Lina Bo Bardi

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“O Brasil é meu país duas vezes!” Lina Bo Bardi

 Achillina Bo ou Lina Bo Bardi como é conhecida, foi uma arquiteta modernista ítalo-brasileira. Foi casada com o crítico de arte Pietro Maria Bardi e sua obra mais conhecida é o projeto da sede do Museu de Arte de São Paulo (MASP).

Arquiteta brasileira de origem italiana (1914-1992). É responsável por inovações estéticas importantes na arquitetura nacional, entre elas o desenho arrojado, o uso de novos revestimentos, como concreto ou tijolo aparentes, e a exposição de fiações e conexões.

Lina Bo Bardi na Isla de Giglio, 1945

Lina Bo Bardi na Isla de Giglio, 1945

Nasceu na Itália esta ilustre brasileira. Fugindo do horror do pós-Guerra, encontrou no Brasil sua “pátria de escolha”. Em seus ousados projetos arquitetônicos, aliou os conhecimentos que trouxe do Velho Mundo à riqueza da nossa cultura popular. Espalhou suas obras em diversos cantos, dedicando a mesma paixão a museus grandiosos e capelinhas miseráveis.

Em uma de suas citações:

“ Tenho horror de projetar casa para madame, que infrige como será a piscina, as cortinas. Só projeto casas para pessoas que tenho relação afetiva.”

A frase mostra o estilo pessoal de Lina. Uma mulher independente, com horror à burguesia, à futilidade e ao luxo. Seus projetos refletem essa marcante característica, como a casa cirell e o sesc pompéia. Completamente antifeminista, afirmava “Como ser feminista? As feministas tem voz de galinha e falta de conteúdo”

Lina Bo Bardi - Biografia

Achillina Bo nasce em Roma em 5 de dezembro de 1914. Forma-se na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Roma e já tendo iniciado sua vida profissional, muda-se para Milão, onde começa a trabalhar no escritório do arquiteto Giò Ponti, diretor da Triennale di Milano e da Revista “Domus”.

Lina na Casa de Vidro, 1952

Lina na Casa de Vidro, 1952

Durante a II Guerra Mundial, já em seu escritório próprio, a escassez de trabalho leva Lina a atuar como ilustradora e colaboradora de jornais e revistas como “Stile”, “Tempo”, “Grazia”, “Vetrina” e “l’Illustrazione Italiana”, além de editar a coleção “Quaderni di Domus”.

No dia 13 de agosto de 1943 um grande bombardeio é lançado sobre Milão e destrói o escritório de Lina. Ela então entra para o Partido Comunista clandestino e o apartamento de sua família torna-se um ponto de encontro de artistas e intelectuais italianos.

Com o fim da guerra, Lina viaja pela Itália para fazer uma reportagem sobre as áreas atingidas pelo conflito. Em Roma, funda a revista semanal “A – Cultura della Vita”, com Bruno Zevi, e participa do Congresso Nacional pela Reconstrução.

Em 1946, Lina casa-se com Pietro Maria Bardi, cujo sobrenome adota. Em seguida, o casal viaja para o Brasil. Em recepções, no Rio de Janeiro, conhecem personalidades como Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Rocha Miranda, Burle Marx e Assis Chateaubriand de quem Pietro recebe o convite para fundar e dirigir um museu de arte no país. Um projeto arquitetônico de Lina abrigará meses mais tarde o MASP, o museu mais importante da América Latina.

Carnaval do IAB, 1948

Carnaval do IAB, 1948

A arquiteta naturaliza-se brasileira em 1951, oficializando a paixão pelo país que a acolhera anos antes. A esse respeito, declara: “Quando a gente nasce, não escolhe nada, nasce por acaso. Eu não nasci aqui, escolhi esse lugar para viver. Por isso, o Brasil é meu país duas vezes, é minha ‘Pátria de Escolha’, e eu me sinto cidadã de todas as cidades“.

Também em 1951 foi concluída a construção da Casa de Vidro. Erguida em um terreno de 7000 metros quadrados, foi a primeira residência do bairro do Morumbi e, aos poucos, foi sendo cercada por mata brasileira. Hoje é uma reserva tombada com espécies vegetais raras, uma amostra do que foi a antiga mata atlântica brasileira.

Até a década de 90, Lina manteve intensa atividade em todas as áreas da cultura, tendo participado de inúmeros projetos em teatro, arquitetura, cinema e artes plásticas no Brasil e no exterior. Além de seu trabalho como arquiteta, merece destaque sua talentosa atuação como designer de móveis, objetos e jóias, artista plástica, cenógrafa, curadora e organizadora de diversas exposições e seu olhar sempre sensível à arte popular brasileira.

Lina Bo Bardi no Masp, 1964

Lina Bo Bardi no Masp, 1964

Lina morre na Casa de Vidro em dia 20 de março de 1992, realizando o sonho declarado muitas vezes de trabalhar até o fim: deixa em andamento os majestosos projetos para a Nova Sede da Prefeitura de São Paulo e para o Centro de Convivência Vera Cruz.

Curiosidades

Livro Lina por escrito – Textos Escolhidos de Lina Bo Bardi

Primeira publicação dedicada aos textos de Lina Bo Bardi, este livro revela a extraordinária capacidade que a arquiteta ítalo-brasileira tinha de transformar seu universo criativo em palavras. Publicados originalmente em revistas como as italianas Lo Stile, Grazia, Domus e A – Cultura della Vita, e em periódicos brasileiros como Habitat e Diário de Notícias de Salvador, os 33 artigos aqui reunidos repassam e propõem novos conceitos para temas como habitação, mobiliário, arte popular, museologia, restauro, educação e políticas culturais. Os textos são ilustrados por desenhos originais, fotografias e obras gráficas da própria arquiteta, incluindo alguns layouts empregados na publicação de seus textos.

Lina e Gilberto Gil, 1986

Lina e Gilberto Gil, 1986

Com este volume o leitor poderá percorrer momentos da história de nossa cultura moderna através do olhar denso de uma mulher que dedicou a maior parte de sua vida à construção da arquitetura, mas acima de tudo à construção de uma opinião pública crítica e atenta às questões da convivência urbana. Autora de obras emblemáticas em nossa história arquitetônica, como o MASP, o Sesc Pompeia, o Museu de Arte Moderna da Bahia ou a Ladeira da Misericórdia em Salvador, Lina Bo Bardi foi uma verdadeira agitadora cultural, além de uma pensadora, procurando sempre tornar pública sua posição ante os grandes temas da cultura urbana moderna.

Livro – “A arte de Lina Bo Bardi “

A obra de Lina Bo Bardi se apresenta neste livro mediante grande quantidade de desenhos, imagens, escritos e projetos inéditos que permitem entender a potência e a atualidade da obra de Lina enquanto confrontação crítica com uma realidade estabelecida.

Arquiteta Lina Bo Bardi, fotografada em sua casa, em SP, em 1991

Arquiteta Lina Bo Bardi, fotografada em sua casa, em SP, em 1991

Ao longo das 400 páginas do livro, a autora faz também técnicas dos projetos e comparações, como ocorre entre a Casa de Vidro e a Casa do Chame-Chame. “Nessas casas, já encontraremos todos os temas essenciais desenvolvidos por sua arquitetura. Elas permitem que compreendamos, nos pequenos objetos e detalhes, como estão sendo abordados os temas e preocupações presentes em suas obras de maior envergadura. Em Lina, não há diferença entre grande e pequeno, ao contrário, o que pretendo fazer ver é que justamente nos aspectos marginais, fronteiriços, esquecidos e “mudos” é que reside a potência de sua arquitetura”, comenta a autora.

A obra apresenta 700 imagens entre fotos e desenhos e foi concebida com o apoio do Instituto Lina Bo Bardi.
Autor(es): Olivia de Oliveira

Foto Lina Bo Bardi

Foto Lina Bo Bardi

Principais obras

No campo da arquitetura, entre suas obras de destaque se encontram:
Instituto Pietro Maria Bardi, São Paulo, 1951 – originalmente a residência do casal, o edifício é conhecido como a Casa de Vidro.
Museu de Arte de São Paulo, São Paulo, 1958 – considerada sua obra prima.
Projetou a Casa da Cultura, Recife 1963 – Não acompanhou as atividades da reforma do prédio, que abrigava a antiga detenção da cidade.
Igreja do Espírito Santo do Cerrado, Minas Gerais, 1976 -
Museu de Arte Moderna da Bahia
Teatro Oficina, São Paulo, 1990.
SESC Pompéia – Fábrica , São Paulo, 1990.
Reforma do Palácio das Indústrias, São Paulo 1992 – inconclusa.
Reforma do Teatro Polytheama, Jundiaí, 1986 – concluído em 1996.

Detalhes de algumas das principais obras de Lina Bo Bardi:

MUSEU DE ARTE MODERNA – BAHIA (1963)

Lina Bo Bardi - Museu de Arte Moderna Bahia

Lina Bo Bardi – Museu de Arte Moderna Bahia

A sede definitiva do museu, inaugurada em 3 de novembro de 1963 no conjunto do Solar do Unhão, é reformada pela própria arquiteta. Com vista para a Baía de Todos os Santos, portas e janelas pintadas de vermelho, Lina Bo Bardi altera o espaço interno do solar do século XVI, demolindo o segundo piso e criando um espaço vazio. Nele implanta uma escada de madeira de grandes dimensões, sem pregos e com encaixes que, segundo ela, reproduzem aqueles usados nos carros-de-boi. A inspiração direta na cultura popular parece antecipar a idéia de criação de um museu-escola de arte popular, que deveria funcionar no mesmo espaço do museu de arte moderna. Tal idéia tematiza a importância da colaboração estreita entre arte industrial e artesanato. Nota-se aí a inspiração direta na Bauhaus, à qual se combina o interesse precoce da arquiteta pela arte popular brasileira.

SESC POMPÉIA – SP (1977)

Lina Bo Bardi - Sesc Pompéia SP

Lina Bo Bardi – Sesc Pompéia SP

Pensei: isso tudo deve continuar assim, com toda esta alegria”. Lina Bo Bardi – Projeto Sesc Pompéia – SP

A velha fábrica, construída a partir de tecnologia importada e sofisticada para a época, haveria de ser reinventada. O projeto do SESC Pompéia propõe a manutenção do espaço livre dos galpões, mas sugere também catalisadores daquelas atividades e também um olhar crítico para a antiga estrutura: as funções seriam reprojetadas e o projeto de tecnologia fabril seria deglutido por um projeto moderno. Em todo caso, os usos populares captados por Lina seriam mantidos e permeados por espelhos d’água, lanchonetes, bibliotecas, obras de arte.
Alguns processos construtivos artesanais são pesquisados e incorporados na reforma da fábrica: os coletores de águas pluviais da rua interna usam material de técnica simples, pouco usual para estética moderna; os mosaicos dos banheiros remetem a construções e artes populares. As peculiaridades americanas, brasileiras, são substâncias para um projeto que se vale do concreto aparente, soluções de circulação vertical e horizontal (além da própria inserção urbana) que derivam de um pensamento claramente moderno. O espelho d’água com seixos rolados permeia o espaço livre do galpão da fábrica.
O projeto do SESC Pompéia concretiza a rua interna da fábrica transformando-a num palco para manifestações espontâneas ou para apresentação agendada. A rua, em declive, perpassa o programa cultural e de serviço, e conduz o visitante para uma área mais reservada, que abriga sobretudo o balneário e o programa de esportes. No interior do lote há um encontro de “vias” de pedestres: a rua principal com a rua construída sobre o Córrego das Águas Pretas. Com essas situações Lina trás o ambiente urbano para dentro do edifício. A rua interna do SESC prolonga o espaço da cidade para o terreno.

CASA DE VIDRO

Lina Bo Bardi - Casa de Vidro

Lina Bo Bardi – Casa de Vidro

Em 1951 foi concluída a construção da Casa de Vidro. Erguida em um terreno de 7000 metros quadrados, foi a primeira residência do bairro do Morumbi e, aos poucos, foi sendo cercada por mata brasileira. Hoje é uma reserva tombada com espécies vegetais raras, uma amostra do que foi a antiga mata atlântica brasileira.Até a década de 90, Lina manteve intensa atividade em todas as áreas da cultura, tendo participado de inúmeros projetos em teatro, arquitetura, cinema e artes plásticas no Brasil e no exterior. Além de seu trabalho como arquiteta, merece destaque sua talentosa atuação como designer de móveis, objetos e jóias, artista plástica, cenógrafa, curadora e organizadora de diversas exposições e seu olhar sempre sensível à arte popular brasileira.Lina morre na Casa de Vidro em dia 20 de março de 1992, realizando o sonho declarado muitas vezes de trabalhar até o fim: deixa em andamento os majestosos projetos para a Nova Sede da Prefeitura de São Paulo e para o Centro de Convivência Vera Cruz.

 MASP

Lina Bo Bardi - MASP

Lina Bo Bardi – MASP

Lina Bo Bardi, projetou em 1957 as primeiras instalações do MASP, na rua Sete de Abril e coube também à arquiteta o projeto da sede definitiva: os primeiros esboços de 1958 para o terreno na avenida Paulista, no belvedere do antigo Trianon, serão bastante alterados até se chegar àquela que seria a solução definitivamente construída e inaugurada em 1968.
Um projeto, desde sempre, polêmico; uma solução arrojada mas necessária; um edifício que são dois – um corpo elevado, outro enterrado; um muito visível – volume puro suspenso, isolado e transparente –, outro semi-escondido, acomodando-se gentilmente ao forte declive do terreno, quase querendo dissimular sua presença com a vegetação aquática de seus espelhos d’água. Complementando o prédio singular, a solução proposta por Lina para a exibição da coleção permanente, no segundo pavimento do bloco suspenso, foi radicalmente simples e altamente inovadora, combinando a tradição italiana de suportes muito bem desenhados com a transparência do vidro.

Um museu atrai multidões, que devem ser adequadamente tratadas, industrialmente organizadas: comprar bilhete, entrar, arrastar-se em filas defronte às obras – sem demorar-se demais pois atrapalharia o tráfego – e assim, usufruir do grande jogo e do próspero negócio da cultura. Na obra de Lina, é perceptível a organização dos espaços, bem como o direcionamento dos ambientes, que apresentam-se claros e subentendidos.

Para a Arquiteta, os detalhes fazem toda a diferença, em suas obras, deseja que as pessoas sejam bem- vindas para fazerem o que quiserem e, mesmo, não fazerem nada. Como embaixo do vão livre do MASP um gesto de liberdade do direito à preguiça, do espaço do ser e estar, apenas. Baseando-se nesta frase, pode-se entender que um espaço não precisa ter necessariamente uma função ou ação, basta apenas que ele exista para então o público usufrui da maneira que lhe convém.

O MASP vem sofrendo, desde há alguns anos, mudanças e alterações. Várias delas com muita certeza são necessárias: reparos nas impermeabilizações, na estrutura, as mil-e-uma manutenções que qualquer edifício complexo precisa promover cotidianamente.

IGREJA DIVINO ESPÍRITO SANTO DO CERRADO

Lina Bo Bardi - Igreja Divino Espírito Santo do Cerrado

Lina Bo Bardi – Igreja Divino Espírito Santo do Cerrado

A Igreja Divino Espírito Santo do Cerrado é o único patrimônio da cidade tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico e única edificação projetada em Minas pela arquiteta Lina Bo Bardi. Não ficou imune à ação do homem e do tempo e por isso em abril do ano passado foi interditada a pedido da Promotoria de Justiça de Uberlândia, pois oferecia risco de desabamento. Após seis meses de reforma e inspeção técnica foi reaberta ao público.

INSTITUTO LINA BO e P. M. BARDI

Lina Bo Bardi - Farmácia - Aquarela sobre papel - 32,5 x 50 cm

Lina Bo Bardi – Farmácia – Aquarela sobre papel – 32,5 x 50 cm

O Instituto Lina Bo e P.M. Bardi foi fundado em 1990 para divulgar e promover a cultura e as artes brasileiras no Brasil e no exterior. Através da difusão cultural, o Instituto oferece ao público acesso a aspectos relevantes e poucos conhecidos do pensamento e da produção artística e cultural do país.

Lina Bo Bardi - Circo - Aquarela sobre papel

Lina Bo Bardi – Circo – Aquarela sobre papel

O Instituto, por meio de exposições, publicações, vídeos, palestras, conferências e mesas redondas, é uma realidade indiscutível no panorama cultural nacional, como era o desejo de dois dos maiores incentivadores das artes no Brasil.

Doada em 1995 pelo Professor Bardi para abrigar a Sede do Instituto, a Casa de Vidro foi tombada pelo CONDEPHAAT como patrimônio histórico em 1987. Projetada em 1950 por Lina Bo Bardi para ser a residência do casal, a Casa abriga hoje parte da coleção de arte particular adquirida ao longo dos anos por Lina Bo e Pietro Maria Bardi.

Cronologia

Arquiteta, designer, cenógrafa, editora, ilustradora

s.d.

Estuda desenho no Liceu Artístico

É designer de móveis, de objetos e de jóias

É artista plástica, curadora e organizadora de exposições

Muda-se para Milão, Itália e começa a trabalhar no escritório do arquiteto Giò Ponti (1891 – 1979), diretor da Triennale di Milano e da revista Domus, da qual torna-se diretora

1939/1945

Atua como ilustradora e colaboradora de jornais e revistas como Stile, Tempo,Grazia, Vetrina e l’Illustrazione Italiana; edita a coleção Quaderni di Domus

1940

Forma-se na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Roma

1943

Entra para o Partido Comunista

1945

Funda a revista semanal A – Cultura della Vita, com o arquiteto Bruno Zevi (1918 – 2000)

1946

Em 1946, após o fim da guerra, casa-se com o crítico e historiador da arte Pietro Maria Bardi, com quem viaja para o Brasil. Fixa residência em São Paulo

1947

Projeta a cadeira dobrável de madeira e couro para o auditório do Masp, considerada “a primeira cadeira moderna do Brasil”

1948

Funda com o arquiteto italiano Giancarlo Palanti (1906) o Studio d’Arte Palma, voltado à produção manufatureira de móveis de madeira compensada e materiais “brasileiros populares”, como a chita e o couro

1950

Funda a revista Habitat

1951

Conclusão da Casa de Vidro

1957/1968

Realiza o projeto do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – Masp

1958

Convidada pelo governador Juracy Magalhães (1905 – 2001) para dirigir o Museu de Arte Moderna da Bahia – MAM/BA, Salvador

1959

Realiza o projeto de restauração do Solar do Unhão, em Salvador, conjunto arquitetônico do século XVI tombado pelo Patrimônio Histórico

1963

Projeta a Casa da Cultura no Recife

1967

Projeta a “cadeira de beira de estrada”

1969

Realiza o projeto museográfico da exposição A mão do povo brasileiro

1976

Realiza o projeto da Igreja do Espírito Santo do Cerrado, em Uberlândia, Minas Gerais

1977

Realiza o projeto do Sesc Fábrica Pompéia, em São Paulo

1984/1989

Realiza o projeto do Teatro Oficina, em São Paulo, com o arquiteto Edson Jorge Elito (1948)

1985

Realiza a cenografia e o figurino da peça teatral Ubu, Folias Physicas, Pataphysicas e Musicaes, dirigida por Cacá Rosset, no Teatro Municipal João Caetano, São Paulo

1987

Realiza o projeto da Casa do Benin no Pelourinho e a recuperação das encostas da Ladeira da Misericórdia, em conjunto com os arquitetos Marcelo Carvalho Ferraz (1955) e Marcelo Suzuki, ambas em Salvador

1992

Realiza os projetos do Centro de Convivência Vera Cruz e da reforma do Palácio das Indústrias (Nova Sede da Prefeitura de São Paulo), mas morre antes das obras serem concluídas.

 

Livros

LINA BO BARDI - SUTIS SUBSTANCIAS DA ARQUITETURA

LINA BO BARDI – SUTIS SUBSTANCIAS DA ARQUITETURA
Formato: Livro
Autor: OLIVEIRA, OLIVIA DE
Editora: ROMANO GUERRA
Assunto: ARQUITETURA

 

2G LINA BO BARDI

2G LINA BO BARDI
Formato: Livro
Autor: GUSTAVO GILI
Editora: GUSTAVO GILI
Assunto: ARQUITETURA

 

LINA BO BARDI - PAISAGISMO E ARQUITETURA

LINA BO BARDI
Formato: Livro
Organizador: FERRAZ, MARCELO CARVALHO
Editora: IMESP
Assunto: ARQUITETURA – PAISAGISMO

 

LINA POR ESCRITO

LINA POR ESCRITO - TEXTOS ESCOLHIDOS DE LINA BO BARDI
Formato: Livro
Coleção: FACE NORTE
Organizador: RUBINO, SILVANA
Organizador: GRINOVER, MARINA
Editora: COSAC NAIFY
Assunto: ARQUITETURA

 

Videos


Vídeo documentário sobre a vida e a trajetória de Lina Bo Bardi no Brasil – editado paralelamente à exposição Lina Bo Bardi no MASP- com depoimentos de Pierre Verger, Darcy Ribeiro, Caetano Veloso, José Celso Martinez Corrêa, entre outros, e a participação especial de Maria Bethânia. Vamos saber um pouco mais sobre esta mulher admirável, sempre citada com extrema admiração por Dona Maria.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

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Sobre o autor

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