Regina Silveira

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“Meu convívio com a arquitetura me faz observar a perda de vitalidade do cubo branco e a inserção cada vez maior da arte em espaços públicos.”

Regina Silveira é uma artista plástica e arte-educadora brasileira. Uma das artistas brasileiras contemporâneas de maior renome internacional. Regina Silveira faz instalações, objetos e obras bidimensionais.

A obra de Regina se prolonga pela gravura, serigrafia, videoarte, arquitetura, pintura e desenho. Entre outros materiais, já trabalhou com tapeçaria, microfilme, offset, post art, projeções de luz e realidade virtual.

Regina Silveira é autora de vídeos rigorosos como uma equação matemática. Seus trabalhos Sobre a Mão (1980), A Arte de Desenhar (1980) e Morfas (1981) estão entre os melhores trabalhos produzidos pelos pioneiros do vídeo brasileiro.

Biografia – Regina Silveira

Regina Silveira

Regina Silveira

Regina Scalzilli Silveira nasceu em Porto Alegre, RS, em 1939. Em 1959 conclui bacharelado em pintura no Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IA/UFGRS), onde estuda com Aldo Locatelli e Ado Malagoli, entre outros. Possui mestrado e doutorado pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP)

No início da década de 1960, tem aulas de pintura com Iberê Camargo, e de gravura com Francisco Stockinger e Marcelo Grassmann, no Ateliê Livre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre.

Como bolsista do Instituto de Cultura Hispânica, em 1967, estuda na Faculdade de Filosofia e Letras de Madri. Leciona na Universidade de Porto Rico, no período de 1969 a 1973.

Nos anos 70 iniciou trabalhos com malhas e perspectivas, através da série Labirintos. Começou a utilizar imagens fotográficas nas gravuras das séries Middle Class & Co. e Jogos de Arte, e passou a atuar no circuito da mail art. Neste período tornou-se importante artista multimídia e pioneira da vídeo-arte no país.

Volta para o Brasil em 1973, e coordena até 1985 o setor de gravura da Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap). Em 1974, passa a lecionar na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Na mesma instituição, defende dissertação de mestrado em 1980 e, em 1984, obtém o título de doutora.

Regina Silveira

Regina Silveira

Na década de 1980 realizou a importante série Anamorfas, sobre as distorções da perspectiva, um complexo de gravuras e desenhos que lhe abriram novos horizontes. Logo depois, outro importante trabalho, Simulacros, foi fruto do uso de sistemas artificiais para a construção das formas no espaço.

Sua primeira instalação, In Absentia (Cavalete), é exibida no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP), em 1982. De 1991 a 1994, permanece em Nova York, com bolsas de estudo concedidas pela John Simon Guggnheim Foundation (1991), pela Pollock-Krasner Foundation (1993) e pela Fullbright Foundation (1994). Em 1995, recebe bolsa de artista residente da Civitella Ranieri Foundation. Recebe, em 2000, o Prêmio Cultural Sergio Motta.

Participou de diversas bienais internacionais, entre elas a Bienal de São Paulo (1983 e 1998), a Bienal do Mercosul (2001 e 2011), a Bienal de Taipei (2006), e Mediations, Bienal de Poznan, Polonia (2012) . Dentre muitas exposições coletivas, desde os anos 60, algumas mais recentes estão: “Brazil: Body and Soul”, no Guggenheim Museum, Nova York (2001), “Anos 70: Arte Como Questão”, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2007), “Máquinas de Mirar”, no Centro Andaluz de Arte Contemporanea, Sevillha (2009), “Philagrafika 2010”, em Philadelphia, USA, “Gravura no Campo Expandido” e “Aberto/Fechado: Caixa e Livro na Arte Brasileira”, ambas na Pinacoteca do Estado de São Paulo (2012).

Regina Silveira é responsável pela formação de vários artistas paulistas das novas gerações, como Ana Maria Tavares, Rafael França, Mônica Nador e Iran do Espírito Santo.

Curiosidades

Regina Silveira - Programa

Regina Silveira – Programa

Livro – Corredores para Abutres
Autor: Regina Silveira
Editora: Atelie Editorial

Os dez desenhos aqui apresentados são de 1982 e originalmente feitos a nanquim. Eles fizeram parte da exposição Arte Micro, coletiva organizada por Regina Silveira e por Rafael França com 32 artistas. Em ‘Corredores para Abutres’, vetores indicam a trajetória das aves, mostrando se irão colidir ou lançar-se em voos suicidas.

Livro – O Outro Lado da Imagem e Outros Textos – A Poetica de Regina Silveira
Autor: Adolfo Montejo Navas
Editora: Edusp

Esta obra, assinada pelo poeta e crítico espanhol Adolfo Montejo Navas, reúne nove ensaios escritos de forma ininterrupta entre os anos de 2002 e 2008 sobre a obra da artista plástica gaúcha Regina Silveira. O trabalho da artista de Porto Alegre, conhecido por suas explorações da perspectiva e das sombras projetadas, inclui o uso de diversos materiais e meios (fotografias, pinturas, gravuras, objetos, vídeos, instalações, projeções) e está fundamentado em suas reflexões sobre a natureza ilusionista de imagens e espaços. A compilação dos textos de Adolfo Montejo Navas compreende uma reflexão poética sobre a obra de Regina Silveira e busca um roteiro articulado que escape das interpretações e leituras definitivas.

Depoimentos

“Nunca me considerei gravadora, porque me incomoda a idéia de especialização em um único meio expressivo. Também não estou interessada na gravura em si. Artista é uma especialista em linguagens visuais. Gravura é apenas um dos meios no qual essas linguagens podem ser exercidas. A História da Arte está aí para nos lembrar que os grandes gravadores também foram desenhistas e pintores. Minha postura multimídia se baseia nas possiblidades de construção de algo a partir de imagens gráficas de diferentes origens, nos mais diversos procedimentos gráficos. Sempre utilizei e misturei sem preconceitos serigrafia, off set, heliografia, xerox e até as técnicas tradicionais como a litogravura. Tudo aquilo que trata de reprodutibilidade me interessa, assim como me interessa a imagem impressa”.
Regina Silveira

A intensificação de minhas atividades no exterior a partir dos 90, foi uma decorrência do recebimento de bolsas internacionais como a da Guggenheim Foundation (1991), a Pollock-Krasner (1993) e a Fulbright (1994). Para tanto, também contribuíram os intercâmbios proporcionados por programas de Artista em Residência, como os que cumprí no Banff Centre for the Arts, em Alberta, Canadá (1993), no Ranieri Civitella Center, em Umbertide, Itália (1995), e na Universidade do Texas, em Austin (1998).

Destes últimos resultaram participações em mostras como “On Mudlarkers and Measurers”, no Agnes Etherington Art Centre, na Queen’s University, em Kingston, e na Ottawa Art Gallery, Canadá (1997) e em 1995 e 1998, em exposições na Galeria Il Gabbiano, de La Spezia, Itália, um espaço ligado às produções de poesia visual e livros de artistas.

Regina Silveira

Regina Silveira

Aposentada da Universidade de São Paulo em 1993, depois de participar da formação de diversas gerações de jovens artistas, permanecí em contato com várias instituições universitárias no exterior. Diversas exposições realizadas fora do Brasil, como “To Be Continued (Latin American Puzzle)”, na NIU Art Gallery, em Chicago (1997), e instalações como “Graphos 4″, com a qual participei na exposição “Re-Aligning Vison: Alternative Currents in South American Drawing”, na Archer M.Hunting Art Gallery, Universidade do Texas, em Austin (1998), foram realizadas durante períodos de Professora Visitante nas respectivas instituições.

Em relação ao conjunto de obras recentes, posso assinalar duas vertentes: em primeiro lugar, a vertente que atualiza investigações sobre os novos recursos de produção de imagens por técnicas eletrônicas, iniciada com “Encuentro” ( 1991) e exemplificada pelo “Quebra-Cabeça da América-Latina: Continua…”, mostrado em Chicago (NIU Art Gallery, 1997) e extensamente no Brasil: Bolsa de Arte, Porto Alegre (1997); Brito Cimino, São Paulo (1997); Salão Nacional, Rio de Janeiro (1998), além da itinerância pelo nordeste, no Programa Universidade Solidária (1998). Nesta vertente, desde o viés das obras públicas, está também o “Super Herói (Night and Day)”, em suas duas versões – a colagem de uma sombra de grandes dimensões, em vinil, sobre a fachada de um edifício e a projeção luminosa em raios laser proposta originalmeente como aparição transgressora e efêmera na Avenida Paulista, na mostra “Diversidade da Escultura Brasileira” (1997).

A segunda vertente deriva de meu crescente interesse pela Arquitetura, em termos dos seus próprios códigos tradicionais de representação ou de obras concebidas especialmente para espaços arquitetônicos determinados. Aqui se incluem os espaços reais, onde construo instalações e também os virtuais, representados por meio de desenhos arquitetônicos convencionalizados, que me servem de motivo para distorções e estranhamentos.

No caso de intervenções em espaços reais um exemplo de meados dos 90 é “Gone Wild” (1996), a grande escapada de coiotes, cujas centenas de pegadas foram configuradas segundo uma malha perspectivada e depois pintadas diretamente nas paredes e chão do grande hall de entrada do Museum of Comtemporary Art, em San Diego, La Jolla, A obra foi criada em resposta ao convite da instituição para dialogar com o design do Arquiteto Robert Venturi para a reforma do museu, recém-concluída.

Já o exemplo mais cabal de distorções na representação do espaço arquitetônico foi a exposição “Grafias”, no Museu de Arte de São Paulo (MASP), em 1996. Nesta individual apresentei obras graficas com dimensões ambientais, como a planta distorcida do “Apartamento”, com sala-quarto-cozinha-banheiro e a série “Graphos” das escadas descendentes realizadas em azulejos, cujo desenho vertiginoso indicava espaços virtuais abaixo do chão da sala de exposição.

Entendo que instalações mais recentes, como” Intro” e “Irruption” (2005) aliam as duas vertentes de modo mais enfático, dado que a exploração de novos recursos gráficos está na base da criação de imagens que revestem, invasivamente, arquiteturas diversas (respectivamente em La Mediatine, Bruxelas e no Museum of Fine Arts de Houston, Texas).

Regina Silveira

Regina Silveira

Nos últimos anos algumas obras e intervenções se relacionam com a Arquitetura em termos da escala urbana, tendo a própria cidade como suporte para visualização. “Tropel” (1998), invadiu a fachada do prédio da Fundação Bienal de São Paulo com uma imagem digital adesiva, de 600 m2, construida como uma irrupção de pegadas de animais de diversas espécies. Em 1999, o trabalho “Ex Orbis” , uma colagem digital de grandes dimensoes ( 92 m2) com desenhos de máquinas de voar, foi executada em vinil adesivo e aplicada na fachada do Museu Nacional de Aviação, em Ottawa, para participar na mostra “Passion for Wings”.(1999). ” Transit” (2001) é a projeção luminosa da imagem de uma mosca gigante efetuada por um projetor montado em veículo aberto e em deslocamento pelo tecido urbano, em São Paulo (1997), Curitiba (2002) e Porto Alegre (2003). A mosca foi uma especie de versão “trash” do Super Heroi (Night and Day) projetado em laser, inicialmente na Avenida Paulista, SP ( 1997) e depois em Buenos Aires ( 1999) e San Juan de Puerto Rico (2000).

Outras obras dos últimos anos enfatizam a luz como significado central. A relação com a Arquitetura foi o fundamento de obras onde registrei padrões de luz e sombra provocados por fontes de luz existentes no real, como foi a vitrine em “Behind the Glass” na New York University (1991), ou por fontes de iluminação inteiramente imaginárias, como no projeto “Todas las Noches” (1999), uma tentativa de transformaoar o MARCO, o museu escultural projetado pelo Arquiteto Legorreta em Monterrey (Mexico), numa gigantesca caixa de sombras, projetadas por sua propria arquitetura, sobre um conjunto de salas totalmente vazias. Na mesma tônica de explorar a luz como acontecimento está a instalação “Equinócio” (2000), onde uma grande esfera em madeira, metade branca e metade negra, arrasta consigo a sombra que desce da rosácea aberta no alto de uma das paredes dos espaços de exposicão do Parque Lage, Rio de Janeiro.

A palavra “luz” delineada em fibra óptica afixada nos vidros da janela/claraboia do MAC-USP, Museu de Arte Contemporânea de SP, é uma síntese verbal-visual dessas explorações. Com seu funcionamento controlado por uma celula fotoelétrica, “Luz” (2000) foi projetada para acender toda vez que diminuisse a luz externa, de modo a, metaforicamente, trazer luz para o museu às escuras.

As exposições individuais ” Claraluz” em 2003 (Centro Cultural Banco do Brasil- SP) e ‘Lumen” , em 2005 (Palacio de Cristal, Museu Reina Sofia, Madrid) tiveram a luz como eixo da reflexão poética e reuniram conjuntos de obras específicas aos espaços arquitetônicos que ocuparam. Nestas duas exposições, conectadas conceitualmente, a exploração de recursos técnicos e estratégias de montagem permitiu investigar novas formas de operar com a luz como uma forma de revestimento incorpóreo, capaz de transformar a percepção e a experiência de grandes espaços de forte presença arquitetônica. A exposicao “Luz/Zul” em 2006 (Centro Cultural Telemar, RJ) sintetiza os pressupostos das duas exposicoes anteriores ao reafirmar a luz como recurso poetico para intevir sobre espacos construidos e se situa, com elas, no paradigma aberto de obras que derivam de meu interesse recorrente sobre as relacoes entre arte e arquitetura.
Regina Silveira – Dezembro, 2005

Regina Silveira - Par - 100 x 81 cm

Regina Silveira – Par – 100 x 81 cm

Praticamente dez anos de exploração de perspectivas ilusionistas decorreram antes que essas representações de Regina Silveira conhecessem este seu momento de penetração internacional. Isso traduz bem as dificuldades de repercussão a esse nível para uma carreira que se faz no Brasil e ademais à distância do circuito comercial e da ideologia das seleções oficiais. Entretanto, já encontrávamos a sua disposição para o diálogo cosmopolita na fase que antecede a dos objetivos presentes, ou seja, na linguagem da artista multimídia dos anos de 1970. Fundamentalmente desenhista, ela estava então concentrada em processos gráficos de reprodução da imagem, utilizando além da serigrafia – veículo de sua predileção – o offset, o blue-print, o xerox e o microfilme, para desenvolver uma temática de significados que transitam entre o lúdico e a mensagem crítica. Tal material, que aproveita com largueza imaginativa as potencialidades dos recursos tecnológicos, foi difundido em exposições no Brasil e no exterior, cabendo ressaltar a ativa integração da autora ao movimento de oposição ao culto do objeto artístico, que foi a “mail art”. Esse tempo anterior, que inclui experiências de vídeoarte, vincula-se por seus elementos conceptuais à evolução futura de sua obra.

Nascida em 1939, no Rio Grande do Sul, onde se formou, Regina Silveira iniciara-se nos anos de 1960 como pintora, desenhista e gravadora, demonstrando empatia com a figuratividade expressionista, uma tendência de fortes raízes no modernismo do país. Essa propensão não demoraria a alterar-se sob influências abstradas informais e por uma mudança de ordem mais radical em fins do decênio, quando foi desperta na Europa para as possibilidades de espaços elaborados por formas geométricas. Conseqüências diretas da absorção racionalista fizeram-se logo perceber em relevos e objetos que construiu com materiais industriais.

Foi ao transferir-se para Porto Rico, em 1969, que se produziu a fratura entre a artista artesanal e a que passava a interessar-se pelos meios modernos de reprodutibilidade. Houve clima na ilha do Caribe para que se envolvesse com entusiasmo no fenômeno transgressor da desmaterialização. A iconografia que inaugurou essa sua nova dimensão foram as grades geométricas em perspectiva, chamadas “Laberintos”, logo destinadas a uma função semântica específica quando resolveu povoar o dédalo de corredores. Valeu-se para isso de fotografias da mídia impressa interacionadas aos compartimentos perspectivados que resultavam em soluções carregadas de humor e derrisão, como é evidente nas multidões encurraladas de “Middle Class & Co.” Seu objetivo era bem determinado: “produzir um sentimento de estranheza ou “descontextualização”.

Ao regressar ao Brasil, em 1973, fixando-se em São Paulo, prosseguiu com as gravuras e multimídias fazendo intervir o desenho geométrico perspectivado sobre imagens fotográficas estereotipadas, como as vistas de cidades dos cartões postais. Dai emergiram “Destruturas Urbanas”, “Executivas” e “Brasil Today”, formando livros, álbuns e outras publicações que refletem sobre o poder, a burocracia e a questão ambiental. A arte e seu sistema não foram menos visados pelo interesse irreverente da artista. E algumas performances juntaram-se a essa atividade que assinala a sua incisiva participação no movimento cultural alternativo do país nos anos de 1970.

Regina Silveira

Regina Silveira

O próximo envolvimento de Regina Silveira foi aquele em que, especulando pela primeira vez sobre as distorções da perspectiva, produziu “Anamorfas” (1979-81), um complexo de gravuras e desenhos que lhe abriram novos horizontes. Obras anteriores em que explicitava com maior rigor as linhas de fuga da perspectiva e os desenhos descontraídos de uma série de representações cheias de verve crítica a que chamou “Jogos de Arte” contribuíram para essa definição. Fotografando de determinado ângulo e do alto objetos do cotidiano como uma tesoura ou um óculo, e sobrepondo-lhes reticulados perspectivados, pôde a autora recriá-los através de compressões, dilatações e dobras, tornando-os uma realidade enigmática. Mas essa morfologia de distorções, cujos procedimentos se enriqueceram mais adiante nos “Simulacros”, fôra também fruto de interpretações de sistemas artificiais de construção espacial, notadamente de Leonardo, o que apreendeu em autores contemporâneos, como Panofsky e do avizinhamento às especulações de Duchamp. Ela impressionou-se particularmente com as deformações da imagem fotográfica, incluindo as realizadas pelo computador, tal como vemos estudadas e demonstradas por Pirenne.

Os “Simulacros” (1982-4), que sucederam “Anamorfas”, completam os pontos chave de referência de sua linguagem. Trata-se de uma constelação de obras fotográficas, instalações e objetos sempre monocromáticos (preto sobre branco), reverberantes entre si, que ela considera como “uma reflexão sobre a representação das sombras projetadas, concretizada como visualidade paródica dos códigos projetivos da perspectiva linear, da teoria das sombras, da fotografia e do desenho topográfico”. No estabelecimento de estruturas visuais baseadas na infração das leis da representação artificial criadas como buscas da exatidão dos códigos projetivos da perspectiva clássica, interessava-a, sobretudo, como atualmente, o uso de pontos de vista e os ângulos da visão.

Não obstante a homogeneidade de instauração de todo o seu trabalho voltado para as ambiguidades da perspectiva (e em que pouco importam os “motivos” ou objetos que lhe servem de modelo), ressaltaríamos entre os “Simulacros” a instalação “In Absentia (MD)”, construída num espaço de 10x20m na Bienal de São Paulo, em 1983, constituída das silhuetas monumentais de “Bottlerack” e “Bicycle Wheel”, estiradas em oposição obliqua sobre o piso e a elevação de painéis que fechavam o ambiente. Eram sombras fictícias que ilusoriamente partiam de duas bases de escultura absolutamente vazias e que se distorciam, desafiando a percepção conforme os pontos de distância do olhar.

Em seguida aos “Simulacros” Regina Silveira realizou as séries de “Inflexões” (1985-87), recortes utilizados como peças individuais ou enquanto elementos de instalação e seus apurados desenhos foram transpostos em tapeçarias manuais, mostradas na Fundação Gulbenkian, em Lisboa (1988). Mais que tudo a concepção de novas e consecutivas instalações preencheram seu tempo extremamente dinâmico, como são os casos de “Vértice” (1918-89) e “Simile” (1988), apresentada no Centro Galileo de Madrid e “Auditorium” (1990), exibida na VII Trienal da Índia, em Nova Déli (1991), onde filas de poltronas simuladas no chão foram desenhadas em achatamentos projetivos. Entre essas instalações acham-se as silhuetas mais recentes projetadas para o The Queens Museum of Art. Suas pesquisas têm evoluido no sentido de extrair estímulos do caráter dos ambientes onde é convidada e intervir, como aconteceu em “Solombra” (1990), no SESC – Pompeia, em São Paulo e posteriormente em “Behind the Glass” (1991), na Grey Art Gallery, da New York University em Greenwich Village.

Regina Silveira - As Loucas - 20 x 25 cm

Regina Silveira – As Loucas – 20 x 25 cm

Se podemos dizer que a obra fecunda de Regina Silveira se aparenta à “geometria do absurdo” e às sombras de De Chirico, também é lícito afirmar que elementos de ordem emotiva e sensorial, presentes como uma memória refundida do seu antigo expressionismo, entram significativamente nas hipertrofias e outras alterações de suas imagens. Se parte de malhas geométricas para parodiar com muito “sense of humour” as chaves prospécticas, o faz num sentido que lhe possam permitir opções de livre escolha, a margem para colher por vários caminhos as ambiguidades da perspectiva. Distanciando-se do modelo ela é uma evidência do que Sergio Benvenuto chama de “reflexão de linguagem”.

Há analogias entre as formas de visibilidade de Regina Silveira e as de artistas como Jan Dibbets e Justen Ladda, mas não restam dúvidas da trilha profundamente pessoal que ela segue num ritmo de trabalho muito intenso e conseqüente no panorama atual da arte.
Walter Zanini, 1997 – Texto revisto em 1997, originariamente publicado no catálogo Regina Silveira: In Absentia (Stretched), na série “Contemporary Currents” do The Queens Museum of Art. Nova York, 25 de julho a 13 de setembro de 1992.

Críticas

“Com Inflexões, Regina Silveira procura uma maneira de dialogar e de rever alguns pressupostos das gramáticas da visão e, portanto, conduz uma pesquisa eminentemente plástica. Os anúncios interativos e convencionais das lojas de móveis são o ponto de partida para a construção de uma série de objetos insólitos, que avançam no espaço em todas as direções (…). Se, pela emergência desse poder ´degenerativo´, transformador, as Inflexões parecem responder à proposta objetual do surrealismo, a intenção de Regina Silveira não é, entretanto, metafórica. (…) Testando o poder de contenção dos contornos, Regina Silveira leva o sistema perspéctico a seu limite máximo. Multiplica os pontos de vista, de fuga, de distância, que destroem a perspectiva a partir de dentro, mas não renuncia de todo a ela. Adiciona uma nova perspectiva, geralmente curva, à frontalidade das imagens publicitárias (…). Design pessoal ou antidesign, a tensão das Inflexões remete a um vetor de mutação, de instabilidade, de ´incerteza´, a uma ´desarmonia´ estrutural, (…) signo tangível daquela ´desordenação da ordem´ que Regina Silveira propõe desde as Anamorfas”.
Annateresa Fabris

“No caso específico de Regina Silveira, a maturação de sua poética parece ter sido determinada pelo contato com a obra de dois artistas aparentemente opostos pelas posturas que assumiram em suas trajetórias: Iberê Camargo e Marcel Duchamp.
Do primeiro (de quem a artista foi aluna em Porto Alegre), Regina Silveira teria apreendido a sua angústia existencial de fundo, o que a levou a romper com sua concepção inicial de arte baseada num aprendizado extremamente rígido, conservador. Dele absorveu igualmente o encarar a técnica como um meio e não um fim, por último, Camargo parece tê-la feito duvidar pela primeira vez dos códigos de representação cristalizados pela tradição.
A partir do contato com a obra de Duchamp (ocorrido nos anos 70), Regina Silveira percebeu que o caminho para a maturação de sua poética era recuperar, em chave crítica, aqueles códigos anteriormente desprezados, reinventando-os, para deles retirar outras possibilidades de significação. Conscientizou-se de que a arte poderia ser não apenas a emanação da angústia do artista perante o mundo, mas antes um sistema organizado e repleto de regras a ser colocadas em xeque pelo artista.

Regina Silveira - Técnica do Pincel

Regina Silveira – Técnica do Pincel

Regina Silveira trouxe como resíduos saudáveis de sua experiência com Iberê Camargo o tom soturno de seus trabalhos, o gosto pela deformação expressiva dos signos, a desconfiança irrestrita em relação à eficácia, nos dias de hoje, da arte e seus códigos institucionalizados. Com Duchamp, essa desconfiança transformou-se em ironia implacável, em mordacidade voltada para a desestabilização dos conceitos cristalizados de arte”.
Tadeu Chiarelli

“Na obra de Regina Silveira, a sombra segue os pressupostos platônicos e indica a possibilidade de se transpor o real para o representado. O impasse é acentuado pela exploração do que Leonardo da Vinci denominou aberrações marginais da perspectiva, isto é, o universo de distorções nascidas na esteira de procedimentos geométricos aparentemente exatos. (…)
A vigorosa subjetividade da raiz expressionista, exercida de maneira explícita pela pintora e gravadora no início de carreira, é algo que imediatamente vem à mente de quem observa seu processo de criação. No momento em que a idéia é apenas o traço do lápis no papel, ela dá a rédea solta a intuição. As sombras não são obtidas a partir de cálculos. Estes só são convocados depois de a resolução de forma responder ao conteúdo pretendido e apenas para transferir essa cartografia arbitrária ao plano (desenhos, gravuras, tapeçarias e recortes) ou ao espaço (objetos e instalações). A artista destrói e reconstrói o olhar possível sobre algo antes de lançar mão da régua e dos pontos de fuga que irão objetivar para o espectador a imagem demonstrada e seu conjunto de visões corolárias. (…)
Regina Silveira escolheu essa ferramenta porque ela atende a necessidades de articulação simbólica, permitindo manipular um dos alicerces sobre o qual ainda repousa a noção de realidade representada. A perspectiva é um fulcro do ilusório. Ao explorar temas contemporâneos com deformações nascidas nas margens fantásticas do rigor perspectivista, a artista promove a união dos pressupostos formais maneiristas com a sofisticada armação das idéias enunciadas pela arte conceitual”.
Angélica de Moraes

“Os Simulacros (1982-1984), que sucederam Anamorfas, completam os pontos-chave de referência de sua linguagem. Trata-se de uma constelação de obras fotográficas, instalações e objetos sempre monocromáticos (preto sobre branco), reverberantes entre si, que ela considera como ´uma reflexão sobre a representação das sombras projetadas, concretizada como visualidade paródica dos códigos projetivos da perspectiva linear, da teoria das sombras, da fotografia e do desenho topográfico´. No estabelecimento de estruturas visuais baseadas na infração das leis da representação artificial criadas como buscas da exatidão dos códigos projetivos da perspectiva clássica, interessava-a, sobretudo, como atualmente, o uso de pontos de vista e os ângulos da visão.
Não obstante a homogeneidade de instauração de todo o seu trabalho voltado para as ambigüidades da perspectiva (e em que pouco importam os ´motivos´ ou objetos que lhe servem de modelo), ressaltaríamos entre os Simulacros a instalação In Absentia (MD),construída num espaço de 10 x 20 m na Bienal Internacional de São Paulo, em 1983, constituída das silhuetas monumentais de Bottlerack e Bicycle Wheel, estiradas em oposição oblíqua sobre o piso e a elevação de painéis que fechavam o ambiente. Eram sombras fictícias que ilusoriamente partiam de duas bases de escultura absolutamente vazias e se distorciam, desafiando a percepção conforme os pontos de distância do olhar”.
Walter Zanini

Entrevistas

Regina Silveira - Inflexão

Regina Silveira – Inflexão

Marco Aurélio Fiochi entrevista Regina no número 5 da revista Continuum do Itáu Cultural.

Nesta entrevista, concedida em seu ateliê, a gaúcha radicada em São Paulo desde os anos 1970 aponta as intervenções artísticas no cenário urbano entre as tendências que gostaria de ver como predominantes daqui a 20 anos.

Como você imagina as artes visuais daqui a 20 anos?

Há 20 ou 40 anos eu não conseguia imaginar como seria a arte hoje. Da mesma forma, acho difícil imaginar hoje como será a arte daqui a 20 anos. Com uma diferença: hoje já tenho um longo percurso de envolvimento com a criação artística, e uma visão maior da produção tanto nacional quanto internacional. Mas o que eram certezas 20 anos atrás, aquilo em que eu apostava como perspectiva de futuro, vejo que inevitavelmente passou pelos filtros do tempo, da qualidade, da poética, da linguagem. Por exemplo, minha crença e envolvimento com novos meios, e a certeza de que outros meios sairiam de cena, como a pintura, cuja morte foi tantas vezes anunciada. Se naquele momento eu podia dizer “a pintura está fora de cena”, hoje, quando vejo a pintura de um artista como o alemão Sigmar Polke, eu me calo. Ou seja, a pintura ainda vai bem e participa igualmente de uma cena que é mais do que nunca eclética e híbrida, em que novas tecnologias e novos meios convivem com outros, e tudo interage, tudo está ativo. Mas pensar o futuro da arte não se limita aos modos de produção artística. Há também questões conceituais e a grande problemática da interação da arte com o social.

Então você aposta numa hibridização cada vez maior?

Parece que a hibridização veio para ficar. O que ela deixa claro, na própria mistura, é que a poética é o principal, e não os meios. Tudo interage, mas o principal é a poética, é o que o artista diz, como diz e como opera a linguagem. Outro indicativo do que acontece no presente já vem do passado e ainda pode dar pistas para pensar o futuro: o trânsito entre linguagens, rotulado como interdisciplinaridade nos anos 60 e 70. Naquele momento, no curto-circuito entre formas de arte, havia a impregnação mútua, como ocorreu entre as artes visuais e a poesia, da qual a poesia visual é um bom exemplo. Mas também havia a interdisciplinaridade da poesia com a performance, com a música, além das trocas com as ciências humanas e as linguagens científicas em geral. Entendo que a interdisciplinaridade é cada vez mais importante em um cenário de hibridização e de globalização.

Como sua produção poderia se encaixar no cenário da arte daqui a 20 anos?

Espero que seja pela persistência da investigação poética e pela liberdade que tenho procurado manter em meu percurso profissional. Também a curiosidade que me leva a experimentar visualidades e meios pode ser uma ponte provável para esse futuro da arte que eu adivinho como híbrido. Já passei por diversas modalidades de trabalho. Mesmo que ultimamente meu foco seja a relação entre arte e arquitetura, sigo curiosa quanto às outras possibilidades que estão postas ao meu alcance, sem qualquer especialização de minha parte. Meu convívio com a arquitetura me faz observar a perda de vitalidade do cubo branco [espaço tradicional das galerias e museus de arte] e a inserção cada vez maior da arte em espaços públicos. Tenho tentado dar essa direção ao meu trabalho, de diversas maneiras, nos últimos anos. Se essas questões vão ser mais exploradas no futuro e eu puder contribuir para isso como artista, quem sabe não será esse o passaporte para me encaixar no cenário artístico daqui a 20 anos?

Regina Silveira - On Absence: Office Furniture - 350 x 700 cm

Regina Silveira – On Absence: Office Furniture – 350 x 700 cm

Que importância a questão ambiental, os conflitos mundiais e a violência terão na arte dos próximos 20 anos?

Essas questões poderão ser temas artísticos, mas também serão temas globais que ameaçarão a vida e a arte. Falamos nos próximos 20 anos da arte, no entanto podemos não estar mais aqui em 20 anos… Mas não sou catastrófica. Quando vejo fotografias do telescópio Hubble, por exemplo, ganho confiança na inteligência do homem, no que somos capazes de fazer. A tecnologia pode nos afundar, mas também pode nos salvar. Se o artista é um ser inserido no social, ele tem um imaginário formado pelas condições em que vive, e tem de ter uma profunda consciência do mundo, da realidade. Caso essas questões lhe sirvam de tema, melhor!

Se essas questões forem preponderantes, você acredita que a arte poderá assumir uma feição engajada? Isso é bom ou ruim?

Pode ser bom ou ruim. Isso já aconteceu muitas vezes no século XX. Quanto ao aspecto bom, lembre-se das utopias do design, da arquitetura e das artes plásticas, no construtivismo; o lado ruim, por exemplo, foi o engajamento da arte hiper-realista do comunismo… É certo que em alguns momentos a arte pode assumir um modo raso e muito comprometido. Mas também há grandes obras feitas com comprometimento intenso. É só pensar em uma obra emblemática, Guernica, de Picasso, por exemplo. Tudo sempre depende de como o artista trata os conteúdos. Depende da qualidade desse artista, do seu poder de fogo!

O artista é aquele que põe mais fogo onde fogo há. Por exemplo, se vai tratar de violência, vai tensioná-la ainda mais com o discurso artístico…

O artista não coloca soluções, ele coloca perguntas, e pode também provocar tensão. Mas dificilmente uma obra de arte soluciona problemas sociais. Ao contrário, ela coloca um grande ponto de interrogação sobre esses problemas. Por exemplo, as intervenções no espaço público têm grande força de transformação. É algo que observo com satisfação: a saída dos espaços sacralizados da arte para o espaço de manifestação da rua, numa relação mais próxima com o público, como ocorreu nos anos 60 e 70. Agora, se a arte pública pode contribuir para a transformação dos modos de estar no mundo é uma aposta.

É possível ocorrer nos próximos 20 anos uma ruptura que propicie o surgimento de uma arte brasileira pós-contemporânea?

Nesse caso, temos de inventar uma terminologia melhor, pois contemporâneo é sempre aquilo que se vive no momento. Para haver uma ruptura, teria de existir um discurso homogêneo – pois se trata de romper com ele. Por enquanto, não consigo sequer perceber esse discurso na arte brasileira contemporânea.

Vamos supor uma completa migração de suportes nesse período, ou seja, a arte poderia se tornar somente imaterial?

Regina Silveira

Regina Silveira

Essa é uma proposição que já existia na época da instalação do Itaú Cultural. Para atender a esse futuro, houve a construção do edifício que a instituição ocupa atualmente, o qual apresenta problemas espaciais para as exposições que são montadas ali. O fato é que a arte não perdeu seu caráter de fisicalidade, materialidade, inclusive para muitas manifestações de arte e tecnologia. Não sei se a imaterialidade vai ter essa predominância dentro de 20 anos. Não consigo imaginar que caminhos seriam esses que levariam a arte a se transformar em completamente imaterial, pura luz, puro conceito, não-matéria. De qualquer maneira, a imaterialidade se intensificou, deixando tudo muito mais acessível e aumentando em muito nossa capacidade de agir.

Você ajudou a formar uma geração de artistas que está consolidada. Como vê a formação artística hoje e como imagina que ela será daqui a 20 anos?

Observo que os artistas que ajudei a formar estão formando outras gerações, há muito tempo. Passei o bastão para eles, em boa hora! Mas continuo atenta à formação de jovens artistas, e alguns, como meus assistentes, sigo mais de perto. Também tive alunos artistas no exterior, cuja trajetória acompanho com muito interesse. É um vício da profissão de professor e de minha maneira de ser. Mas tem sido uma parcela muito compensadora da minha vida. Fico sempre orgulhosa de pensar que, em alguma coisa, que nunca se sabe bem em que consiste, eu pude contribuir para aquele percurso. Já a formação do artista, seja agora, seja no futuro imediato, sempre dependerá tanto do estudo quanto da freqüência no ambiente da arte, das informações que se extraem e das trocas que se fazem nele. Nesse campo tudo é muito dinâmico, e também as gerações. Atualmente, o período de uma geração de artistas é bem mais curto do que normalmente era, de 25 anos. Em pouco tempo as gerações se misturam, no convívio profissional e na própria vida. Sobre o professor do futuro, mantenho a posição de que o artista aprende muito (ou aprende apenas) com outro artista. E só é bom professor de arte quem é bom artista, porque além das linguagens da arte ele ensina – eu diria quase epidermicamente – a dedicação, a capacidade de concentração, os valores éticos. Até seu gesto ensina…

Qual será a importância da arte brasileira daqui a 20 anos se apostarmos que a globalização romperá de vez os limites de nossa posição periférica?

O artista brasileiro, tanto quanto o artista africano, taiuanês, chinês, não está inserido no mainstream. Ele sempre se confinou em algumas localizações geográficas, mas circula e tem presença nesse vasto mapa em que os artistas se deslocam, ao mesmo tempo que tenta manter os elementos que o diferenciam, e que não são necessariamente as marcas de sua nacionalidade. Esse é o grande desafio, pois cada vez mais os artistas viajam ao exterior e podem ter suas obras apreciadas internacionalmente. Um lado positivo da globalização é o intercâmbio de informações proporcionado pela internet. Sabe-se muito mais da arte brasileira do que se sabia nos anos 80, quando críticos internacionais se limitavam a entender a arte contemporânea brasileira como descendência direta de Lygia Clark e Hélio Oiticica, aplicando uma fórmula muito reducionista. Hoje já não é assim: publica-se muito mais não só no Brasil, mas também em outros lugares, e a arte brasileira, aliás a latino-americana, tornou-se muito mais interessante aos olhares europeu e norte-americano, devido à sua vitalidade e originalidade quando comparada à arte do “primeiro mundo”.

Trechos da entrevista de Regina Silveira para Pesquisa FAPESP.

Regina Silveira - Vértice

Regina Silveira – Vértice

O autor clássico Plínio, o Velho (23 d.C.-79 d.C.), define a linguagem pictórica como uma sombra, “a marca deixada no muro por um amante que partiu”. Isso tem muito a ver com a sua arte, não é?

Nesta metáfora sobre a origem da pintura, quase poesia, a interpretação não é tão simples. A primeira imagem ou a representação pictórica original não seria exatamente uma cópia, um registro direto do real: é mais complexa do que isto. Aquele gesto amoroso – e disciplinado – de fixar uma sombra do real, que em si não é uma imagem, mas um vestígio e um signo de ausência, por meio de um contorno abstrato (Leonardo já alertava que os contornos não existem na realidade) torna a metáfora de Plínio, o Velho, muito mais intrincada. Nada a ver com o aparecimento das imagens nas diversas culturas, mas certamente com o alto poder de provocar a imaginação para outras considerações sobre a relação entre o real e as imagens – e também, inversamente, ao menos para mim, sobre a função das imagens no real. De qualquer forma, silhuetas são representações em seu estado mais básico e rudimentar. Por que e quando comecei a me interessar por elas? O porquê está ligado a ambiguidade e mistério que há muito tempo eu encontro neste tipo de imagens. As silhuetas parecem simples, quando pensamos apenas em contornos preenchidos e escuros – mas elas são na verdade muito ambíguas e se prestam a diversas fantasmagorias. As silhuetas sombreadas sempre permitiram jogos de imaginação extraordinários, secularmente, em diversas artes. As silhuetas que representam sombras conservam os dados de ausência que as sombras têm no real, onde elas não são imagens, mas signos ligados a uma origem, de que são vestígios e indícios, com implicações de tempo e memória. Para mim sempre foi do maior interesse a relação – mental e temporal – que as sombras manchem com seus referentes, presentes ou ausentes. Enfim, um vasto campo para operações poéticas, que quase sempre concebi em termos de substituições e distorções. Quando isto começa? Depois de trabalhar algum tempo com distorções de perspectiva, em imagens fotográficas que resolvia quase sempre só com contornos, como em Anamorfas (1980), fiz um conjunto de quatro fotogramas (Enigmas, 1981) em que recobri objetos fotografados com silhuetas (sombras) de outros objetos ausentes – para montar espécies de ideogramas visuais, com significados combinados e enigmáticos. Neste começo está também a série gráfica dos Dilatáveis (1981) em que as sombras silhuetadas eram proporcionalmente muito extensas em relação às pequenas imagens fotográficas de políticos, militares e executivos, que eu retirava de revistas e jornais do período. Nos anos seguintes as sombras e silhuetas cresceram e chegaram a ter proporções ambientais, como na instalação In absentia MD na Bienal de São Paulo de 1983.

É notável esse seu amor pela arte da pintura após ter perdido a crença no meio por um bom tempo.

Foi no final dos anos 1960 que eu desacreditei da pintura, pelo menos nos termos daquela pintura que provinha de minha formação tradicional e que chegou a ganhar bastante – ou relativa – atua­lidade depois de algumas rupturas importantes causadas pelos cursos e a convivência com Iberê Camargo em Porto Alegre. O descrédito que me fez “perder o chão” e rever tudo quanto havia feito, além da consciência de que eu ainda era uma artista em formação, foi o efeito de minha primeira – e relativamente longa – viagem à Europa, quando encontrei manifestações de arte contemporânea fundamentadas em poéticas e meios totalmente novos e diversos aos da pintura. Naturalmente eu também via os originais das pinturas históricas, coisa longamente sonhada, mas conviver com aquela arte contemporânea se fazendo, ver, ouvir e debater ideias totalmente novas com artistas de minha geração foi uma espécie de tratamento de choque, que ainda por cima se dava numa cena artística já dominada pela contracultura do final daquela década.

Regina Silveira - Auditorium II -  1.000 x 400 cm

Regina Silveira – Auditorium II – 1.000 x 400 cm

Voltei ao Brasil transformada, mas também tive que refletir muito depois disso para dar novas direções ao meu trabalho… Possivelmente este é o início de minha curiosidade pelos meios de produção de imagens e a origem do hibridismo que caracteriza meu trabalho. Entretanto não é verdade que não goste de pintura e de pintores. Muito pelo contrário: a pintura é parte essencial das boas misturas da contemporaneidade. Para mim, os pintores mais interessantes, como Richter, Polke e tantos outros, são os que trabalham com a consciência da diversidade dos meios e linguagens, operando ecleticamente um “embaralhamento” dos códigos, inclusive os pictóricos, dentro da noção de que “tudo está feito”.

A senhora sempre teve uma inquietação crítica sobre a representação, o que chama de “desartificação”. Como é isso?

Sempre tive interesse pelos modos de constituição das representações visuais, num sentido reflexivo, quero dizer, um interesse em produzir representações que olhem para si mesmas, mas sem formalismos. Na cena conceitual dos anos 1970, quando a maioria das imagens que circulavam nos circuitos alternativos – fora de galerias e museus – eram fotos, vídeos e documentos que entravam em publicações e exposições alternativas, muitas vezes distribuídos de mão em mão, a sintaxe deveria ser “seca”: nada de autografia. Estavam banidos os recursos das técnicas artísticas de impressão! As técnicas tradicionais da gravura eram demasiado “artísticas” para o trânsito de ideias e visualidades conceituais. O que se perseguia era a secura dos meios gráficos industriais, sem “manualidades”, para a produção de uma visualidade mais adequada aos conteúdos conceituais – para produzir tipos de imagens que antes eu pude qualificar como “desartitificadas”. Até a fotografia tinha esta visualidade seca, sem preciosismos técnicos. Nesses anos, eu optei por uma gráfica híbrida, que dispensava a “marca da mão” e misturava procedimentos da gráfica industrial com os da gravura tradicional. De um lado me mantinha próxima das técnicas tradicionais da gravura, até mesmo porque ensinar gravura foi uma atividade consistente em meu percurso acadêmico. Do outro, eu lançava mão de tudo o que o campo da gráfica industrial podia oferecer como recurso que interessasse a minha linguagem e ampliasse meus instrumentos de produção. Este “tudo” era o mais amplo possível, e sem medo da mistura: do lado da gravura tradicional estava a preferência pela serigrafia e litografia, porque admitiam com mais facilidade hibridizar-se com a fotografia e congêneres; do outro lado, uma variedade gráfica inclusiva, sem preconceitos, passando por uma constelação de possibilidades de impressão – artísticas e nem tanto. Esta curiosidade permanente pelos meios, que persiste, por si só há muito tempo teria contribuído para me tornar uma “especialista” em qualquer deles, embrenhada em possibilidades técnicas dia a dia mais complexas, e deixando a poética cada vez mais na distância. Quero crer que em mim esta liberdade quanto ao uso dos meios deriva de minha prática artística, há muito tempo sustentada por uma reflexão continuada – feita mais de perguntas que de respostas – sobre a natureza das imagens e da representação visual. Nunca tomei imagens e representações visuais como “naturalidade”, mas como artifício radical, capaz de mediar magicamente entre o real e o percebido – os meios são simplesmente as estratégias para encaminhar melhor as ideias e intenções, constituição e aparência.

Regina Silveira - Graphos 2 - 360 x 140 cm

Regina Silveira – Graphos 2 – 360 x 140 cm

Manipular códigos tradicionais é uma parte importante do seu trabalho. Como se dá essa “conversa” entre real e artifício?

A desmontagem dos códigos tradicionais foi – e possivelmente continua sendo – minha armadilha preferida. Só podia ir por aí depois de minha formação tão tradicional em que o desenho é um saber que precede e prepara para a pintura, em que o artista necessita desenhar diariamente para “soltar a mão”, em que a gravura é uma arte menor, os estilemas da arquitetura devem ser diligentemente copiados em pranchas e se acredita que sem se conhecer anatomia não se pode representar o corpo humano e seus movimentos. No capítulo seguinte, já no campo profissional, encontrei outras barreiras para demolir: a que diz que fotografia não é arte, que a “artisticidade” requer a marca da mão, que arte é pura expressão, e assim por diante. Foi um prazer quando compreendi que a perspectiva, a geometria e também a ótica, sistemas rigorosos para apreensão, entendimento e representação do mundo visual, em função de proporcionar visua­lidades “corretas” e científicas, podiam ser instrumentos para sonhar e realizar distorções e fantasmagorias, sem abdicar nenhuma parcela do maior rigor. Um salto poético, em favor da mágica e dos enigmas da visualidade, o rigor como armadilha. A operação de desmontagem de códigos tradicionais está mais evidente em meu percurso e o uso extenso que fiz das deformações geométricas de figuras e sombras, para distorcer imagens “normais”. A desmontagem também está na base de todos aqueles desenhos arquitetônicos dos anos 1990 em que distorci imagens quase funcionais para a construção de interiores em espaços paradoxais, pela aplicação de compressões e convergências vindas de pontos de fuga estranhos a sua construção original, em perspectiva paralela. Quando eles ganharam escala real, em obras como Graphos e Apartamento, a armadilha era o abismo virtual enxertado no espaço da percepção. Para que a desmontagem dos códigos tradicionais se exerça é preciso “estar por dentro” dos códigos, sem dúvida, mas não para colocá-los em uso e, sim, para “puxar o tapete” das certezas do espectador.

Isso também se reflete no seu interesse em mexer com a perspectiva, que “organiza” o mundo para o espectador. É uma forma de evitar a leitura “mecânica” da arte?

Que a perspectiva teve como propósito organizar visualidades como correlatos científicos do mundo visual, não há a menor dúvida, assim como não é possível negar que a estruturação geométrica do espaço proporcionada por este sistema é detectável em toda a cadeia ilusionista, não só em pinturas mas também nas imagens em movimento e nos simulacros do mundo digital. Nos anos 1970, quando eu estudava a natureza codificada das imagens ilusionistas em pinturas e fotografias, tentando entender o próprio encaminhamento do meu trabalho, foi quase inevitável encontrar a perspectiva como estrutura fundante das imagens fotográficas da cidade que utilizava nas Destruturas urbanas, uma série de serigrafias que imprimi então. A princípio, eu pensava que as malhas perspectivadas que sobrepunha a fotos da cidade (São Paulo) para criar compartimentações de muitos tipos se constituíam numa interferência similar à que havia feito em trabalhos imediatamente anteriores, quando sobrepunha imagens de lixo e de cemitérios de carros a cenas urbanas muito semelhantes, extraídas de cartões-postais comerciais. Eu estava mesmo pronta a dar o nome de “Interferências” àquela nova série de serigrafias quando percebi que a interferência neste caso era puramente semântica, já que a visualidade das fotos estava totalmente harmonizada com a perspectiva das malhas gráficas que eu sobrepunha. Por isso chamei a série de Destruturas, aliás, um título “emprestado” pelo poeta Augusto de Campos, quando viu as serigrafias. Quando tomei o partido de construir visualidades deformadas e espaços vertiginosos, a perspectiva foi de novo fundamental – já não aquele sistema gráfico convencional, com normas e limites de adequação, mas o tipo de perspectiva que se gera fora destes limites, para produzir anamorfoses, representações curvilíneas e enigmas visuais.

Regina Silveira - Dobra 2

Regina Silveira – Dobra 2

Este foi o campo mais livre e imaginativo e sem compromissos com uma suposta “verdade visual” que provocou a minha imaginação. Também provocaria muitos outros artistas antes de mim, todos “inspiradores” encabeçados por Duchamp. Comecei a querer entender a afirmação feita por ele quando dava início às obras que comporiam a constelação do Grande vidro de que resgatar a perspectiva seria devolver à pintura a inteligência que essa havia perdido! Vamos dizer que me “senti em casa” e muito confortável com esta perspectiva de aparência rigorosa, mas que era na verdade um suporte geométrico para produzir desvios, paradoxos e fantasmagorias por um tipo de transgressão apoiado nos próprios componentes tradicionais do sistema: pontos de vista (um ou vários), distância, pontos e linhas de fuga, linha de Terra e linha de horizonte.

A “curiosidade” é uma força motriz fundamental para o artista?

Se a curiosidade é importante para o artista? Eu acho fundamental, mas sem que a atitude curiosa fique restrita ao uso dos meios. Penso a curiosidade num sentido muito amplo: curiosidade para perceber, conhecer, estar no mundo. Quase uma ação: o oposto de se instalar no conhecido, balizado e sem risco. Já em relação aos meios, no passado sempre defendi esta curiosidade em oposição ao que chamava de “artista especialista”, aquele focado em apenas um meio tradicional: gravador, pintor, escultor. É preciso entender que o contexto dessas minhas afetações se localizava com alguma precisão: ou na minha vivência dos anos conceituais, quando implodiram e se misturaram tantas categorias tradicionais; ou nos ambientes da gravura, meu principal campo de trabalho no ensino, onde se falava mais de técnica que de arte. O que sempre apreciei foi o não especialista, com desempenho forte na linguagem, não importa o meio. Essas considerações parecem que hoje perderam força, porque a cena já mudou e as práticas artísticas têm limites fluidos: os meios dialogam, totalmente hibridizados, como se esperava. Mas na verdade continuo apreensiva, agora com o especialista na novidade técnica, a outra praga que muitas vezes se instala nos terrenos da arte e tecnologia, neste caso a curiosidade pelos meios fica em alta, mas no vazio, quando o poético passa para um segundo plano.

Há hoje uma perda da vitalidade do “cubo branco”, as galerias e museus?

Se falamos apenas dos espaços protegidos da arte, dizer que o “cubo branco” perdeu a vitalidade é uma afirmação difícil de provar. Nunca os museus no mundo foram tão visitados e uma das funções dos museus do futuro é justamente a de prover o ambiente de arte como entertainment, e isto já está acontecendo. Ao mesmo tempo, os lugares protegidos da arte, os espaços neutros (brancos) do antigo Modernismo, em isolamento magnífico para um repertório especializado, esses não estão mais tanto à vista depois que os espaços da arte passaram a se constituir como arquiteturas/arte, de grande protagonismo. A ponto, aliás, de causar problemas para receber a própria arte. O que, sim, é mais consistente em relação à perda de vitalidade do “cubo branco” é a vitalidade crescente de manifestações fora dos espaços protegidos da arte, algumas vezes em espaços públicos, feitas por artistas individuais ou, muitas vezes, reunidos em coletivas, com ações dirigidas a resultados mais conectados com a vida real. Está de volta a relação Arte=Vida, dos anos 1970, mas com outros componentes: ela também inclui a paisagem dos meios, composta pelas mídias eletrônicas e pela internet. Com tudo isto, o “cubo branco” é agora menos interessante do que os espaços não protegidos, como os da rua e da malha urbana. Terminou de fato, faz muito tempo, a linearidade de um mainstream que se deslocava de um “cubo branco” para outro. Na minha prática dos últimos anos, recobrindo arquiteturas e fazendo projeções noturnas que usam a cidade como suporte para deslocar imagens e “semantizar” lugares, meu maior gosto é poder contribuir para alguma transformação de experiência ou para alguma nova percepção, em termos puramente mágicos. E ter como alvo um público anônimo, do qual nem consigo aferir ressonâncias: um desafio.

Regina Silveira - Masterpieces (In Absentia): Meret Oppenheim

Regina Silveira – Masterpieces (In Absentia): Meret Oppenheim

Como fica a distância entre o público comum e a arte contemporânea?

Proximidade ou distância? Depende da arte contemporânea e também depende do tipo de público. Aqui estamos falando de educação para a arte, um programa importante para instituições, órgãos públicos e escolas, e certamente falamos de hábitos e de contágio: ver a arte, estar exposto à arte. Diversas instituições brasileiras têm programas realmente exemplares e isto está melhorando em nível nacional, pelo menos em alguns centros maiores. Considero uma falácia pensar que um público comum só entende a arte do passado, porque os códigos já estariam internalizados, e, assim, consegue “ver”, mas não entende a arte contemporânea, porque agride seu repertório, no sentido de que preferiria uma arte onde pudesse reconhecer representações e perceber narrativas. Nas experiências que tive ao longo do percurso como artista e educadora, que já é um bocado longo, com públicos diversos, adulto e infantil, com e sem repertório ou convivência com a arte, de profissões diversas e vindos de diferentes classes sociais, eu sempre pude encontrar uma grande permeabilidade e respostas muito compensadoras a propostas de arte bastante novas e radicais. Por que não se implica também poética e imaginação? Minha posição é que os signos envolvidos na arte contemporânea têm potencialidade de dar um acesso ao seu entendimento, porque não são históricos ou anacrônicos, mas estão em sincronia com o que aquele público experimenta, no seu tempo, vida e lugar. Além do mais, o mundo da arte contemporânea em muitos casos toca as fronteiras de outras áreas mais utilitárias, onde incluo até os meios de comunicação, com os quais a arte compartilha muitas vezes não apenas os signos, mas, algumas vezes, também meios e técnicas. Posso pensar que a convivência com essas outras áreas, entretecidas na vida prática, pode até estender algumas pontes que facilitem a compreensão das “estranhezas” da arte contemporânea.

Ser professora universitária e, ao mesmo tempo, ser transgressora e anti-institucional: como funciona essa dualidade?

Pode parecer paradoxal, mas ser da academia e ser uma artista transgressora não foram para mim termos (ou atitudes) incompatíveis, em qualquer momento. A academia, pelo contrário, foi um bom “nicho” para exercer minha liberdade de experimentar e transgredir. Em primeiro lugar, pude produzir muitas obras e projetos que foram realmente novos e experimentais, graças ao respaldo de bolsas de pesquisa, obtidas de órgãos de fomento à pesquisa, como a FAPESP e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Eu não teria tido a chance de arriscar, como fiz, se essas obras precisassem entrar nos canais do mercado de arte que, pelo menos no período, era incipiente e conservador. Foi muito mais enriquecedor tratar meus projetos como investigação e pergunta cujos fundamentos poéticos eu devia trazer à tona, formular e defender. Por outro lado, foi no contexto dos estudos de pós-graduação paralelos à carreira docente que pude desenvolver mais sistematicamente a reflexão que sustenta meu trabalho artístico e sempre foi no contato com os alunos que encontrei o melhor modo de me renovar, pela troca de ideias e experiências, especialmente com aqueles em que eu podia detectar as potencialidades que os tornariam os profissionais excelentes que hoje são.

Qual é o poder das intervenções em espaços públicos como sua obra do Masp?

Das intervenções em espaços públicos, as que me parecem mais próximas das funções transformadoras que acredito que a arte deva ter, antes de qualquer coisa, são as que são efêmeras ou que têm um formato transitório, no sentido de provocar seu efeito e logo desaparecer. A arte pública permanente, mesmo a que não se propõe como “monumento”, implica outras contingências e negociações – com diferentes graus de dificuldade – que envolvem seu significado e seu uso.

Regina Silveira - The Saint's Paradox

Regina Silveira – The Saint’s Paradox

De qualquer modo, efêmera ou permanente, a arte pública se situa no espaço da vida. Não vamos até ela: ela se instala, sem ser solicitada, no cotidiano de uma comunidade, que precisa conviver com ela, às vezes “para sempre”, às vezes por um tempo estendido, ou até mesmo numa fração de minuto, se for uma “aparição”. Nos últimos anos, tenho achado que as obras que não têm permanência são as mais efetivas e sempre procuro oportunidades para entrar neste terreno para mim tão instigante como o das obras que se relacionam a arquiteturas específicas. Neste caso, a cidade tem sido o suporte mais estendido, e também mais cambiante e fluido, para “enxertar” imagens projetadas, quase sempre em trânsito, umas fixas, outras animadas, que incorporei, desde as projeções animadas a laser do super-herói que fiz “voar” em 1997 na avenida Paulista. Mas isso foi só depois que encontrei resistências e negativas para “adesivar” grandes moscas com suas sombras em empenas da mesma avenida para a exposição que celebrava os 50 anos da Bienal de São Paulo, em 2001. A solução da mosca luminosa de Transit, verdadeiramente em trânsito em um carro aberto pela própria Paulista e por percursos antes não imaginados em São Paulo, me mostrou como este tipo volátil de intervenção pública podia se misturar e combinar com o imaginário da cidade e tinha capacidade de suspender e transformar, mesmo momentanea­mente, os lugares que percorria. Um tipo de mágica pré-cinema. Nos últimos anos, estas projeções noturnas têm sido uma prática consistente, e também uma boa estratégia para “passear” por aí, mundo afora, imagens de moscas, super-heróis, palavras iluminadas e Ufos. As imagens miniaturizadas cabem dentro da bolsa, executadas ou gravadas em mídias como pequenas chapas metálicas ou suportes digitais, e é um encanto quando crescem e se tornam presenças iluminadas (ou fantasmas?). Ou quando instaladas em programas e equipamentos que hoje são comuns em toda parte, para espetáculos noturnos, eventos musicais e congêneres.

Sesc – Nesta entrevista, Regina fala das diversas experiências que o trabalho já lhe proporcionou e da experiência de ter convivido com os grandes nomes de sua área.

Você nasceu em Porto Alegre, depois morou em várias cidades, no Brasil e no exterior. Há anos se encontra em São Paulo. Com que esse tipo de experiência contribui na construção de seu trabalho?

Quando vivia em Porto Alegre já tinha a cabeça muito voltada para a cena internacional e sentia aquela enorme nostalgia do que ainda não tinha visto e vivido de perto, especialmente da arte que se fazia na “linha de frente” e que só via em reproduções que me chegavam sempre atrasadas. A experiência internacional dos anos seguintes, conduzida por circunstâncias de trabalho e de vida, me ajudou a deslocar e a relativizar algumas “certezas” artísticas que teriam me levado para outros caminhos, certamente mais tradicionais. Penso que a disposição de se expor mais ao mundo pode tornar o conhecimento mais flexível, aberto a trocas e até mesmo mais humilde.

Como você sente o aspecto regional em sua obra? Ele de alguma forma encontra espaço para se manifestar em seu trabalho?

Regina Silveira - Double

Regina Silveira – Double

Que eu me lembre, só fiz um trabalho na vida com tema regional e foi por encomenda: uma xilogravura com uma imagem bastante abstrata de um gaúcho, com poncho, espora e um boi ao lado, para a capa da revista de atualidades da Nestlé, na primeira metade dos anos 60. De fato, o regional nunca foi uma questão a considerar em meu trabalho; pelo contrário, faço ainda hoje uma guerra sem tréguas contra temas e estereótipos regionais, nacionais e mesmo latinos, porque não quero ser colocada nesse gueto. Por isso mesmo fiz o Quebra-Cabeça da América Latina, com foco em nossos ícones estereotipados. Prefiro outra categoria de resposta ao contexto em que me movo. Temas urbanos e transculturais, como o Super Herói projetado por laser na Paulista, a projeção da mosca por ruas e avenidas e ainda os rastros de pneus grafitados em paredes e fachadas, creio que são a antítese desse regional folclórico, coisa cada vez mais fora de lugar…

Sobre essas questões, discutidas entre intelectuais e artistas a respeito da globalização versus regionalização da cultura, qual a sua posição? Você acredita que possa verdadeiramente assumir a dicção de uma cultura que o artista não vivenciou? Ou que não esteja na base de sua formação?

Nunca o mundo da arte dos países periféricos ao mainstream esteve tão presente, prestigiado e valorizado como na atualidade. Pode se mesclar e incidir em outras culturas como nunca antes havia acontecido. Contudo, para um artista, ter raízes e fazer parte de uma cultura e sua história, no sentido de se inscrever numa linhagem, ter um antes e um depois, é um argumento de peso, mesmo em tempos de globalização. O melhor das trocas internacionais é o próprio trânsito dessas trocas, em que o importante não é assumir a dicção da outra cultura, mas preservar a diferença. Acho essencial manter uma âncora no lugar que nos explica melhor…

No Rio Grande do Sul, você estudou no lendário Ateliê Livre da prefeitura de Porto Alegre. Como foi essa época de estudos?

Quando freqüentei o Ateliê Livre da prefeitura, nos primeiros anos da década de 60, eu havia concluído recentemente o curso no Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), fazia um curso de aperfeiçoamento em pintura com Ado Malagoli e já trabalhava como assistente nas aulas de João Fahrion, catedrático de desenho. O Instituto de Artes e o Ateliê Livre foram territórios em confronto, desde o começo, quando Iberê Camargo dirigiu suas baterias contra o ensino da arte no instituto, nas famosas entrevistas que deu aos principais jornais de Porto Alegre, falando do marasmo que dominava o ambiente das artes no Rio Grande do Sul. Era bem difícil freqüentar os dois ambientes e manter a neutralidade. Mas também havia os desvios: Malagoli e Iberê se mantiveram amigos e o ambiente era pequeno para tanta guerra. Com o tempo, o Ateliê Livre foi-se institucionalizando também…

Você estudou com três grandes artistas: pintura com Iberê Camargo, xilogravura com Francisco Stockinger e litogravura com Marcelo Grassmann. De cada um deles, o que você ainda guarda como parâmetro e referência cultural?

Regina Silveira - Quimera

Regina Silveira – Quimera

Como já afirmei diversas vezes, o que mais admirei em Iberê foi sua paixão pelo que fazia e também o rigor, a disciplina de trabalho e o alto grau de exigência consigo mesmo. Nunca esqueci as inúmeras vezes em que vi Iberê retirar com uma espátula, manejada com muito ímpeto, toda a camada grossa de tinta de uma pintura praticamente pronta, e no meu entender formidável, e recomeçar tudo de novo, do zero, com ímpeto ainda maior, inteiramente absorvido, e tantas vezes quanto fosse preciso. Já Francisco Stockinger era o artista mais experiente, um escultor do Rio de Janeiro que tentava viver de sua arte em Porto Alegre, coisa muito difícil naqueles anos. Ele havia aprendido xilogravura com Goeldi, um herói indiscutível da gravura brasileira. Pensar em Goeldi como um tipo de “avô” dava a artistas aprendizes como eu o sentimento de pertencer a uma linhagem muito especial. Xico [Stockinger], mais do que tudo, foi um grande amigo de todas as horas, que ensinava com generosidade coisas da arte e da vida profissional, no Ateliê Livre, em sua casa e mesmo numa mesa de bar com a moçada a seu redor. Convivi menos com Marcelo Grassmann, nos vimos mais no período de seu curso de litografia no Ateliê Livre e das exposições que fez subseqüentemente em Porto Alegre, no tempo em que Xico Stockinger dirigia o Museu de Arte do Rio Grande do Sul. De Grassmann, lembro mais a competência no desenho e o amor ao detalhe, requisitos sine qua non para um artista-litógrafo.

Você se formou em desenho na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Depois fez vários outros cursos no Brasil e exterior. Essa dedicação ao estudo acadêmico é incomum entre os artistas brasileiros?

O curso da PUC foi de didática de desenho, uma especialização curta que permitia ao artista trabalhar como professor. Na época eu também fazia um curso de aperfeiçoamento em pintura, com Ado Malagoli, no Instituto de Artes. Discordo de que eu seja um caso raro de dedicação ao estudo acadêmico no ambiente brasileiro. Isto só se podia dizer nos anos 60, ou antes, quando ainda não havia cursos de arte suficientemente organizados no Brasil e os artistas se desenvolviam como discípulos informais de outros artistas ou eram simplesmente autodidatas. Gosto de pensar que ajudei na mudança dessa condição, que foi um esforço de muitos para dar boa presença e voz forte à arte e aos artistas no ambiente universitário do País. Esta condição de “raridade” já deixou de existir há muito tempo… Acho até que hoje é muito mais fácil fazer estudos regulares em uma instituição que pode proporcionar um conhecimento ordenado e abrigar um pensamento crítico elaborado nos campos da arte e da cultura.

Como o trabalho de professor se reflete, ou auxilia, no seu trabalho criativo?

Ensinar era quase a única opção para uma sobrevivência independente, que não ficasse atrelada à venda de obras. Mesmo porque, nem sequer havia mercado de arte quando começamos a lecionar. Eu, primeiro na Universidade do Rio Grande do Sul; e o Julio [o artista plástico Julio Plaza], em 1969, quando fomos trabalhar, por quatro anos, na Universidade de Porto Rico, em Mayaguez. Ensinar sempre pode fertilizar e renovar meu trabalho de artista, pela necessidade do estudo, da atualização e da investigação, quase obrigatória em universidades como a de Porto Rico e a Universidade de São Paulo. Sem pesquisa não havia progressão na carreira nem acesso aos apoios financeiros de agências de fomento, que muito me ajudaram a fazer viagens de estudo em conjunto com exposições no exterior, e, sobretudo, a produzir uma das parcelas mais arriscadas e investigativas de meu trabalho. Todo este affaire acadêmico, quando conduzido no bom sentido, pode produzir resultados compensadores, muito diferentes dos caminhos mais estáveis e sem dúvida mais engessados que o mercado de arte, ainda hoje, pode oferecer ao artista.

Regina Silveira - Mosquedo

Regina Silveira – Mosquedo

Durante alguns anos você fez ilustrações para jornais. Este é um trabalho bastante diferente daquele que você desenvolve como sendo sua obra criativa?

As ilustrações que fiz entre 60 e 66 para o Correio do Povo não eram diárias nem calcadas no cotidiano, eram desenhos de pequeno formato, geralmente a nanquim, que fazia para ilustrar poemas que geralmente saíam publicados na coluna de variedades O Bric A Brac da Vida. “Seu” Berutti, responsável pela coluna, me entregava de tempos em tempos um conjunto de poemas de diferentes autores e eu fazia desenhos para aqueles que me interessavam, ele gostava muito de tudo e ia publicando aos poucos. Bem no princípio intercalava meus desenhos com os de outros artistas, depois foram só os meus mesmo. Costumava ir até a redação do jornal, na Praça da Alfândega, para entregar o material e conversar um pouco, quase sempre com o Mario Quintana, que tinha mesa ao lado. Também fiz ilustrações por mais de dois anos para a coluna dominical da Lara de Lemos, que me trazia crônicas ou poemas. Tudo isso foi sempre muito prazeroso e interessante. Fiz ainda capa para o primeiro livro que meu amigo Moacyr Scliar publicou…

Nos últimos anos seu trabalho está próximo da arte e da tecnologia. A questão das novas tecnologias aplicadas à arte é algo que ainda a fascina? Como você enxerga essa relação, principalmente com a internet sendo um instrumento cada vez mais popular?

Em primeiro lugar, os novos meios só me interessam se com eles posso – ou consigo – produzir sentido. O interesse em usá-los não se sustenta sem um campo prévio de idéias. Apesar de minha constante curiosidade por novas formas de produção de imagens, saber o que quero dizer com o trabalho é essencial para que possa escolher os meios – na verdade idéias e meios chegam praticamente juntos, na mente, quando imagino alguma coisa. Também me preocupa é encontrar a solução mais enxuta para aquele quadro de idéias, que é, em meu caso quase sempre low tech. Por exemplo, só consigo pensar no Super X como aquele desenho linear delicado e tremeluzente do laser, parecendo neon, fino e verde, com animação mínima, lutando para vencer as demais luminosidades da Avenida Paulista. Um show de resolução técnica, como seria a projeção poderosa de um vídeo em alta definição do Super Herói voando, iria exceder em muito a intenção poética da obra.

Em seu início, há uma forte ligação com o expressionismo. Falo de suas pinturas. Em qual momento você acreditou que essa forma de pensamento estético não servia mais aos seus desafios?

Em minha primeira viagem a Europa, quando começou minha convivência mais próxima com poéticas recentes de obras da arte cinética e programada, derivadas do construtivismo histórico. Elas investiam fortemente em novos materiais e experiências com luz e movimento reais, e em obras investigativas que propunham ambientes multissensórios a um espectador tornado muito mais ativo do que aquele tradicionalmente incluído nas representações caracterizadas apenas pela subjetividade. Também fiquei inteiramente rendida e cheia de perguntas diante das novas possibilidades de realização de imagens, que eu desconhecia totalmente, e que pude ver em gravuras de última geração que incluíam já o plotter digital ou apropriações de fotografias da mídia e impressões de matrizes fotomecânicas. Eu então não fazia idéia de como chegar àqueles resultados, que instantaneamente admirei e reconheci como imagens de fato contemporâneas ao tempo da minha vida, longe do campo da pintura e tornando completamente sem sentido a representação e mais ainda a velha disputa entre figuração e abstração… Foi quando morreu minha fé na pintura. Irremediavelmente.

Regina Silveira - Masterpieces (In Absentia: Man Ray)

Regina Silveira – Masterpieces (In Absentia: Man Ray)

Anos mais tarde, você caminha pelas formas construtivas e faz colagens. Até que ponto essa linguagem ainda está presente em sua criação?

Quando deixei a pintura, quase instantaneamente fiz colagens – inicialmente de papéis coloridos – sobre estruturas construtivas. Um pouco mais tarde passei para a construção de objetos com materiais industriais, por processos, programas e até possibilidades de movimento real. Essa foi uma etapa intermediária, para mudar de casca, quase uma lição a aprender. Eu mesma custo a me reconhecer nos poucos trabalhos que restaram do período, que soma o ano e meio que vivi em Porto Alegre, quando voltei da Europa em 1968 para reassumir minhas funções no Instituto de Artes e o primeiro ano (entre 1969 e 1970) de minha estadia e trabalho em Porto Rico. Foi apenas quando comecei a usar imagens fotográficas em serigrafias, no início dos anos 70, e pude compor minhas primeiras fotomontagens que realmente percebi uma problemática intrigante para explorar e que se tornou este poço que continuo cavando até hoje… nesta crítica interminável sobre a natureza das imagens e como as percebemos.

Há muito na arte contemporânea a idéia de citações, de colagens intertextuais e homenagens. Até que ponto tal procedimento é válido? Isso não teria virado tão-somente um mecanismo de repetição?

A citação foi uma das tônicas dos anos 80, principalmente dos grupos e movimentos conectados a uma espécie de revival da pintura, como foram o neo-expressionismo e a transvanguarda – não há por que voltar a esta questão no presente. Nos “bolsões” em que persistiu, quase de maneira acadêmica, a citação virou moeda barata e lugar-comum para entender qualquer tipo de diálogo com a arte do passado e até mesmo motivo para atitudes e atividades diluidoras. Certos centros de arte-educação simploriamente aplicam o termo “releitura” a uma operação desastrada de interpretação da arte com um público que amadoristicamente tenta se apropriar dela… Mais congeniais à natureza da artes são a intertextualidade e a transcriação – pois a arte, mesmo a mais nova, nunca existe no vazio da história e da linguagem. Para encontrar seu lugar ela precisa estabelecer um diálogo e ligar-se, em seus próprios termos, com a história, o contexto e a arte já feita.

Suas interferências no espaço, ou urbano ou mesmo arquitetônico, dentro dos espaços internos – aquelas silhuetas – provocam uma idéia de falsa perspectiva ao espectador. No caso destes trabalhos – como a Escada Inexplicável – você volta à questão da perspectiva. Mas com um tom de humor que não havia em trabalhos seus.

No espaço urbano nem penso em usar perspectivas geométricas para produzir falseamento de espaços, distorções e correções, porque isto depende muito de um ponto de vista único, um dado que é mais interessante explorar nas construções perspectivadas que costumo enxertar em espaços internos. O espaço urbano está feito para um olhar dinâmico e múltiplo, que soma infinitas vistas enquanto se desloca… Aí tenho preferido usar signos que forneçam uma leitura crítica do próprio tecido urbano, como foram o Super X e a mosca, ou fazer intervenções diretas, no plano do comportamento, como foi a distribuição de folhetos imobiliários paródicos nas esquinas mais movimentadas da cidade ou o passeio que fiz com Fábio Cimino em seu fusca “blindado” com vinil adesivo negro e um zíper representado na capota.

Regina Silveira

Regina Silveira

A arte contemporânea cada vez mais se preocupa em interferir ou criar diálogos com a arquitetura ou mesmo com o espaço urbano. Por que isso estaria ocorrendo?

Porque há atualmente uma necessidade renovada de retomar a função transformadora da arte, para que ela opere diretamente no social. E o urbano tem sido este lugar expandido do social, para diferentes projetos e expedientes. Pensa-se na rua para as estratégias mais diversas… Isso junto a um grande cansaço político, por parte de artistas, especialmente os jovens com obras de cunho mais conceitual, que estão decididos a pôr seu trabalho para funcionar e se confrontam com as instituições em falência e com as contingências restritivas do “cubo branco” (denominação de O’Doherty que agora é corrente para qualificar os espaços sagrados da arte que separam olimpicamente o objeto da arte das circunstâncias da vida). Justamente o desafio maior para a arte é habitar os espaços “não protegidos”, sejam os abertos, da rua, ou os construídos, das arquiteturas diversas que têm servido de suporte alternativo para manifestações que procuram novos públicos.

Exposições Individuais

1958

Florianópolis SC – Individual, na Galeria Pancetti

Porto Alegre RS – Individual, no Edifício Mallet

1960

Florianópolis SC – Individual, no Museu Arte Moderna de Santa Catarina

Porto Alegre RS – Individual, na Galeria Casa das Molduras

1961

Porto Alegre RS – Individual, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli – Margs (Porto Alegre, RS)

1962

Porto Alegre RS – Individual, na Aliança Francesa

1963

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Ibeu Copacabana

1964

Porto Alegre RS – Individual, na Galeria do ICBNA

1965

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Goeldi

1966

Montevidéu (Uruguai) – Individual, na Galeria U

Porto Alegre RS – Individual, no Margs

1967

Madri (Espanha) – Individual, na Galeria Seiquer

1968

Montevidéu (Uruguai) – Individual, na Galeira U

Porto Alegre RS – Individual, na Galeria IAB/RS

Porto Alegre RS – Individual, no Margs

1970

Mayaguez (Porto Rico) – Individual, na Sala de Arte da Universidade de Porto Rico

1973

Madri (Espanha) – Individual, na Galeria Seiquer

Mayaguez (Porto Rico) – Individual, na Universidad de Puerto Rico. Sala de Arte

1974

Vitória ES – Individual, na Fundação Cultural do Espírito Santo

1975

Buenos Aires (Argentina) – Individual, no Centro de Arte y Comunicación – Cayc

São Paulo SP – Individual, no Gabinete de Artes Gráficas

1977

Buenos Aires (Argentina) – Individual, no Centro de Arte y Comunicación – Cayc

São Paulo SP – Individual, no Gabinete de Artes Gráficas

1978

Madri (Espanha) – Individual, na Galeria de Arte da Casa do Brasil

Porto Alegre RS – Regina Silveira: retrospectiva – obra gráfica, na UFRGS. Instituto de Artes

1980

São Paulo SP – Anamorfas, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC/USP

1982

Rio de Janeiro RJ – Anamorfas, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM/RJ

1984

Lisboa (Portugal) – Individual, na Galeria Diferença

Lisboa (Portugal) – Individual, no Círculo de Artes Plásticas

Porto Alegre RS – Sombras, no Margs

São Paulo SP – Simulacros, no MAC/USP

1985

Curitiba PR – Individual, no Museu de Arte Contemporânea do Paraná – MAC/PR

1987

São Paulo SP – Inflexões, na Galeria Luisa Strina

Fortaleza CE – Inflexões, na Arte Galeria

1988

Lisboa (Portugal) – Individual, na Cooperativa Diferença de Comunicação Visual. Galeria Diferença

Lisboa (Portugal) – Projectio, na Fundação Calouste Gulbenkian

Lisboa (Portugal) – Vértice, na Fundação Calouste Gulbenkian

Nova York (Estados Unidos) – Individual, no Franklin Furnace Archive, Inc.

Porto Alegre RS – Individual, no Margs

1989

Porto Alegre RS – Individual, na Galeria Arte & Fato

São Paulo SP – Inflexões: recortes pintados, na Galeria Luisa Strina

São Paulo SP – Vértice, no MAC/USP

1990

Edewecht (Alemanha) – Projectio, no Micro Hall Art Center

Porto (Portugal) – Auditorium, na Cooperativa Árvore

1991

Austin (Estados Unidos) – On Abssence: Office Furniture, no One American Center Building

Chicago (Estados Unidos) – Individual, no The Mitchell Museum of the American Indian

Mount Vernon (Estados Unidos) – Interiors, no Mitchell Museum

Nova York (Estados Unidos) – Behind the Glass, na New York University. Grey Art Gallery

São Paulo SP – Auditorium, na Galeria Luisa Strina

1992

Miami (Estados Unidos) – Encuentro, no Bass Museum of Art

Nova York (Estados Unidos) – Individual, na Ledisflam Gallery

Nova York (Estados Unidos) – Individual, no The Queens Museum of Art

São Paulo SP – Regina Silveira: retrospectiva, no Espaço Eugene Villen

1993

Nova York (Estados Unidos) – Masterpieces (In Absentia), na Ledisflam Gallery

1994

São Bernardo do Campo SP – Graphos 2, no Espaço Henfil de Cultura

Washington (Estados Unidos) – Expandables, da série Simulacros, na Art Gallery of Baci

1995

Nova York (Estados Unidos) – Mapping the Shadows , na Ledisflam Gallery

Porto Alegre RS – Individual, no Margs

1996

La Spezia (Itália) – Velox, na Galleria D’Arte Il Gabbiano

San Diego (Estados Unidos) – Gone Wild, na série Inside/Out, no Museum of Contemporary Art

São Paulo SP – Grafias, no Masp

1997

Chigado (Estados Unidos) – To be Continued…, na N.I.U. Art Gallery

São Paulo SP – Intro: refresh window r.s, na Galeria Casa Triângulo

1998

Buenos Aires (Argentina) – Super-Herói: night and day, no Museo de Arte Moderno

Buenos Aires (Argentina) – Velox, no Museo de Arte Moderno

San Antonio (Estados Unidos) – Velox, no Blue Star Art Center.

São Paulo SP – Velox, na Galeria Brito Cimino

Pisa (Itália) – Velox, no Studio Gennai

1999

Santiago (Chile) – Desapariencias, na Galeria Gabriela Mistral

2000

Brasília DF – Velos, na Galeria de Arte da Universidade de Brasília

Rio de Janeiro RJ – Equinócio, no Pavilhão das Cavalarias – Parque Lage

São Paulo SP – Ex Orbis – Making of, no Senac

São Paulo SP – Ex Orbis: making of, no Centro de Comunicações e Artes do Senac

Washington (EUA) – Perpetual Transformation, no Art Museum of the Americas

2001

Fortaleza CE – Dueto/Duelo, Palácio da Abolição

Rio de Janeiro RJ – Dobras, no Paço Imperial

São Paulo SP – Dobras, no Paço das Artes

São Paulo SP – Regina Silveira no Acervo do MAM, no MAM/SP

2002

São Paulo SP – A Lição, na Galeria Brito Cimino

2003

São Paulo SP – Claraluz, no Centro Cultural Banco do Brasil

2004

Cidade do México (México) – Desapariencia, no El Cubo – Sala de Arte Público Siqueiros

Montevidéu (Uruguai) – Tracking Over, no Centro Cultural Espanha

São Paulo SP – Derrapagem, no MAM/SP

2005

Madri (Espanha) – Lumen, no Palácio de Cristal

2006

Lima (Peru) – Huellas & Sombras, na Galeria de Artes Visuales de la Universidad Ricardo Palma

São Paulo SP – Anamorfas, no Centro Cultural São Paulo – CCSP

Rio de Janeiro RJ – Luz Zul, no Centro Cultural Telemar

Rio de Janeiro RJ – Observatório, na Pinacoteca do Estado de São Paulo

2007

Belo Horizonte MG – Regina Silveira, no Museu de Arte da Pampulha

Vilha Velha ES – Ficções, no Museu Vale do Rio Doce

2008

São Paulo SP – Mundus Admirabilis e Outras Pragas, Galeria Brito Cimino

2009

Køge (Dinamarca) – Tropel (reversed), Kunstmuseet Køge Skitsesamling. Køge Museum of Art in Public Spaces

Rio de Janeiro RJ – Linha de Sombra, Centro Cultural Banco do Brasil

2010

São Paulo SP – Glossário, Espaço Cultural do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos

São Paulo SP – Meialuz, Centro Universitário Maria Antonia

São Paulo SP – Ocupação Regina Silveira, Itaú Cultural

São Paulo SP – Tramazul, Museu de Arte de São Paulo

Porto Alegre RS – Individual, Bolsa de Arte de Porto Alegre

Rio de Janeiro RJ – Ex Orbis, Escola de Artes Visuais do Parque Lage

2011

Paulo SP – Individual, Museu Lasar Segall

Porto Alegre RS – Mil e Um Dias e Outros Enigmas, Fundação Iberê Camargo

2012

Ridgefield (Estados Unidos) – Regina Silveira: In Absentia (Collection), Aldrich Contemporary Art Museum

Exposições Coletivas

1957

Porto Alegre RS – Salão de Aquarelas, na Aliança Francesa – 1º prêmio

1958

Porto Alegre RS – 1º Salão Pan-Americano de Arte – menção honrosa em desenho

Porto Alegre RS – 4º Salão Municipal

1959

Porto Alegre RS – 11º Salão da Associação de Artes Plásticas Francisco Lisboa

1960

Belo Horizonte MG – 15º Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte, no Museu de Arte da Pampulha – MAP

Curitiba PR – 17º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná

Porto Alegre RS – 12º Salão da Associação de Artes Plásticas Francisco Lisboa – medalha de bronze

Porto Alegre RS – 1º Salão de Arte Sacra, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul – Margs

Porto Alegre RS – Festival de Artes Plásticas Contemporâneas – medalha de prata

1961

Belo Horizonte MG – 16º Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte, no MAP

Porto Alegre RS – Arte Rio Grandense: do passado ao presente, no Instituto de Belas Artes de Porto Alegre – Prêmio Aquisição Caixa Econômica Federal

1962

Belo Horizonte MG – 17º Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte, no MAP

Porto Alegre RS – 3º Salão de Artes Plásticas do Rio Grande do Sul, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. Instituto de Artes

Rio de Janeiro RJ – 11º Salão Nacional de Arte Moderna

São Paulo SP – 11º Salão Paulista de Arte Moderna – medalha de bronze

1963

Belo Horizonte MG – 18º Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte

Curitiba PR – 20º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná – prêmio aquisição em desenho

Rio de Janeiro RJ – 12º Salão Nacional de Arte Moderna

Rio de Janeiro RJ – Exposição de Artistas Gaúchos

São Paulo SP – 12º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia

1964

Brasília DF – 1º Salão de Arte Moderna do Distrito Federal

Curitiba PR – 21º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná – prêmio aquisição e medalha de prata

São Paulo SP – 13º Salão Paulista de Arte Moderna

1965

Belo Horizonte MG – 20º Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte, no MAP

Curitiba PR – 22º Salão Paranense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná

Porto Alegre RS – 2º Salão Cidade de Porto Alegre, no Margs

Rio de Janeiro RJ – 1º Salão Esso de Artistas Jovens, no Museu Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM/RJ

São Paulo SP – 1º Salão Esso de Artistas Jovens, no Museu Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC/USP

São Paulo SP – 2ª Exposição do Jovem Desenho Nacional, no MAC/USP

1966

Belo Horizonte MG – 21º Salão de Arte Contemporânea de Belo Horizonte, no MAP – prêmio aquisição em pintura

Belo Horizonte MG – 21º Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte, no MAP

Curitiba PR – 23º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná

Porto Alegre RS – Arte-Hoje, no Margs

Ribeirão Preto SP – 40 Gravuras Nacionais e Estrangeiras do Acervo do MAC, na Escola de Artes Plásticas de Ribeirão Preto

Rio de Janeiro RJ – 1º Salão de Abril, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM/RJ

São Paulo SP – 13 Artistas Gaúchos, no MAC/USP

São Paulo SP – 40 Gravuras Nacionais e Estrangeiras do Acervo do MAC, no MAC/USP

1967

Barcelona (Espanha) – Prêmio Internacional de Desenho Joan Miro, na Fundació Joan Miró

Osaka (Japão) – Coletiva de Gravadores Gaúchos

1968

Curitiba PR – 25º Salão Paranaense, na Biblioteca Pública do Paraná

Mayaguez (Porto Rico) – 1ª Exposición Internacional de Dibujo, na Universidad de Puerto Rico

Piracicaba SP – 40 Gravuras Nacionais e Estrangeiras do Acervo do MAC, na USP. Esalq

Rio de Janeiro RJ – 1ª Exposición Internacional de Dibujo, no MAM/RJ

1970

Olinda PE – 40 Gravuras Nacionais e Estrangeiras do Acervo do MAC, no MAC/Olinda

Penápolis SP – 40 Gravuras Nacionais e Estrangeiras do Acervo do MAC, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis

São Paulo SP – Década de 70, no MAC/USP

1972

Mayaguez (Porto Rico) – International Artistis Cooperation, na Universidad de Puerto Rico. Sala de Arte

1973

Biella (Itália) – Premio Internazionale de Biella per I’Incisione

Richmond (Estados Unidos) – International Cyclopedia of Plans and Ocurrences

São Paulo SP – Novas Doações e Aquisições, no MAC/USP

1974

Buenos Aires (Argentina) – Arte de Sistemas, organizada pelo Centro de Arte y Comunicacion – Cayc

Montevidéu (Uruguai) – The Creativa Post Card Show, na Galeria U

São Paulo SP – 8ª Jovem Arte Contemporânea, no MAC/USP

São Paulo SP – Prospectiva’ 74, no MAC/USP

1975

Ferrara (Itália) – Latin American Graphics, na Galleria Civica D’Arte Moderna – organizada pelo Cayc

Liubliana (Iugoslávia, atual Eslovênia) – 11ª Bienal Internacional de Gravura, na Moderna Galerija Ljubljana

Lund (Suécia) – Latin American Graphics, na Universidade de Lund – organizada pelo Cayc

Maastricht (Holanda) – Latin American Graphics, na Galeria Ágora – organizada pelo Cayc

Montreal (Canadá) – Latin American Graphics, na Vehicule Art – organizada pelo Cayc

Paris (França) – Rencontre Internacionale Ouverte de Video, no Espace Pierre Cardin – organizada pelo Cayc

1976

Antuérpia (Bélgica) – Small Press Show, na Galeria Kontakt

Bahia Blanca (Argentina) – 20 Artistas Brasileños, no Museu de Belas Artes de Bahia Blanca

Buenos Aires (Argentina) – 20 Artistas Brasileños, no Centro de Arte y Comunicación – Cayc

Buenos Aires (Argentina) – Grabado Brasileño, no Centro de Arte y Comunicación – Cayc

Michigan (Estados Unidos) – Modern Art in Brazil, na Michigan State University. Kresge Art Museum

Montecatini (Itália) – 18 Artistas do Brasil, na Galleria Spazio Alternativa

São Paulo SP – Década de 70, no Centro de Arte y Comunicación – Cayc

São Paulo SP – Década de 70, no MAC/USP

São Paulo SP – Multimedia 2, no MAC/USP

Tóquio (Japão) – 10th International Bienal Exhibition of Prints

1977

Antuérpia (Bélgica) – Editions & Communications in Latin America

Barcelona (Espanha) – 50 Artistas Latino-Americanos, na Fundación Cultural Joan Miró – organizada pelo Cayc

São Paulo SP – A Cidade de São Paulo: reflexos na gravura, no Gabinete de Artes Gráficas

São Paulo SP – Poéticas Visuais, no MAC/USP

São Paulo SP – Vídeo – MAC, no MAC/USP

1978

Alkmaar (Holanda) e Budapeste (Hungria) – From Bookworks to Mailworks, no Alkmaar Municipal Museum e Fiatal Mûvészek Klubja

Amsterdã (Holanda) – Rubber: stamps designs

Cidade do México (México) – América en la Mira, na Universidade Autonôma Metropolitana Cidade do México

Hungria – From Bookworks to Mailworks

Morelia (México) - América en la Mira, no Museo de Arte Contemporáneo de Morelia

Nova York (Estados Unidos) – First International Mail Art Show, na St. John’s University

Puebla (México) - América en la Mira, na Galeria Universitária Antonio Ximenez de Las Cuevas

Recife PE – Stepel: Exposição Internacional de Desenhos com Carimbos de Borracha

São Paulo SP – 1º Encontro Internacional de Vídeo-Arte de São Paulo, no Museu da Imagem e do Som – MIS/SP

São Paulo SP – Década de 70, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo FAU/USP

São Paulo SP – Papéis e Companhia, no Paço das Artes

São Paulo SP – Poucos e Raros, no Museu de Arte de São Paulo -Masp

Toluca (México) - América en la Mira, na Galeria Universitária Escola de Diseno y Artesanias

1979

Buenos Aires (Argentina) – 1ª Trienal Latinoamericana del Grabado, nas Salas Nacionales de Exposición

Curitiba PR – 1ª Mostra de Desenho Brasileiro, no Museu de Arte do Paraná – Prêmio Prefeitura Municipal de Curitiba

Curitiba PR – 2ª Mostra Anual de Gravura Cidade de Curitiba, no Centro de Criatividade de Curitiba

Gênova (Itália) – Mail Art, no Centro de Communicazione Ristretta

Lisboa (Portugal) – Lis’ 79: Internacional Exhibition of Drawings

Mendonza (Argentina) – 1ª Trienal Latinoamericana del Grabado, no Museo de Arte Moderno

Nova York (Estados Unidos) – Contemporary Brazilian Works on Paper: 49 artists, na Nobé Gallery

Nova York (Estados Unidos) – Mail Art Show-Castle Gallery, no College of New Rochelle

Recife PE – Exposição Internacional de Arte Correio, na Unicap

São Paulo SP – 70 Gravadores Brasileiros, no MAC/USP

São Paulo SP – Gerox: exposição de gravuras em xerox, no Espaço Max Pochon

São Paulo SP – Multimídia Internacional, na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP

São Paulo SP – O Desenho como Instrumento, na Pinacoteca do Estado de São Paulo

Sttutgart (Alemanha) – Mail Art Exhibition, no Artist’s Meeting Place

1980

Caxias do Sul RS – Xerografias, na UCS. Clube Juvenil

Curitiba PR – Gravuras, no Centro de Criatividade de Curitiba

João Pessoa PB – Xerografias, no Núcleo de Arte Contemporânea

Joinville SC – Xerografias, no Museu de Arte de Joinville

Lisboa (Portugal) – Arte Postal, na Galeria Quadrum

Madri (Espanha) – Postal Object, na Galeria Ambito

Piracicaba SP – Xerografias, na Casa das Artes Plásticas

Porto Alegre RS – Gerox, no Espaço NO Galeria Chaves

Reykjavík (Islândia) – Book Show, no The Living Museum

São Paulo SP – 12º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

São Paulo SP – 30 Anos de TV no Brasil: Exposição de VT Arte, na Pinacoteca do Estado

São Paulo SP – Dois Metros e Uma Página, na Cooperativa de Artistas Plásticos

São Paulo SP – Gerox: exposição de gravuras em xerox, na Pinacoteca do Estado

São Paulo SP – Sobre São Paulo, na Cooperativa de Artistas Plásticos

São Paulo SP – Xerografias, na Pinacoteca do Estado

Spartanburg (Estados Unidos) – Excentric Images, no Converse College

1981

Amsterdã (Holanda) – Kunstenaarsboeken: Artist’s Book, no Stedelijk Museum Amsterdam

Cali (Colômbia) – 4ª Bienal de Artes Gráficas

São Paulo SP – 16ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

São Paulo SP – Artistas Contemporâneos Brasileiros, na Galeria de Arte São Paulo

São Paulo SP – Foto/Idéia, no MAC/USP

São Paulo SP – Mostra de Heliografia, na Pinacoteca do Estado

São Paulo SP – Mostra de Vídeo, no Centro de Estudos Aster

1982

Amsterdã (Holanda) – Art Photocopies Exhibition, no Centrum’t Hoogt

Caxias do Sul RS – Artemicro, na Universidade de Caxias do Sul

Coimbra (Portugal) – Microarte, no Círculo das Artes Plásticas

La Plata (Argentina) – Libros de Artistas, no Museo de Bellas Artes de La Plata

Lisboa (Portugal) – Microarte, na Cooperativa Diferença

Rio de Janeiro RJ – Artemicro, no MAM/RJ

São Paulo SP – Arte em Processo, no MAM/SP

São Paulo SP – Artemicro, no MIS/SP

São Paulo SP – Intercomunicável/Intercomunicabile, no MAC/USP

1983

Dallas (Estados Unidos) – Artemicro, na Bath House Cultural Center

Natal RN – Multimedia, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRGN

Nova York (Estados Unidos) – Latin-American Artist’s Multiples, no Franklin Furnace Archive, Inc.

Porto Alegre RS – Arte Livro Gaúcho: 1950/1983, no Margs

Porto Alegre RS – Do Passado ao Presente: as artes plásticas no Rio Grande do Sul, na Cambona Centro de Arte

Ribeirão Preto SP – Xerografia: Amostragem Brasileira, na Galeria Campus

San Juan (Porto Rico) – 6ª Bienal de San Juan del Grabado Latinoamericano y del Caribe, no Instituto de Cultura Puertorriqueña – menção especial

São Paulo SP – 17ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

São Paulo SP – Arte Acesa

São Paulo SP – Arte na Rua

São Paulo SP – Linguagem, na Monica Filgueiras Galeria de Arte

1984

Curitiba PR – 6ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba. A Xilogravura na História da Arte Brasileira, na Casa Romário Martins

Dallas (Estados Unidos) – Brasil Works, na Bath House Cultural Center

Havana (Cuba) – 1ª Bienal de Havana, no Museo Nacional de Bellas Artes

Ribeirão Preto SP – Gravadores Brasileiros Anos 50/60, na Galeria Campus-USP-Banespa

Rio de Janeiro RJ – A Xilogravura na História da Arte Brasileira, na Funarte. Galeria Sérgio Milliet

1985

Penápolis SP – 6º Salão de Artes Plásticas da Noroeste, na Fundação das Artes de Penápolis. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis

Porto Alegre RS – Iberê Camargo: Trajetória e Encontros, no Margs

São Paulo SP – Arte e Tecnologia, no MAC/USP

São Paulo SP – Arte Novos Meios/Multimeios: Brasil 70/80, no Museu de Aarte Brasileira – MAB/Faap

São Paulo SP – Destaques da Arte Contemporânea Brasileira, no MAM/SP

São Paulo SP – Gráfica Contemporânea: a tradição, no Espaço Cultural Humberto Tecidos

São Paulo SP – Tendências do Livro de Artista no Brasil, no Centro Cultural São Paulo – CCSP

1986

Brasília DF – Iberê Camargo: trajetórias e encontros, na Galeria do Teatro Municipal de Brasília

Fortaleza CE – 1ª Exposição Internacional de Esculturas Efêmeras, na Fundação Demócrito Rocha

Fortaleza CE – Imagine: o planeta saúda o cometa, na Arte Galeria

Havana (Cuba) – 2ª Bienal deHavana

Nova York (EUA) – Couriers: Six Brazilian Artists, no Snug Harbor Cultural Center

Porto Alegre RS – Caminhos do Desenho Brasileiro, no Margs

Rio de Janeiro RJ – Iberê Camargo: trajetórias e encontros, no MAM/RJ

São Paulo SP – A Nova Dimensão do Objeto, no MAC/USP

São Paulo SP – Gráfica Artística Contemporânea Módulo III: o alternativo, no Espaço Cultural Humberto Tecidos

São Paulo SP – Iberê Camargo: trajetórias e encontros, no Masp

São Paulo SP – Projeto Vermelho-Proggetto Rosso, no MAB/Faap

São Paulo SP – XX-XXI: uma virada no século, na Pinacoteca do Estado

1987

Paris (França) – Le Jeune Gravure Contemporaire et ses Invités de Brésil, na Galeries Nationales du Grand Palais

São Paulo SP – 18º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

São Paulo SP – A Trama do Gosto: um outro olhar sobre o cotidiano, na Fundação Bienal – Prêmio APCA, melhor instalação em artes visuais

São Paulo SP – Foto/Idéia, no MAC/USP

1988

Campinas SP – 13º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, no Museu de Arte Contemporânea de Campinas – MACC

Madri (Espanha) – Lo Permeable del Gesto, no Centro Cultural Galileo

Montevidéu (Uruguai) – Primer Encuentro Internacional de Grabado de Montevidéo, no Museo Nacional de Artes Visuales

Ribeirão Preto SP – Arte Hoje 88, na Casa da Cultura de Ribeirão Preto

São Paulo SP – 19º Panorama de Arte Atual Brasileira: Formas Tridimensionais , no MAM/SP

São Paulo SP – Gravura Contemporânea: Brasil-França, no MAC/USP

Tolosa (Espanha) – Copy Art Show, Vídeo Festival, na Casa de la Cultura

1989

Belo Horizonte MG – 50 Anos de Criação Gráfica, no MAP

São Paulo SP – O Olhar do Artista: Haroldo de Campos – uma escolha, no MAC/USP

São Paulo SP – O Pequeno Infinito e o Grande Circunscrito, na Arco Arte Contemporânea Galeria Bruno Musatti

1990

Brasília DF – Prêmio Brasília de Artes Plásticas, no Museu de Arte de Brasília – MAB/DF

Curitiba PR – 9ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba. Artistas Convidados: litografias, na Casa Romário Martins

Curitiba PR – 9ª Mostra de Gravura Cidade de Curitiba, no Museu da Casa da Gravura

San Juan (Porto Rico) – 9ª Bienal de San Juan del Grabado Latinoamericano y del Caribe, no Instituto de Cultura Puertorriqueña

São Paulo SP – 21º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

São Paulo SP – A Presença do Desenho, no Paço das Artes

São Paulo SP – Gente de Fibra, no Sesc Pompéia

1991

Havana (Cuba) – 4ª Bienal de Havana

Nova Délhi (Índia) – 7ª Trienal da Índia

Nova York (Estados Unidos) – Brazilian Art Today, na Grey Art Gallery

Nova York (Estados Unidos) – Dissimilar Identity, na Scott Alan Gallery

Porto Alegre RS – Exposição Atelier Livre: 30 anos – alunos artistas, no Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre

São Paulo SP – 2º Studio Internacional de Tecnologias de Imagem, no Sesc Pompéia

Cidade do México (México) – Imaquinaciones: 16 miradas al 92

Madri (Espanha) – Imaquinaciones: 16 miradas al 92

1992

Buenos Aires (Argentina) – Muestra Abierta Internacional de Arte: 500 Años de Représion, no Centro Cultural Recoleta

Curitiba PR – 10ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba, no Museu da Gravura

Houston (Estados Unidos) – International Festival Houston. Imaquinaciones: 16 miradas al 92

Rio de Janeiro RJ – Gravura de Arte no Brasil: proposta para um mapeamento, no Centro Cultural Banco de Brasil (Rio de Janeiro, RJ)

Sevilha (Espanha) – Expo 92: Imaquinaciones: 16 miradas al 92

1993

Brasília DF – Um Olhar sobre Joseph Beuys, na Fundação Athos Bulcão

João Pessoa PB – Xilogravura: do cordel à galeria, na Funesc

Lisboa (Portugal) – Matrizes e Gravuras Brasileiras: coleção Guita e José Mindlin, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão

Nova York (Estados Unidos) – Drawings: 30th anniversary exhibition, na Leo Castelli Gallery

Nova York (Estados Unidos) – The Return of the Cadavre Exquis, no The Drawing Center

Nova York (Estados Unidos) – Woman at Art, na Ledisflam Gallery

São Paulo SP – A Presença do Ready-Made: 80 anos, no MAC/USP

São Paulo SP – Gráficos Brasileiros: editoria alternativa, no MIS/SP

Washington (Estados Unidos) – Ultramodern: the art of contemporary Brazil, no The National Museum of Women in the Arts

1994

Albuquerque (Estados Unidos) – Arts of the Americas 1994, no College of Fine Arts

Belo Horizonte MG – América

Brasília DF – 3º Fórum Brasília de Artes Visuais, no MAB/DF

Brasília DF – América

Brasília DF – Cidade Imaginada-Imagined City, na Fundação Athos Bulcão

Havana (Cuba) – 5ª Bienal de Havana

Juiz de Fora MG – America, na UFJF

Nova York (Estados Unidos) – Recovering Popular Culture, no Museu del Barrio

Rio de Janeiro RJ – América

Rio de Janeiro RJ – Via Fax, no Museu do Telephone

Rio de Janeiro RJ – Videoarte Brasil: os pioneiros, no CCBB

San Juan (Porto Rico) – Pequeño Formato Latino-Americano 94, na Luigi Marrozzini Gallery

São Paulo SP – 2º Arte Cidade: a cidade e seus fluxos

São Paulo SP – A Fotografia Contaminada, no CCSP

São Paulo SP – América, no Masp

São Paulo SP – Bastidores da Criação, na Oficina Cultural Oswald de Andrade

São Paulo SP – Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal

São Paulo SP – Imagens da Cidade, no CCSP

São Paulo SP – Xilogravura: do Cordel à Galeria, no Metrô

1995

Le Spezia (Itália) – Children’s Corner, na Galleria D’Arte Il Gabbiano

Nova York (EUA) – Prints, na Brooke Alexander Gallery

São Paulo SP – Livro-Objeto: a fronteira dos vazios, no MAM/SP

São Paulo SP – O Desenho em São Paulo: 1956-1995, na Galeria Nara Roesler

São Paulo SP – Programa Anual de Exposições de Artes Plásticas, no CCSP

1996

La Spezia (Itália) – Arte in Scatola, na Galleria Il Gabbiano

São Paulo SP – Arte Brasileira Contemporânea: doações recentes/96, no MAM/SP

São Paulo SP – Ex Libris/Home Page, no Paço das Artes

1997

Belo Horizonte MG – 25º Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte, no MAP

Caracas (Venezuela) – Coletiva, no Museo de Bellas Artes

Irving (Estados Unidos) – Contemporary Brazilian Prints, na University of Dallas. Haggar Art Gallery

Little Rock (Estados Unidos) – Re-Aligning Visions: alternative currents in South American drawing, no Arkansas Art Center

Monterrey (México) – Coletiva, no Museu de Arte Contemporânea

Nova York (Estados Unidos) – Re-Aligning Visions: alternative currents in South American drawing, no El Museo del Barrio

Odessa (Estados Unidos) – Contemporary Brazilian Prints, na Gallery at The University of Texas of the Permian Basin

Plano (Estados Unidos) – Contemporary Brazilian Prints, no Collin County Community College. Spring Creek Art Gallery

São Paulo SP – A Cidade dos Artistas, no MAC/USP

São Paulo SP – Ao Cubo, no Paço das Artes

São Paulo SP – Brito Cimino Arte Contemporânea: mostra inaugural, na Galeria Brito Cimino

São Paulo SP – Diversidade da Escultura Contemporânea Brasileira, na Avenida Paulista – realização Ministério da Cultura/Itaú Cultural

São Paulo SP – Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, no Itaú Cultural
Wichita Falls (Estados Unidos) – Contemporary Brazilian Prints, na Midwestern State University Art Gallery

1998

Abilene (Estados Unidos) – Contemporary Brazilian Prints, na Abilene Christian University Shore Art Gallery

Alverca (Portugal) – Livro de Artista, na Galeria Municipal de Alverca

Amadora (Portugal) – 4ª Bienal de Gravura da Amadora

Austin (Estados Unidos) – Re-Aligning Visions: alternative currents in South American drawing, na Archer M. Huntington Art Gallery

Baton Rouge (Estados Unidos) – Contemporary Brazilian Prints, na Louisiana State University

Belo Horizonte MG – Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, no Itaú Cultural

Brasília DF – Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, na Galeria Itaú Cultural

Caracas (Venezuela) – Re-Aligning Visions: alternative currents in South American drawing, no Museo de Bellas Artes

Kingston (Canadá) – Of Mudlarkers and Measurers, no Agnes Etherington Art Center

La Spezia (Itália) – Al Fuoco! Al Fuoco!, na Galleria D’Arte Il Gabbiano

Monterrey (México) – Re-Aligning Visions: alternative currents in South American drawing, no Museo de Arte Contemporâneo

Penápolis SP – Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, na Galeria Itaú Cultural

Rio de Janeiro RJ – 16º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Arte Brasileira no Acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo: doações recentes 1996-1998, no CCBB

Rio de Janeiro RJ – Horizonte Reflexivo, no Centro Cultural Light

Santiago (Chile) – El Empeño Latino-americano, no Universidad de Chile. Museo de Arte Contemporáneo

São Paulo SP – 24ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

São Paulo SP – 2ª Heranças Contemporâneas, no MAC/USP

São Paulo SP – Arte/Lixo

São Paulo SP – Figurações: 30 anos de arte brasileira, no MAC/USP

São Paulo SP – O Colecionador, no MAM/SP

São Paulo SP – Os Colecionadores – Guita e José Mindlin: matrizes e gravuras, na Galeria de Arte do Sesi
Bassano in Teverina (Itália) – Stelle Cadenti, na Associazione Culturale per L’Arte Contemporânea

Vila Franca de Xira (Portugal) – Livro de Artista, na Câmara Municipal de Vila Franca de Xira

1999

Brasília DF – A Cidades dos Artistas, na Galeria do Itaú Cultural

Buenos Aires (Argentina) – Arte de las Americas: el ojo del milenio, no Centro Cultural Recoleta

Cidade do México (México) – Homenaje al Lápiz como Instrumento de Libertad, no Museo José Luis Cuevas

Miami (EUA) – Re-Aligning Vision: Alternative Currents in South American Drawing, no Miami Art Mesum

Long Island (EUA) – 100 Drawings, no PS1 Contemporary Art Center

Miami (Estados Unidos) – Re-Aligning Visions: alternative currents in South American drawing, no Miami Art Museum

Nova York (Estados Unidos) – 100 Drawings, no PS1 Contemporary Art Center

Ottawa (Canadá) – Passion for Wings, no National Aviation Museum

Paris (França) – Feira Internacional de Arte Contemporânea

Porto Alegre RS – 2ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, no Margs, no Espaço Usina Gasômetro e no Espaço Armazém do Cais do Porto (antigo DEPREC)

Rio de Janeiro RJ – Mostra Rio Gravura: São Paulo: gravura hoje, no Palácio Gustavo Capanema

São João da Boa Vista SP – 2ª Semana Fernando Furlanetto Fotografia, no Teatro Municipal

São Paulo SP – Enigmas, na Galeria Brito Cimino

São Paulo SP – Noturnos, no MAM/SP

São Paulo SP – Gravuras Contemporâneas, no MuBE

São Paulo SP – O Brasil no Século da Arte, na Galeria de Arte do Sesi

São Paulo SP – Parallèle, na Galeria Brito Cimino

São Paulo SP – Por Que Duchamp?, no Paço das Artes

Washington (Estados Unidos) – Mastering the Millenium, no Museum of the Americas

2000

Basel (Suíça) – Art 31

Belo Horizonte MG – Investigações. São ou Não São Gravuras?, no Itaú Cultural

Brasília DF – Investigações. São ou Não São Gravuras?, na Galeria Itaú Cultural

Buenos Aires (Argentina) – 1ª Bienal Argentina Gráfica Latino-Americana, no Museo Nacional del Grabado – Gran Premio Banco de la Província de Buenos Aires

Caxias do Sul RS – Mostra de Arte Contemporânea, na Universidade de Caxias do Sul

Hannover (Alemanha) – Expo 2000 Hannover

Rio de Janeiro RJ – Situações: arte brasileira anos 70, na Fundação Casa França-Brasil

São Paulo SP – Arte Conceitual e Conceitualismo: anos 70 no acervo do MAC/USP, na Galeria de Arte do Sesi

São Paulo SP – Desfile de Vacas

São Paulo SP – O Papel da Arte, na Galeria de Arte do Sesi

São Paulo SP – Obra Nova, no MAC/USP

2001

Ancona (Itália) – Esercizi di Stile, no Museo dell”Informazione e di Arte Contemporanea de Senigaglia

Austin (EUA) – Rembrandt to Rauschenberg: Building the Collection, no Jack S. Blanton Museum of Art

Campinas SP – (quase) Efêmera Arte, no Itaú Cultural

Nova York (Estados Unidos) – Brazil: body and soul, no Solomon R. Guggenheim Museum

Porto Alegre RS – Coleção Liba e Rubem Knijnik: Arte Brasileira Contemporânea, no Margs

Porto Alegre RS – Mima Lunardi, Rolf Wicker e Regina Silveira, no Torreão

Rio de Janeiro RJ – O Espírito de Nossa Época, no MAM/RJ

São Paulo SP – Recortes, na Galeria Brito Cimino

São Paulo SP – 33ª Anual de Artes Plásticas da Faap, na Faap

São Paulo SP – Bienal 50 Anos: uma homenagem a Ciccillo Matarazzo, na Fundação Bienal

São Paulo SP – The Overexcited Body – Arte e Esporte na Sociedade na Sociedade Contemporânea, Sesc Pompéia

São Paulo SP – O Espírito de Nossa Época, no MAM/SP

São Paulo SP – Trajetória da Luz na Arte Brasileira, no Itaú Cultural

Washington (Estados Unidos) – Virgin Territory: women, gender, and history in contemporary brazilian art, no National Museum of Women in the Arts

2002

Brasília DF – Fragmentos a Seu Ímã, no Espaço Cultural Contemporâneo Venâncio

Curitiba PR – Matéria Prima, no Museu de Arte, Arquitetura e Cidade

Londrina PR – São ou Não São Gravuras?, no Museu de Arte de Londrina

Rio de Janeiro RJ – Arquipélagos – O Universo Plural, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Artefoto, no CCBB

Rio de Janeiro RJ – Caminhos do Contemporâneo 1952-2002, no Paço Imperial

São Paulo SP – 4º Artecidadezonaleste, no Sesc Belenzinho

São Paulo SP – Do Conceito ao Espaço, no Instituto Tomie Ohtake

São Paulo SP – Emoção Art.Ficial, no Itaú Cultural

São Paulo SP – Estratégias para Deslumbrar, na Galeria de Arte do Sesi

São Paulo SP – Estratégias para Deslumbrar, no MAC/SP

São Paulo SP – Imagens Apropriadas, no MAM/SP

São Paulo SP – Paralela, no Galpão localizado na Avenida Matarazzo, 530

2003

Brasília DF – Artefoto, no CCBB

Curutiba PR – Imagética, Fundação Cultural de Curitiba

Frankfurt (Alemanha) – Art Frankfurt 2003

Grinnel (EUA) – Layers of Brazilian Art, na Faulconer Gallery

Iowa City (Estados Unidos) – Layers of Brazilian Art, na Faulconer Gallery

Ribeirão Preto SP – Imagem Eletrônica, na Casa da Cultura de Ribeirão Preto

Rio de Janeiro SP – Artefoto, CCBB

Rio de Janeiro RJ – Fiat Lux: a luz na arte, no Centro Cultural da Justiça Federal

São Paulo SP – A Gravura Vai Bem, Obrigado: a gravura histórica e contemporânea brasileira, no Espaço Virgílio

São Paulo SP – A Subversão dos Meios, no Itaú Cultural

São Paulo SP – Arte e Sociedade: uma relação polêmica, no Itaú Cultural

São Paulo SP – Arteconhecimento: 70 anos USP, no MAC/USP

São Paulo SP – MAC USP 40 Anos: interfaces contemporâneas, no MAC/USP

São Paulo SP – Meus Amigos, no MAM/SP

São Paulo SP – Ocupação Prestes Maia, no Agentedupla, A Revoloução Não Será Televisionada, Bartolomeu, Bijari, Brócolis, Catadores de Histórias, Contra Filé, Coringa, Esqueleto Coletivo, Formigueiros, Nova Pasta, Mídia Tática, Rejeitados, Piratininga e Transição Listrada

São Paulo SP – Palavra Extrapolada, no Sesc Pompéia

2004

Belo Horizonte MG – Pampulha, Obra Colecionada: 1943-2003, no MAP

Campinas SP – Coleção Metrópolis de Arte Contemporânea, no Espaço Cultural CPFL

Porto Alegre RS – Hiper Relações Eletrodigitais, no Santander Cultural

Quito (Equador) – Estratégias Barrocas – Arte Contemporânea Brasileira, no Centro Cultural Metropolitano

Montreal (Canadá) – We Come in Peace… – Histories of the Americas, no Musée d’Art Contemporian

São Paulo SP – Arte Contemporânea no Acervo Municipal, no CCSP

São Paulo SP – ArteConhecimento – 70 Anos USP, no MAC/SP

São Paulo SP – In Situ, CCSP

São Paulo SP – Gabinete de Papel, no CCSP

São Paulo SP – Novas Aquisições: 1995 – 2003, no MAB-FAAP

São Paulo SP – Sala de Arte, no Galeria Brito Cimino

São Paulo SP – Still Life / Natureza Morta, no Galeria de Arte do Sesi

São Paulo SP – Versão Brasileira, no Galeria Brito Cimino

2005

Bogotá (Colômbia) – Campos Latinoamericanos, na Galeria Alcuadrado

Curitiba PR – Arte em Metrópolis, no Museu Oscar Niemeyer

Houston (EUA) – Indelible Images, no Museum of Fine Arts

Lahore (Paquistão) – World Performing Arts Festival

Rio de Janeiro RJ – A Imagem do Som, no Paço Imperial

São Paulo SP – Arte em Metrópolis, no Instituto Tomie Ohtake

São Paulo SP – O Retrato como Imagem do Mundo, no MAM/SP

São Paulo SP – Homo Ludens: do faz-de-conta à vertigem, no Itaú Cultural

2006

Berlin (Alemanha) – The Image of Sound: Football, na Haus der Kulture der Welt

Caxias do Sul RS – Gravura em Metal: Matéria e Conceito no Atêlie Iberê Camargo, no Centro Municipal de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho

Fortaleza CE – Gravura Contemporânea Brasileira, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

Jerusalém (Israel) – Tracing Shadows, no Israel Museum

Porto Alegre RS – Ado Malagoli 100 Anos, no Margs

Rio de Janeiro RJ – Futebol é Coisa de 11, no Museu da República

São Paulo SP – A Cidade para a Cidade, na Galeria Olido

São Paulo SP – A Imagem do Som de Dorival Caymmi, no Museu Afro-Brasil

São Paulo SP – Brazilian Art Show, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho

São Paulo SP – Clube de Gravura: 20 anos, no MAM/SP

São Paulo SP – Manobras Radicais, CCBB

São Paulo SP – Paralela 2006, no Pavilhão dos Estados

São Paulo SP – Volpi e as Heranças Contemporâneas, no MAC/SP

2007

Brasília DF – Jardim do Poder, no CCBB

São Paulo – Arte no Brasil 1981 – 2006, no Itaú Cultural

São Paulo – Memória do Futuro – Dez Anos de Arte e Tecnologia, no Itaú Cultural

São Paulo – Anos 70 – Arte como Questão, no Instituto Tomie Ohtake

São Paulo – Recortar e Colar / Ctrl_C Ctrl_V, no Sesc Pompéia

São Paulo SP – 1º Circuito de Fotografia, Shopping Iguatemi

São Paulo SP – Itaú Contemporâneo: arte no Brasil 1981-2006, Itaú Cultural

São Paulo SP – Memória do Futuro – Dez Anos de Arte e Tecnologia no Itaú Cultural, Itaú Cultural

São Paulo SP – Recortar e Colar | Ctrl_C Ctrl_V, Sesc Pompéia

Brasília DF – Jardim do Poder, Centro Cultural Banco do Brasil

2008

São Paulo SP – Arte Pela Amazônia: arte e atitude, Fundação Bienal

São Paulo SP – MAM 60, Oca

São Paulo SP – Poéticas Visuais: arte, conceito e intimidade, Museu de Arte Brasileira – FAAP

São Paulo SP – Procedente MAP: novas aquisições, Museu de Arte da Pampulha

Belo Horizonte MG – N Múltiplos, Murilo Castro Escritório de Arte

2009

São Paulo SP – Mestres da Gravura. Matrizes e Gravuras da Biblioteca José e Guita Mindlin, Espaço Cultural BM&FBovespa

São Paulo SP – Um Mundo Sem Molduras, Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo

Belo Horizonte MG – Arte Cibernética, Museu Inimá de Paula

Milão (Itália) – Pequenas Grandes Obras – Arte Contemporânea Brasileira, Istituto Brasile – Italia

2010

São Paulo SP – A Arte Postal da 16ª Bienal de São Paulo, Centro Cultural São Paulo. Divisão de Artes Plásticas (SP)

São Paulo SP – Arte Cibernética

São Paulo SP – 41ª Chapel Art Show, Escola Maria Imaculada – Chapel School

São Paulo SP – Galeria Expandida, Luciana Brito Galeria

São Paulo SP – Jogos de Guerra, Memorial da América Latina. Galeria Marta Traba

São Paulo SP – Mostra Pop-Up, Shopping Cidade Jardim

São Paulo SP – Por Aqui, Formas Tornaram-se Atitudes, Sesc

São Paulo SP – 6º sp-arte, Fundação Bienal

São Paulo SP – Tékhne, Museu de Arte Brasileira

São Paulo SP – Um Dia Terá Que Ter Terminado: 1969/74, Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo

Rio de Janeiro RJ – Os 70′s, Galeria Progetti

Viamão RS – Silênci( )s e Sussurr( )s, Fundação Vera Chaves Barcellos

2011

São Paulo SP – Estratégias para Luzes Acidentais, Luciana Brito Galeria

São Paulo SP – Ordem e Progresso: vontade construtiva na arte brasileira, Museu de Arte Moderna

São Paulo SP – 7ª SP-Arte, Pavilhão da Bienal

Porto Alegre RS – Arte Cibernética – Acervo de Arte e Tecnologia do Itaú Cultural, Centro Cultural Usina do Gasômetro

Rio de Janeiro RJ – Jogos de Guerra: confrontos e convergências na arte contemporânea brasileira, Caixa Cultural

Viamão RS – Um Ponto de Ironia, Fundação Vera Chaves Barcellos

Cronologia

1950

Tem aulas particulares de desenho e pintura com a professora Judith Fortes, em Porto Alegre

1958

Conclui bacharelado em pintura no Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IA/UFRGS), em Porto Alegre

1959-1960

Licencia-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS); cursa pós-graduação, aperfeiçoamento em pintura, com Ado Malagoli, no IA/UFRGS, em Porto Alegre

ca.1959-1961

É colaboradora de ensino nas aulas de desenho do professor Fahrion em Porto Alegre

1960-1966

Realiza ilustrações para o jornal Correio do Povo e para a Editora Globo, em Porto Alegre

1962

Estuda pintura com Iberê Camargo (1914-1994), xilogravura com Francisco Stockinger (1919) e litografia com Marcelo Grassmann (1925) no Ateliê Livre da Prefeitura de Porto Alegre

1964

É auxiliar de ensino nas aulas de pintura de Ado Malagoli, no IA/UFRGS

1964-1968

É instrutora de ensino superior na cadeira de pintura do IA/UFRGS

1967

É bolsista do Instituto de Cultura Hispânica; estuda história da arte na Faculdade de Filosofia e Letras, em Madri

1969-1973

Exerce atividades artísticas e docentes no Departamento de Arte da Universidade de Porto Rico, em Mayaguez, Porto Rico

1973-1985

Leciona artes plásticas na Fundação Armando Álvares Pentedo (Faap), em São Paulo

1974-1993

Leciona disciplinas de gravura (litografia e serigrafia) e desenho na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Depois de 1985 ministra aulas e orienta projetos em poéticas visuais nos cursos de pós-graduação

1976

Coordena o setor de gravura da Faculdade de Artes Plásticas da Faap

1977-1991

Integra o Conselho Consultivo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP)

1978-1981

Com Julio Plaza, Donato Ferrari e Walter Zanini funda o Centro de Estudos e Artes Visuais (Aster), em São Paulo

1980

Defende a dissertação de mestrado Anamorfas pela ECA/USP

1983-1985

Professora titular de expressão bidimensional na Faculdade de Artes Plásticas da Faap

1984

São Paulo SP – Defende a tese de doutorado Simulacros pela ECA/USP

1985-1989

Recebe bolsa de pesquisa do CNPq

Chefe do Departamento de Artes Plásticas da ECA/USP

1987

Recebe o prêmio de Melhor Instalação concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA)

1988

Prêmio Lei Sarney à Cultura Brasileira

1991

Recebe bolsa de estudo da John Simon Guggenheim Foundation, em Nova York

1993

Artista residente, Art Studio Grant, The Banff Center for the Arts, em Alberta, Canadá

Recebe bolsa de estudo da Pollock-Krasner Foundation, em Nova York

1994

Recebe bolsa de estudo da Fulbright Foundation para realizar a instalação The Saint´s Paradox no Museo del Barrio, em Nova York

1995

Recebe bolsa de artista residente da Civitella Ranieri Foundation, em Umbertide, Itália

1996

Publicação do livro Regina Silveira: Cartografias da Sombra, sob organização de Angélica de Moraes

2000

Por voto popular, recebe Prêmio Cultural Sergio Motta 2000, instituído para contemplar novas linguagens em arte e tecnologia

Livros

Regina Silveira

REGINA SILVEIRA
Formato: Livro
Autor: MACHADO, ARLINDO
Autor: NAVAS, ADOLFO MONTEJO
Autor: SILVEIRA, REGINA
Idioma: INGLES
Editora: CHARTA
Assunto: ARTES

 

Regina Silveira

CORREDORES PARA ABUTRES
Formato: Livro
Autor: SILVEIRA, REGINA
Idioma: PORTUGUES
Editora: ATELIE EDITORIAL -
Assunto: ARTES

 

Regina Silveira

OUTRO LADO DA IMAGEM E OUTROS TEXTOS, O
A POETICA DE REGINA SILVEIRA
Formato: Livro
Autor: NAVAS, ADOLFO MONTEJO
Idioma: PORTUGUES
Editora: EDUSP
Assunto: ARTES

 

Videos

Grandes Personagens Brasileiros – História da Arte com Regina Silveira – Regina Silveira expõe sua visão sobre o fazer artístico, traçando relações entre obras recentes, sua trajetória e a cidade de São Paulo.

Entrevista Regina Silveira - Ocupação Regina Silveira ( 2010)

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Sobre o autor

Mercado Arte

O Mercado Arte disponibiliza para os artistas a oportunidade de ter uma página na Web para exibir seus trabalhos e para o público em geral a chance de acessibilidade a um universo artístico criativo que vai muito além do que se apresenta em galerias, museus e sites atualmente.

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