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Divulgue suas obras

Milton Dacosta

| Milton Dacosta | 06/11/2012

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“A pintura é o meio de expressão de que disponho para comunicar-me com os outros.”

Milton Rodrigues da Costa, mais conhecido como Milton Dacosta, foi um pintor, desenhista, gravador e ilustrador brasileiro. Um dos principais representantes da terceira geração modernista na pintura brasileira.

Um dos mais valorizados pintores brasileiros e tem obras nas maiores coleções particulares e museus do Brasil e do mundo.

Milton Dacosta - Foto artista

Milton Dacosta – Foto artista

Ainda menino, teve Antônio Parreiras como um de seus primeiros mestres, e foi um dos fundadores do Núcleo Bernadelli, grupo de pintores modernistas brasileiros que enfatizava a liberdade de expressão artística.

Milton Dacosta - Biografia

Milton Rodrigues Dacosta nasceu em Niterói, Rio de Janeiro, em 19 de outubro de 1915.

Seguindo sua vocação precoce, inicia-se em 1929 no desenho e na pintura no ateliê do professor alemão August Hantv, em Niterói, sua cidade natal. Em 1930 freqüenta por três meses o curso livre de Marques Júnior na Escola Nacional de Belas Artes – Enba, Rio de Janeiro. Nessa época conhece Antônio Parreiras, com quem não tem uma aprendizagem formal, mas visita seu ateliê e mostra os primeiros trabalhos que realiza. Interessa-se por uma pintura pós-impressionistas.

Em 1931 ajuda a fundar o Núcleo Bernardelli, conjunto independente de artistas instalados no porão da Enba, coordenados por Edson Motta. Anos depois, indagado sobre o que ficou de sua experiência no Núcleo, Dacosta declara: “Além dos amigos, a liberdade de criação artística e ainda uma maior disponibilidade para a pesquisa”.

A produção do artista nos anos 1930 se caracteriza pela aquisição dos princípios da pintura moderna, tendo como modelo a Escola de Paris. Paisagens, nus, marinhas, vistas urbanas, retratos, não importa muito o tema a ser pintado. O artista preocupa-se em adquirir, com disciplina sistemática, os elementos de tal pintura. Observa-se que sua produção não se preocupa com o detalhe pitoresco, a fixação de uma “brasilidade”; sua cor não é mais local. Ao contrário, autônoma, se afirma em pinceladas modulares e estruturais, numa incorporação natural de Paul Cézanne. Como observou o crítico Mário Pedrosa, entre a consciência perceptiva do artista e a realidade externa se insere, nesses trabalhos, uma formalização geométrica. Em telas como Paisagem em Santa Teresa (1937) já se percebe “que num nível elementar a pintura de Dacosta é regida por um princípio de economia. Ele não se detém em demoradas elaborações mas na captação sintética da estrutura plástica”.

Milton Dacosta - Foto artista

Milton Dacosta – Foto artista

Em 1936 Dacosta realiza sua primeira individual, na Galeria Santo Antônio, do Rio de Janeiro, e expõe pela primeira vez no Salão Nacional de Belas Artes, onde obtém uma menção honrosa. No mesmo certame seria premiado, sucessivamente, com medalha de bronze (1939), medalha de prata (1941) e a viagem ao estrangeiro (1944), as duas últimas distinções já na vigência da Divisão Moderna.
Com o prêmio de viagem, o artista partiu para os Estados Unidos da América (1945), freqüentando em Nova Iorque a Artist’s League of America; dali seguiu, em 1946, para a Europa, tocando em Lisboa e percorrendo vários países antes de se fixar em Paris, cuja Academia da Grande Chaumière cursou.

Durante sua estada fora do Brasil não produziu muito. Dedicou-se a visitar museus e exposições e a estudar de perto os artistas que só conhecia por ilustrações – Georges Braque, Cézanne, os impressionistas, Henri Matisse, Amedeo Modigliani, Piet Mondrian, Pablo Picasso. Sobre essa experiência afirma: “Fez com que voltasse com maior segurança para uma mais completa disciplina conceptual e formal, presente em toda minha obra”. Regressa ao Brasil em 1947 e em 1949 casa-se com a pintora Maria Leontina.

Entre 1949 e 1951, Dacosta realiza as séries Figuras e Naturezas-Mortas em que se percebem uma maior geometrização das figuras e do espaço e a utilização da linha como um importante elemento estruturador. Aqui o artista conversa com o cubismo analítico, entretanto, diferentemente de Picasso, mantém a unidade da figura, o mistério de sua interioridade. Sua temporalidade está mais próxima da fixação do que da simultaneidade. Também a cor é densa e opaca, resistindo à total exterioridade da transparência. Esses trabalhos contêm uma das principais características de sua pintura: o conflito entre a clareza da estrutura, universal e despersonalizada, e a subjetividade do artista revelada na cor.

Milton Dacosta - Foto artista

Milton Dacosta – Foto artista

Expôs no Ministério da Educação e Cultura do Rio e representou o país na XXV Bienal de Veneza. Dacosta recebeu na II Bienal de são Paulo o Prêmio de Melhor Pintor Nacional, com a obra “Construção”.

Entre 1952 e 1954 permanece na Europa com a esposa, estudando. Ao voltar, inicia as séries de naturezas-mortas organizadas como uma grade geométrica, que não perpassa a totalidade do quadro, ficando a composição centralizada. Inicia também a série Castelos e Cidades, na qual a figura é reduzida a retângulos e quadrados coloridos, acumulados no centro da tela em coloração viva, mas sóbria, em geral sobre fundo preto. A série anuncia o singular cruzamento entre Mondrian e Giorgio Morandi, gerador de uma poética própria, que se desenvolve poucos anos depois em puras abstrações construtivas, nas quais a tela é limitada ao jogo de linhas verticais e horizontais e poucos elementos geométricos no centro do quadro. Nas telas Em Vermelho (diversas versões, 1957-1958), Em Branco (1959) e Composição (1958-1959) o artista sintetiza silenciosamente sua maior contribuição à pintura brasileira. Em oposição à racionalidade universal e impessoal do construtivismo o trabalho de Milton Dacosta traz a mediação de nossa cultura, pois é “intimista, instropectivo, centrado num eu lírico comedido”. Ou melhor, a pintura é confrontada com a persistência em uma unidade misteriosa, capaz de resistir a indiferenciação e generalização do indivíduo no mundo moderno.

Em 1963 o artista abandona o despojamento, como explicaria numa entrevista a Frederico de Morais, anos depois:
- Aquela fase dos quadrados significou a necessidade de uma certa disciplina. Eu pintava como uma dona-de-casa que quer manter sua casa sempre arrumada. Isto exige muito esforço.
Naquele tempo, acredito, era um jeito, um modo de ser. Mas acho que o ciclo da construção acabou. Cheguei ao extremo e queriam que eu continuasse. Não via como. Hoje concluí pela importância do “humano” na arte. Desci à terra. A disciplina não pode ir contra a liberdade.

Milton Dacosta - Auto-Retrato

Milton Dacosta – Auto-Retrato

Expressando-se por antíteses, Dacosta entrega-se a partir daquele ano à elaboração de nova série – Vênus e Pássaros -, constituída por pinturas em que formas femininas opulentas, às vezes em atitudes e posturas lascivas, são resolvidas com o emprego de linhas sensualmente recurvas, cantantes de tão puras. Nessas obras, próximas do imaterial – a camada de pigmentos, de tão rala, mal se percebe -, quase não se pode dizer onde acaba o desenho e começa a pintura, ou vice-versa. Geometrizada, reduzida a um arabesco, a uma síntese visual que é o próprio avesso da forma feminina naturalisticamente observada, a Vênus de Dacosta é obra de um virtuose consumado. Vibra, em suas formas voluptuosas de leve colorido, qualquer coisa de oriental.

Por duas décadas, até morrer, Dacosta dedicou-se à temática das Vênus e Pássaros, numa sucessão de imagens que chegam a sugerir a catarse de alguma obsessão – como se o artista quisesse expulsar, de dentro de si, todas as infinitas variações de um tema aparentemente inesgotável.

Trabalhou como ilustrador de livros, principalmente ilustrador de algumas obras do escritor Carlos Drummond de Andrade.

Faleceu em setembro de 1988, quatro anos após a morte de Maria Leontina, no
Rio de Janeiro.

Curiosidades

Livro – Milton Dacosta – Pintor Essencial
Autor: Breno Krasilchic
Editora: Arauco Editora

Este livro procura trazer um pouco do trabalho de Milton Rodrigues da Costa, mais conhecido como Milton Dacosta, que foi um pintor, desenhista, gravador e ilustrador brasileiro. Em 1941, começou a fazer figuras humanas geometrizadas, tendo como referência o Cubismo. Na década de 50 aderiu ao Abstracionismo Geométrico, e sua pintura é marcada por influências concretas e neo-concretas.

Livro – Dacosta
Autor: Paulo Venancio Filho
Editora: Cosac Naify

Fazendo parte da série ‘Espaços da Arte Brasileira’, este livro traz ao público um conjunto significativo de trabalhos do artista, ao lado de ensaios que situam a relevância de suas produções. A obra, ilustrada, apresenta a cronologia e bibliografia básica. Conheça também outros livros da série já publicados – ‘Mestre Valentim’; Neoconcretismo – Vértice e ruptura do projeto construtivo brasileiro’; ‘Volpi’; ‘Goeldi’.

 

Milton Dacosta - Vênus - 23 x 21 cm

Milton Dacosta – Vênus – 23 x 21 cm

Depoimentos

“- Para mim, a Arte se resume num senso de liberdade, que quase nunca é tolerado ou respeitado pelos outros. Mas no artista constitui uma imposição interior, de natureza pessoal. A ela deve ele manter inteira obediência.

(…)

- A pintura é o meio de expressão de que disponho para comunicar-me com os outros.

(…)

Milton Dacosta - Construção abstrata sobre fundo vermelho - 72 x 91 cm

Milton Dacosta – Construção abstrata sobre fundo vermelho – 72 x 91 cm

- Por que e para quem escrever? O pintor deve estar presente, por inteiro, no quadro. Se isto não acontecer, sua arte se enfraquece ou se esvazia. Uma figura, uma atitude, uma cabeça, uma perna ou qualquer forma que eu coloco, desta ou daquela maneira de natureza visual, invariavelmente elaborada. Tudo em minha pintura é pensado e repensado. Não gosto das coisas feitas de improviso. Somente na música os improvisos são válidos. Isto mesmo pela natureza essencialmente temporal dessa arte. Já na pintura, as coisas têm de ser meditadas e realizadas com cuidado. É por esta razão que tratando-se de minha arte, desconfio das coisas feitas com espontaneidade. São sempre perigosas. Creio mesmo que o pintor, quando chega diante do cavalete, deve dar-se conta de quem tem de conseguir este ambicioso propósito. Mas deve tê-lo presente no espírito e no coração. Deve persegui-lo encarniçadamente.

- (…) Em arte, a gente não faz o que quer. Faz o que pode. Esta é uma regra válida, tanto para a pintura, como para as demais artes. Talvez seja por isto que eu quase nunca pinto um quadro de uma só vez. Coloco-o com freqüência de lado, esperando a oportunidade de revê-lo, analisá-lo e aprontá-lo definitivamente”.
Milton Dacosta

Críticas

Milton Dacosta - Figura - 73 x 72 cm

Milton Dacosta – Figura – 73 x 72 cm

“(…) O figurativismo nele verifica-se agora, olhando-se para trás – sempre foi, se assim se pode falar, uma prefiguração, isto é, um julgamento da vida reflexiva. Armado com os seus esquemas corpóreos livres, nos deu ele toda a rica série de figuras humanas, isoladas ou a dois, moças sobretudo, e o misterioso (e profético) menino Alexandre (cuja imagem encontrou um dia na rua, e lhe ficou fixada à mente como uma obsessão). Foi essa a fase que, pela segurança da composição por planos, pela beleza aristocrática da linha e pelo extremo lirismo e requinte do esquema de cores, lhe consagrou em definitivo a fama de pintor.

(…) Então vem a fase de pura abstração, que já não está condicionada a esquemas prévios, mas talvez a um solilóquio do artista consigo mesmo, ou melhor, um diálogo entre ele e o seu duplo, o outro (que pode ser um espectador imaginário), num estado de plenitude não sensorial. (…)

No fundo, o ponto de partida do pintor foi sempre abstrato. Nesse sentido é bem filho do cubismo. Seu olhar não cai sobre uma percepção que o impele para o cavalete. Quando vai pintar é como se fosse colocar em frente de um longínquo panorama, banhado numa mesma claridade. O seu olhar imóvel sobre um objeto também imóvel. Se o olhar então funciona, não é no sentido de perceber, mas talvez de evocar. Evocar, quem sabe, algo como um convite tímido, antes tácito, de extrema sutileza, a um fenômeno para lá ou para cá da visão, isto é, tátil”.
Mário Pedrosa

Milton Dacosta - Figura - 55 x 46 cm

Milton Dacosta – Figura – 55 x 46 cm

“Por volta de 1955, da mesma maneira que Volpi e outros, ele se sentiu atraído pela maré montante concretista. Como num passo absolutamente natural e previsível – para assegurar-se disso basta verificar o que se passava no interior das naturezas-mortas e das armações arquitetônicas com que a sua pintura acabara de chegar até ali -, Dacosta entregou-se então a uma série de trabalhos de extrema restrição e de rigor obstinado. E, ainda assim, submetidas à matemática da construção (…) e sem a menor referência ao mundo objetivo, essas obras resultaram prenhes de uma emoção, de um halo simbólico, de um elã semântico que não estavam certamente entre as metas do concretismo ortodoxo. (…) Só que em seguida, após novas figuras em geometria esquemática aparecidas de 1959 a 1963, Dacosta daria uma guinada que muitos continuam relutando em compreender e aceitar. Chegado à minimalização da linguagem, ele recuperou de súbito e francamente a figura, ao mesmo tempo em que substituiu o ar ascético de há pouco pela atmosfera de êxtase de agora (…). Nas Vênus capitosas, nos anjos roliços e nas pombas matreiras que compõem a maior parte de sua pintura recente, o barroco e o clássico não se separam, nem se contradizem”.
Roberto Pontual

Milton Dacosta - Figura - 55 x 46 cm

Milton Dacosta – Figura – 55 x 46 cm

“(…) é preciso ressaltar que não são muitas as obras de arte brasileiras que podem se igualar a um quadro de Dacosta. As Vênus são um capítulo à parte que não está à altura da produção anterior. Não há como comparar. Dacosta não era um construtivo ortodoxo, por isso mesmo seus trabalhos estão entre os mais importantes no construtivismo brasileiro pela singularidade. Não era um inovador como Hélio Oiticica; estava longe de decretar a ‘morte do plano’ como fez Lygia Clark. Seu objeto era o quadro, e a pintura, uma experiência intelectual profundamenrte histórica da qual não poderia abdicar. A mesma decisão de ser pintor se mantinha, ainda que à custa de um trabalho menor. Não podia deixar de ser pintor. Continuou pintando, mas recusou à pintura todo seu talento. Num plano mais profundo, essas últimas obras são uma resposta cética a nossa vida cultural, a contrapartida de um esforço coerente e autêntico ignorado. Pois é com as Vênus que Dacosta alcança uma notoriedade pública. E elas também conseguem alguma popularidade, ao contrário das notáveis obras construtivas, ainda só apreciadas por poucos. Talvez não tenha sido uma escolha de Dacosta, mas uma escolha determinada pelo obscurantismo da cultura brasileira e que ao fim deu um sentido equivocado ao compromisso de uma existência exemplar de artista”.
Paulo Venancio Filho

Milton Dacosta - Duas Mulheres

Milton Dacosta – Duas Mulheres

“Outro artista que tangencia o círculo construtivo é Milton Dacosta. Esse momento de sua pintura ilustra de maneira exemplar a interseção de duas forças: a sensibilidade do artista no caminho da depuração formal derivada da realidade e a objetividade puramente plástica defendida pelos concretos. O pintor acumulava uma década de experiência no sentido da abstração geometrizante quando, tocado pelo reducionismo, vai ao limite da pintura. Da tradição cubista e do convívio com a pintora portuguesa Vieira da Silva, vivendo no Rio com Arpad Szènes durante a guerra, lhe vem a analítica da natureza-morta e da paisagem urbana. Tanto ele quanto Maria Leontina, sua mulher, trabalham em composições onde quadrados, retângulos e círculos funcionam como peças de um brinquedo de armar. A combinação de elementos geométricos apoiados ao longo da parte inferior do quadro não deixa de evocar o arranjo de objetos sobre a mesa ou a vista de edifícios no requadro da janela. O jogo cromático só faz acentuar essas alusões. Enquanto a paleta clara de Leontina traz o amolecimento dos contornos sob a luz tropical, o clima sombrio dos castelos de Milton sugere cidades iluminadas, opacidades e brilhos na noite.

Na seqüência, Dacosta radicaliza. Guiado por intensa e particular fusão de racionalidade e intuição, pinta um conjunto de obras bicromáticas que tem como invariante a organização centralizada e, a cada quadro, apresenta sutis quebras de simetria. A ascese não anula, sublima o Eros. Considerada a evolução interna de sua pintura, é lícito ver no retângulo ancorado no horizonte contra um extenso campo de cor a sobrevivência da relação figura – fundo presente no retrato. Esses quadros, ainda que não-figurativos, situam-se no limite da tradição da pintura figurativa. Os bustos e as cabeças (algumas com capacete) que pinta no mesmo período (1957 a 1961) estão aí para confirmar essa hipótese. Não há recalque, só deslocamento. E que dizer da cor saturada que quase engole as figuras? Sem dúvida, é recurso expressivo, estímulo sensorial contrário à contenção emocional pregada pelos concretistas. Do Em vermelho de 1958 ao Encontro II de 1961, quanta paixão! Onde alguns críticos encontram Morandi, adivinho Bergman, o cineasta de Gritos e Sussurros, das mulheres vestidas de branco contra um fundo vermelho-plasma. Da extrema redução formal e cromática, a pintura de Dacosta transita para o sensualismo das Vênus curvilíneas sem solução de continuidade; seu tempo é cíclico”.
Maria Alice Milliet

Milton Dacosta - Figura/Vênus - 46 x 38 cm

Milton Dacosta – Figura/Vênus – 46 x 38 cm

Curiosidades

Obras de Milton Dacosta em SPFW – A arte de Milton Dacosta

Partindo das obras do pintor, desenhista e ilustrador brasileiro Milton Dacosta (1915-1988), construímos o Verão 2013 da Maria Bonita. Sua participação nos movimentos mais importantes da arte contemporânea foi marcada principalmente pelas pinturas Construtivistas, que inspiraram nossa coleção.

Em suas obras, rostos parecem peças de quebra-cabeças. Quadrados e retângulos se sobrepõem numa assimetria única. Composições geométricas convidam a estudos de cores.
No fim da década de 50, Dacosta pinta “Em Vermelho”, “Em Branco” e “Em Azul”, consideradas suas telas mais significativas. Em cerca de 50 anos de produção, o artista construiu uma trajetória peculiar na história da arte com pinturas silenciosas e reflexivas, que fizeram diferença no cenário nacional.

Exposições Individuais

1936

Rio de Janeiro RJ – Primeira individual, na Galeria Santo Antonio

1945

Rio de Janeiro RJ – Individual, no IAB/RJ

1949

São Paulo SP – Milton Dacosta: guaches e desenhos, na Galeria Jaraguá

1950

Rio de Janeiro RJ – Individual, no Ministério da Educação e Cultura

São Paulo SP – Individual, na Galeria Itapetininga

1951

São Paulo SP – Individual, na Galeria Ambiente

São Paulo SP – Individual, na Galeria Domus

1955

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Petite Galerie

1956

São Paulo SP – Individual, no MAM/SP – Prêmio Isai Leirner de Arte Contemporânea

1959

Rio de Janeiro RJ – Milton Dacosta: retrospectiva, na Galeria GEA

Rio de Janeiro RJ – Milton Dacosta: retrospectiva 1939-1959, no MAM/RJ

1963

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Ambiente-Spazio

1964

São Paulo SP – Individual, na Galeria Mobilínea

1967

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Módulo

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Barcinsky

1971

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Petite Galerie

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Petite Galerie

1973

Rio de Janeiro RJ – Homenagem a Milton Dacosta, na Galeria da Praça

1974

São Paulo SP – Individual, na Galeria Arte Global

1976

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria da Praça

1977

São Paulo SP – Individual, no Escritório de Arte Luís Caetano

1979

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Acervo Galeria de Arte

1981

São Paulo SP – Milton Dacosta: retrospectiva, no MAM/SP

1982

Rio de Janeiro RJ – Milton Dacosta: revisão da década de 50, na Galeria Paulo Klabin

São Paulo SP – Milton Dacosta: revisão da década de 50, na Documenta Galeria de Arte

1983

Rio de Janeiro RJ – Individual

1986

São Paulo SP – Milton Dacosta: fase construtiva 1954-1960, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

1987

São Paulo SP – Individual, na Companhia das Artes

1988

Rio de Janeiro RJ – Milton Dacosta, Anos 50, na Funarte

São Paulo SP – Individual, na Biblioteca Municipal Mário de Andrade

1989

Salvador BA – Milton Dacosta: Gravuras, na Prova do Artista Galeria

2005

Rio de Janeiro RJ – Individual, na galeria de Arte Ipanema

2006

São Paulo SP – Individual, na Galeria Bergamin

Exposições Coletivas

1933

Rio de Janeiro RJ – 40ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba

1934

Rio de Janeiro RJ – 3º Salão do Núcleo Bernardelli, na Enba

1936

Rio de Janeiro RJ – 42º Salão Nacional de Belas Artes, no Instituto de Previdência – menção honrosa

1937

Rio de Janeiro RJ – Milton Dacosta e Bustamante Sá, na Galeria Santo Antônio

1939

Rio de Janeiro RJ – 45º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA – medalha de bronze

1941

Rio de Janeiro RJ – 47º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA – medalha de prata e isenção de júri

1944

Belo Horizonte MG – Exposição de Arte Moderna, no Edifício Mariana

Londres (Inglaterra) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Royal Academy of Arts

Norwich (Inglaterra) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, no Norwich Castle and Museum

Rio de Janeiro RJ – 50º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA – prêmio viagem ao exterior

1945

Baht (Inglaterra) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Victory Art Gallery

Bristol (Inglaterra) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, no Bristol City Museum & Art Gallery

Buenos Aires (Argentina) – 20 Artistas Brasileños, nas Salas Nacionales de Exposición

Edimburgo (Escócia) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na National Gallery

Glasgow (Escócia) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Kelingrove Art Gallery

La Plata (Argentina) – 20 Artistas Brasileños, no Museo Provincial de Bellas Artes

Manchester (Inglaterra) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Manchester Art Gallery

Montevidéu (Uruguai) – 20 Artistas Brasileños, na Comisión Municipal de Cultura

Santiago (Chile) – 20 Artistas Brasileños, na Universidad de Santiago do Chile

1947

Paris (França) – Salon d’Automne, no Grand Palais

1950

Veneza (Itália) – 25ª Bienal de Veneza

1951

Rio de Janeiro RJ – Exposição de Naturezas Mortas, no Serviço de Alimentação e Previdência Social

São Paulo SP – 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon

São Paulo SP – 1º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia – Prêmio Governo do Estado

1952

Paris (França) – 38º Salão de Maio

Rio de Janeiro RJ – Exposição de Artistas Brasileiros, no MAM/RJ

Santiago (Chile) – Exposición de Pintura, Dibujos e Grabados Contemporáneos del Brasil, na Universidad de Chile. Museo de Arte Contemporáneo

1953

São Paulo SP – Congresso Extraordinário da Associação Internacional de Críticos de Arte, no Masp

1954

Rio de Janeiro RJ – Milton Dacosta e José Pedrosa, na Galeria Tenreiro

Salvador BA – 4º Salão Baiano de Belas Artes, no Hotel Bahia – medalha de prata/pintura

São Paulo SP – Arte Contemporânea: exposição do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo, no MAM/SP

1955

Lissone (Itália) – 9º Prêmio Internacional de Lissone

Lugano (Suíça) – Mostra organizada pelo MAM/SP e MAM/RJ

São Paulo SP – 3ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão das Nações – prêmio melhor pintor brasileiro

1956

Rio de Janeiro RJ – Mostra Nacional do Prêmio Guggenheim, no MAM/RJ

1957

Nova York (Estados Unidos) – Guggenheim International Award: 1956, no Solomon R. Guggenheim Museum

São Paulo SP – 4ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho – prêmio aquisição

1958

Pittsburg (Estados Unidos) – 43ª Exposição Internacional de Pintura e Escultura Contemporâneas

1959

Leverkusen (Alemanha) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

Munique (Alemanha) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa, no Kunsthaus

Rio de Janeiro RJ – 30 Anos de Arte Brasileira, na Galeria Macunaíma

São Paulo SP – Milton Dacosta e Maria Leontina, na Associação dos Amigos do MAM/SP

Viena (Áustria) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

1960

Hamburgo (Alemanha) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

Lisboa (Portugal) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

Madri (Espanha) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

Paris (França) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

Rio de Janeiro RJ – Coletiva inaugural da Galeria Bonino

São Paulo SP – Coleção Leirner, na Galeria de Arte das Folhas

Utrecht (Holanda) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

1961

Rio de Janeiro RJ – 1º O Rosto e a Obra, na Galeria Ibeu Copacabana

Rio de Janeiro RJ – Salão de Arte da Petite Galerie, na Petite Galerie – primeiro prêmio

São Paulo SP – 6ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho – sala especial

1962

Rio de Janeiro RJ – Milton Dacosta e Anna Letycia, na Petite Galerie

São Paulo SP – Seleção de Obras de Arte Brasileira da Coleção Ernesto Wolf, no MAM/SP

1963

Campinas SP – Pintura e Escultura Contemporâneas, no Museu Carlos Gomes

Rio de Janeiro RJ – 1º Resumo de Arte JB, no Jornal do Brasil

Rio de Janeiro RJ – A Paisagem como Tema, na Galeria Ibeu Copacabana

1964

Lisboa (Portugal) – Coletiva, no Palácio da Foz

Rio de Janeiro RJ – O Nu na Arte Contemporânea, na Galeria Ibeu Copacabana

1966

Rio de Janeiro RJ – Auto-Retratos, na Galeria Ibeu Copacabana

Salvador BA – 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas – sala especial

São Paulo SP – Meio Século de Arte Nova, no MAC/USP

1971

São Paulo SP – 3º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

São Paulo SP – Coletiva, na Galeria Astréia

1972

São Paulo SP – Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois, na Galeria da Collectio

1976

São Paulo SP – Arte Brasileira no Século XX: caminhos e tendências, na Galeria Arte Global

São Paulo SP – O Desenho Jovem dos Anos 40, na Pinacoteca do Estado

1977

Rio de Janeiro RJ – Projeto Construtivo Brasileiro na Arte: 1950-1962, no MAM/RJ

São Paulo SP – Projeto Construtivo Brasileiro na Arte: 1950-1962, na Pinacoteca do Estado

1978

São Paulo SP – As Bienais e a Abstração: a década de 50, no Museu Lasar Segall

1979

São Paulo SP – 15ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1980

Rio de Janeiro RJ – Homenagem a Mário Pedrosa, na Galeria Jean Boghici

Rio de Janeiro RJ – Milton Dacosta, Volpi, Bruno Giorgi, na Acervo Galeria de Arte

1981

São Paulo SP – Arte Transcendente, no MAM/SP

1982

Lisboa (Portugal) – Brasil 60 Anos de Arte Moderna: Coleção Gilberto Chateaubriand, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão

Londres (Inglaterra) – Brasil 60 Anos de Arte Moderna: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Barbican Art Gallery

Penápolis SP – 5º Salão de Artes Plásticas da Noroeste, na Fundação Educacional de Penápolis. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis

Salvador BA – A Arte Brasileira da Coleção Odorico Tavares, no Museu Carlos Costa Pinto

São Paulo SP – Do Modernismo à Bienal, no MAM/SP

São Paulo SP – Exposição Núcleo Bernardelli: arte brasileira nos anos 30 e 40, na Acervo Galeria de Arte

1983

Rio de Janeiro RJ – 6º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Auto-Retratos Brasileiros, na Galeria de Arte Banerj

1984

Rio de Janeiro RJ – Pintura Brasileira Atuante, no Espaço Petrobras

São Paulo SP – Coleção Gilberto Chateaubriand: retrato e auto-retrato da arte brasileira, no MAM/SP

São Paulo SP – Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal

1985

Porto Alegre RS – Iberê Camargo: trajetória e encontros, no Margs

Rio de Janeiro RJ – Encontros, na Petite Galerie

Rio de Janeiro RJ – Seis Décadas de Arte Moderna: Coleção Roberto Marinho, no Paço Imperial

São Paulo SP – 100 Obras Itaú, no Masp

1986

Brasília DF – Iberê Camargo: trajetória e encontros, no Teatro Nacional Cláudio Santoro

Rio de Janeiro RJ – Iberê Camargo: trajetória e encontros, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – JK e os Anos 50: uma visão da cultura e do cotidiano, na Galeria Investiarte

Rio de Janeiro RJ – Tempos de Guerra: Hotel Internacional, na Galeria de Arte Banerj

Rio de Janeiro RJ – Tempos de Guerra: Pensão Mauá, na Galeria de Arte Banerj

São Paulo SP – Iberê Camargo: trajetória e encontros, no Masp

1987

Paris (França) – Modernidade: arte brasileira do século XX, no Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris

Rio de Janeiro RJ – Ao Colecionador: homenagem a Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Rio de Janeiro, Fevereiro, Março: do modernismo à geração 80, na Galeria de Arte Banerj

São Paulo SP – As Bienais no Acervo do MAC: 1951 a 1985, no MAC/USP

São Paulo SP – O Ofício da Arte: pintura, no Sesc

1988

Rio de Janeiro RJ – 2ª Abstração Geométrica, na Funarte. Centro de Artes

São Paulo SP – MAC 25 anos: destaques da coleção inicial, no MAC/USP

São Paulo SP – Modernidade: arte brasileira do século XX, no MAM/SP

Cronologia

1931

Participa da fundação do Núcleo Bernardelli, coordenado por Edson Motta (1910 – 1981), ao lado de Bustamante Sá (1907 – 1988), Ado Malagoli (1906 – 1994), Rescála (1910 – 1986), José Pancetti (1902 – 1958), Joaquim Tenreiro (1906 – 1992), entre outros

1938/1945

Fixa residência no Rio de Janeiro

1945/1947

Divide ateliê com a pintora Djanira (1914 – 1979) no Bairro de Santa Teresa

1949/1952

Fixa residência em São Paulo

1952/1954

Viaja com Maria Leontina para o Norte do Brasil e partem em seguida para a Europa. Na Itália entram em contato com Giorgio Morandi e Alberto Magnelli

1954

Faz ilustrações para a Editora Saraiva

1954/1961

Muda-se para o Rio de Janeiro

1955

Prêmio Unesco de Reprodução, pela New York Graphic Society

1956

Realiza capa e seis ilustrações para o livro Quinze Poemas, de Lélia Coelho Frota, publicado pela Editora Pongetti

1957

Ilustra a capa do livro Fala, Amendoeira, de Carlos Drummond de Andrade (1902 – 1987), publicado pela Livraria José Olympio Editora

Realiza painel para a agência KLM em parceria com o escultor Franz Weissmann (1911 – 2005), por encomenda do arquiteto Henrique Mindlin

1961/1973

Muda-se para São Paulo

1963

Realiza painéis para navios de turismo da Companhia Nacional de Navegação Costeira

1966

Faz cinco ilustrações para o livro Episódio do Soneto, de Afrânio Zuccolotto, publicado pela Editora Obelisco

1967

Apresenta uma série de gravuras coloridas em metal, com o tema Vênus, em álbum editado em São Paulo por Júlio Pacello, com o poema Corporal, de Carlos Drummond de Andrade

1973/1988

Novamente muda-se para o Rio de Janeiro

1977

Lança o álbum Vênus Revisitada, contendo vinte serigrafias coloridas, editado pela Lithos Edições Ltda.

1980

É publicado livro Milton Dacosta, pela editora Kosmos

1986

Ilustra o livro Era Uma Vez Uma Menina, de Walmir Ayala, editado pela Berlendis & Vertecchia

1999

É publicado o livro Dacosta, com texto de Paulo Venâncio Filho, pela Cosac & Naify

Livros

Milton Dacosta - Pintor Essencia

MILTON DACOSTA – PINTOR ESSENCIAL
Formato: Livro
Autor: KRASILCHIC, BRENO
Editora: ARAUCO EDITORA
Assunto: ARTES – PINTURA

 

Dacosta

DACOSTA
Formato: Livro
Autor: VENANCIO FILHO, PAULO
Editora: COSAC NAIFY
Assunto: ARTES

 

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