Rubens Gerchman

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“Evidentemente que a arte se limitou, os espaços ficaram muito mais restritos. E tem agora a geração digital, muito mais rápida”

Rubens Gerchman foi um artista plástico brasileiro, ligado a tendências vanguardistas como a pop art e influenciado pela arte concreta e neoconcreta. O artista usou ícones de futebol, televisão e política em suas obras.

Rubens Gerchman - Foto artista

Rubens Gerchman – Foto artista

Rubens Gerchman caracterizou-se, particularmente, por seu extremo vigor narrativo: por sua vontade de informar, de comunicar-se, com os milhares de pessoas, seja da classe média ou do subúrbio carioca, mas que compartilham das mesmas alegrias e angústias, dos mesmos ídolos, símbolos sexuais ou sonhos de consumo. Como uma tentativa de refletir sobre as consequências alienantes dos processos de comunicação de massa no mundo contemporâneo.

Modernista e ativista, alguns críticos chegam classificá-lo como popular ou popularesco.
Desenvolveu uma intensa carreira, participando de inúmeros eventos no Brasil,Argentina, México, Estados Unidos, Canadá, Portugal, Inglaterra, França, Bélgica, Alemanha, Japão e outros.

Rubens Gerchman - Biografia

Rubens Gerchman nasceu no Rio de Janeiro no dia 10 de 1942. Iniciou sua aprendizagem artística em 1957 cursando aulas noturnas de desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e no ano seguinte começou a trabalhar como programador visual em revistas e casas editoras cariocas, atividade que desenvolveu por cerca de oito anos. Matriculou-seem 1960 na antiga Escola Nacional de Belas-Artes, onde estudou xilogravura com Adir Botelho.

Rubens Gerchman - Foto artista

Rubens Gerchman – Foto artista

Em suas primeiras telas, Rubens Gerchman pinta cenas urbanas bucólicas. Contaminado pelo universo da cultura de massa, faz quadros retratando as multidões e o mundo impresso nas páginas dos meios de comunicação.

Em 1962, sai da Escola Nacional de Belas Artes – Enba. Dois anos depois, realiza sua primeira exposição individual, na Galeria Vila Rica, no Rio de Janeiro. Mostra guaches e painéis, predominantemente em preto-e-branco. Nos trabalhos, as multidões aparecem de forma pouco detalhada, reafirmando o anonimato dos indivíduos, tendo Jean Dubuffet (1901 – 1985) como referência. Sua temática sai da vida popular da metrópole: pinta concursos de miss, jogo de futebol e narrativas de telenovelas e histórias em quadrinhos.

Mas só em 1965 realizaria uma individual de repercussão, na Galeria Relevo, quando começam a surgir os temas urbanos que iriam caracterizar nos próximos anos sua pintura.

Na coletiva Opinião 66, mostra obras críticas da situação brasileira, como Caixas de Morar, Elevador Social e Ditadura das Coisas. Na época, faz seus primeiros trabalhos tridimensionais, vinculados às discussões da Nova Objetividade Brasileira. Esse debate se materializou em uma exposição em 1967, unindo artistas como Hélio Oiticica (1937 – 1980) e Carlos Vergara (1941). No mesmo ano, é premiado pelo Salão Nacional de Arte Moderna – SNAM. Com o prêmio, muda-se para Nova York. Lá se dedica a poemas visuais tridimensionais e faz peças como Tool , 1970, Air e SOS , 1967. Nos Estados Unidos, ajuda a organizar o boicote à Bienal Internacional de São Paulo, nomeada de “Bienal da Ditadura”.

Em 1971, como fruto de pesquisas e grande contribuição para a arte contemporânea brasileira, conclui a produção de seu filme Triunfo Hermético. A partir de 1972, suas esculturas ganham a forma de múltiplos. O artista obtém grande sucesso comercial com eles.

Rubens Gerchman - Foto artista

Rubens Gerchman – Foto artista

Em 1973, retorna definitivamente ao Brasil e faz sua primeira retrospectiva, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM/RJ. Um ano depois, participa da fundação da revista Malasartes. Na época, faz gravuras em colaboração com Claudio Tozzi (1944) e Hélio Oiticica. Sua obra usa a palavra escrita, e mostra grande afinidade com a arte conceitual. A partir de 1975, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage – EAV/Parque Lage. No período, dedica-se a telas feitas com base nas narrativas dos quadrinhos e na produção popular de imagens, como em Virgem dos Lábios de Mel (1975).

Nos anos 1980, o artista retoma a pintura realista. Faz quadros e relevos. Ocupa-se, sobretudo, de temas como a criminalidade, as multidões e de aspectos pitorescos da vida na cidade, como Banco de Trás, 1985 e Beijo, 1989. Essas pinturas são mais coloridas e gestuais. Aproxima-se das correntes neo-expressionismo da época. Na década de 1990, as figuras de suas telas são trabalhadas em esculturas e litografias.

Em 1989, expôs em São Paulo a série Beijos. Durante a exposição, também lançou o livro Rubens Gerchman, sobre seus trinta anos de pintura.

Rubens Gerchman no dia 29 de janeiro de 2008, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo aos 66 anos de idade.

Curiosidades

 

Rubens Gerchman - Carnê Fartura - 200 x 100 cm

Rubens Gerchman – Carnê Fartura – 200 x 100 cm

Livro – Rubens Gerchman
Autor: Fabio Magalhães
Editora: Ibep Nacional

Este livro fala da vida e obra de Rubens Gerchman, traz algumas de suas obras e uma entrevista com o artista.

Livro – Rubens Gerchman
Autor: Rubens Gerchman
Editora: J.J Carol

Este livro apresenta obras de Rubens Gerchman, um dos mais importantes artistas plásticos brasileiros ligado a tendências vanguardistas como a pop art e o happening. Iniciou sua aprendizagem artística (1957) cursando aulas noturnas de desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e no ano seguinte começou a trabalhar como programador visual em revistas e editoras cariocas, atividade que desenvolveu por cerca de oito anos. Foi co-fundador e diretor da revista de vanguarda Malasartes (1975-1976) e dirigiu com sucesso a Escola de Artes Visuais – INEART do Parque Lage, Rio de Janeiro (1975-1978). Premiado em Bienais no Brasil e no exterior, tem participado de inúmeras exposições individuais e coletivas, e possui obras em coleções e museus em toda parte do mundo.

Livro – Eros e Tanatos – Diario de uma viagem
Autor: Rubens Gerchman
Editora: J.J Carol

Neste diário o leitor poderá encontrar fotos tiradas durante duas viagens à Índia, lugares como – Rajastan, Jaipur, Udaipur, Jodpur e Nova Dehli, Benares nascentes do Rio Ganges, Katmandu, capital do Nepal, a antiga Patan, Himalaia e o Monte Everest.

Livro – Caixa de Fumaça
Autor: Rubens Gerchman
Editora: Lazuli

O livro reúne em reproduções coloridas o percurso do artista Rubens Gerchman sobre os temas identidade e territorialidade. Filho de judeus russos, o artista utiliza o caminho errático do pai, que teve de fugir de guerras e revoluções, até chegar ao Brasil.

Depoimentos

“A primeira exposição, em 1964, ‘quando descobri meu mundo interior’, a exposição na Galeria Relevo, em 1965, ‘onde conscientizando a multidão pela primeira vez, situei-me no mundo’: o quadro-cartaz do Casal Fartura, exposto em Opinião 65, ‘primeira tentativa de utilizar o cartaz e a imagem de jornal ou revista em um novo contexto – a tela, este lugar sagrado’; a exposição Pare! na G-4, ao lado de Vergara e Escosteguy, cujo happening ‘foi a minha primeira experiência no sentido de colocar o espectador dentro de uma estrutura de madeira, revestida de plástico transparente, dentro do qual ficava preso (o plástico era grampeado depois) como em uma jaula. Pelo lado de

Rubens Gerchman - Equador - Equatriz - 175 x 120 cm

Rubens Gerchman – Equador – Equatriz – 175 x 120 cm

fora, eu pintava o plástico com spray colorido, fazendo os espectadores desaparecerem paulatinamente por detrás das cores. Acabando a pintura, estava acabado o happening e os espectadores tinham de debater-se lá dentro para arrebentar a estrutura de madeira e libertar-se. Pregado por fora, havia um cartaz: Elevador Social; a filmagem de Ver e Ouvir, de Antonio Carlos Fontoura, cuja terceira parte, Os Desconhecidos, foi quase totalmente rodada na rua, com os quadros e objetos na calçada, no meio do tráfego, do povo, com entrevistas de som direto e usando a técnica do cinema-verdade. Para mim, essa experiência foi vital’, enfim, A Marmita – primeira tentativa de uma forma de participação maior por parte do espectador, ao sugerir que ele segurasse a alça do utensílio – e as duas peças enviadas à 9ª Bienal Internacional de São Paulo, Sempre Perto de Ti e A Cidade, ‘em que os espectadores, em número de dois, entram em cada casa-abrigo, totalmente de plástico e em número de quatro; de dentro do abrigo, de estrutura tão leve que pode ser deslocado com facilidade pelo casal, pode-se ver o mundo exterior, através de uma viseira de plástico’”.
Rubens Gerchman

Em um depoimento publicado no ano de 1967 na revista GAM, Rubens Gerchman, com cerca de 25 anos, assim sintetizava sua carreira até então:

A primeira exposição, em 1964, “quando descobri meu mundo interior”; a exposição na Galeria Relevo, em 1965, “onde conscientizando a multidão pela primeira vez, situei-me no mundo”; o quadro-cartaz do “Casal Fartura”, exposto em Opinião 65, “primeira tentativa de utilizar o cartaz e a imagem de jornal ou revista em um novo contexto – a tela, este lugar sagrado”.

A exposição Pare! na G-4, ao lado de Vergara e Escosteguy, cujo happening “foi a minha primeira experiência no sentido de colocar o espectador dentro de uma estrutura de madeira, revestida de plástico transparente, dentro do qual ficava preso (o plástico era grampeado depois) como em uma jaula. Pelo lado de fora, eu pintava o plástico com spray colorido, fazendo os espectadores desaparecerem paulatinamente por detrás das cores. Acabando a pintura, estava acabado o happening e os espectadores tinham de debater-se lá dentro para arrebentar a estrutura de madeira e libertar-se. Pregado por fora, havia um cartaz: Elevador Social.

A filmagem de Ver e Ouvir, de Antonio Carlos Fontoura, cuja terceira parte, ” Os Desconhecidos”, ” foi quase totalmente rodada na rua, com os quadros e objetos na calçada, no meio do tráfego, do povo, com entrevistas de som direto e usando a técnica do cinema-verdade. Para mim, essa experiência foi vital”.

Enfim, “A Marmita” – primeira tentativa de uma forma de participação maior por parte do espectador, ao sugerir que ele segurasse a alça do utensílio” – e as duas peças enviadas à IX Bienal de São Paulo, “Sempre Perto de Ti” e “A Cidade”, “em que os espectadores, em número de dois, entram em cada casa-abrigo, totalmente de plástico e em número de quatro; de dentro do abrigo, de estrutura tão leve que pode ser deslocado com facilidade pelo casal, pode-se ver o mundo exterior, através de uma viseira de plástico”.

Rubens Gerchman - Elevador Social - 138 x 125 cm

Rubens Gerchman – Elevador Social – 138 x 125 cm

E Gerchman concluía seu depoimento fazendo uma verdadeira profissão de fé em versos:

Dar, realisticamente, imagens urbanas / Múltiplas, facetadas, simultâneas / Mural fotográfico para ser lido / Somar indefinidamente novas imagens/ Envolvido pelos acontecimentos / O artista testemunha / E faz-se presente.

Críticas

“Rubens Gerchman parte da redundância, usa os materiais que a civilização da vulgaridade oferece, mas em nome de uma idéia que não visa à criação do insólito pelo insólito, e sim a uma participação do coletivo. As Caixas de Morar de Gerchman não são um insólito na redundância do cotidiano, para retificá-lo (mensagem surrealista) ou para comprazer-se nele (mensagem da pop art), mas uma redução radical do real dado. Ele nos propõe uma reedificação urbanística da cidade eugênica do futuro. É uma cidade de subdesenvolvido. Daí seu mérito. A objetividade de sua démarche não está na construção das caixas por ela mesma, mas na direção extrovertida da sua prática. O insólito não está no cotidiano fundado no uso e na rotina. O insólito aqui é a infra-realidade, ou a realidade que está por baixo das superestruturas e não demanda o poeta para detectá-lo mas uma ação, um acontecimento para encontrar a lei de uma realidade que o produz. A relação redundância-insólito é assim invertida. Em Gerchman e em outros a redundância é que revela o insólito, e o que lhes sai das caixas, por exemplo, não é nenhum exercício da auto-expressividade, mas um esforço de construir uma nova relação com a realidade”.
Mário Pedrosa

“Em desenhos, pinturas, serigrafias e montagens, Rubens Gerchman foi colocando então em cena personagens sem identidade imediata, manequins saídos do povo, figurinhas de jornal, mitos da classe média, do subúrbio ou dos subterrâneos da cidade grande. Gente anônima, marginal, apinhando-se em ônibus ou em caixas de morar, siderada pelas misses, os jogadores de futebol e os astros da tela ou do som, que lhe lançam a isca de modelos-fetiches da sociedade de consumo. Os desaparecidos reaparecidos no triste instante de glória de uma foto no jornal; as manchetes com o suor e o sangue de todos os que, de repente e brevemente, ganham nome na ´geléia geral´ – com isso, munido de um certo ar de cordel e da tática do mau gosto, ele construiu a sua incômoda galeria de tipos, na qual A Bela Lindonéia, Gioconda do Subúrbio, em 1966, e a Mona Lou, de lábios carnudos e crimes comuns à classe média, em 1975, ocupam a posição de faróis”.
Roberto Pontual

Rubens Gerchman - Os Desaparecidos - 120 x 102 cm

Rubens Gerchman – Os Desaparecidos – 120 x 102 cm

“São placas de metal, sucata de estaleiros navais, material desprezível, jogado fora, abandonado, despido já de qualquer significado. É justamente este material carente de significação, despojado de simbolismo, que Rubens Gerchman (Rio de Janeiro, 1942) recolheu para fazer a sua incursão inesperada na área da escultura. Um verdadeiro escândalo e acinte. Como um pintor conhecido, marcado por suas iniciativas e participações, numa fase madura, envolve-se, de repente, com outra técnica? Coerente. Na pintura Gerchman costuma, também, surpreender. E lá, como agora, ele recolhe seres despojados, despidos de significado. É no seu gesto de recuperação, no entendimento da figura humana como emblemática, que o simbolismo surge e se torna uma marca do mundo social, uma representação de suas possibilidades. Na escultura, o pensamento é regido pelo mesmo princípio. E o material escolhido, pelo tratamento, torna-se emblemático do ser humano”.
Jacob Klintowitz

“A produção de Rubens Gerchman opera, então, em dois eixos: a superação da imagem e a acentuação de jogos semânticos, que visam conexões críticas com o real, através da síntese mental. Nesse caso, a palavra isolada buscando esses nexos, procedimentos dos concretos e neoconcretos, assume um papel relevante na produção nova-iorquina de Rubens Gerchman. A palavra também é arquitetura e escultura. Assim é o que acontece com o trabalho Ar, uma escultura para grandes espaços abertos, feita de plexiglass transparente. Na obra, como havia separação entre os elementos da letra, a haste vertical do ´R´ pode ser vista como ´I´, o que daria em inglês a palavra ´Air´. Há também uma questão social: a escultura, translúcida, eleva-se contra o ar poluído.
É verdade que desde 1966 Rubens Gerchman tinha orientado seu trabalho para obras em três dimensões, quando produziu suas ´marmitas´ e ´caixas de morar´, por exemplo. Mas o processo agora é deliberadamente o de estimular relações conceituais. Em outro trabalho, trata-se da utilização da palavra sky, dissecada em eye (olho), yellow (amarelo) e line (linha); em mais outro é a união das palavras man (homem) e woman (mulher); um S de madeira negra sobre areia branco-cinza serpenteia a palavra snake (cobra), no meio há a palavra sinuous (sinuosa) e finalmente em baixo sign (signo). É do mesmo período a escultura de letras Lute, obra que seria um monumento para o asfalto, ou o poético Marazul-Marazul, de poliéster transparente, que deveria permanecer flutuando na enseada de Botafogo. Rubens Gerchman explicaria o seu trabalho: Não acho que a palavra em artes plásticas leve a uma visão ´literária´ do que deveria ser visual ou tátil. Acho importante reduzir a palavra ao essencial, o significado por si só gasto. Quero reaprendê-la. Da redundância de colocar a palavra água escrita dentro de um cubo de água vem mais força, ganha-se uma sobrecarga de informação”.
Wilson Coutinho

Entrevista com Rubens Gerchman

Repórter Henrique Nunes

Rubens Gerchman - Ar - 60 x 110 cm

Rubens Gerchman – Ar – 60 x 110 cm

Um dos principais representantes da arte visual tropicalista, Rubens Gerchman, 65, expõe pela primeira vez em Fortaleza. ´Até vim para a exposição de esculturas efêmeras organizada pelo Sérvulo Esmeraldo, há uns 15 anos, mas minha obra acabou sem ser montada´, comenta. Hoje, 16 pinturas atuais (2005/6) e a histórica ´Lou´, de 1975, além de cinco objetos (dois deles representativos do neoconcretismo brasileiro: ´Lute´ e ´Ar´), recebem convidados da galeria Multiarte para minimizar essa inacreditável defasagem. Cuidadosamente montados pelos amigos Max Perlingeiro e Maria Beatriz Castelo Crispino, os trabalhos podem ser vistos entre vídeos sobre a obra do artista carioca, um dos mais importantes em atividade no País. Uma estrutura que o surpreendeu e incluindo até uma belíssima plotagem fotográfica de um de seus ateliês, servindo de moldura para a projeção dos filmes e para cenário do bate-papo de Rubens Gerchman (nome de ascendência judia ucraniana), amanhã, com a classe artística da cidade. A seguir, ele faz algumas outras considerações sobre sua arte, óleos e acrílicas de grande intensidade criativa, com texturas e cores vibrantes e que não perde seu vínculo com o cotidiano, entre beijos, carros, bicicletas e outras figurações anônimas, abençoadas por duas tropicalíssimas iemanjás.

Hoje, a sua intenção de comunicação, esse contato com o público que era uma busca daquela geração, esse direcionamento ainda é o mesmo?

Não, eu seria mentiroso… Não é o mesmo, mas eu mantenho esse canal aberto. Quer dizer, uma vertente do meu trabalho continua querendo que a obra seja conhecida não só por algumas pessoas. Mas, infelizmente, estabeleceu-se uma outra coisa. A nova geração é muito mais pragmática do que a gente, os colecionadores são caras exclusivos, querem ter obras únicas, mas sempre que eu posso, faço uma pequena tiragem do meu trabalho, ou via obra gráfica ou via objetos que eu tiro até oito cópias e tal. Agora, evidentemente que a arte se limitou, os espaços ficaram muito mais restritos. E tem agora a geração digital, que é muito mais rápida, então eles estão pelo mundo inteiro, viajando para tudo que é exposição. Então, é uma geração que cultua a personalidade, mas também quer ser conhecida. E eles estão muito mais conhecidos que a gente.

E essa realidade muda a sua produção?

Não, os jovens sabem que houve alguma coisa estranha nos anos 60, mas eles ainda não conhecem totalmente. Conhecem pelos livros, com linguagens simples. Eu acho que a formação continua, agora como espaço que a gente ocupa, eu acho que têm outras pessoas que até ocupam mais. A intenção sofre as mudanças da época, devido ao mercado, antes não se vendia tanto. Mas minha forma de lidar com isso continua a mesma, no sentido de não pegar ícones importantes, sempre preferindo a realidade dos anônimos, antes de um país meio rural, e hoje mais urbano. Meus heróis eram anônimos do cotidiano.

Hoje o que mais lhe intriga na linguagem da arte como um todo?

Eu acho que uma coisa belíssima da nossa época, que me interessa muito, primeiro, o barateamento das fontes de comunicação, você tem livros sobre qualquer assunto de arte hoje, muito bem impressos, com preços mais baixos. A gente estudo em reproduções em preto-e-branco… Hoje há uma democratização da cultura. Eu acho que é a primeira vez que os artistas podem viajar pelos séculos. Porque eu sou artista do final do século, e estou de observador na janela, mas vejo que maravilha é poder viajar através dos séculos, nesta viagem mais compreensiva por qualquer artista, em livros, DVD, internet. Ninguém pode dizer que é ingenuidade, a pessoa não conhece só porque não quis se informar.

Rubens Gerchman - coches Cubanos: Cadillac Rabo de Peixe - 120 x 140 cm

Rubens Gerchman – coches Cubanos: Cadillac Rabo de Peixe – 120 x 140 cm

E a arte brasileira vai ocupando seu espaço, ainda por vocês?

Também, muito suavemente, mas é mais pela outra geração. Eu acho que tenho uma cotação internacional acho que muito aquém… Tudo bem, faz parte. Mas tem gente jovem caríssima.

Como você sente isso?

Eu aceito, acho legal. Estou torcendo que seja cada vez mais, eu acho que isso tudo depois caminha como um todo. Mas tende a aparecer também uma geração nova de negociadores de arte, que viajaram muito, foram para feiras de arte, outro grande fator de divulgação, muito mais do que as bienais.

Mas se a gente citar como exemplo um Romero Brito, um cara que nos últimos 20 anos apareceu com muito estardalhaço, mas que a gente nota que não existe uma história…

Eu acho que ele está em outro mercado, ele é um artista gráfico, um publicitário, ele não tem essa atuação que a gente tem, nem pretende, eu acho. Ou talvez ele almeje fazer parte desta plêiade de artista, mas ele, infelizmente, não tem história. Nem no Brasil, nem fora. Eu sei que ele coloca obras porque ele tem muita inclinação econômica.

Ainda tem lugar para se construir essa história hoje no mundo, podem acontecer ainda movimentos?

Eu acho que não, serão sempre esforços de mercado. Você vê um cara como o Romero Brito que é um cara até mais bem sucedido do que outros que estão inseridos em um contexto, fazendo parte de um movimento, possivelmente de renovação… Ou de uma determinada região que durante muito tempo estava reprimida e de repente apareceu um grupo de artistas…

Você encara isso naturalmente?

Não, eu acho que não é nada natural, é o poder econômico. O Romero Brito é um produto. Uma coisa Disney, da publicidade…

Falta uma alma, que a gente vê na força desses trabalhos…

É, e isso eu faço um a um, o Romero Brito pinta dez por dia, e ele agora tá também combinando com técnicas de multiplicação. Outro fenômeno mais interessante é a fotografia. A foto está substituindo a pintura. Uma ampliação fotográfica pega vinte mil dólares. Quando é que você podia pensar que o Thomas Farkas, o Roberto Maia ou o Walter Firmo, o Walter Carvalho, aqueles pioneiros da fotografia no Brasil, com seus pequenos 30×40, 18×24, poderiam ser vendidos por vinte mil dólares. O Man Ray vendeu por cento e cinqüenta mil dólares, mas Man Ray é um ícone maravilhoso da arte.

Rubens Gerchman -  Assegure seu futuro - 122 x 185 cm

Rubens Gerchman – Assegure seu futuro – 122 x 185 cm

Por falar em ícones, quem eram os seus? Nas artes e na literatura, na palavra, na filosofia?

São muitos, lá atrás Caravaggio e tal… Depois, Goya, Velásquez. Aí chega nos impressionistas, que a grande figura do Monet, Cézanne, Van Gogh, tudo isso é importante, é história. Picasso, Matisse , que é uma coisa muito especial. Depois chega Brancuse, em tanta gente… Depois, me apaixonei pelo construtivismo latino-americano do Torres-García, mais do que Mondrian, resultando no neoconcretismo carioca e na série ´Caixa de Fumaça´, que expus há alguns anos… Também o foi para Ligia Clark, Amilcar de Castro, outras influências maravilhosas na minha vida. Na filosofia, a gente era encucado com Sartre, e fui ler recentemente e acho que ficou muito datado. Mas sempre fui muito ligado à poesia dos modernistas brasileiros e franceses. Agora, filosofia, só para pegar um que faleceu agora, o Baudrillard, que pensou o hoje, fez uma reflexão sobre a realidade, o modelo, a réplica, esse mundo digital todo que está aí. E os frankfurtianos, Eco, tudo isso foi muito importante pra nós. Na palavra, também fui muito marcado pela poesia do Armando Freitas Filho, de quem fiz as capas de seus livros. Ele praticamente me ensinou o que era literatura. Mas Baudrillard é meio complicado (risos). Ele fala que no final a realidade desaparece, então é bom o artista continuar no seu canto, é uma atividade anacrônica, meio jurássica. Quem resolver pintar hoje, tem que dizer que ele vai pegar uma vida toda de trabalho e não espere grande coisa… Faça seu trabalho, agora, até descobrir uma linguagem, tem muita água passando debaixo… E o pessoal não tem tempo, eles querem uma coisa imediata. Eu acho que as facilidades do mundo digital são uma tentação. Eu acho que poderão ter coisas híbridas… Agora, uma coisa que eu acho que está muito esquecida é o desenho. Eu acho que nesse caldo todo, quem tiver uma ligação com o desenho, vai ter uma ferramenta a mais. E eu tenho trabalhado muito com fotografia digital, gostaria de trabalhar com cinema, mas depois para fazer a parafernália eletrônica exige uma pequena equipe. Mas também fui marcado pelo cinema, via muitos filmes de vanguarda na Cinemateca do Rio.

A sua primeira coleção de jóias, como a série ´Caixa de Fumaça´, também reflete muito intimismo mnemônico. Como foi envolver-se com esta técnica?

Eu tive um prazer estético muito grande porque eu descobri a cor das pedras brasileiras. Eu não sou um grande desenhista de jóias, mas eu gostei de misturar, descobrir… Dependendo sempre de um ourives porque montar jóia é uma complicação danada. Mas eu gostei muito de pegar pedras brasileiras brutas. Eu estava na Bahia, e de repente botavam umas 500 pedras na mesa e eu ficava brincando com aquilo, acabei fazendo bocas, brincos… Mas não eram pedras lapidadas no último estágio, tinham um lado meio bruto. Talvez por causa dessa vontade de botar junto, fazer uma assemblage, o artista é um brincoleur, pega pedacinhos de coisas e tal…

 

 

Rubens Gerchman - O Julgamento - 115 x 240 cm

Rubens Gerchman – O Julgamento – 115 x 240 cm

 

Exposições Individuais

1964

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Vila Rica

1965

Rio de Janeiro RJ – Rubens Gerchman: guaches, desenhos, litos, painéis, na Galeria Relevo

1967

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Jean Boghici

São Paulo SP – Individual, na Galeria Art-Art

1968

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Relevo

São Paulo SP – Individual, na Galeria Art-Art

1971

Nova York (Estados Unidos) – Individual, na Galeria Jack Misrachi

Nova York (Estados Unidos) – Individual, na Lerner Heller Gallery

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Ralph Camargo Consultoria de Arte

1972

Nova York (Estados Unidos) – Individual, na Lerner Heller Gallery

1973

Rio de Janeiro RJ – Individual, no MAM/RJ

São Paulo SP – Individual, na Galeria Ralph Camargo

1974

Antuérpia (Bélgica) – Individual, no International Cultureel Centrum

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Luiz Buarque de Hollanda e Paulo Bittencourt

São Paulo SP – Individual, no Masp

1975

Cuiabá MT – Individual, no Museu de Arte e de Cultura Popular

Rio de Janeiro RJ – Gráfica, na Bolsa de Arte

1977

Curitiba PR – Individual, no Museu Guido Viaro

Joinville SC – Individual, no Museu de Arte de Joinville

Rio de Janeiro RJ – Boa Noite, na Galeria Luiz Buarque de Holanda e Paulo Bittencourt

São Paulo SP – Boa Noite, na Galeria Arte Global

1978

Porto Alegre RS – Individual, na Galeria Eucatexpo

1979

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Saramenha

1980

Cidade do México (México) – Individual, no Fórum de Arte Contemporânea
São Paulo SP – Individual, na Monica Filgueiras Galeria de Arte

1981

João Pessoa PB – Individual, no Núcleo de Arte Contemporânea

Nova York (Estados Unidos) – Individual, na Nardin Gallery

Rio de Janeiro RJ – Individual, no IAB/RJ

Rio de Janeiro RJ – Registro Policial, na GB

São Paulo SP – Registro Policial, na Monica Filgueiras Galeria de Arte

São Paulo SP – Individual, na Galeria Alberto Bonfiglioli

1982

São Paulo SP – Rubens Gerchman: obras gráficas e desenhos recentes, na Galeria Suzana Sassoun

1983

Salvador BA – Gráfica, com litografias e serigrafias, no MAM/BA

São Paulo SP – Rubens Gerchman: pinturas, na Galeria de Arte São Paulo

1984

Porto Alegre RS – Individual, na Galeria Tina Presser

Rio de Janeiro RJ – Retratos de Berlim e Outros, na Galeria Olivia Kann

São Paulo SP – Pinturas de Rubens Gerchman, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte

1985

Rio de Janeiro RJ – Clara Manhã, na Galeria Paulo Klabin

1986

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Jean Boghici

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Maurício Leite Barbosa

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Montesanti Galleria

São Paulo SP – Individual, na Galeria Montesanti Roesler

1987

São Paulo SP – Rubens Gerchman: pinturas-esculturas, na Galeria Paulo Klabin

1988

Rio de Janeiro RJ – Individual, na CCCM. Grande Galeria

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria de Arte Toulouse

1989

São Paulo SP – Individual, na Galeria Millan

1990

Brasília DF – Gerchman, na Performance Galeria de Arte

Paris (França) – Registro Policial, na Galeria 1900-2000

São Paulo SP – Individual, na Galeria Fernando Milan

1991

Amsterdã (Holanda) – Individual, na Galeria Nine

Lisboa (Portugal) – Individual, na Galeria 111

Rotterdã (Holanda) – Individual, na Galeria Von Mourik

1992

Bogotá (Colômbia) – Individual, na Galeria de Arte

Bogotá (Colômbia) – Individual, na Galeria Garcez Velasquez

Coral Gables (Estados Unidos) – Individual, na The Ambrosino Gallery

San Cristobál (Venezuela) – Individual, na Galeria Sin Limite

Miami (Estados Unidos) – Individual, na Ambrosino Gallery

Rio de Janeiro RJ – Rubens Gerchman: retrospectiva, no CCBB

San Cristóbal (Venezuela) – Mitologia Urbana, na Galeria Sin Limite

1993

Bogotá (Colômbia) – Individual, no Museu de Arte Moderna de Bogotá

Caracas (Venezuela) – Individual, no Museo Alejandro Otero

Caracas (Venezuela) – Individual, na Museo Alejandro Otero

Nova York (Estados Unidos) – Rubens Gerchman: recent works, na Americas Gallery

Pequim (China) – Individual, na Embaixada da Colômbia

Rio de Janeiro RJ – Gerações, no Museu da República

São Paulo SP – Rubens Gerchman: pinturas recentes, na Galeria Nara Roesler

1994

Bogotá (Colômbia) – Individual, no Museu de Arte Moderna de Bogotá

Rio de Janeiro RJ – Cidades de Gerchman, no MNBA

1996

Rio de Janeiro RJ – A Forma Multimídia de Gerchman, na Galeria Forma

1997

Paris (França) – Individual, na Galerie 1900-2000

Nova York (Estados Unidos) – Individual, no Museo del Bairro

São Paulo SP – A Estética do Futebol, na Praça do Banco Real

São Paulo SP – Individual apresentando o livro-objeto Dupla Identidade, em A Hebraica

1998

Paris (França) – Individual, na Galerie Jêrome de Moirmont

Rio de Janeiro RJ – Individual, no MNBA

2000

São Paulo SP – Individual, no Museu Lasar Segall

São Paulo SP – Tem Po, na Ricardo Camargo Galeria

2001

Niterói RJ – Individual, no MAC/Niterói

Rio de Janeiro RJ – Caixa de Fumaça, no CCBB

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Fundação Castro Maia

São Paulo SP – Terceiro Tempo, na Galeria Euroart Castelli

2004

São Paulo SP – Individual, na Renot Galeria de Arte

Exposições Coletivas

1962

Curitiba PR – Salão do Paraná, na Biblioteca Pública do Paraná

Rio de Janeiro RJ – 11º Salão Nacional de Arte Moderna

1963

Curitiba PR – 20º Salão Paraense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná

Paris (França) – Cinco Jovens Gravadores Brasileiros, na Casa Brasil

São Paulo SP – 1ª Exposição do Jovem Desenho Nacional, na Faap

1964

Belo Horizonte MG – 1ª Exposição do Jovem Desenho Nacional, no MAP

Curitiba PR – 21º Salão Paraense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná – prêmio aquisição e medalha de prata

Ribeirão Preto SP – 1ª Exposição da Jovem Gravura Nacional

Rio de Janeiro RJ – 13ª Salão Nacional de Arte Moderna

Belo Horizonte MG – 1ª Exposição da Jovem Gravura Nacional, no MAP

São Paulo SP – 1ª Exposição da Jovem Gravura Nacional, no MAC/USP

1965

Curitiba PR – 1ª Exposição da Jovem Gravura Nacional, na Secretaria do Estado de Educação

Florianopólis SC – 1ª Exposição da Jovem Gravura Nacional, no Masc

Paris (França) – La Figuration Narrative dans L’Art Contemporaire, na Galeria Europa e Creuse

Paris (França) – Salon de La Jeune Peinture, no Musée d’Art Moderne de La Ville de Paris

Rio de Janeiro RJ – 14º Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – 1º Salão Esso de Artistas Jovens, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Opinião 65, no MAM/RJ

São Paulo SP – 2ª Exposição do Jovem Desenho Nacional, no MAC/USP – prêmio aquisição

São Paulo SP – 8ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal – prêmio aquisição

São Paulo SP – Propostas 65, no MAB/Faap

São Paulo SP – 1º Salão Esso de Artistas Jovens, no MAC/USP

1966

Belo Horizonte MG – Vanguarda Brasileira, na UFMG. Reitoria

Buenos Aires (Argentina) – Exposição de Arte Contemporânea Brasileira, no Museo de Arte Moderno de Buenos Aires

Rio de Janeiro RJ – 15º Salão Nacional de Arte Moderna

Rio de Janeiro RJ – 4º Resumo de Arte JB, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Opinião 66, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Pare, na Galeria G-4

Salvador BA – 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas – prêmio especial de pesquisa

1967

Brasília DF – 4º Salão de Arte Moderna do Distrito Federal, no Teatro Nacional Cláudio Santoro

Cali (Colômbia) – Bienal de Cali – 1º prêmio em pintura

Córdoba (Argentina) – Bienal Interamericana de Córdoba

Paris (França) – 5ª Bienal de Paris, no Musée d’Art Moderne de La Ville de Paris

Rio de Janeiro RJ – 16º Salão Nacional de Arte Moderna – prêmio de viagem ao exterior

Rio de Janeiro RJ – Nova Objetividade Brasileira, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – 3ª O Rosto e a Obra, na Galeria Ibeu Copacabana

Rio de Janeiro RJ – Parangolé Social, com Hélio Oiticica, na Galeria G4

São Paulo SP – 9ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

Tóquio (Japão) – 9ª Bienal de Tóquio

1968

Campo Grande MS – 28 Artistas do Acervo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, na Galeria do Diário da Serra

Nova York (Estados Unidos) – Fashion Poetry Event, no The Center for Inter-American Relations

Rio de Janeiro RJ – 2º Salão Esso de Artistas Jovens, no MAM/RJ – prêmio aquisição

Rio de Janeiro RJ – 6º Resumo de Arte JB

Rio de Janeiro RJ – Bandeiras na Praça, na Praça General Osório

Rio de Janeiro RJ – O Artista Brasileiro e a Iconografia de Massa, na Esdi

Salvador BA – 2ª Bienal Nacional de Artes Plásticas, no MAM/BA

1969

Cali (Colômbia) – Salão das Américas de Pinturas

Fortaleza CE – 28 Artistas do Acervo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, no Centro de Artes Visuais Raimundo Cela

1970

Cali (Colômbia) – Bienal de Cali – 1º prêmio em escultura

Medellín (Colômbia ) – 2ª Bienal de Medellín, no Museu de Antioquia

Nova York (Estados Unidos) – 4 X 4, na Lerner Heller Galley

1971

Cali (Colômbia) – 1ª Bienal Americana de Artes Gráficas, no Museo de Arte Moderno La Tertulia

Nova York (Estados Unidos) – 4 Young Artists, no New York University. Loeb Student Center

Rio de Janeiro RJ – Exposição de Múltiplos, na Petite Galeria

1972

Nothinghan (Inglaterra) – Mindland Postal Exibition

Nova York (Estados Unidos) – Environ-Vision, na Siracuse University e no New York Cultural Center

Rio de Janeiro RJ – Exposição, no MAM/RJ

São Paulo SP – 6ª Jovem Arte Contemporânea, no MAC/USP

São Paulo SP – Arte Brasil/Hoje: 50 anos depois, na Galeria da Collectio

São Paulo SP – Múltiplos Brasileiros, na Galeria Múltipla de Arte

1973

Bruxelas (Bélgica) – Feira Internacional de Bruxelas

Rio de Janeiro RJ – Alguns Aspectos do Desenho Brasileiro, na Galeria Ibeu Copacabana

Rio de Janeiro RJ – Vanguarda Internacional, na Galeria Ibeu Copacabana

São Paulo SP – 5º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

São Paulo SP – Expo-Projeção 73, no Espaço Grife

Buenos Aires (Argentina) – Expo-Projeção 73, na Cayc

1974

Genebra (Suíça) – Artistes Brésiliens, na Galeria d’Art du Ontário

Toronto (Canadá) – Artistes Brésiliens, no Musée d’Art Contemporaine

Montreal (Canadá) – Artistes Brésiliens, no Musée d’Art Contemporaine

São Paulo SP – 6º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

São Paulo SP – Galeria Luisa Strina: mostra inaugural, na Galeria Luisa Strina

1975

Paris (França) e Londres (Inglaterra) – Art and Systems of Latin America, no Espace Cardin

Bruxelas (Bélgica) – Art and Systems of Latin America, no Centro Internacional d’Anvers

Londres (Inglaterra) – Art and Systems of Latin America, no Contemporary Art Center

Campinas SP – (Arte), no MACC

Campinas SP – Waltercio Caldas, Rubens Gerchman, Carlos Vergara, José Resende, no MACC

Ontário (Canadá) – Arte Brasileira no Canadá

Paris (França) – Art and Systems of Latin America, no Espace Pierre Cardin

Rio de Janeiro RJ – A Comunicação segundo os Artistas Plásticos – itinerante

1977

Austin (Estados Unidos) – Recent Latin American Drawing 1969-1976: lines of vision international exhibition foundation, na Universidade do Texas

Washington (Estados Unidos) – Recent Latin American Drawing 1969-1976: lines of vision international exhibition foundation, na Washington Art Gallery

Belo Horizonte MG – 5º Salão Global de Inverno, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes

Brasília DF – 5º Salão Global de Inverno

Goiânia GO – Salão de Artes Plásticas de Goiás, no MAC/GO

Rio de Janeiro RJ – 14º para Viagem, na EAV/Parque Lage

Rio de Janeiro RJ – 5º Salão Global de Inverno, no MNBA

São Paulo SP – 9º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

São Paulo SP – 5º Salão Global de Inverno, no Masp

1978

Belo Horizonte MG – Salão do Futebol, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes

Buenos Aires (Argentina) – 15 Jovens Artistas do Brasil, no Museo de Arte Moderno de Buenos Aires

Curitiba PR – 1ª Mostra Anual de Gravura Cidade de Curitiba, no Centro de Criatividade

Rio de Janeiro RJ – 1º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MNBA

São Paulo SP – 15 Jovens Artistas do Brasil, no MAB/Faap

São Paulo SP – 1ª Mostra do Móvel e do Objeto Inusitado, no Paço das Artes

São Paulo SP – O Objeto na Arte: Brasil anos 60, no MAB/Faap

São Paulo SP – Poucos e Raros, no Masp

Buenos Aires (Argentina) – 15 Jovens Artistas do Brasil, no Museo de Arte Moderno de Buenos Aires

São Paulo SP – 15 Jovens Artistas do Brasil, no MAB/Faap

1979

Campina Grande PB – Livro como Arte, no Museu de Arte da Fundação Universidade Regional do Nordeste

João Pessoa PB – Arte de Resistência-Arte de Emergência, no Núcleo de Arte Contemporânea

Rio de Janeiro RJ – Arte de Resistência-Arte de Emergência, na EAV/Parque Lage

São Paulo SP – 15ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1980

Cidade do México (México) – Fórum de Arte Contemporânea

Curitiba PR – 37º Salão Paranaense, no Teatro Guaíra

Rio de Janeiro RJ – Homenagem a Mário Pedrosa, na Galeria Jean Boghici

1981

Rio de Janeiro RJ – Pablo, Pablo!: uma interpretação brasileira de Guernica, na Funarte

São Paulo SP – Arte Pesquisa, no MAC/USP

São Paulo SP – Artistas Contemporâneos Brasileiros, na Galeria de Arte São Paulo

1982

Berlim (Alemanha) – Horizonte de Latinoamerica, na Gallery Daad

Lisboa (Portugal) – Brasil 60 Anos de Arte Moderna: Coleção Gilberto Chateaubriand, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão

Londres (Inglaterra) – Brasil 60 Anos de Arte Moderna: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Barbican Art Gallery

Rio de Janeiro RJ – Entre a Mancha e a Figura, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Futebol: interpretações, na Galeria de Arte Banerj

Rio de Janeiro RJ – Que Casa é essa da Arte Brasileira

Rio de Janeiro RJ – Universo do Futebol, no MAM/RJ

São Paulo SP – O Futebol, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte

1983

Olinda PE – 2ª Exposição da Coleção Abelardo Rodrigues de Artes Plásticas, no MAC/Olinda

Rio de Janeiro RJ – 3 x 4 Grandes Formatos, na Galeria do Centro Empresarial Rio

Rio de Janeiro RJ – 6º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ

São Paulo SP – 14º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

São Paulo SP – Arte na Rua

1984

Curitiba PR – 6ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba

Curitiba PR – Simões de Assis Galeria de Arte: mostra inaugural, na Simões de Assis Galeria de Arte

Nova York (Estados Unidos) – Chamada dos Artistas contra a Intervenção na América Central

Rio de Janeiro RJ – Antonio Dias, Carlos Vergara, Roberto Magalhães e Rubens Gerchman, na Galeria do Centro Empresarial Rio

Rio de Janeiro RJ – Pintura Brasileira Atuante, no Espaço Petrobras

Rio de Janeiro RJ – Viva a Pintura, na Petite Galerie

São Paulo SP – Coleção Gilberto Chateaubriand: retrato e auto-retrato da arte brasileira, no MAM/SP

São Paulo SP – Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal

1985

Atami (Japão) – 7ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

Brasília DF – Brasilidade e Independência, no Teatro Nacional Cláudio Santoro

Kyoto (Japão) – 7ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

Rio de Janeiro RJ – 7ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, na Fundação Brasil-Japão

Rio de Janeiro RJ – Opinião 65, na Galeria de Arte Banerj
São Paulo SP – 18ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

São Paulo SP – 7ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, na Fundação Brasil-Japão

Tóquio (Japão) – 7ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

1986

Rio de Janeiro RJ – 1ª Mostra Christian Dior de Arte Contemporânea: pintura, no Paço Imperial

São Paulo SP – 17º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

São Paulo SP – A URBS na Visão de Oito Artistas, na Galeria Montesanti Roesler

1987

Belo Horizonte MG – Ivald Granato, Rubens Gerchman, Claudio Tozzi, na Gesto Gráfico Galeria de Arte

Espanha – Arte Brasileira Contemporânea

Paris (França) – Modernidade: arte brasileira do século XX, no Musée d’Art Moderne de La Ville de Paris

Rio de Janeiro RJ – Ao Colecionador: homenagem a Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Rio de Janeiro, Fevereiro, Março: do modernismo à geração 80, na Galeria de Arte Banerj

São Paulo SP – O Ofício da Arte: pintura, no Sesc

São Paulo SP – Palavra Imágica, no MAC/USP

1988

Austin (Estados Unidos) – Arte e Artistas nos Estados Unidos 1920-1970

Nova York (Estados Unidos) – The Latin American Spirit: art and artists in the United States: 1920-1970, no The Bronx Museum of the Arts

Rio de Janeiro RJ – 88 x 68: um balanço dos anos

Rio de Janeiro RJ – Hedonismo: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Galeria Edifício Gilberto Chateaubriand

São Paulo SP – 63/66 Figura e Objeto, na Galeria Millan

São Paulo SP – Modernidade: arte brasileira do século XX, no MAM/SP

São Paulo SP – Os Ritmos e as Formas: arte brasileira contemporânea, no Sesc Pompéia

1989

Copenhague (Dinamarca) – Os Ritmos e as Formas: arte brasileira contemporânea, no Museu Charlottenborg

El Paso (Estados Unidos) – The Latin American Spirit: art and artists in the United States: 1920-1970, no El Paso Museum of Art

San Diego (Estados Unidos) – The Latin American Spirit: art and artists in the United States: 1920-1970, no San Diego Museum of Art

San Juan (Porto Rico) – The Latin American Spirit: art and artists in the United States: 1920-1970, no Instituto de Cultura Puertorriqueña

Rio de Janeiro RJ – Rio Hoje, no MAM/RJ

São Paulo SP – 20º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1990

Miami (Estados Unidos) – The Latin American Spirit: art and artists in the United States, 1920-1970, no Center for the Fine Arts Miami Art Museum of Date

Moscou (Rússia) – Feira de Artes Gráficas do Brasil

1991

Estocolmo (Suécia) – Viva Brasil Viva, no Konstavdelningen och Liljevalchs Konsthall

Miami (Estados Unidos) – Arte Brasileira, na Brito Gallery

Paris (França) – Depois de Duchamp, na Galeria 1900-2000

São Paulo SP – 21ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

São Paulo SP – O Que Faz Você Agora Geração 60?: jovem arte contemporânea dos anos 60 revisitada, no MAC/USP

1992

Flórida (Estados Unidos) – Pop on Paper, na Hockin Gallery

Miami (Estados Unidos) – Arte Brasileira, na Brito Gallery

Paris (França) – Diversidades Latino-Americanas, na Galeria 1900-2000

Rio de Janeiro RJ – As Artes do Poder, no Paço Imperial

Rio de Janeiro RJ – Eco Art, no MAM/R
Rio de Janeiro RJ – Gravura de Arte no Brasil: proposta para um mapeamento, no CCBB

Rio de Janeiro RJ – Natureza: quatro séculos de arte no Brasil, no CCBB

Santo André SP – Litografia métodos e conceitos, no Paço Municipal

São Paulo SP – Anos 60/70: Coleção Gilberto Chateubriand/Museu de Arte Moderna – RJ, na Galeria de Arte do Sesi

1993

João Pessoa PB – Xilogravura: do cordel à galeria, na Funesc

Miami (Estados Unidos) – Wiso Art

Rio de Janeiro RJ – Arte Erótica, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Brasil 100 Anos de Arte Moderna, no MNBA

São Paulo SP – 23º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

São Paulo SP – O Desenho Moderno no Brasil: Coleção Gilberto Chateuabriand, na Galeria de Arte do Sesi

São Paulo SP – Obras para Ilustração do Suplemento Literário: 1956-1967, no MAM/SP

1994

Lisboa (Portugal) – Além da Taprobana: a figura humana nas artes plásticas dos países de língua portuguesa, na Sociedade Nacional de Belas Artes

Poços de Caldas MG – Coleção Unibanco: exposição comemorativa dos 70 anos de Unibanco, na Casa de Cultura de Poços de Caldas

Rio de Janeiro RJ – 2ª Mostra de Artes Plásticas: espaço, no Espaço Cultural dos Correios

Rio de Janeiro RJ – O Desenho Moderno no Brasil: Coleção Gilberto Chateubriand, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Trincheiras: arte e política no Brasil, no MAM/RJ

São Paulo SP – Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal

São Paulo SP – Claudio Tozzi, Ivald Granato, Cleber Machado, Maurício Nogueira Lima, Rubens Gerchman, Siron Franco e Tomshige Kusuno, na A Hebraica (São Paulo, SP)

São Paulo SP – Poética da Resistência: aspectos da gravura brasileira, na Galeria de Arte do Sesi

São Paulo SP – Xilogravura: do cordel à galeria, no Metrô

Lisboa (Portugal) – Além da Taprobana: a figura humana nas artes plásticas dos países de língua portuguesa, na Sociedade Nacional de Belas Artes

1995

Curitiba PR – 52º Salão Paranaense, no MAC/PR

Porto Alegre RS – Rubens Gerchman e Angelo de Aquino, na Bolsa de Arte de Porto Alegre

Rio de Janeiro RJ – Além da Taprobana: a figura humana nas artes plásticas dos países de língua portuguesa, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Coleção Unibanco: exposição comemorativa dos 70 anos de Unibanco, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Da Cor do Rio, no Espaço Cultural dos Correios

Rio de Janeiro RJ – Desenhar, na Galeria de Arte Toulouse

Rio de Janeiro RJ – Libertinos/Libertários, na Funarte

Rio de Janeiro RJ – Opinião 65: 30 anos, no CCBB

São Paulo SP – Visual Road, no Renato Magalhães Gouvêa Escritório de Arte

1996

Belo Horizonte MG – Impressões Itinerantes, no Palácio das Artes

São Paulo SP – Arte Brasileira: 50 anos de história no acervo MAC/USP: 1920-1970, no MAC/USP

São Paulo SP – Ex Libris/Home Page, no Paço das Artes

1997

Porto Alegre RS – 1ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, na Aplub; na Casa de Cultura Mário Quintana; na DC Navegantes; na Edel; na Usina do Gasômetro; no Instituto de Artes da UFRGS; na Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul; no Margs; no Espaço Ulbra; no Museu de Comunicação Social; na Reitoria da UFRGS e no Theatro São Pedro

Porto Alegre RS – Vertente Cartográfica, na Usina do Gasômetro

Porto Alegre RS – Vertente Política, na Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul

Rio de Janeiro RJ – Ar: exposição de artes plásticas, brinquedos, objetos e maquetes, no Paço Imperial

São Paulo SP – A Cidade dos Artistas, no MAC/USP

São Paulo SP – Apropriações Antropofágicas, no Itaú Cultural

1998

Niterói RJ – Espelho da Bienal, no MAC/Niterói

Rio de Janeiro RJ – A Imagem do Som de Caetano Veloso, no Paço Imperial

Rio de Janeiro RJ – Anos 60/70: Coleção Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Trinta Anos de 68, no CCBB

São Paulo SP – A Arte de Expor Arte, no MAM/SP

São Paulo SP – Afinidades Eletivas I: o olhar do colecionador, na Casa das Rosas

São Paulo SP – Canibáliafetiva, na A Estufa

São Paulo SP – Destaques da Coleção Unibanco, no Instituto Moreira Salles

São Paulo SP – Fronteiras, no Itaú Cultural

São Paulo SP – Impressões: a arte da gravura brasileira, no Espaço Cultural Banespa-Paulista

São Paulo SP – O Moderno e o Contemporâneo na Arte Brasileira: Coleção Gilberto Chateaubriand – MAM/RJ, no Masp

1999

Rio de Janeiro RJ – 500 Anos Depois no Rio: pinturas, no Espaço Cultural dos Correios

Rio de Janeiro RJ – Cotidiano/Arte. O Objeto – Anos 60/90, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Mostra Rio Gravura. Coleção Mônica e George Kornis, no Espaço Cultural dos Correios

Rio de Janeiro RJ – Mostra Rio Gravura. Gravura Moderna Brasileira: acervo Museu Nacional de Belas Artes, no MNBA

São Paulo SP – A Figura Feminina no Acervo do MAB, no MAB/Faap

São Paulo SP – Cotidiano/Arte. O Consumo, no Itaú Cultural

São Paulo SP – Cotidiano/Arte. O Objeto – Anos 60/90, no Itaú Cultural

São Paulo SP – Litografia: fidelidade e memória, no Espaço de Artes Unicid

São Paulo SP – United Artists: Viagens de Identidades, na Casa das Rosas

2000

Brasília DF – Exposição Brasil Europa: encontros no século XX, no Conjunto Cultural da Caixa

Curitiba PR – 12ª Mostra da Gravura de Curitiba. Marcas do Corpo, Dobras da Alma

Lisboa (Portugal) – Século 20: arte do Brasil, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão

Rio de Janeiro RJ – Antonio Dias, Carlos Vergara, Roberto Magalhães, Rubens Gerchman, na GB ARTe

Rio de Janeiro RJ – Brasilidades, no Centro Cultural Light

Rio de Janeiro RJ – O Bardi dos Artistas, no Espaço Cultural dos Correios

Rio de Janeiro RJ – Situações: arte brasileira anos 70, na Fundação Casa França-Brasil

São Paulo SP – A Figura Feminina no Acervo do MAB, no MAB/Faap

São Paulo SP – A Figura Humana na Coleção Itaú, no Itaú Cultural

São Paulo SP – Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento, na Fundação Bienal

São Paulo SP – Coleção Pirelli no Acervo do MAM: a arte brasileira nos anos 60, no MAM/SP

São Paulo SP – Coletiva Sociarte, no Clube Atlético Monte Líbano. Espaço Cultural

São Paulo SP – O Bardi dos Artistas, no Memorial da América Latina. Galeria Marta Traba

São Paulo SP – O Papel da Arte, na Galeria de Arte do Sesi

2001

Porto Alegre RS – Coleção Liba e Rubem Knijnik: arte brasileira contemporânea, no Margs

Rio de Janeiro RJ – Aquarela Brasileira, no Centro Cultural Light

São Paulo SP – Arte Hoje, na Arvani Arte

São Paulo SP – Museu de Arte Brasileira: 40 anos, no MAB/Faap

São Paulo SP – 10 Poéticas, na A Hebraica

2002

Fortaleza CE – Ceará Redescobre o Brasil, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

Niterói RJ – Acervo em Papel, no MAC/Niterói

Niterói RJ – Diálogo, Antagonismo e Replicação na Coleção Sattamini, no MAC/Niterói

Rio de Janeiro RJ – Caminhos do Contemporâneo 1952-2002, no Paço Imperial

Rio de Janeiro RJ – Entre a Palavra e a Imagem: módulo 1, na Sala MAM-Cittá América

Rio de Janeiro RJ – Identidades: o retrato brasileiro na Coleção Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ

São Paulo SP – Cidadeprojeto / cidadeexperiência, no MAM/SP

São Paulo SP – Mapa do Agora: arte brasileira recente na Coleção João Sattamini do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, no Instituto Tomie Ohtake

São Paulo SP – Múltiplos Brasileiros 30 Anos Depois, na Multipla de Arte

São Paulo SP – Pop Brasil: a arte popular e o popular na arte, no CCBBl

2003

Rio de Janeiro RJ – Arte em Movimento, no Espaço BNDES

Rio de Janeiro RJ – Autonomia do Desenho, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Projeto Brazilianart, no Almacén Galeria de Arte

São Paulo SP – A Subversão dos Meios, no Itaú Cultural

São Paulo SP – Arte e Sociedade: uma relação polêmica, no Itaú Cultural

São Paulo SP – Israel e Palestina: dois estados para dois povos, no Sesc Pompéia

2004

Campinas SP – Coleção Metrópolis de Arte Contemporânea, no Espaço Cultural CPFL

Rio de Janeiro RJ – Arte Contemporânea Brasileira nas Coleções do Rio, no MAM/RJ

São Paulo SP – 450 X 45, no Nova André Galeria

São Paulo SP – Coletiva de Artistas Contemporâneos, no Esporte Clube Sírio

São Paulo SP – O Preço da Sedução: do espartilho ao silicone, no Itaú Cultural

São Paulo SP – As Bienais: um olhar sobre a produção brasileira 1951/2002, na Galeria Bergamin

2005

São Paulo SP – Arte em Metrópolis, no Instituto Tomie Ohtake

Curitiba PR – Arte em Metrópolis, no Museu Oscar Niemeyer

Belo Horizonte MG – Coletiva de Acervo 2005, na Galeria Murilo Castro

São Paulo SP – Olhares Urbanos, no Espaço Cultural Citibank

São Paulo SP – O Prazer é Nosso, na Galeria Brasiliana

2006

São Paulo SP – Futebol e Arte, no Espaço Cultural Vivo

Rio de Janeiro RJ – Futebol: desenho sobre fundo verde, no CCBB

São Paulo SP – Um Século de Arte Brasileira – Coleção Gilberto Chateaubriand, na Pinacoteca do Estado

Rio de Janeiro RJ – Um Século de Arte Brasileira – Coleção Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ

Berlim (Alemanha) – Os Onze Futebol e Arte, na Embaixada do Brasil na Alemanha

2007

Salvador BA – Um Século de Arte Brasileira – Coleção Gilberto Chateaubriand, no MAM/BA

Belo Horizonte MG – Coletiva de Acervo, na Galeria Murilo Castro

Curitiba MG – Um Século de Arte Brasileira – Coleção Gilberto Chateaubriand, no Museu Oscar Niemeyer

São Paulo SP – Anos 70 – Arte como Questão, no Instituto Tomie Ohtake

Cronologia

1950/1957

Vive em Friburgo, Rio de Janeiro

1957/1958

Volta para o Rio de Janeiro e estuda no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro

1958/1966

Trabalha como profissional gráfico em revistas e jornais

1960/ca.1961

Freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes – Enba, onde estuda xilogravura com Adir Botelho (1932)

1967

É tema, juntamente com Roberto Magalhães (1940) e Antonio Dias (1944), do curta-metragem Ver e Ouvir de Antonio Carlos Fontoura

Organiza a primeira exposição de Hélio Oiticica (1937 – 1980), na Galeria G-4, no Rio de Janeiro

1968

Muda-se para Nova York, onde permanece até 1972. Funda com L. Camister, Liliane Poter e Omar Rayo o Museu Latino-Americano do Imaginário

1972

Cria a empresa Integralia Corporation com o objetivo de produzir pequenos múltiplos

De volta ao Brasil, vive no Rio de Janeiro. Realiza Triunfo Hermético, filme em cores de 35 mm, do qual é roteirista, cenógrafo e diretor

1973

Realiza o álbum de gravuras Post-Scriptum, com Claudio Tozzi (1944)

ca.1973

Muda-se para São Paulo

1974

Realiza a edição de gravuras Parangoles Cape, de Hélio Oiticica

1975/1976

De volta ao Rio de Janeiro é co-fundador e diretor da revista Malasartes

1975/1979

Assume a direção do antigo Instituto de Belas Artes e o transforma na Escola de Artes Visuais do Parque Lage – EAV/Parque Lage. Funda a Oficina do Cotidiano e organiza exposições

1977

Organiza com seus alunos a performance SOS MAM, em homenagem a Torres García, após o incêndio do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM/RJ

1978

Viaja pelo México, Guatemala e Estados Unidos, coom bolsa da Fundação John Simon Guggenheim

1981

Prêmio Golfinho de Ouro – Personalidade do Ano no Setor de Artes Plásticas, oferecido pelo governo do Estado do Rio de Janeiro

Desenha os azulejos para o restaurante do Sesc Pompéia, em São Paulo, projeto de Lina Bo Bardi (1914 – 1992)

1982

Monta a exposição de Sérgio de Camargo (1930 – 1990) na Gimpel-Weisenhoffer Gallery em Nova York

1988

Recebe o prêmio Embaixador do Rio

1992

Recebe bolsa do Deutscher Akademischer Austauch Dienst – DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]

2000

Lança álbum com 32 litografias, primeiro volume da coleção Cahier d’Artiste da Lithos Edições de Arte, no Museu Lasar Segall

Livros

Rubens Gerchman

RUBENS GERCHMAN
Formato: Livro
Coleção: ARTE DE BOLSO
Autor: MAGALHAES, FABIO
Editora: IBEP NACIONAL-
Assunto: ARTES – PINTURA

 

Rubens Gerchman

RUBENS GERCHMAN
Formato: Livro
Coleção: PORTFOLIO BRASIL
Autor: GERCHMAN, RUBENS
Editora: J.J. CAROL
Assunto: ARTES

 

Caixa de Fumaça

CAIXA DE FUMAÇA
Formato: Livro
Autor: GERCHMAN, RUBENS
Editora: LAZULI
Assunto: ARTES

 

Eros e Tanatos

EROS E TANATOS – DIARIO DE UMA VIAGEM
Formato: Livro
Autor: GERCHMAN, RUBENS
Editora: J.J. CAROL
Assunto: FOTOGRAFIA

 

Gerchman

GERCHMAN
Formato: Livro
Autor: ESCALLON, ANA MARIA
Editora: EDIÇAO DO AUTOR
Assunto: FILOSOFIA

 

Videos

Programa Andante - Rubens Gerchman, Robert Wilson e Laurie Anderson

Os Últimos Anos – Exposição que traz um recorte da produção dos últimos cinco anos do artista Rubens Gerchman durante o período que viveu em São Paulo, de 2004 a 2008.

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