Vik Muniz

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“A grande crise de relevância que a arte contemporânea atravessa hoje não é por falta de público, cultura ou interesse; é pelo preconceito conservador e paranóico de pessoas que vêem a cultura como um privilégio, e não como um direito”.

Vicente José de Oliveira Muniz mais conhecido como Vik Muniz, é um artista plástico brasileiro radicado em Nova York, que faz experimentos com novas mídias e materiais.

A contemporaneidade das obras de Vik Muniz está na utilização de materiais inusitados, como: geleia, chocolate, pasta de amendoim, xarope, vinho, açúcar, materiais recicláveis, fios de cabelo, arame, diamante, gel, pigmentos, comidas, etc e tal. A técnica criada por Vik Muniz consiste na utilização desses variados e inusitados materiais e objetos na formação de imagens que depois são fotografadas e ampliadas.

Vik Muniz - Foto

Vik Muniz – Foto

Normalmente seus trabalhos são releituras de grandes mestres da pintura: Leonardo da Vinci, Claude Monet, Albert Dürer, Gerhard Richter, Andy Warhol, entre outros.

Investigando temas relacionados à memória, à percepção, à representação de imagens do mundo das artes e meios de comunicação, o artista plástico Vik Muniz usa elementos peculiares em seus trabalhos, revelando que grandes coisas podem surgir de simples elementos usados no cotidiano.

Vik Muniz e sua obra

Vik Muniz e sua obra

Com obras nos principais museus de arte contemporânea do mundo, como o Metropolitan, o Whitney, o MoMA, de Nova York e o Reina Sofia, de Madrid, Vik Muniz, artista plástico brasileiro conhecido no mundo inteiro, consegue utilizar a fotografia como meio de representação de um diálogo com a História da Arte, que chega ao entendimento de todos pela simplicidade dos materiais que utiliza, quebrando a idéia de que arte é algo que só quem lida com ela entende.

Vik Muniz - Biografia

Vicente José de Oliveira Muniz mais conhecido como Vik Muniz nasceu em São Paulo/SP em 1961, radicado em Nova York, é artista plástico brasileiro conhecido, por usar lixo e componentes como açúcar e chocolate em suas obras. Chegou a cursar Publicidade e Propaganda na Fundação Armando Álvares Penteado – Faap em São Paulo. Em 1983, passou a viver em Nova York, onde reside e trabalha.

A partir de 1988, começou a desenvolver trabalhos que faziam uso da percepção e representação de imagens a partir de materiais como o açúcar, chocolate, catchup e outros como o gel para cabelo e lixo. Naquele mesmo ano, Vik Muniz criou desenhos de fotos que memorizou através da revista americana Life.

Muniz fotografou os desenhos e a partir de então, pintou-as para conferir um ar de realidade original. A série de desenhos foram chamados The Best of Life.

Vik Muniz - Capa do CD da banda Tribalistas - Serie Chocolate

Vik Muniz – Capa do CD da banda Tribalistas – Serie Chocolate

A série The Best of Life são desenhos de fotografias muito famosas feitas completamente da memória. Quando os desenhos eram bons o suficiente para se parecer como uma má reprodução da imagem original, eu os fotografei e imprimi com a mesma amostra de tons que nós normalmente vemos nessas imagens. Nesses trabalhos eu tentei encontrar como a fotografia se parece em nossa cabeça quando não estamos olhando para ela. Elas trazem as estruturas das famosas fotos, mas, na verdade, são muito diferentes” explica o artista.
Suas obras podem ser encontradas em importantes acervos, como da Tate Modern e do Victoria & Albert Museum, ambos em Londres.

Vik Muniz fez trabalhos inusitados, como a cópia da Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, usando manteiga de amendoim e geléia como matéria prima. Com calda de chocolate, pintou o retrato do pai da psicanálise, Sigmund Freud. Muniz também recriou muitos trabalhos do pintor francês
Monet.

Na série Pictures of Magazines [Retratos de Revistas, 2003], expõe retratos de conhecidas personalidades brasileiras, como o jogador Pelé e o presidente Luis Inácio Lula da Silva mas também de um anônimo vendedor de flores. O artista realiza uma complexa operação de decomposição e recomposição da imagem fotográfica. Os retratos são obtidos pela reunião de pequenos fragmentos de páginas de periódicos que, sobrepostos em um trabalho preciso, fazem surgir os rostos dos personagens retratados.

Um livro chamado Reflex – A Vik Muniz Primer, foi lançado em 2005, contendo uma coleção de fotos de seus trabalhos expostos.

Uma de suas exposições mais comentadas foi a denominada Vik Muniz:Reflex, no University of South Florida Contemporary Art Museum, também exposta no Seattle Art Museum Contemporary e no Art Museum em Nova York.

Em 2010, foi produzido um documentário intitulado Lixo Extraordinário,sobre o trabalho de Vik Muniz com catadores de lixo de Duque de Caxias, cidade localizada na área metropolitana do Rio de Janeiro. A filmagem recebeu um prêmio no festival de Berlim na categoria Anistia Internacional e no Festival de Sundance.

Vik Muniz e José Serra

Vik Muniz e José Serra

O artista também se dedicou a fazer trabalhos de maior porte. Alguns deles foram a série Imagens das Nuvens, a partir da fumaça de um avião, e outras feitas na terra, a partir de lixo.

Muniz busca na fotografia a expressão para questões de representação da realidade, ligando-a ao desenho e à pintura, de forma não-convencional. Suas imagens suscitam no espectador a sensação de estranheza, e o questionamento da fotografia como reprodução fiel da realidade. Também inova ao estabelecer uma relação original entre o artista, a obra de arte e o espectador, que deve refletir mas também se deixar levar pelos mecanismos da ilusão.

Formação

s.d. – São Paulo SP – Cursa publicidade na Fundação Armando Álvares Penteado – Faap

Curiosidades

Livro Vik Muniz: Obra Completa 1987-2009, Pedro Correa do Lago (Org.)
Editora Capivara

Este volume reúne a obra completa do artista, produzida nos primeiros 22 anos de sua carreira, de 1987 a 2009. Neste catálogo, o leitor encontrará quase 1200 obras, que representam mais de 1600 imagens, muitas reproduzidas em página inteira.

 

Livro VIK, Leonel Kaz e Nigge Loddi (Orgs.)
Editora Aprazível Edições

A publicação traça um paralelo entre as obras, materiais e técnicas utilizadas por Vik Muniz, possibilitando uma reflexão bem humorada sobre a forma de ver e compreender as imagens produzidas pelo artista.

 

Livro Reflex: Vik Muniz de A a Z, Vik Muniz
Editora: Cosac & Naify

Originalmente lançado em inglês para acompanhar uma mostra itinerante do artista nos Estados Unidos, no início de 2006, o livro é uma oportunidade de conhecer mais profundamente o trabalho de Vik, como também suas ideias a respeito da arte. Reflex, representa, ainda, uma retrospectiva, desde as obras do final dos anos 1980, passando pelas motivações do envolvimento do artista com a fotografia

 

Vik Muniz - Obra Sarah Bernhardt (clique para ampliar)

Vik Muniz – Obra Sarah Bernhardt (clique para ampliar)

Acervos importantes

As fotografias feitas por Vik Muniz fazem parte do acervo particular e de galerias em São Francisco, Madri, Paris, Moscou e Tóquio, além de museus como Tate Modern e o Victoria & Albert Museum, em Londres, o Getty Institute, de Los Angeles, e o MAM, em São Paulo. A obra “Boom”, integrante da série “The Sarzedo Drawings”, de 2002, fotografia de gelatina de prata com viragem, está disponível a apreciação no Museu do Inhotim, em Brumadinho, Minas Gerais.

Críticas

“Antes de mais nada Vik estabelece uma relação entre desenho e fotografia, entre memória e presente, já que toma como ponto de partida e reminiscência de uma imagem célebre, por exemplo, a de John Lennon em Manhattan. Ele desenha o clichê de memória.

Nessa etapa, a aptidão mais solicitada é a da retenção, como se todas as reproduções dessa imagem tivessem desaparecido e como se contássemos apenas com o talento e a memória de Vik para fazê-la renascer. Às vezes, ele interroga pessoas para completar esse quebra-cabeça.

Pouco a pouco, a figura trágica do Beatle aparece, como se estivesse em via de se compor na bacia do revelador. Obviamente, a imagem foi congelada para sempre nos olhos do público, verdadeiramente síntese do que se iria passar: seja o nome da cidade onde seria assassinado, escrito sobre sua camiseta, os braços cruzados como se esperasse seu carrasco e os óculos escuros de star.

Ele desenha o rosto de esfinge do membro mais articulado do conjunto de rock e, finalmente, a grade atrás dele. No entanto, o desenho não é o produto final de Vik. O desenho conserva os traços de suas luta mortal contra o esquecimento. Então, ele fotografa o desenho e o desenvolve sobre um papel que possa dar a mesma granulação que uma radiofoto.

Vik Muniz - Atalanta e Hippomenes After Guido Reni (clique para ampliar)

Vik Muniz – Atalanta e Hippomenes After Guido Reni (clique para ampliar)

Procede da mesma maneira com a lembrança do primeiro homem que pisou o solo lunar, a da execução de um vietcongue suspeito, a da menina que corre nua pela estrada após a queda do napalm. Todos esses clichês são provenientes da seleção das melhores fotos produzidas pela revista Life, primeiro livro que Vik comprou nos Estados Unidos assim que chegou lá, em 1983, quando possuía um conhecimento rudimentar do inglês.

A série ‘O melhor da Life’, realizada entre 1988 e 1990, remete então à recaptura de um momento em que se sentia exilado, perdido e isolado. Para ser artista, lhe faltou reproduzir este estado, como se o resgate do tempo reencontrado lhe fornecesse a chave definitiva de sua vocação”.
Nelson Aguilar

 

Vik Muniz - Diamond Divas - 2004

Vik Muniz – Diamond Divas – 2004

“Há em Vik Muniz (…) alguns traços que gostaríamos de abordar. Primeiramente, seu empenho no ‘fazer’, e não apenas na concepção de um trabalho, que é a tônica de sua produção. Nesse ‘fazer’, está implícito seu domínio técnico para levar a cabo uma idéia. Podendo partir da cópia de uma obra de arte ou de uma fotografia, minuciosamente, com competência, pinça determinados artistas da história da arte – Corot, Coubert, Monet, Da Vinci, Caravaggio, Rothko, Morris – pelo desafio ou pela admiração? – reproduzindo a obra de ‘outro’ à sua maneira. (…)

No caso de Vik Muniz, quando reproduz à sua maneira a obra de ‘outro’, referimo-nos aos materiais por ele utilizados, diversos daqueles empregados na obra selecionada por sua vontade. Fotografias reproduzidas com açúcar ou com detritos de lixo, ou uma Santa Ceia recriada com chocolate líquido implicam numa licença poética de alto teor de criatividade. Sabe-se que, na história da arte, este artista não está só em seus procedimentos. Já Arcimboldo, no século XVI, compunha, com rara iventividade, perfis de personagens em ‘assemblages’ artificiosos de legumes, frutas e vegetais. (…)

Na série elaborada com chocolate líquido, por exemplo, sabemos que Vik reconstruiu essas imagens através de um conta-gotas, com paciência quase oriental, e esse procedimento continuou ao fotografar rapidamente a imagem fixada (…) em Cibachrome. O processo do artista, decididamente maneirista, surpreende tanto pela similitude da imagem original com aquela reproduzida como pelo frescor do brilho reluzente da deliciosa coloração do chocolate que aflora nesses trabalhos. (…)

Poder-se-ia assinalar ser o seu um procedimento herdado do movimento pop dos anos 60? Talvez, pois os artistas dessa década (seja Jasper Johns, como Oldenburg, Warhol ou Lichtenstein, só para citar alguns poucos) copiaram ad infinitum páginas de jornais, fotografias de pessoas célebres, repintaram latas de cerveja ou representaram latas de sopa, reconstituiram anúncios e ambientes típicos da cultura visual norte-americana do tempo, com leveza e senso de humor que também se aproxima daquele implícito no fazer artístico de Vik Muniz.

Vik Muniz - Detalhes - Série Diamond Divas (clique para ampliar)

Vik Muniz – Detalhes – Série Diamond Divas (clique para ampliar)

A cópia e o múltiplo, já se sabe, existem desde que as máquinas foram inventadas. E Vik Muniz nelas se baseia, ao fazer da fotografia o produto final de seu trabalho. É por essa razão que temos sempre em mente este artista plástico, desenhista, pintor que se utiliza da linha, ou de técnicas mistas, mas que opta pela fotografia, com tiragem limitada para cada trabalho. Está, assim, dentro de seu tempo e, simultânea e contraditoriamente, fora dele, ao fazer do estritamente artesanal, manual, seu processo de trabalho. Que por esta mesma razão, surpreende-nos e intriga-nos pelo latente paradoxo entre o processo e o instigante resultado final. (…)

Mas essa é apenas uma das facetas da produção de Vik Muniz. Como desenhista, emerge pleno de poesia quando seu traço flui em linearidade pura com um singelo fio de arame, fixando, com economia máxima, objetos do cotidiano, um balanço, um rolo de papel higiênico, um vestido leve de verão secando no varal. Imagens elaboradas para posterior documentação fotográfica, sempre produto final de seus trabalhos. Nesta série em particular, ele vem nos demonstrar que a poética está viva quando existe domínio técnico, quando uma idéia norteia a obra, quando há um conceito a perseguir, enfim. (…)

Vik Muniz e Pelé

Vik Muniz e Pelé

Outro dado que impressiona neste artista é que ele não cultiva a cópia como mera releitura ou captação de um processo apenas para a obtenção da composição de uma imagem (…). Ele não está interessado apenas em cópias perfeitas, pastiches de obras reconhecidas ou de fotos famosas. O que se percebe, ao mesmo tempo em que se nota com clareza seu virtuosismo e erudição, é que, a partir de uma imagem – a partir de uma representação – na solidão da paciente elaboração de seus trabalhos, ocorre uma positiva diversidade na opção de meios para suas ‘matrizes’ – papéis perfurados, algodão, chocolate líquido, açúcar, lixo, arame, poeira, serragem, geléia, doce de leite, alfinetes, pantone. Entretanto, o êxito que tem rodeado suas apresentações é também um desafio, pelo excesso de assédio do mercado e das instituições. Que resista, portanto, com o necessário controle de qualidade, para que nos mantenhamos neste encantamento frente à humorosa, extraordinária feição lúdica, ‘divertente’, maravilhosa, do ato criativo em Vik Muniz”.
Aracy Amaral
Análise de Pedro Vasquez

 

Em visita ao MAM do Rio de Janeiro, o fotógrafo Pedro Vasquez analisa a repercussão da mostra de Vik Muniz sobre o público não especializado

Nas três vezes em que visitei a exposição de Vik Muniz, no Museu de Arte Moderna no Rio de Janeiro, fiquei mais impressionado com a reação do público do que com as obras propriamente ditas. Não que estas não tivessem interesse, muito ao contrário: o que me chamou a atenção foi justamente o profundo interesse que elas despertavam no numeroso público. Sobretudo entre as crianças e os adolescentes que transitavam pela exposição com total descontração, se apropriando do espaço do MAM com absoluta naturalidade. Sentia-se que elas estavam “em casa” na companhia de Vik Muniz, de uma forma efetiva e prazerosa que nem as mais bem intencionadas ações das monitorias dos projetos educativos conseguiam fazer, apesar de visarem precisamente isso.

Assim, saí do museu nestas três ocasiões com a convicção de que, mesmo sem ser esta sua preocupação ou obrigação, Vik Muniz estava exercendo com sua retrospectiva um poderoso papel de formação de público, conquistando todo um novo contingente de futuros frequentadores de museu e consumidores de cultura.

Vik Muniz - Divas de diamante (clique para ampliar)

Vik Muniz – Divas de diamante (clique para ampliar)

Era possível constatar que aspecto lúdico e bem-humorado de sua produção sensibilizava também o público mais idoso, que parecia estar se reconciliando ali com a arte depois de ter sido gradativamente afastado dela por exposições demasiadamente herméticas, agressivas ou pessimistas.

E, por outro lado, como os trabalhos expostos estabeleciam um diálogo com a história da arte, o público adulto se encantava com as releituras elaboradas por Vik Muniz com suas composições em mosaico, sentindo-se compelidas a rever as obras originais que o haviam inspirado.

Acredito também que boa parte da capacidade que Vik Muniz tem de despertar empatia com o público tenha origem no uso da fotografia para a finalização dos seus trabalhos, difíceis de classificar, porém evidentemente mais próximos do desenho e da pintura (mesmo se os materiais empregados sejam pouco ortodoxos como páprica e chocolate), ou da colagem e do mosaico (ainda que essas composições sejam realizadas com dejetos, pedras preciosas ou bichinhos de plástico).

Vik Muniz não é um fotógrafo ? no sentido de alguém que se expresse por intermédio de imagens produzidas por meios estritamente fotográficos ? E sim um artista que possui grande afinidade com a fotografia e a utiliza para a veiculação de trabalhos de natureza efêmera, já que gêneros alimentícios se deterioram e diamantes devem ser devolvidos aos seus donos depois de utilizados.

Ao passo que outras peças exijam desmontagem pelo fato de serem grandes demais, como as composições feitas com lixo ou material de demolição. Mas a fotografia tem estado presente em sua obra desde o começo, com os desenhos inspirados no livro sobre história da fotografia da Time-Life e, depois, nos trabalhos baseados nos “Equivalentes” de Alfred Stieglitz. Sob esse ponto de vista, pode-se dizer que Muniz faz o mesmo que no passado o dadaísta e surrealista Man Ray fez: transita pela fotografia, pintura e escultura aproveitando o melhor destes mundos para criar uma obra singular e bem-humorada.

 

Vik Muniz - Obra foi exposta no MASP

Vik Muniz – Obra foi exposta no MASP

Entrevista ao Terra, 16 de junho de 2012
Rio+20, Vik Muniz 

O mais conceituado artista brasileiro da atualidade está na Cúpula dos Povos, evento paralelo à Rio+20, no aterro do Flamengo, na zona sul do Rio de Janeiro, para mais uma semana de mobilização entre sua legião de “catadores de lixo” da vida cotidiana. Ao longo de uma tenda 1,2 mil m², a imagem projetada da baía de Guanabara, aos poucos, vai ganhando o formato que o mundo consagrou no documentário ‘Lixo Extraordinário’ (2009), que chegou a ser indicado ao Oscar daquele ano.

“É uma situação bastante única, geralmente o artista reserva para si o mérito da feitura. Nesse caso, eu acho muito mais interessante que seja uma experiência mais comum, que todo mundo faça parte”, explica o artista, que, com material reciclável trazido pelo público, como garrafas pet, latas de alumínio, e caixas de leite, vai dando forma a mais uma obra interativa para o seu currículo, que só será finalizada na próxima sexta-feira, último dia da conferência das Nações Unidas.

Vik Muniz - Chocolate Series (clique para ampliar)

Vik Muniz – Chocolate Series (clique para ampliar)

O “Projeto Paisagem” terá em seu produto final uma espécie de cartão postal reciclável, ou melhor, com uma mensagem de sustentabilidade, para chamar a atenção para o descarte irresponsável destes materiais no meio ambiente.

Em uma entrevista exclusiva ao Terra, Vik Muniz fala não só da sua mais recente intervenção, como atesta a sua visão um pouco pessimista para com as discussões que vem ocorrendo desde a última quarta-feira.
“Eu vejo esse início como bastante disperso, existe uma infinidade de coisas acontecendo na cidade que fazem com que possa ocorrer uma certa distração em relação aos propósitos centrais dessa conferência”, afirma, criticando ainda a forma como foi conduzido o processo de retirada dos catadores do aterro de Jardim Gramacho, palco do seu documentário, pela prefeitura do Rio após o seu fechamento.

“O modo como essa compensação foi distribuída individualmente entre os catadores eu acho isso um absurdo. Você chegar e dar R$ 14 mil para 1,7 mil pessoas que não têm conta no banco, que não fazem asfalto, e que não fazem infraestrutura. Assim não dá”, dispara. Confira abaixo a entrevista exclusiva com o artista plástico.

Terra: Quando o visitante entra na tenda da sua obra, ele vê a seguinte mensagem na porta: “O homem se relaciona com o meio ambiente através da paisagem”. Esse processo acontece de que forma na sua opinião?
Vik Muniz: A paisagem é como o homem internaliza a natureza. Nós possuímos certas limitações de sentidos que fazem com que o meio ambiente assuma um aspecto simbólico e linguístico e possa ser compreendido. Acho que a ideia de você criar uma situação onde você pode lidar com aspectos dessa discussão de uma outra forma, cria-se uma possibilidade de você começar a entender que existem alternativas. Até para liberar e abrir um pouco a cabeça para achar outras formas de discutirmos isso.

Vik-Muniz - Série Chocolate (clique para ampliar)

Vik-Muniz – Série Chocolate (clique para ampliar)

Terra: O material reciclável entra em que contexto? Qual a mensagem?
Vik Muniz: A ideia de você criar uma construção a partir de um material, cuja estética, pela associação ao significado do lixo, já está muito poluída, já impregna tudo que não é usável. Você pegar aquilo e fazer uma coisa bonita, você já está recarregando o potencial desses materiais com a promessa de reutilização. Quase tudo é reutilizável.

Terra: Junto a isso tem todo um processo de mobilização, das pessoas fazerem parte da sua obra.
Vik Muniz: Você fazer disso uma proposta interativa, e trabalhar com pessoas, ao invés de falar: ‘olha só que lindo o que eu fiz’, é bastante prazeroso. E também não é muito difícil fazer, você abre o processo a todo mundo, é um truque que eu uso. Você coloca o público dentro do estúdio. É uma situação bastante única, geralmente o artista reserva para si o mérito da feitura. Nesse caso, eu acho muito mais interessante que seja uma experiência mais comum, que todo mundo faça parte, e que eu esteja ali apenas como uma espécie de facilitador.

Terra: Qual a sensação que você tem quando vê o produto final, quando você olha a time lapse (imagem que mostra do início ao fim da obra em movimentos rápidos) e ve que sua ideia se materializou, e está ali, na sua frente?
Vik Muniz: É a sensação mais importante de todo o aspecto artístico, que é a sensação de transformação, você vê uma coisa virar outra coisa. A gente não dá muita bola quando está vendo uma pintura, por exemplo, e você vê o arranjo daquela substância, que é de origem animal, ou mineral, vegetal, que são os pigmentos, os olhos, o que entra dentro da pintura. Naquele arranjo você vai ver um retrato, ou uma natureza morta. Nesses casos, você não consegue sentir o processo de transformação. Aqui, a metáfora é duplamente importante. Você está transformando uma coisa em outra usando elementos, cuja natureza, como material, já te possibilita essa transformação. A garrafa pet, a lata de alumínio, tudo que está aqui pode ser transformado de outra forma. Todo esse material que está aqui pode dar vida a milhões de outras paisagens.

Vik-Muniz - Série Chocolate (clique para ampliar)

Vik-Muniz – Série Chocolate (clique para ampliar)

Terra: Mas a sua obra de arte, de qualquer forma, por mais que seja uma paisagem, não dá para comparar com outro tipo de transformação urbana, por exemplo. Ou dá?
Vik Muniz: O interessante é que você está fazendo o retrato da cidade dentro dela. É o símbolo dentro do símbolo. Quando você está falando de meio ambiente parece que a gente está falando da natureza que está lá fora. Às vezes dificulta o pensamento e a cognição, de você falar de um sistema dentro dele. É uma proposta lógica bastante complicada. A gente quer trazer este paradigma para dentro desta situação. A cidade sou eu quem faço, é uma experiência para meditar um pouco sobre o símbolo da cidade, como ela pode ser executada.

Terra: Já se passaram três anos do lançamento de ‘Lixo Extraordinário’ e o aterro de Gramacho, inclusive, já fechou. Como você vê hoje a situação dos catadores de material reciclável?
Vik Muniz: O filme trouxe para o público, inclusive internacional, a questão do catador, ele deu um nome, uma cara. O catador se chama Tião Santos (protagonista e presidente da associação de catadores), virou um personagem bastante importante nessa discussão. Não existiam propostas antes, nenhuma luz no fim do túnel. Quando eu perguntei para o Tião, quatro anos atrás, o que ele achava do fechamento do aterro, ele não soube me dizer absolutamente nada. Hoje, não, ele tem planos, possibilidades, ele é uma figura ativa e atuante nesta discussão.

Terra: Com o fechamento de Gramacho, os catadores receberam uma indenização da Prefeitura e foram alocados para outras tarefas profissionais. Isso basta?
Vik Muniz: Eu tenho críticas em relação a isso. O modo como essa compensação foi distribuída individualmente entre os catadores, eu acho isso um absurdo. Você chegar e dar R$ 14 mil para 1.700 pessoas que não têm conta no banco, que não fazem asfalto, e que não fazem infraestrutura. Eu sei porque as pessoas que participaram do filme eu contribuí como compensação, como ajuda de custo, e esse dinheiro vai embora muito rápido. Para você fazer uma vida você precisa mais do que R$ 14 mil, você já está no prejuízo. Gramacho ainda é uma situação de perigo, tanto social, quanto ambiental.

Vik Muniz - Obra

Vik Muniz – Obra

Terra: Ambiental em que aspecto?
Vik Muniz: No entorno de Gramacho existe uma quantidade imensa de lixões clandestinos, onde as pessoas trabalham ali nas mesmas condições precárias antes da regularização do aterro. A diferença é que ao invés de um projeto de engenharia, hoje em dia eles não tem mais como aterrar o lixo, então eles queimam. Eu até comentei isso com o prefeito (Eduardo Paes), que quando eu cheguei em Gramacho eu consegui fazer uma (imagem) aérea e era tudo limpo. Hoje você enxerga uma nuvem de fumaça oriunda dessas queimadas que estão em volta que fica quase que impossível fotografar o aterro como um todo. Acho que se não houver uma proposta de mudança econômica para a região, relativa à reciclagem mesmo, o lixão só vai fechar o centro dele, e o entorno vai começar a complicar. Eu não estou muito otimista em relação a isso, não.

Terra: Como você está vendo a Rio+20, a Cúpula dos Povos, todas estas discussões envolvendo o meio ambiente. Vê de forma pessimista também?
Vik Muniz: Pessimista, não, mas as discussões importantes ainda não começaram. Eu vejo esse início como bastante disperso, existe uma infinidade de coisas acontecendo na cidade que fazem com que possa ocorrer uma certa distração em relação aos propósitos centrais dessa conferência. Como artista, a minha parte está mais voltada para a epistemologia. A gente fala sobre meio ambiente, discute ele, mas com uma linha de pensamento que tem uma evolução. E o artista vive mexendo com essas percepções do meio ambiente, é o que eu chamo de paisagem. Então, a maneira como nós vemos o meio ambiente hoje em dia tem uma linha evolucionária que foi muito desenvolvida através da arte. Através de pessoas que estavam preocupadas com a forma como nós vemos o meio ambiente. Tem aquela história: você olha a meteorologia, e ela tem diz que são 25 graus, mas aí hoje em dia você tem quase que a obrigação de dizer que a sensação é de 28 graus. Então, entre o quantitativo e o sensorial existe um grande abismo. Acho que é isso que temos que começar a pensar. A discussão do meio ambiente é que você tem números que significam coisas diferentes, para pessoas diferentes com interesses diferentes. Não estou querendo mudar o mundo com essa ideia aqui, por exemplo, mas talvez para as pessoas elas vão ter a sensação de que podem mudar o mundo, ao invés de olhar a meteorologia. Acho que é por aí.

Exposições Individuais

1988

Nova York (Estados Unidos) – Individual, na PS122

Nova York (Estados Unidos) – Individual, na Stux Gallery

1989

Nova York (Estados Unidos) – Individual, na Stux Gallery

1990

Nova York (Estados Unidos) – Individual, na Stux Gallery

San Francisco (Estados Unidos) – Individual, na Stephan Wirtz Gallery

Santa Monica (Estados Unidos) – Individual, na Meyers/Bloom Gallery

1991

Barcelona (Espanha) – Individual, na Galeria Berini

Colônia (Alemanha) – Individual, na Kicken-Pausebach

Nova York (Estados Unidos) – The Best of LIFE, na Stux Gallery

Paris (França) – Individual, na Galerie Claudine Papillon

São Paulo SP – Individual, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

1992

Luxemburgo (Luxemburgo) – Individual, na Gallerie Beaumont

Nova York (Estados Unidos) – Individual, na Stux Gallery

Turin (Itália) – Individual, na Claudio Botello Arte

1993

Nova York (Estados Unidos) e Verona (Itália) – Equivalents, na Tricia Collins Contemporary Art e na Ponte Pietra Gallery

1994

Nova York (Estados Unidos) – Representations, na Wooster Gardens

Turin (Itália) – Individual, na Galeria Claudio Botello

1995

São Paulo SP – The Wire Pictures, na Galeria Camargo Vilaça

1996

Curitiba PR – Individual, na Galeria Casa da Imagem

Nova York (Estados Unidos) – The Best of Life, na Wooster Gardens

Nova York (Estados Unidos) – The Sugar Children, na Tricia Collins Contemporary Art

San Francisco (Estados Unidos) – Pantomimes, na Rena Bransten Gallery

São Paulo SP – Individual, na Galeria Camargo Vilaça

Nova York (Estados Unidos) – Pictures of Thread, no Wooster Gardens

1997

Santa Monica (Estados Unidos) – Individual, na Dan Bernier Gallery

São Paulo SP – Individual, na Galeria Camargo Vilaça

1998

Lisboa (Portugal) – Individual, na Galeria Módulo

Nova York (Estados Unidos) – Flora Industrialis, no Brent Sikkema Gallery

Nova York (Estados Unidos) – Seeing is Believing, no International Center of Photography

San Francisco (Estados Unidos) – Individual, na Rena Bransten Gallery

1999

Chicago (Estados Unidos) – Seeing is Believing, no Museum of Contemporary Photography, Columbia College

Estocolmo (Suécia) – Individual, na Galeri Lars Bohman

Honolulu (Estados Unidos) – Individual, no The Contemporary Museum

Milão (Itália) – Individual, no Photo & Co

Nova York (Estados Unidos) – Beyond the Edges, no The Metropolitan Museum of Art

Paris (França) – Flora Industrialis, na Caisse des Dèpôts et Consignations

Paris (França) – Fresh Paint, na Galerie Renos Xippas

Paris (França) – Individual, no Centre National de la Photographie

Roma (Itália) – Individual, na Gian Enzo Sperone Gallery

Tucson (Estados Unidos) – Seeing is Believing, Center for Creative Photography, The University of Arizona

2000

Amsterdã (Holanda) – Individual, na Foundation Huis Marseille

Honolulu (Estados Unidos) – Seeing is Believing, no The Contemporary Museum

Lausanne (Suíça) – Images Pièges, no Musée de l´Elysee

Nova York (Estados Unidos) – Photographs & Personal Articles, na Ubu Gallery

Nova York (Estados Unidos) – Pictures of Ink, na Brent Sikkema Gallery

Pittsburgh (Estados Unidos) – Clayton Days: picture stories, no The Frick Art & Historical Center

San Francisco (Estados Unidos) – Earthworks, na Rena Bransten Gallery

São Paulo SP – O Objeto Invisível, na Galeria Camargo Vilaça

Saratoga Springs (Estados Unidos) – Vik Muniz: a retrospective, no The Tang Teaching Museum and Art Gallery at Skidmore College

Tóquio (Japão) – Individual, na Gallery Gan

2001

Madri (Espanha) – Individual, na Galería Elba Benítez

Nova York (Estados Unidos) – The Things Themselves: pictures of dust, no Whitney Museum of American Art

Recife PE – Ver é crer, no Mamam

Rio de Janeiro RJ – Ver para Crer, no MAM/RJ

São Paulo SP – Clayton Days: picture stories, no Instituto Cine Cultural

São Paulo SP – Individual, na Galeria Fortes Vilaça

São Paulo SP – Ver para Crer, no MAM/SP

2002

Fortaleza CE – Pictures of Earthworks: the Sarzedo drawings, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

2003

Rio de Janeiro RJ – Retratos de Revista, no Paço Imperial

São Paulo SP – Vik Muniz: trabalhos monádicos e fotografias, na Galeria Fortes Vilaça

2004

São Paulo SP – Retratos de Revista, na Pinacoteca do Estado

2005

São Paulo SP – Divas e Monstros, no CCBB

Exposições Coletivas

1988

Nova York (Estados Unidos) – Gravity and Blindness, na PS 122

Santa Monica (Estados Unidos) – The New Proverty II, no Meyers/Bloom Gallery

1989

Colônia (Alemanha Ocidental, atual Alemanha) – Wortlaut: Konzepte Zwischen Visueller Poesie & Fluxus, na Galerie Schüppenhauer

Diepenheim (Holanda) – De Rozeboomkamer, na Beeldenroute Foundation

Nova York (Estados Unidos) – Buena Vista, na John Gibson Gallery

Nova York (Estados Unidos) – Coletiva, na Craig Cornelius Gallery

Nova York (Estados Unidos) – Coletiva, no Stux Gallery

Nova York (Estados Unidos) – Fluxus and Friend, no Emily Harvey Gallery

Nova York (Estados Unidos) – Frames of Reference, no The Gallery

Nova York (Estados Unidos) – Obscured, na Josh Baer Gallery

Nova York (Estados Unidos) – The Contemporary Triptych, na Jamison/Thomas Gallery

Nova York (Estados Unidos) – The Last Laugh; Humor, Irony, Self-Mockery & Derision, no Massimo Audiello Gallery

Santa Monica (Estados Unidos) – Coletiva, no Karl Bornstein Gallery

1990

Amsterdam (Holanda) – Non Sculpture, na Galerie Barbara Farber

Baltimore (Estados Unidos) – Coletiva, Baltimore Sales and Rental Gallery, no Baltimore Museum

Barcelona (Espanha) – Coletiva, na Fernando Alcolea

Cleveland (Estados Unidos) – On the Edge Between Sculpture and Photography, na Cleveland Center for Contemporary Art

Dayton (Estados Unidos) – Assembled, na Wright State University

Düren (Alemanha) – 3rd International Biennale der Papierkunst 19, no Leopold-Hoesch Museum

Nova York (Estados Unidos) – Constructed Illusion, no Pace MacGill Gallery

Nova York (Estados Unidos) – Drawing, na Althea Viafora

Nova York (Estados Unidos) – Frames of Reference, na The Gallery

Nova York (Estados Unidos) – Framing Cartoons: In and out of context, Loughelton Gallery

Nova York (Estados Unidos) – Semi-Objects, na John Good Gallery

Nova York (Estados Unidos) – Stuttering, na Stux Gallery

Nova York (Estados Unidos) – Total Metal, na Simon Watson Gallery

Paris (França) – All’s Quiet On The Western Front, Espace Dieu, na Galerie Antoine Candau

Paris (França) – U.S.A. Annees 90, na Galerie Antoine Candau, l’Espace-dieu

San Francisco (Estados Unidos) – Functional Fantasy, TransAmerica Pyramid Lobby

1991

Akron (Estados Unidos) – The Encompassing Eye, Photography as Drawing, na University Art Galleries, University of Akron

Amsterdã (Holanda) – The Neighborhood, no A.I.R.

Aosta (Itália) – Theoretically Yours

Atlanta (Estados Unidos) – Outside America, na Fay Gold Gallery

Bolonha (Itália) – Anni Novanta, na Galleria d’Arte Moderna

Hartford (Estados Unidos) – Mike Kelley/Vik Muniz/Jim Shaw, na Real Art Ways

Hartford (Estados Unidos) – The Fettish of Knowledge, na Real Art Ways

Nova York (Estados Unidos) – Ornament, na John Post Lee

Nova York (Estados Unidos) – SummerReview 91, Stux Gallery

Nova York (Estados Unidos) – Timely Objects with Ironic Tendencies, na Rosa Esman Gallery

Nova York (Estados Unidos) e Brescia (Itália) – Dissimilar Identity, na Scott Alan Gallery e no Museo Ken Damy di Fotografia Contemporanea

Paris (França) – Gallery Artists, Galerie Claudine Papillon

Paris (França) – Real Fake, na Foundation Cartier, Jouy-en-Josos

Pittsburgh (Estados Unidos) – Emil Lucas/Vik Muniz/Jim Hyde, na Steve Mendelson Gallery

San Francisco (Estados Unidos) – Framed, na Stephen Wirtz Gallery

Santa Monica (Estados Unidos) – The-Art-Over-The-Sofa Exhibit, no Boritzer/Gray Gallery

Torim (Itália) – The New Low, na Galeria Claudio Bottello

1992

Aosta (Itália) – Theoretically Yours

Brescia (Itália) – Oltrefoto, no Museo Ken Damy di Fotografia Contemporanea

Nova York (Estados Unidos) – Brent Sikkema Fine Arts

Nova York (Estados Unidos) – Detour, no The International House

Nova York (Estados Unidos) – International House

Nova York (Estados Unidos) – Les Enfants Terribles, no Wooster Garden

Nova York (Estados Unidos) – Multiple Orgasm, no Arena

Nova York (Estados Unidos) – Re: Parceling Perception, no Four Walls

Paris (França) – Diversite Latino Americaine, na Gallery 1900/2000

Paris (França) – Gallery Artists, na Galerie Claudine Papillon

Paris (França) – Selective Passage, no Jusse Segan

Prato (Itália) – Life Size: Small, Medium, Large, no Museo D’Arte Contemporaneo Luigi Pecci

Prato (Itália) – The Collection, no Centro per l’arte Contemporaneo Luigi Pecci

Ridgefield (Estados Unidos) – Multiples, no The Alldrich Museum of Art

1993

Itália – Sound, no Museo D’Arte Moderna-Bolazano

Loreto (Estados Unidos) – The Alternative Eye: Photography for the 90′s, no Southern Alleghenies Museum

Nova York (Estados Unidos) – Coletiva, no Wooster Gardens

Nova York (Estados Unidos) – Coletiva, Tom Cugliani Gallery

Nova York (Estados Unidos) – Elvis Has Left the Building

Nova York (Estados Unidos) – Hypercathexis: Layers of Experience, na Stux Gallery

Nova York (Estados Unidos) – Jean-Francois Millet, A Dialogue, no Phillpe Briet Gallery

Nova York (Estados Unidos) – Moving Shadows, no Tennisport Arts

Nova York (Estados Unidos) – Wasteland no, Dooley Le Cappellaine Gallery

Paris (França) – Jours Tranquilles a Clichy

Post-Verbum, Pallazzo della Regione Bergamo

Torim (Itália) – Time to Time, no Castello de Rivara

1994

Frankfurt (Alemanha) – Jetleg, na Gallerie Martina Detterer

Harford (Estados Unidos) – Garbage, na Real Art Ways

Nova York (Estados Unidos) – A Fistful of Flowers, no Grand Salon

Nova York (Estados Unidos) – Across The River And Into The Woods, The Rushmore Festival At Woodbury, NY, Curated by Collins and Milazzo

Nova York (Estados Unidos) – Crash, The Thread Waxing Space, NYC, NY

Nova York (Estados Unidos) – Possible Things, Marcel Sitcoske

Nova York (Estados Unidos) – Single Cell Creatures, no Katonah Museum of Art, Katonah

Nova York (Estados Unidos) – Up the Stablishment: Reconstructing The Counterculture, no Sonnabend Gallery

1995

Curitiba PR – Mostra America, na Fundaçao Cultural de Curitiba

Dallas (Estados Unidos) – Blindspot, no The MAC, Dallas Artist Research and Exhibition

Houston (Estados Unidos) – Changing Perspectives, no Contemporary Art Museum

Los Angeles (Estados Unidos) – Recent Aquisitions, no Los Angeles County Museum

Nova York (Estados Unidos) – A Drawing, no Bravin Post Lee Gallery,

Nova York (Estados Unidos) – Garbage, no Thread Waxing Space

Nova York (Estados Unidos) – Group Show, no Margareth Murray Fine Arts

Nova York (Estados Unidos) – The Cultured Tourist, no Center For Photography At Woodstock

Nova York (Estados Unidos) – Wheel of Fortune, no Lombard/Fried Gallery

Rio de Janeiro RJ – 24º Panorama de Arte Brasileira, no MAM/RJ

San Francisco (Estados Unidos) – Blue, no Steven Wirtz Gallery

San Francisco (Estados Unidos) – Group Show, na Steven Wirtz Gallery

San Francisco (Estados Unidos) – The Photographic Condition, no San Francisco Museum of Modern Art

São Paulo SP – Panorama da Arte Contemporanea Brasileira, MAM/SP

São Paulo SP – 24º Panorama de Arte Brasileira, no MAM/SP

Verona (Itália) – Nonsolofotografia, na Galeria Ponte Pietra

1996

Chicago (Estados Unidos) – Some Assembly Required, no The Art Institute of Chicago

Graz (Áustria) – Inclusion/Exclusion, no Steirischer Herbs
Nova York (Estados Unidos) – Recent Aquistions, no The Metropolitan Museum of Art

Nova York (Estados Unidos) – The Subverted Object, na UBU Gallery

Rio de Janeiro RJ – Novas Aquisições, MAM/RJ

San Jose (Estados Unidos) – Shadow Play, no Institute of Contemporary Art

Santa Fé (Estados Unidos) – Material Matters, na A.O.I. Gallery

São Paulo SP – Bis, na Galeria Camargo Vilaça

Zurique (Suiça) – Wesenchau: Disingenuous Images, na Galerie Renee Ziegler

1997

Blérancourt (França) – Une Fleur des Photographes: L’Arum, no Musée National de la Coopération franco-américaine, Chateau de Blérancourt

Chicago (Estados Unidos) – New Faces and Other Recent Acquisitions, no The Art Institute of Chicago

Cidade do México (México) – New Faces and Other Recent Acquisitions, no Centro Arte Contemporaneo

Nova York (Estados Unidos) – 20 Years, Almost, no Robert Miller Gallery

Nova York (Estados Unidos) – Hope, no The National Arts Club

Nova York (Estados Unidos) – New Photography 13, no Museum of Modern Art

Nova York (Estados Unidos) – Normotic, no One Great Jones

Nova York (Estados Unidos) – One Line Drawing, no UBU Gallery

Nova York (Estados Unidos) – Ut Scientia Pictura, no Paolo Baldacci Gallery

Paris (França) – Artistes Latino-Americains, na Daniel Templon

Paris Photographie d’une Collection, no Caisse des Dépôts et Consignations, 13 Quai Voltaire

San Francisco (Estados Unidos) – Pool, na Rena Bransten Gallery

Valencia (Espanha) – Colección Ordônez Falcôn de Fotografia, no IVAM. Centre Julio Gonzalez

1998

Berlim (Alemanha) – Coleção Gilberto Chateaubriand, MAM/RJ, no Haus der Kulturen der Welt

Copenhagen (Dinamarca) – The Garden of the Forking Paths, no Kunstforeningen

Londres (Inglaterra) – Group Exhibition, na The Cannon Gallery for Photography e no The Victoria and Albert Museum

Memphis (Estados Unidos) – The Cottingley Fairies and Other Apparitions, no The Brooks Museum of Art

Nova York (Estados Unidos) – Internality/Externality, na Galerie Lelong

Nova York (Estados Unidos) – The Cultured Tourist,no Leslie Tonkonow

Paris (França) – La Collection II, na Foundation Cartier pour l’art contemporain

Paris (França) – Le Donnè, le fictif, no Centro National de la Photographie

Rio de Janeiro RJ – Arte Brasileira no Acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo: doações recentes 1996 – 1998, no CCBB

Rio de Janeiro RJ – Horizonte Reflexivo, no Centro Cultural Light

Saltzburg (Áustria) – Das Mass der Dinge, na Ursula Blickle Stiftung

Kraichtal (Alemanha) – Das Mass der Dinge, na Galerie Im Traklhaus

San Diego (Estados Unidos) – Double Trouble, The Patchett Collection, no Museum of Contemporary Art

San Francisco (Estados Unidos) – Food, no Marcel Sitcoske Gallery

San José (Estados Unidos) – In Over Our Heads: The Image of Water in Contemporary Art, no San Jose Museum of Art

São Paulo SP – 24ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

São Paulo SP – City Canibal, no Paço das Artes

São Paulo SP – O Moderno e o Contemporâneo na Arte Brasileira: Coleção Gilberto Chateaubriand – MAM/RJ, no Masp

São Paulo SP – Urban Canibal, no Paço das Artes

1999

Bogotá (Colômbia) – De Brasil: alquimias y processos, na Biblioteca Luis Ángel Arango.

Liverpool (Inglaterra) – 1st Liverpool Biennial of Contemporary Art, na Tate Gallery

Londres (Inglaterra) – Abracadabra, no The Tate Gallery

Nova York (Estados Unidos) – Museum As Muse: Artist Reflect, no MoMA

San Francisco (Estados Unidos) – Eye Candy, na Rena Bransten Gallery

São João da Boa Vista SP – 2ª Semana Fernando Furlanetto Fotografia, no Tearto Municipal

Seattle (Estados Unidos) – Cherry, no James Harris Gallery

2000

Buenos Aires (Argentina) – Brasil: plural y singular, no Museu de Arte Moderno de Buenos Aires

Curitiba PR – Novas Tendências, na Casa Vermelha

Guadalajara (México) – America Foto Latina: la fotografia en el arte contemporáneo, no Museo de Las Artes de La Universidad de Guadalajara

Lausanne (Suíça) – Vik Muniz/Geraldo de Barros, no Musée de l’Elysée

Nova York (Estados Unidos) – 2000 Whitney Biennial, no Whitney Museum of American Art

Rio de Janeiro RJ – A Imagem do Som de Gilberto Gil, no Paço Imperial

Salvador BA – A Quietude da Terra: vida cotidiana, arte contemporânea e projeto axé, no MAM/BA

São Paulo SP – A Figura Humana na Coleção Itaú, no Itaú Cultural

São Paulo SP – Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento, na Fundação Bienal

São Paulo SP – Fim de Milênio: os anos 90 no MAM, no MAM/SP

2001

Nova York (Estados Unidos) – Brazil: body and soul, no Solomon R. Guggenheim Museum

Recife PE – Palavraimagem, no Mamam

Recife PE – Políticas de la Diferencia: arte iberoamericano fin de siglo, no Centro de Convenções de Pernambuco

Rio de Janeiro RJ – Espelho Cego: seleções de uma coleção contemporânea, no Paço Imperial

Rio de Janeiro RJ – O Espírito de Nossa Época, no MAM/RJ

São Paulo SP – Espelho Cego: seleções de uma coleção contemporânea, no MAM/SP

São Paulo SP – Fotografia/Não Fotografia, no MAM/SP

São Paulo SP – O Espírito da Nossa Época, no MAM/SP

São Paulo SP – Rotativa Fase 1, nà Galeria Fortes Vilaça

São Paulo SP – Trajetória da Luz na Arte Brasileira, no Itaú Cultural

Veneza (Itália) – 49ª Bienal de Veneza, no Palazzo Fortuny e Giardini

2002

Buenos Aires (Argentina) – The Thread Unraveled: contemporary brazilian art, no Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires

Nova York (Estados Unidos) – Tempo, no MoMA

Rio de Janeiro RJ – Artefoto, no CCBB

Rio de Janeiro RJ – Caminhos do Contemporâneo 1952-2002, no Paço Imperial

Rio de Janeiro RJ – Entre a Palavra e a Imagem: módulo 1, na Sala MAM-Cittá América

Rio de Janeiro RJ – Identidades: o retrato brasileiro na Coleção Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Paralelos: arte brasileira da segunda metade do século XX em contexto, Collección Cisneros, no MAM/RJ

São Paulo SP – Fotografias no Acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo, no MAM/SP

São Paulo SP – Imagens Apropriadas, no MAM/SP

São Paulo SP – Paralela, no Galpão localizado na Avenida Matarazzo, 530

São Paulo SP – Paralelos: arte brasileira da segunda metade do século XX em contexto, Colección Cisneros, no MAM/SP

2003

Barcelona (Espanha) – Mapas abiertos. Fotografía Latinoamericana 1991-2002, no Palau de la Virreina

Brasília DF – Artefoto, no CCBB

Madri (Espanha) – Mapas abiertos. Fotografía Latinoamericana 1991-2002, na Fundación Telefónica

São Paulo SP – A Gravura Vai Bem, Obrigado: a gravura histórica e contemporânea brasileira, no Espaço Virgílio

São Paulo SP – A Nova Geometria, na Galeria Fortes Vilaça

São Paulo SP – A Subversão dos Meios, no Itaú Cultural

São Paulo SP – Clube de Colecionadores de Gravura do MAM, no MAM/SP

São Paulo SP – 28º Panorama de Arte Brasileira, no MAM/SP

2004

Belo Horizonte MG – Pampulha, Obra Colecionada: 1943-2003, no MAP

Madri (Espanha) – Arco/2004, no Parque Ferial Juan Carlos I

Rio de Janeiro RJ – Arte Contemporânea Brasileira nas Coleções do Rio, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Novas Aquisições 2003: Coleção Gilberto Chateubriand, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – 28º Panorama de Arte Brasileira, no Paço Imperial

São Paulo SP – Bazar de Verão, no Galeria Fortes Vilaça

São Paulo SP – Fotografia e Escultura no Acervo do MAM – 1995 a 2004, no MAM/SP

Cronologia

1983

Nova York (Estados Unidos) – Passa a viver e trabalhar nessa cidade

2001

São Paulo SP – É lançado o vídeo A Pior Ilusão Possível: O Gabinete de Curiosidade de Vik Muniz (Worst Possible Illusion: The Curiosity Cabinet of Vik Muniz), de Anne-Marie Russel.

 

Livros

Vik Muniz - Obra completa 1987-2009

VIK MUNIZ – OBRA COMPLETA 1987-2009
Formato: Livro
Autor: MUNIZ, VIK
Editora: CAPIVARA
Assunto: ARTES

 

Vik Muniz - Le Musee Imaginaire

VIK MUNIZ – LE MUSEE IMAGINAIRE
EDITION BILINGUE FRANÇAIS-ANGLAIS
Formato: Livro
Autor: MEZIL, ERIC
Autor: MUNIZ, VIK
Editora: FLAMMARION-FRANCE
Assunto: ARTES

 

Vik Muniz

VIK MUNIZ
VERSO
Formato: Livro
Autor: RESPINI, EVA
Autor: MUNIZ, VIK
Editora: CHARTA
Assunto: FOTOGRAFIA

 

Vik Muniz - Reflex

VIK MUNIZ – REFLEX
Formato: Livro
Autor: MUNIZ, VIK
Editora: APERTURE UK
Assunto: FOTOGRAFIA

 

Vik Muniz

VIK MUNIZ
BILINGUAL ( ENGLISH – ITALIAN ) EDITION
Formato: Livro
Autor: CELANT, GERMANO
Editora: ELECTA-ITALIA
Assunto: ARTES

 

Vik

VIK
Formato: Livro
Autor: MUNIZ, VIK
Editora: APRAZIVEL
Assunto: ARTES

 

Reflex - De A a Z

REFLEX DE A A Z
Formato: Livro
Autor: MUNIZ, VIK
Editora: COSAC NAIFY
Assunto: ARTES – PINTURA

 

Videos


Entrevista a Vik Muniz, a propósito da exposição retrospetiva VIK, no Museu Colecção Berardo. Um percurso pela exposição de um dos mais conceituados artistas plásticos brasileiros, em que os materiais também são a mensagem. Oportunidade para ver as últimas obras do artista e também a obra Rolleiflex que Vik Muniz doou ao acervo do Museu Colecção Berardo.
 

Filmado ao longo de quase dois anos, Lixo Extraordinário acompanha a visita do artista plástico Vik Muniz a um dos maiores aterros sanitários do mundo: o Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro. Lá, ele fotografa um grupo de catadores de materiais recicláveis. O objetivo inicial de Muniz era “pintar” esses catadores com o lixo. No entanto, o trabalho com estes personagens revela a dignidade e o desespero que enfrentam quando sugestionados a imaginar suas vidas fora daquele ambiente.

Vicente José de Oliveira Muniz (São Paulo, 20 de dezembro de 1961) mais conhecido como Vik Muniz, é um artista plástico brasileiro radicado em Nova York, que faz experimentos com novas mídias e materiais. Uma das principais figuras do famoso documentário “O Lixo extraordinário”, que relata seu trabalho com catadores de lixo em um dos maiores aterros sanitários do mundo, localizado no Jardim Gramacho, bairro periférico de Duque de Caxias.


Maior exposição do Paulista Vik Muniz no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.
Imagens: Elbio Tavares
Reportagem: Silvia Valim

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