessivamente histórica do trabalho. E ainda a sua resolução de abrigar e reinvestir todas as memórias, erosões e cicatrizes da modernidade. Esses fragmentos históricos seriam os elementos da narrativa contemporânea, racional e convulsiva, de Antonio Dias. No limite entre o combinatório e o aleatório, essa narrativa acompanha de certo modo o raciocínio altamente complexo e abstrato do mundo atual, sua lógica implacável e indiscriminada. Mas o modo de individuação da obra é a antítese do processo de produção técnico. Neste a série subsume inteiramente o objeto e lhe confere uma estrita identidade funcional. A serialidade ‘aberta’ de Antonio Dias, ao contrário, coloca um dilema para a existência individual de cada obra e para a coeência do todo. A verdade parece estar sempre onde não a procuramos – ela flui entre a presença irônica e esquiva das obras e tampouco se deixa captar como um esquema ideal a priori. A verdade está nesse movimento, nessa diferença, entre a presença da obra e sua inteligência conceitual. Nessa rede de nexos, ao mesmo tempo rigorosos e equívocos, a única verdade é o dilema da verdade”.
Ronaldo Brito

Antonio Dias - Fumaça do Prisioneiro

Antonio Dias – Fumaça do Prisioneiro

“Seu ingresso no circuito artístico começou cedo. Com apenas 20 anos realiza sua segunda exposição individual no Rio de Janeiro, apresentada pelo crítico francês Pierre Restany. Em seguida, ganha o prêmio de pintura da Bienal de Paris. Dias pode ser definido como artista multi-mídia: dos anos 60 até hoje já fez vídeo, fotografia, instalação, história em quadrinhos, trabalhos sonoros, livros de artista, super-8, artes gráficas. . . Em início de carreira, contou com a proteção de Corneille, do Grupo Cobra – uma postura que passa a adotar quando se trata de apresentar ‘novos talentos’ a marchands (sendo Leonilson o caso mais conhecido). (…)
Na verdade, Dias se notabilizou com a série de papéis produzida no Nepal – fruto de um trabalho que durou cinco meses, praticamente na selva, com vinte e cinco operários de quatro tribos diferentes, investigando formatos diferentes e materias inusitados, como o chá, o barro, etc. Ele conta que, na aldeia, enquanto um papel redondo era simplesmente chamado de ‘galô’ (significando círculo), vários desses papéis reunidos era reverenciados como o nome de ‘Niranjanijakhar’ (traduzindo: céu, infinito; buda, enfim). Assim, por acaso, Dias descobre que havia materializado um sentimento religioso através da intensidade do vécu naquele território. Não basta ser um viajante que coleciona postais. A lição apreendida através do ‘Niranjanijakhar’ é que a história da obra de Antonio Dias, mesmo que realize uma incursão pelo mundo, é sempre a história do próprio Antonio Dias, sujeito visceralmente comprometido com sua experiência.
Preocupado em disciplinar as referências autobiográficas, Dias encerra, em seu processo de criação, uma química carregada de ambigüidades. Aqui, ‘revolução’, ‘pai’ e ‘violência’ são temas movidos por um motor íntimo, mas que transcendem o pulsão catártica: ‘Não quero ser didático porque não quero ceder a ninguém meu percentual humanóide. Minha pintura preserva um certo hermetismo em que o segredo deve permanecer em segredo’. Pois escrever sobre arte implica justamente em atravessar a aparência do quadro. Enquanto o olhar que é lançado sobre a obra pertence ao registro do espectador, o registro sobre o mundo reveste-se de um voyeurismo todo particular. O mecanismo desse olhar-voyer contém a carga hermética que nenhuma literatura consegue reconstituir”.
Lisette Lagnado

“Talento precoce, soubera, após desenvolver primeiro uma pintura de evocações de Klee, afinidades com Tàpies e o abstracionismo lírico, deixar essa orientação. A partir de 1963, mudou o direcionamento de sua poética optando por fazer uma arte autobiográfica. Sua produção é de mosaicista, de fotomontagens, reunindo um imaginário de terrores, destruições, de anatomia e de sexo. A iniciação para esse novo rumo foi através do desenho, o que torna explicável a permanência de valores gráficos de divisão de espaços e das formas fragmentadas em seus alvéolos, ou macromosaicos, observáveis em Fumaça do Prisioneiro.
Contrariamente às linhas do expressionismo, o artista não se atara à compulsividade na operação do fazer artístico; através do meio gráfico, mais frio, ele clarifica seu discurso anterior. Fazia, entretanto, concessões ao jorro subjetivo e compacto das imagens, mantendo-as amalgamadas, mas não confusas, perfeitamente identificáveis na sua fragmentação. Na insistência da visualização desses pedaços de carne e ossos lacerados, em suas narrações pessoais compunha uma comic-strip – feroz e crua – da rudeza sertaneja nordestina tomada nos extremos de vida e morte, de paixão e violência, de sexo e carnificina”.
Daisy Valle Machado Peccinini de Alvarado

Antonio Dias - Um pouco de Prata para Você

Antonio Dias – Um pouco de Prata para Você

“Nossa indagação, portanto, volta-se para o lugar histórico de Dias como um dos principais elos entre três gerações fundamentais da arte brasileira: o modernismo, o neoconcretismo e os artistas dos anos 70. A obra de Dias é, assim, um nexo entre essas diferentes posições. Antes de tudo, ele foi aluno de Oswaldo Goeldi, o gravador modernista que veio a ser visto por muitos como o padrão ético do artista brasileiro. A melancolia de Goeldi corresponderia ao que se considera como aridez na obra de Dias, que de seu mestre herdou a capacidade de equilibrar um pathos denso e o rigor gráfico. Se o modernismo buscou definir um eu brasileiro, o neoconcretismo recorreu à teoria da Gestalt para investigar a percepção fenomenológica. Os processos de subjetivação , explorados por Lygia Clark, acabariam abrangendo a fantasmática, enquanto a obra de Oiticica se fundamentou no ‘sujeito marginal’. Deste ângulo, Dias foi capaz de deslocar a crise do sujeito para o sujeito linguístico e para o artista, já não só como criador de linguagem, mas em seu papel político de produtor.
Antonio Dias é, ainda, o nexo principal entre os neoconcretistas e os artistas dos anos 70: entre Hélio Oiticica e Cildo Meireles, Lygia Clark e Tunga, os não-objetos e Waltércio Caldas, não se distanciando de Ivens Machado e Iole de Freitas, ou mesmo dos que atuavam nos anos 60 ao lado de Cildo, como Barrio, Raimundo Collares e Antonio Manuel. Dias tempera a presença da palavra entre a arte conceitual e a tradição da poesia concreta. É encontrado elaborando sobre a fenomenologia da percepção e a recuperação traumática do sujeito. Responde à violência através da politização e do despojamento de seus materiais. (…)
Para Antonio Dias, a arte é prática social, abrangendo sua produção e circulação como mercadoria, e a crítica social do processo de institucionalização, como na série The Illustration of Art (1971-78). O incorformismo político encontra seu diagrama na reavaliação crítica do sentido da própria forma, portanto da linguagem enquanto campo social. São signos da resistência e de uma produção que recusa os parâmetros idealistas da mera ‘arte engajada’. a descoberta de The Annotated Alice (1960), de Martin Gadner, assinalou um ‘corte epistemológico’ para o olhar de Dias. ‘Minhas leituras não são propriamente de economia: lógica simbólica, matemática, ciências, coisas que me fazem imaginar situações plásticas (…). O que me marcou muito’, – prossegue o artista, ‘foi um artigo de Robert Smithson. Era interessante a questão dos sites e non-sites. Pegava mapas de não-lugares de Lewis Carrol’. Para redefinir o estatuto do objeto, Dias joga xadrez com Duchamp por intermédio de Alice”.
Paulo Herkenhoff

Entrevista com Antonio Dias

Em entrevista ao Cultura.rj, Antonio Dias fala sobre a experiência de expor na da Galeria Laura Alvim em 2010.

Antonio Dias - Coração para Amassar

Antonio Dias – Coração para Amassar

Há seis anos sem fazer exposição individual no Rio, hoje você abre a temporada 2010 da Galeria Laura Alvim, com obras inéditas. Como é essa experiência? Por que tanto tempo sem uma exposição individual?

Antonio Dias – Reunir material para uma exposição requer sempre muito tempo. Nestes últimos dois anos, por exemplo, estive completamente ocupado com a exposição que foi apresentada na Daros Collections, de outubro 2009 a fevereiro deste ano, em Zurique. Foi um levantamento importante dos períodos dos anos 60 e 70. Esta exposição deve ser mostrada em São Paulo ainda em 2010.

Como foi montada esta exposição da Galeria Laura Alvim? Como foi o processo de escolha das obras?

Antonio Dias – Para esta exposição, fiz escolhas entre as centenas de polaróides que havia acumulado a partir de 1989. Foram selecionadas algumas duplas, que decidi imprimir digitalmente sobre tela, com um processo especial que deixa a cor na superfície da tela, como uma pintura. Certas duplas foram escolhidas exatamente por uma certa afinidade com a pintura, já que as intervenções que fiz durante a revelação (digamos assim) das polaróides criavam áreas de cor ou grafismos não fotográficos. Estes são os trabalhos inéditos que estão sendo apresentados. Para completar a exposição, a curadora Ligia Canongia optou por incluir outros trabalhos, em mídias diferentes – pintura de 1985, múltiplo em vidro de 1996 e um vídeo de três anos atrás.

Você nasceu em Campina Grande, na Paraíba. Na infância, viveu em várias cidades do Alto Sertão e da costa de Alagoas, Pernambuco e Paraíba. Em 1957, se transferiu para o Rio de Janeiro. Além disso, morou em cidades como Paris, Milão e Berlim. Como a transição por essas duas cidades se relaciona com sua obra?

Antonio Dias – Eu trabalho em qualquer ambiente, é indiferente. Sou habituado assim. Carrego comigo meus próprios “ambientes”. E, neste sentido, não importanto muito o ambiente externo.

Você estudou gravura com Oswaldo Goeldi, no Atelier Livre de Gravura da Escola Nacional de Belas Artes. Como é a sua relação com esta técnica?

Antonio Dias – Eu continuo a gostar muito de gravura sobre madeira, mas não tenho trabalhado com esta técnica há muito tempo.

Você é o fundador do Núcleo de Arte Contemporânea, um grupo de trabalho cuja proposta é a difusão da arte contemporânea, nacional e internacional. Como é a valorização do artista plástico brasileiro no mercado internacional hoje?

Antonio Dias – O artista brasileiro tem um bom prestígio no cenário internacional. Mas ainda é necessário muito trabalho para que esta posição seja mais efetiva. Não há uma política de apoio de qualidade, o que é uma pena.

Antonio Dias - Solitário

Antonio Dias – Solitário

Com mais de 40 anos dedicados às artes plásticas, como você avalia o cenário atual de arte contemporânea brasileira?

Antonio Dias – Neste ano estou fazendo 50 anos de trabalho. Há algumas gerações o trabalho do artista brasileiro tem se demonstrado forte nas suas bases e com uma aproximação dos problemas artísticos diferenciados do que se vê no chamado primeiro mundo. Não é pelo mercado que a arte brasileira conquista corações: é pelas ideias novas.

Seu nome foi um dos primeiros a ser confirmado na Bienal de São Paulo deste ano. Quais são as obras que você vai expor por lá?

Antonio Dias – Por enquanto, a Curadoria da Bienal selecionou dois trabalhos já demasiadamente vistos: O País Inventado, mostrado na Bienal feita pelo Paulo Herkenhof e reapresentado na Paralela, durante Bienal passada, e Faça Você Mesmo. território Liberdade de 1968, também muito conhecido do público.

Exposições Individuais

1962

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Sobradinho

1964

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Relevo

1965

Paris (França) – Individual, na Galerie Houston-Brown

1966

Belo Horizonte MG – Individual, na Galeria Guignard

1967

Paris (França) – Individual, na Galeria Debret

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Relevo

Rotterdã (Holanda) – Individual, na Galeria Delta

1968

Berlim (Alemanha) – Individual, na Galeria Hammer

Rotterdã (Holanda) – Individual, na Galeria Delta

1969

Brescia (Itália) – Individual, na Galleria ACME

Milão (Itália) – Individual, no Studio Marconi

Pádua (Itália) – Individual, na Galeria La Chiocciola

1970

Gent (Bélgica) – Individual, na Galerie Richard Foncke

1971

Brescia (Itália) – Individual, no Studio Marconi

Milão (Itália) – Individual, na Galeria Breton

1972

Basel (Suíça) – Individual, na Galleria Stampa

Bolzano (Itália) – Individual, na Galleria Da Vinci

Milão (Itália) – Individual, na Galleria Franco Toselli

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Veste Sagrada

1973

Basiléia (Suíça) – Individual, na Galerie Stampa

Bruxelas (Bélgica) – Individual, na Galeria Albert Baronian

Buenos Aires (Argentina) – Individual, no Centro de Arte y Comunicación – CAYC

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Bolsa de Arte

São Paulo SP – Individual, na Galeria Ralph Camargo

Viena (Áustria) – Individual, na St. Stephan Galerie

1974

Brescia (Itália) – Individual, na Nuovi Strumenti/Piero Cavellini

Rio de Janeiro RJ – Individual, no MAM/RJ

1976

Brescia (Itália) – Individual, na Galleria Nuovi Strumenti/Piero Cavellini

Bruxelas (Bélgica) – Individual, na Galerie Albert Baronian

Bruxelas (Bélgica) – Individual, no Palais de Beaux-Arts

Nápoles (Itália) – Individual, na Galleria Lucio Amelio

Paris (França) – Individual, na Galerie Emeric Fabre

1978

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Gravura Brasileira

São Paulo SP – Individual, na Galeria Luisa Strina

São Paulo SP – O Papel do Artista/A Ilustração da Arte: Antonio Dias, na Galeria Arte Global

1979

João Pessoa PB – Individual, no Núcleo de Arte Contemporânea da UFPB

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Saramenha

1980

Brescia (Itália) – Individual, na Galleria Piero Cavellini

Munique (Alemanha) – Individual, na Galerie Walter Storms

São Paulo SP – Individual, na Monica Filgueiras Galeria de Arte

1981

Pescara (Itália)- Individual, na Galleria Cesare Manzo

São Paulo SP – Individual, na Galeria Luisa Strina

Villigen-Schwenningen (Alemanha) – Individual, na Galerie Walter Worms

1982

Munique (Alemanha) – Individual, na Galeria Walter Storms

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Gravura Brasileira

1983

Brescia (Itália) – Individual, na Galleria Piero Cavalleini

Bruxelas (Bélgica) – Individual, na Galeria Albert Baronian

Leonberg (Alemanha) – Individual, na Galerie Beatrix Wilhelm

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Thomas Cohn

São Paulo SP – Individual, na Galeria Luisa Strina

1984

Munique (Alemanha) – Individual, na Städtische Galerie im Lenbachhaus

1985

Porto Alegre RS – Individual, na Galeria Tina Presser

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Saramenha

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Thomas Cohn

São Paulo SP – Individual, na Galeria Luisa Strina

Taipé (Taiwan) – Individual, no Taipei Fien Arts Museum

1986

Brescia (Itália) – Individual, na Galleria Nuovi Strumenti – Piero Cavellini

Knokke-Heist (Bélgica) – Individual, na Galerie Albert Baronian

São Paulo SP – Individual, na Galeria Luisa Strina

Stuttgart (Alemanha) – Antonio Dias, na Galerie und Verlag

Stuttgart (Alemanha) – Individual, na Galerie Beatrix Wilhelm

1987

Badenweiler (Alemanha) – Individual, na Galerie Dr. Luise Krohn

Barcelona (Espanha) – Individual, na Galeria Joan Prats

Milão (Itália) – Individual, no Studio Marconi

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Saramenha

Vitória ES – Individual, na Galeria Usina

Zurique (Suíça) – Individual, na Galerie Emmerich-Baumann

1988

Berlim (Alemanha) – Individual, no Staatliche Kunsthalle

1989

Mülheim an der Ruhr (Alemanha) – Individual, no Städtisches Museum

Offenbach (Alemanha) – Individual, na Galerie Witzel

São Paulo SP – Individual, na Galeria Luisa Strina

1990

Amsterdã (Holanda) – Individual, na Galerie Pulitzer

Badenweiler (Alemanha) – Individual, na Galerie Dr. Luise Krohn

Berlim (Alemanha) – Individual, na Galeria Nothelfer

Pescara (Itália) – Individual, na Galleria Cesare Manzo

1991

São Paulo SP – Antonio Dias, na Galeria Luisa Strina

1992

Zurique (Suíça) – Individual, na Galerie Stähli

1993

Berlim (Alemanha) – Individual, na Galeria do Serviço de Intercâmbio Acadêmico da Alemanha

Munique (Alemanha) – Individual, na Städtische Galerie im Lenbachhaus

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Paulo Fernandes

São Paulo SP – Individual, na Galeria Luisa Strina

1994

Darmstadt (Alemanha) – Antonio Dias: trabalhos 1967-1994, no Institut Mathildenhöhe Darmstadt

Kraichtal (Alemanha) – Individual, na Ursula-Blickle-Stiffung

Rio de Janeiro RJ – Individual, no Museu da Chácara do Céu

São Paulo SP – Antonio Dias: trabalhos 1967-1994, no Paço das Artes

Zurique (Suíça) – Individual, na Galerie Pablo Stähli

1995

Milão (Itália) – Individual, no Studio Marconi

1996

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Paulo Fernandes

São Paulo – Individual, na Galeria Luisa Strina

1999

Lisboa (Portugal) – Antonio Dias: antologia 1965-99, na Fundação Calouste Gulbenkian. Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão

Munique (Alemanha) – Individual, na Galeria Walter Storms

2000

Curitiba PR – O País Inventado, na Casa Andrade Muricy

Niterói RJ – Antonio Dias: os anos 70 na Coleção João Sattamini, no MAC/Niterói

Salvador BA – Individual, na Paulo Darzé Galeria de Arte

Salvador BA – O País Inventado, no MAM/BA

São Paulo SP – Individual, na Galeria Luisa Strina

Zurique (Suíça) – Individual, na Galerie Pablo Stähli

2001

Brasília DF – O País Inventado, no Espaço Cultural Contemporâneo Venâncio

Fortaleza CE – O País Inventado, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

Rio de Janeiro RJ – O País Inventado, no MAM/RJ

São Paulo SP – O País Inventado, no MAM/SP

Vila Velha ES – O País Inventado, no Museu Vale do Rio Doce

2002

Recife PE – O País Inventado, no Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães

Rio de Janeiro RJ – Seu Marido, no Paço Imperial

2003

Recife PE – Individual, na Amparo Sessenta Galeria de Arte

2004

Rio de Janeiro RJ – 2 + 2, na Artur Fidalgo Escritório de Arte

São Paulo SP – Individual, na Silvia Cintra Galeria de Arte

2005

São Paulo SP – Individual, na Galeria Luisa Strina

Exposições Coletivas

1961

Rio de Janeiro RJ – Prêmio Formiplac, no MAM/RJ

1963

Curitiba PR – 20º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná – prêmio aquisição

1965

Paris (França) – 4ª Bienal de Paris – 1º prêmio de pintura

Rio de Janeiro RJ – 1º Salão Esso de Artistas Jovens, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – 3º Resumo de Arte JB, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Opinião 65, no MAM/RJ

São Paulo SP – 2ª Exposição do Jovem Desenho Nacional, no MAC/USP – premiado

São Paulo SP – Propostas 65, na Faap

1966

Belo Horizonte MG – A Arte de Solange Escosteguy e Antonio Dias: pinturas em tecido, na Galeria Guignard

Belo Horizonte MG – Vanguarda Brasileira, na UFMG. Reitoria

Houston (Estados Unidos) – Brazilian Art Today, na Kiko Gallerie

Praga (Tchecoslováquia – atual República Tcheca) – La Figuration Narrative, na Galeria Václava Spály

Rio de Janeiro RJ – Auto-Retratos, na Galeria Ibeu Copacabana

Rio de Janeiro RJ – Opinião 66, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Pare, na Galeria G4

São Paulo SP – 8 Artistas, na Atrium

São Paulo SP – Meio Século de Arte Nova, no MAC/USP

1967

Berna (Suíça) – Science-Fiction, na Kunsthalle Bern

Paris (França) – Science-Fiction, no Musée des Arts Décoratifs

Düsseldorf (Alemanha) – Science-Fiction, no Städtische Kunsthalle Düsseldorf

Paris (França) – 5ª Bienal de Paris

Paris (França) – O Mundo em Questão, no Museu de Arte Moderna

Rio de Janeiro RJ – Nova Objetividade Brasileira, no MAM/RJ

São Paulo SP – 1ª Jovem Arte Contemporânea, no MAC/USP – prêmio aquisição

1968

Campo Grande MS – 28 Artistas do Acervo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, no Diário da Serra

Paris (França) – Salão de Maio, no Museé d’Art Moderne de la Ville de Paris

Rio de Janeiro RJ – 6º Resumo de Arte JB, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – O Artista Brasileiro e a Iconografia de Massa, na Escola Superior de Desenho Industrial – Esdi

1969

Berna (Suíça) – Pläne und Projekte als Kunst (1969 : Berna, Suiça) – Kunsthalle Bern

Munique (Alemanha) – Pläne und Projekte als Kunst, no Aktionsraum 1

Fortaleza CE – 28 Artistas do Acervo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, no Centro de Artes Visuais Raimundo Cela

Paris (França) – 25º Salão de Maio, no Museé d’Art Moderne de la Ville de Paris

Tóquio (Japão) – Dialogue Between East and West, no The National Museum of Modern Art

1970

Bolonha (Itália) – Comportamenti/Progetti/Mediazioni, no Museo Civico

Frankfurt (Alemanha) – Kunst und Politik, no Kunstverein

Hamburgo (Alemanha) – Künstler machen Pläne, andere auch!, no Kunsthaus Hamburg

Karlsruhe, Wuppertal e Frankfurt (Alemanha) e Basel (Suíça) – Kunst und Politik, na Badischer Kunstverein, Kunstverein Wuppertal, Kunstverein Frankfurt e Kunsthalle Basel
Nova York (Estados Unidos) – Art Concepts from Europe, na Bonino Gallery

1971

Liubliana (Iugoslávia – atual Eslovênia) – Exposição Internacional de Desenho, organizada pela Moderna Galeria Liubliana – grande prêmio

New York (Estados Unidos) – 6ª International Exhibition, no Solomon R. Guggenheim Museum

Nova York (Estados Unidos) – 6ª International Exhibition, no The Solomon R. Guggenheim Museum

1972

Rijeka (Iugoslávia – atual Croácia) – International Exhibition of Original Drawing – premiado

São Paulo SP – Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois, na Galeria da Collectio

1973

Colônia (Alemanha) – Films als Kunstwerk, no Kunsthalle Köln

Gênova e Milão (Itália) e Londres (Inglaterra) – The Record as Artwork, na Galleriaforma, na Galleria Françoise Lambert e no The Royal College of Art Gallery

Paris (França) – 8ª Bienal de Paris

Rio de Janeiro RJ – Vanguarda Internacional, na Galeria Ibeu Copacabana

São Paulo SP – Expo-Projeção 73, no Espaço Grife

Buenos Aires (Argentina) – Expo-Projeção 73, no Centro de Arte y Comunicación – CAYC

Paris (França)-8ª Bienal de Paris

1974

Colônia (Alemanha) – Projekt 74, no Kunsthalle Cologne

Colônia (Alemanha) – Record as Art, na Galerie Rolf Ricke

Colônia (Alemanha) – Video Bänder, no Kunstverein Köln

Lausanne (Suíça) – Impact Video Art, no Musée des Arts Découratifs

Londres (Inglaterra) e Paris (França) – Art Systems in Latin America, no Institute of Contemporary Arts e no Espace Pierre Cardin

Londres (Reino Unido) – Art Systems in Latin America, no Institute of Contemporary Art

1975

Ferrara (Itália) – Art Systems in Latin America, no Palazzo dei Diamanti

Filadélfia (Estados Unidos) – Video Art, no The Institute of Contemporary Art, no The Institute of Contemporary Art

Hartford (Estados Unidos) – Video Art, no The Institute of Contemporary Art

Chicago (Estados Unidos) – Video Art, no The Institute of Contemporary Art

Cincinnati (Estados Unidos) – Video Art, no The Institute of Contemporary Art

Milão (Itália) – Artevideo e Multivision, na Rotonda della Besana

1976

Roma (Itália) – Drawings/Disegni: USA/Itália, na Galleria Canavello

1977

Fort Worth (Estados Unidos) – The Record as Artwork, no The Fort Worth Art Museum

Milão (Itália) – Arte & Cinema, no Centro Internazionale di Brera

Roma (Itália) – Sonora, na Calcografia Nazionale

1978

Rio de Janeiro RJ – 3ª Arte Agora: América Latina, Geometria Sensível, no MAM/RJ

São Paulo SP – O Objeto na Arte: Brasil anos 60, no MAB/Faap

Veneza (Itália) – 39ª Bienal de Veneza

1979

João Pessoa PB – Livre como Arte, no Núcleo de Arte Contemporânea da UFPB

Paris (França) – Cinema d’Artista e Cinema Sperimentale in Italia, na Cinematheque Française

1980

Milão (Itália) – Camere Incantate, no Palazzo Reale

Milão (Itália) – Quasi Cinema, no Centro Internazionale di Brera

Rio de Janeiro RJ – Homenagem a Mário Pedrosa, na Galeria Jean Boghici

1981

Porto Alegre RS – Artistas Brasileiros dos Anos 60 e 70 na Coleção Rubem Knijnik, no Espaço NO Galeria Chaves

Rio de Janeiro RJ – Quase Cinema, no MAM/RJ

São Paulo SP – 16ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

São Paulo SP – Arte Pesquisa, no MAC/USP

São Paulo SP – Artistas Contemporâneos Brasileiros, no Escritório de Arte São Paulo

São Paulo SP – 16ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1982

Lisboa (Portugal) – Brasil 60 Anos de Arte Moderna: Coleção Gilberto Chateaubriand, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão

Londres (Reino Unido) – Brasil 60 Anos de Arte Moderna: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Barbican Art Gallery

Rio de Janeiro RJ – Contemporaneidade: homenagem a Mário Pedrosa, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Que Casa é essa da Arte Brasileira, na Galeria Gravura Brasileira

1983

Rio de Janeiro RJ – 13 Artistas/13 Obras, na Galeria Thomas Cohn

Rio de Janeiro RJ – 3000 Metros Cúbicos, no Espaço Cultural Sérgio Porto

Vinci (Itália) – Codici e Marchingegni 1482-1983, na Casa di Leonardo

1984

Nova York (Estados Unidos) – An International Survey of Recent Painting and Sculpture, no MoMA

Rio de Janeiro RJ – Antonio Dias, Carlos Vergara, Roberto Magalhães e Rubens Gerchman, no Centro Empresarial

Rio de Janeiro RJ – Os Papéis do Papel, na Funarte. Centro de Artes

São Paulo SP – Coleção Gilberto Chateaubriand: retrato e auto-retrato da arte brasileira, no MAM/SP

São Paulo SP – Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal

São Paulo SP – Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal

Sydney (Austrália) – 5ª Bienal de Sydney

1985

Rio de Janeiro RJ – 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Galeria Ibeu Copacabana 25 Anos: 1960-1985, na Galeria Ibeu Copacabana

Rio de Janeiro RJ – Opinião 65, na Galeria de Arte Banerj

Rio de Janeiro RJ – Retrato do Colecionador na Sua Coleção, na Galeria de Arte Banerj

Rio de Janeiro RJ – 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Velha Mania: desenho brasileiro, no EAV/Parque Lage

São Paulo SP – Tendências do Livro de Artista no Brasil, no CCSP

Tóquio (Japão) – Today´s Art of Brazil, no Hara Museum of Contemporary Art

1986

Frankfurt (Alemanha) – Prospect 86, no Kunstverein

Porto Alegre RS – Coleção Rubem Knijnik: arte brasileira dos anos 60/70/80, no Margs

Rio de Janeiro RJ – Transvanguarda e Culturas Nacionais, no MAM/RJ

São Paulo SP – 1ª Mostra Christian Dior de Arte Contemporânea: pintura, no Paço Imperial

1987

Paris (França) – Modernidade: arte brasileira do século XX, no Musée d?Art Moderne de la Ville de Paris

Rio de Janeiro RJ – Ao Colecionador: homenagem a Gilberto Chateaubriand , no MAM/RJ

São Paulo SP – 18º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

São Paulo SP – O Ofício da Arte: pintura, no Sesc

São Paulo SP – Palavra Imágica, no MAC/USP

1988

Leverkusen (Alemanha) – Brasil Já, no Museum Morsbroich

Stuttgart (Alemanha) – Brasil Já, na Galerie Landesgirokasse

Nova York (Estados Unidos) – Brazil Projects, no P. S. 1

Nova York (Estados Unidos) – The Latin American Spirit: art and artists in the United States, 1920-1970, no The Bronx Museum of the Arts

Rio de Janeiro RJ – Hedonismo: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Galeria Edfício Gilberto Chateaubriand

São Paulo SP – 63/66 Figura e Objeto, na Galeria Millan

São Paulo SP – Modernidade: arte brasileira do século XX, no MAM/SP

1989

El Paso (Estados Unidos) – The Latin American Spirit: art and artists in the United States, 1920-1970, no El Paso Museum of Art

Hannover (Alemanha) – Brasil Já, no Sprengel Museum

San Juan (Puerto Rico) – The Latin American Spirit: art and artists in the United States, 1920-1970, no Instituto de Cultura Puertorriqueña

San Diego (Estados Unidos) – The Latin American Spirit: art and artists in the United States, 1920-1970, no San Diego Museum of Art

São Paulo SP – Acervo Galeria São Paulo, na Galeria de Arte São Paulo

São Paulo SP – Gesto e Estrutura, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

1990

Berlim (Alemanha) – Gegenwart/Ewigkeit, no Martius-Gropius-Bau

Berlim (Alemanha) – Mostra, na Berliner Galerien Zeigen brasilianische Kunst

Brasília DF – Prêmio Brasília de Artes Plásticas, no MAB

Los Angeles (Estados Unidos) e São Paulo SP- Brazil Projects’ 90, na Municipal Art Gallery e no Masp

Miami (Estados Unidos) – The Latin American Spirit: art and artists in the United States, 1920-1970, no Center for the Fine Arts Miami Art Museum of Date

São Paulo SP – Brazil Projects’90, no Masp

1991

Rio de Janeiro RJ – Imagem sobre Imagem, no Espaço Cultural Sérgio Porto

São Paulo SP – O Que Faz Você Agora Geração 60?: jovem arte contemporânea dos anos 60 revisitada, no MAC/USP

1992

Curitiba PR – Mostra América, no Museu de Gravura

Paris (França) – Latin American Artists of the Twentieth Century, no Centre Georges Pompidou

Poços de Caldas MG – Arte Moderna Brasileira: acervo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, na Casa de Cultura

Rio de Janeiro RJ – 1º A Caminho de Niterói: Coleção João Sattamini, no Paço Imperial

Rio de Janeiro RJ – As Artes do Poder, no Paço Imperial

Rio de Janeiro RJ – Gravura de Arte no Brasil: proposta para um mapeamento, no CCBB

Rio de Janeiro RJ – Natureza: quatro séculos de arte no Brasil, no CCBB

São Paulo SP – Anos 60/70: Coleção Gilberto Chateubriand/Museu de Arte Moderna-RJ, na Galeria de Arte do Sesi

São Paulo SP – Branco Dominante, na Escritório de Arte São Paulo

Sevilha (Espanha) – Latin American Artists of the Twentieth Century, na Estación Plaza de Armas

Zurique (Suíça) – Brasilien: entdeckung und selbstentdeckung, no Kunsthaus

1993

Colônia (Alemanha) – Latin American Artists of the Twentieth Century, no Kunsthalle Cologne

João Pessoa PB – Xilogravura: do cordel à galeria, na Fundação Espaço Cultural da Paraíba

João Pessoa PB – Xilogravura: do cordel à galeria, na Funesc

Niterói RJ – 2º A Caminho de Niterói: Coleção João Sattamini, no MAC/Niterói

Nova York (Estados Unidos) – Latin American Artists of the Twentieth Century, no MoMA

Rio de Janeiro RJ – A Rarefação dos Sentidos: Coleção João Sattamini – anos 70, na EAV/Parque Lage

Rio de Janeiro RJ – Arte Erótica, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Emblemas do Corpo: o nu na arte moderna brasileira, no CCBB

Rio de Janeiro RJ – Gravuras de Amilcar de Castro, Antonio Dias, Iberê Camargo e Sérgio Fingermann, na EAV/Parque Lage

São Paulo SP – A Arte Brasileira no Mundo, uma Trajetória: 24 artistas brasileiros, na Dan Galeria

São Paulo SP – O Desenho Moderno no Brasil: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Galeria de Arte do Sesi

São Paulo SP – Representação: presenças decisivas, no Paço das Artes

Veneza (Itália) – Brasil: Segni d’Arte, na Fondazione Scientífica Querini Stampalia

Veneza (Itália) – Brasil: Segni d’Arte, na Fondazione Scientífica Querini Stampalia

Milão (Itália) – Brasil: Segni d’Arte, na Biblioteca Nazionale Braidense

Florença (Itália) – Brasil: Segni d’Arte, na Biblioteca Nazionale

Roma (Itália) – Brasil: Segni d’Arte, no Centro de Estudos Brasileiros

1994

Belo Horizonte MG – O Efêmero na Arte Brasileira: anos 60/70

Penápolis SP – O Efêmero na Arte Brasileira: anos 60/70, no Galeria Itaú Cultural

Poços de Caldas MG – Coleção Unibanco: exposição comemorativa dos 70 anos de Unibanco, no Casa da Cultura

Rio de Janeiro RJ – Livro-Objeto: a fronteira dos vazios, no CCBB

Rio de Janeiro RJ – O Desenho Moderno no Brasil: Coleção Gilberto Chateubriand, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Trincheiras: arte e política no Brasil, no MAM/RJ

São Paulo SP – 20 Anos de Arte Brasileira, no Masp

São Paulo SP – 22ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

São Paulo SP – Bienal Brasil Século XX, Fundação Bienal

São Paulo SP – 22º Bienal Internacional de São Paulo, no Fundação Bienal

São Paulo SP – O Efêmero na Arte Brasileira: anos 60/70, no Itaú Cultural

São Paulo SP – Paisagens, na Galeria de Arte São Paulo

São Paulo SP – Poética da Resistência: aspectos da gravura brasileira, no Galeria de Arte do Sesi

São Paulo SP – Poética da Resistência: aspectos da gravura brasileira, na Galeria de Arte do Sesi

São Paulo SP – Xilogravura: do cordel à galeria, no Metrô e no Masp

1995

Rio de Janeiro RJ – Coleção Unibanco: exposição comemorativa dos 70 anos do Unibanco, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Opinião 65: 30 anos, no CCBB

São Paulo SP – Livro-Objeto: a fronteira dos vazios, no MAM/SP

1996

Basiléia (Suíça) – Medien, Kunstwerke, na Galerie Stampa

Brasília DF – O Efêmero na Arte Brasileira: anos 60/70, na Itaugaleria

Colônia (Alemanha) – New Acquisitions, no Museu Ludwig

Niterói RJ – Arte Contemporânea Brasileira na Coleção João Sattamini, no MAC/Niterói

Rio de Janeiro RJ – Anos 70: fotolinguagem, na EAV/Parque Lage

Rio de Janeiro RJ – Antonio Dias e Roberto Magalhães, no Paço Imperial

Rio de Janeiro RJ – Dialog: experiências alemãs, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Interiores, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Reila Gracie, Roberto Magalhães, Antonio Dias, no Paço Imperial

Rio de Janeiro RJ – Transparências, no MAM/RJ

São Paulo SP – Arte Brasileira: 50 anos de história no acervo MAC/USP: 1920-1970, no MAC/USP

São Paulo SP – O Mundo de Mario Schenberg, na Casa das Rosas

1997

Barcelona (Espanha) – Impressões Itinerantes, na Casa do Brasil

Curitiba PR – A Arte Contemporânea da Gravura, no Museu Metropolitano de Arte de Curitiba

Nova York (Estados Unidos) – Re-Aligning Visions: alternative currents in South American drawing, no Museo del Barrio

Little Rock (Estados Unidos) – Re-Aligning Visions: alternative currents in South American drawing, no Arkansas Art Center

Porto Alegre RS – 1ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, na Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul

Rio de Janeiro RJ – Ar: exposição de artes plásticas, brinquedos, objetos e maquetes, no Paço Imperial

Stuttgart (Alemanha) – Magie der Zahl in der Kunst des 20, Jahrhunderts, na Staatsgalerie

1998

Austin (Estados Unidos) – Re-Aligning Visions: alternative currents in South American drawing, na Archer M. Huntington Art Gallery

Caracas (Venezuela) – Re-Aligning Visions: alternative currents in South American drawing, no Museo de Bellas Artes

Monterrey (Mexico) – Re-Aligning Visions: alternative currents in South American drawing, no Museo de Arte Contemporáneo

Niterói RJ – Espelho da Bienal, no MAC/Niterói

Ribeirão Preto SP – As Dimensões da Arte Contemporânea, no Museu de Arte de Ribeirão Preto

Rio de Janeiro RJ – Anos 60/70: Coleção Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Antropofagia, no Museu da República

Rio de Janeiro RJ – Poéticas da Cor, no Centro Cultural Light

Rio de Janeiro RJ – Terra Incógnita, no CCBB

Rio de Janeiro RJ – Trinta Anos de 68, no CCBB

Rio de Janeiro RJ – A Coleção Constantini no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, no MAM/RJ

São Paulo SP – A Coleção Constantini no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, no MAM/SP

São Paulo SP – 24ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

São Paulo SP – O Moderno e o Contemporâneo na Arte Brasileira: Coleção Gilberto Chateaubriand – MAM/RJ, no Masp

São Paulo SP – Os Colecionadores – Guita e José Mindlin: matrizes e gravuras, na Galeria de Arte do Sesi

São Paulo SP – Teoria dos Valores, no MAM/SP

Rio de Janeiro RJ – Teoria dos Valores, na Casa França-Brasil

1999

Lisboa (Portugal) – América Latina das Vanguardas ao Fim do Milênio, na Culturgest

Miami (Estados Unidos) – Re-Aligning Visions: alternative currents in South American drawing, no Miami Art Museum

Nova York – Global Conceptualism: point of origin, 1950s-1980s, no Queens Museum of Art

Minneapolis – Global Conceptualism: point of origin, 1950s-1980s, no Walker Art Center

Miami (Estados Unidos) – Global Conceptualism: point of origin, 1950s-1980s, no Miami Art Museum

Rio de Janeiro RJ – Mostra Rio Gravura. Coleção Mônica e George Kornis, no Espaço Cultural dos Correios

2000

Curitiba PR – 12ª Mostra da Gravura de Curitiba. Marcas do Corpo, Dobras da Alma

Lisboa (Portugal) – Século 20: arte do Brasil, na Fundação Calouste Gulbenkian. Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão

Lisboa (Portugal) – Spanning an Entire Ocean, no Culturgest

Nova York (Estados Unidos) – Icon + Grid + Void, no The Americas Society

Rio de Janeiro RJ – Antonio Dias, Carlos Vergara, Roberto Magalhães, Rubens Gerchman, na GB Arte

Rio de Janeiro RJ – Situações: arte brasileira anos 70, na Fundação Casa França – Brasil

São Paulo SP – A Figura Humana na Coleção Itaú, no Itaú Cultural

São Paulo SP – Arte Conceitual e Conceitualismos: anos 70 no acervo do MAC/USP, na Galeria de Arte do Sesi

São Paulo SP – Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento – Arte Contemporânea, na Fundação Bienal

2001

Oxford (Inglaterra) – Experiment Experiência: art in Brazil 1958-2000, no Museum of Modern Art

Oxford (Reino Unido) – Experiment Experiência: art in Brazil 1958-2000, no Museum of Modern Art

Porto Alegre RS – Coleção Liba e Rubem Knijnik: arte brasileira contemporânea, no Margs

Recife PE – Palavraimagem, no MAMAM

Rio de Janeiro RJ – Aquarela Brasileira, no Centro Cultural Light

Rio de Janeiro RJ – O Espírito de Nossa Época, no MAM/RJ

São Paulo SP – O Espírito de Nossa Época, no MAM/SP

São Paulo SP – Anos 70: Trajetórias, no Itaú Cultural

São Paulo SP – Trajetória da Luz na Arte Brasileira, no Itaú Cultural

2002

Belo Horizonte MG – Antonio Dias e Nelson Felix, na Celma Albuquerque Galeria de Arte

Brasília DF – Fragmentos a Seu Ímã, no Espaço Cultural Contemporâneo Venâncio

Fortaleza CE – Ceará Redescobre o Brasil, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

Madri (Espanha) – Arco/2002, no Parque Ferial Juan Carlos I

Niterói RJ – A Recente Coleção do MAC, no Museu de Arte Contemporânea

Niterói RJ – Acervo em Papel, no MAC/RJ

Niterói RJ – Diálogo, Antagonismo e Replicação na Coleção Sattamini, no MAC/RJ

Passo Fundo RS – Gravuras: Coleção Paulo Dalacorte, no Museu de Artes Visuais Ruth Schneider

Porto Alegre RS – Gravuras: Coleção Paulo Dalacorte, no Museu do Trabalho

Recife PE – Em Sete Tempos, Amparo Sessenta Galeria de Arte

Rio de Janeiro RJ – Arquipélagos: o universo plural do MAM, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Arte Brasileira na Coleção Fadel: da inquietação do moderno à autonomia da linguagem, no CCBB

Rio de Janeiro RJ – Artefoto, no CCBB

Rio de Janeiro RJ – Caminhos do Contemporâneo 1952-2002, no Paço Imperial

Rio de Janeiro RJ – Entre a Palavra e a Imagem: módulo 1, na Sala MAM-Cittá América

Rio de Janeiro RJ – Genealogia do Espaço, na Galeria do Parque das Ruínas

Rio de Janeiro RJ – Identidades: o retrato brasileiro na Coleção Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ

São Paulo SP – Arte Brasileira na Coleção Fadel: da inquietação do moderno à autonomia da linguagem, CCBB

São Paulo SP – Coleção Metrópolis de Arte Contemporânea, Pinacoteca do Estado

São Paulo SP – Mapa do Agora: arte brasileira recente na Coleção João Sattamini do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, no Instituto Tomie Ohtake

2003

Brasília DF – Arte Brasileira na Coleção Fadel: da inquietação do moderno à autonomia da linguagem, no CCBB

Brasília DF – Artefoto (2003 : Brasília, DF) – CCBB

Rio de Janeiro RJ – Autonomia do Desenho, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Fiat Lux: a luz na arte, no Centro Cultural da Justiça Federal

Rio de Janeiro RJ – Projeto Brazilianart, no Almacén Galeria de Arte

São Paulo SP – A Subversão dos Meios, no Itaú Cultural

São Paulo SP – Acervo 2003/2004, na Galeria Luisa Strina

São Paulo SP – Aproximações do Espírito Pop: 1963-1968, no MAM/SP

São Paulo SP – Arte e Sociedade: uma relação polêmica, no Itaú Cultural

São Paulo SP – Galeria Luisa Strina: artistas representados, na Galeria Luisa Strina

São Paulo SP – MAC USP 40 Anos: interfaces contemporâneas, no MAC/USP

São Paulo SP – Meus Amigos, no Espaço MAM-Villa-Lobos

Vila Velha ES – O Sal da Terra, no Museu Vale do Rio Doce

2004

Campinas SP – Coleção Metrópolis de Arte Contemporânea, no Espaço Cultural CPFL

Madri (Espanha) – Arco/2004, no Parque Ferial Juan Carlos I

Rio de Janeiro RJ – 30 Artistas, no Mercedes Viegas Escritório de Arte

Rio de Janeiro RJ – Arte Contemporânea Brasileira nas Coleções do Rio, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Novas Aquisições 2003: Coleção Gilberto Chateubriand, MAM/RJ

São Paulo SP – Arte Contemporânea no Acervo Municipal, no CCSP

São Paulo SP – Notações e Instantâneas, no Lurixs: Arte Contemporânea

2005

Belo Horizonte MG – 40/80: uma mostra de arte brasileira, no Léo Bahia Arte Contemporânea

Rio de Janeiro RJ – Coletiva 2005, no Mercedes Viegas Escritório de Arte

São Paulo SP – Arte em Metrópolis, no Instituto Tomie Ohtake

São Paulo SP – Coleções VI, no Galeria Luisa Strina

Cronologia

s.d.

Aprende as técnicas elementares do desenho com o avô

1958/1959

Estuda em regime de internato no Rio de Janeiro

ca.1959

Estuda sob a orientação de Oswaldo Goeldi (1895 – 1961) no Atelier Livre da Escola Nacional de Belas Artes – Enba, no Rio de Janeiro

1959

Rio de Janeiro RJ – Começa a trabalhar como desenhista de arquitetura e gráfico

Rio de Janeiro RJ – Passa a fazer ilustrações e desenhar capas de livros para obras de Bertolt Brecht (1898 – 1956), Clarice Lispector (1925 – 1977), Gregory Rabassa (1922), Eduardo Portella (1932), entre outros

1965

Participa do grupo G4 com Pedro Escosteguy (1916 – 1989), Ilca Tereza e Antonio Maia (1928). Recebe bolsa do governo francês, residindo em Paris

1968

Transfere-se para Milão, onde abre ateliê

1971

Edita o disco Record: The Space Between e inicia a série de filmes em super-8 The Illustration of Art

1972

Recebe bolsa da Simon Guggenheim Foundation, Nova York (Estados Unidos)

1977

Viaja para a Índia e para o Nepal onde estuda as técnicas de produção artesanal de papel com as tribos sherpa, tamang e newari. Visitando Barabishe-Tatopani, um campo de trabalho nas imediações da fronteira entre o Tibete e o Nepal o artista aprende as técnicas de coloração vegetal

Publica o álbum de xilografias Tramas em Katmandu, Nepal

1978

É professor da Universidade Federal da Paraíba – UFPB, em João Pessoa (PB), onde cria o Núcleo de Arte Contemporânea

1983

Lançada publicação sobre sua obra em papel, com texto de Catherine Millet e monografia sobre pinturas e trabalhos em papel de Sandro Spoccati e Helmut Friedel

1988

É bolsista do Deutscher Akademischer Austausch Dienst – DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico], residindo em Berlim (Alemanha) por um ano

1992

Torna-se professor da Internationalen Sommerakademie für Bildende Kunst, em Salzburgo (Áustria)

1993

Torna-se professor da Staatliche Akademie der Bildenden Künste, em Karlsruhe (Alemanha)

1994

O Institut Mathildenhöhe, Darmstadt, realiza uma grande exposição individual do artista. Participa da XXII Bienal de São Paulo

1998

Participa da XXIV Bienal Internacional de São Paulo; e das exposições The Constantini Collection, no MAM, Rio de Janeiro; Poéticas da Cor, no Centro Cultural Light, Rio de Janeiro; e Moderno e Contemporâneo na Arte Brasileira, no MAM, São Paulo

1999

A mostra individual Antologia 1965 – 1999 é apresentada na Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa. A exposição Antonio Dias: o país inventado, uma seleção de trabalhos dos últimos 30 anos de carreira do artista, é apresentada no MAM/BA, em Salvador (BA) e posteriormente na Casa Andrade Muricy, Curitiba (PR)

2001

A exposição Antonio Dias: o país inventado segue para o MAM/SP e depois para o Museu Vale do Rio Doce, em Vila Velha, para o Espaço cultural Contemporâneo, de Brasília, e para o Museu de Arte Contemporânea de Fortaleza

2002

A itinerância da mostra Antonio Dias: o país inventado é concluída no Museu da Arte Moderna Aloísio Magalhães, Recife (PE)

2004

Participa de importantes mostras no exterior como Beyond Geometry: experiments in form 1940s – 70s, no Los Angeles Country Museum of Art, Los Angeles e Inverted Utopias: avant-garde art in Latin América, no Museum of Fine Art of Houston, realizando ainda mostras individuais na Galeria Silvia Cintra e na Galeria Artur Fidalgo, no Rio de Janeiro

2006

Participa de importantes exposições coletivas como Sites of Sculpture in Modern Brazil, no Henry Moore Institute, Leeds – UK; e a exposição Tropicália: a revolution in brazilian culture no Barbican Center, em Londres (Inglaterra)

2007

Expõe seus novos trabalhos em individual na Paulo Darzé Galeria de Arte, em Salvador (BA)

Livros

Antonio Dias

ANTONIO DIAS
Formato: Livro
Autor: HERKENHOFF, PAULO
Autor: HERKENHOFF, PAULO
Autor: MOLDER, JORGE
Idioma: PORTUGUES
Editora: COSAC NAIFY
Assunto: ARTES

Videos

Trecho do programa de tv sobre arte contemporânea, CATÁLOGO, criação do diretor Marcos Ribeiro. Produzido pela TV Imaginária Produções, é uma realização do canal de tv á cabo, CANAL BRASIL.
O programa tem produção da jornalista Helena Lara Resende, abertura de Caco Moraes, música de Lucas Santtana, fotografia e câmara de Manuel Águas e montagem de Marcos Ribeiro.

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