Inimá de Paula

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“A paisagem é sempre maior e mais forte que o homem nas minhas telas.” Inimá de Paula

Inimá José de Paula foi um pintor, desenhista e professor brasileiro. Artista autodidata, Inimá de Paula criou uma linguagem própria inconfundível. Seus trabalhos possuem características definidas e pessoais, com pinceladas ricas em tonalidades e sensibilidade.

Inimá foi um artesão das cores, e é considerado por muitos o maior fauvista brasileiro, o maior de todos os artistas contemporâneos mineiros, sendo reverenciado em sua terra natal.

Inimá de  Paula - Foto artista

Inimá de Paula – Foto artista

Sua pintura tem características pessoais e bem definidas, e é altamente bem elaborada e estruturada; suas pinceladas são fartas e generosas.

As obras de Inimá podem ser encontradas nos mais importantes museus brasileiros, em acervos de fundações públicas e privadas e em coleções particulares de renomados colecionadores. Seu nome é citado em diversos dicionários de artes plásticas e livros de arte. Recebeu ainda, inúmeras homenagens, títulos e medalhas.

Inimá de Paula - Biografia

Inimá de Paula nasceu no dia 7 de Dezembro de 1918 em Itanhomi.
Desde criança, Inimá gostava de desenhar e quando foi prestar serviço militar em
Juiz de Fora/MG, em 1937, encontrou, no Núcleo Antônio Parreiras, a
oportunidade de realizar suas primeiras pinturas e estudos.

Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1940 e já alimentava o sonho de ser pintor enquanto trabalhava como retocador de fotografias. matricula-se nas aulas de Argemiro Cunha no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, as quais abandona em pouco tempo. Passa a pintar com alguns dos ex-integrantes do Núcleo Bernardelli.

Inimá de  Paula - Foto artista

Inimá de Paula – Foto artista

Uma oportunidade de trabalho o levou a Fortaleza em 1944. Lá, uniu-se aos jovens artistas e participou ativamente do movimento modernista local. Juntamente com Antônio Bandeira, Aldemir Martins e Jean-Pierre Chabloz fundou a Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP), que foi responsável pelo desenvolvimento da arte moderna no Ceará.

De volta ao Rio no ano seguinte, passou a concorrer regularmente no Salão Nacional de Belas Artes, o mais disputado e importante salão de arte da época, e em breves sete anos conquistou todas as premiações. Ainda em 1945 expõe com Aldemir Martins, Antonio Bandeira e Jean-Pierre Chabloz, na galeria Askanasy.

Em 1948, graças ao apoio de Candido Portinari, faz sua primeira mostra individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB/RJ).Em 1950, ganha o prêmio de viagem ao país do Salão Nacional de Belas Artes (SNBA) e, no ano seguinte, viaja e expõe na Bahia.

Em 1952, venceu o disputado Prêmio de Viagem ao Estrangeiro. Em Paris, entre 1954 e 1956, assiste a cursos na Académie de la Grande Chaumière e na École Normale Supérieure des Beaux-Arts. Em seguida, acompanha as aulas de André Lhote e de Gino Severini.

Quando volta, passa a fazer pinturas abstratas, algumas das quais mostra na 5ª Bienal de São Paulo. Na primeira metade dos anos 1960, muda-se para Belo Horizonte e retoma a pintura figurativa.

Inimá de  Paula - Foto artista

Inimá de Paula – Foto artista

Em 1998 é criada a Fundação Inimá de Paula em Belo Horizonte, para cuidar de todos os assuntos concernentes à sua obra e à catalogação integral da mesma, sendo iniciativa pioneira no país, rivalizando apenas com a também impressionante iniciativa que é o Instituto Manabu Mabe. O próprio Inimá autenticou pessoalmente muitas e muitas obras.
A Fundação Inimá de Paula, em parceria com o Governo do Estado de Minas Gerais, inaugurou em abril de 2008 o Museu Inimá de Paula, em antigo prédio da capital mineira. O Museu está aberto ao público e, além do seu acervo, os amantes da arte podem ver as várias exposições de artistas brasileiros que ali mostram suas obras.

Inimá pintou até o seu último ano de vida, falecendo no dia 13 de agosto de 1999 em Belo
Horizonte.

 Curiosidades

Depoimentos

“Adoro pintar gente e paisagens. Quando não posso pintar ao natural, ao ar livre, por qualquer motivo, tiro fotografias e vou para o cavalete. Claro, a obra final nada tem a ver com a fotografia em si, porque foi alterada. Às vezes coloco gente nas minhas paisagens e sempre por problemas de composição e quando elas são absolutamente indispensáveis. Mas, de qualquer maneira, a paisagem é sempre maior e mais forte que o homem nas minhas telas”.
Inimá de Paula ao Jornal da Tarde, 1982

“Por tudo isso foi bom ter conhecido Inimá, uma criatura tensa, interiorizada, discreta, reflexiva e que transformou todo um tumulto invisível, numa obra das mais coerentes, das mais coesas e importantes da pintura brasileira contemporânea ”
Walmir Ayala sobre Inimá de Paula

Inimá de  Paula - Paisagem Urbana, Santa Tereza - 46 x 69 cm

Inimá de Paula – Paisagem Urbana, Santa Tereza – 46 x 69 cm

Críticas

“(…) Inimá tem permanecido expressionista, ao longo de sua carreira artística, com a única exceção de uma fase abstrata, resultante de sua permanência em Paris. (…) No primeiro período de sua permanência no Rio, Inimá pintou paisagens urbanas da Guanabara, sobretudo as casas centenárias da Cidade Nova e de Santa Teresa. (…) Esses quadros, seguidos de alguns retratos, são os trabalhos mais representativos dessa época expressionista do pintor. No período parisiense, (…) preocupa-se então, sobretudo, com o esquema do espaço e a representação geometrizada da natureza, de acordo com as idéias do seu mestre. (…). Vindo da Europa, Inimá regressou a Minas, tendo-se fixado entre Belo Horizonte e Ouro Preto. Voltou à figuração numa época em que já se evidenciava na Europa a crise da abstração. (…). A tendência expressionista logo avultaria nos primeiros tempos dessa nova volta à figuração, marcada pouco depois por uma surpreendente revalorização do objeto. As paisagens mineiras de Inimá, sobretudo as de Ouro Preto, divergem dos quadros de Guignard. (…) Mas, se as soluções de Guignard são quase sempre pictóricas, as de Inimá têm em vista outros desígnios, inclusive de ordem espacial ou arquitetônica, embora também o artista se preocupe em impor uma subjetividade à composição, obedecendo, nesse particular, a uma característica dos pintores expressionistas. Finalmente, em sua segunda fase, a carioca, (…) a arte de Inimá se enriquece e suas paisagens são mais variadas (…)”
Antônio Bento

“Com exceção do longo período de trabalho no abstracionismo, durante a maior parte da década de 1950 e início da seguinte, o mineiro Inimá de Paula vem conservando tendência natural no sentido de uma mescla de fovismo e expressionismo, através da qual envolve seus temas prediletos: a paisagem e o retrato. Como anotou Antônio Bento, é possível que essa propensão de base tenha se desenvolvido mais intensamente a partir dos anos passados no Ceará, ainda quando ele iniciava a carreira de pintor depois de breve aprendizado em Juiz de Fora e no Rio. A paisagem nordestina e a inserção do ser humano nela teriam-lhe oferecido contrastes e violências que se iriam refletir nos aspectos cenograficamente dramatizados dos retratos, na luminosidade das paisagens mineiras e cariocas de várias fases ou nos interiores matisseanamente intensos e líricos de outros momentos. Até mesmo os anos de linguagem não figurativa – de início dominados, sob o estímulo de estudos com André Lhote, em Paris, pela busca de disciplina construtiva, e mais tarde transferidos para a área do tachismo – terminaram servindo de dínamo para adensar toda a prévia estrutura fauve-expressionista que o define. Mais recentemente, esse fundamento desembocou em pinturas onde a paisagem se submete a amplas e graves pinceladas de cores ferventes, com predomínio dos verdes, vermelhos, azuis e brancos, sem que no entanto os seus limites de origem cubista se tenham disfarçado por completo, embora tendentes cada vez mais a uma dispersão no esforço gestual. (…)”
Roberto Pontual

Inimá de  Paula - Marcados de Luz - 125 x 73 cm

Inimá de Paula – Marcados de Luz – 125 x 73 cm

“Não se pode falar propriamente de fases na pintura de Inimá de Paula. Ou, pelo menos, elas não estão bem delimitadas temática e formalmente. No máximo, pode-se circunscrever sua produção aos seus deslocamentos geográficos, mesmo assim precariamente, porque, acima deles, está o próprio estado de espírito do artista. Não há um desenvolvimento seqüencial ou linear de temas e colorido em sua obra. A cor, por vezes, irrompe furiosa em meio a longos períodos de predominância dos brancos e cinzas, e isto independe do lugar onde ele esteja. Da mesma maneira, em sua fase abstrata, ele não deixou de pintar obras figurativas. (…)

Porém, a marca mais visível e ao mesmo tempo a mais profunda é o fovismo, que se afirma plenamente em sua derradeira fase, a de Minas Gerais. Por intermédio do fovismo e de sua aproximação com a pintura de Kaminagai, ele se vincula à Escola de Paris, mas sem perder suas raízes brasileiras. Quando Inimá diz que sempre foi expressionista, é preciso entender bem o sentido de sua afirmação. Pode ser uma referência a momentos mais dramáticos de sua pintura, como o período carioca de 1967/1968, ou ele está empregando o termo no seu sentido mais amplo, o que define o expressionismo como uma tendência permanente da história da arte, que ressurge de tempos em tempos, sempre que existe uma crise, seja ela estética, seja moral, política ou econômica. Ou seja, o expressionismo seria o pólo da crise, por oposição ao pólo da construção, do qual o cubismo é exemplo. Crise e construção ou emoção e rigor seriam, então, as duas vertentes fundamentais da história da arte, cada uma delas abrigando diferentes escolas, ismos, tendências. Dentro desta perspectiva mais ampla, o fovismo integra a vertente expressionista. Ou então, pode-se dizer que ele é uma das suas raízes, ao lado do Die Brücke e do Blau Reiter, nascidos na Alemanha, pátria por excelência do expressionismo.

(…) Tudo o que deseja Inimá, com sua pintura, é alcançar uma atmosfera vibrátil para a cor. Como ele diz: ‘Trabalhar o quadro sem magoá-lo, de forma espontânea, fluídica, uma pincelada, outra, mais outra, mas sem perder o sentido da forma, buscando sempre a ressonância e vibração da cor’. ”
Frederico Morais

Venho acompanhando há muitos anos a pintura de Inimá. Acompanhando com admiração, vendo este urso mineiro incendiar paisagens e naturezas mortas com um calor de uma tinta viva, como sangue vivo. Vendo a audácia de suas cores, a paixão de sua pincelada, a capacidade de manter-se coerente sem cair na monotonia, porque cada quadro seu é uma palpitação. Minas Gerais tem embriagado de paisagem seus artistas. A nova geração, é bem verdade, enveredou pôr um caminho analítico, e vem saudavelmente protestando contra a dilapidação desta paisagem montanhosa e mineral, que tem forjado uma espécie de raça rara, concentrada, ante a diluição de raízes internacionais de que se fez o desenho de nosso povo.

Inimá de  Paula - Paisagem - 81 x 100 cm

Inimá de Paula – Paisagem – 81 x 100 cm

Mineiro é uma coisa à parte. Como amazonense este valorizado pelo sangue nobre, massacrado, resistente e altivo do nosso indígena. Dentro da paisagística da pintura mineira, que tem como alta referência o lirismo do Guignard, este mineiro adotivo e devoto, a pintura de Inimá aparece com originalidade e forca, conferindo à pintura um movimento cromático que faz lembrar as conturbações da alma. Na linha do expressionismo, Inimá põe a música do sangue, como diria Lúcio Cardoso, na pauta de seu trabalho calidamente artesanal. Artesanal aqui na acepção de Gropius, criador da Bauhaus, que declarava desassombradamente que toda a arte é artesanal, conferindo dignidade manual a um processo altamente espiritual em sua transcendente finalidade. Mas a pintura de Inimá tem este gosto de mão, de gesto que se espraia e amolda (só em Iberê Camargo é encontrável este mesmo sensualismo tenso e criador). A experiência do abstracionismo em Inimá dá-lhe este domínio amplo do espaço, no qual os motivos brotam com espontaneidade, com certa surpresa, já que a generosidade da pincelada e da cor é o que interessa ao artista, prioritariamente.

Fala-se muito hoje, em jargão crítico, no que um artista tem ou não a dizer. O que tem a dizer um pintor como Inimá de Paula? Ouço maravilhado a qualidade de sua observação, a pureza natural de seu encontro com as formas, a liberdade com que as interpreta. Ouço o rio oleoso de seu espírito vibrante, quase sem voz material, brotando como coisa da terra, fundindo todos os minerais, preciosos e brutos, num amálgama de barro virgem a ser soprado. Sinto o mundo de antes e de sempre, em suas terras, colinas, cidades, árvores, frutas, como se ele fosse um cronista um tanto desconfiado de suas potencialidades, mas sempre vitorioso e feliz na arte final de seus registros. Ouço muito, para mim ele tem muito a dizer. E tem a dizer sobretudo ao olho que vê, que vê e penetra, penetra e fica, integra, curte. O olho acariciado pelo movimento da construção do espaço, pela vivacidade e virilidade da cor. Trata-se de um pintor puro e fundamental e através dessa linguagem ele diz o máximo que pode ser dito, e não se esgota em dizer e contar de sua experiência secreta e tímida de vida, como compete aos fatalizados pela equação da nova ordem.

Inimá de  Paula - Abstração Fauve - 92 x 73 cm

Inimá de Paula – Abstração Fauve – 92 x 73 cm

… A pincelada vigorosa e dramática enceta uma diretriz contrária a do tom etéreo de Guignard. Mas é com prazer que nos deixamos levar pôr aquelas paisagens vazias e humanizadas, como qualquer coisa que perdura no efêmero, e que o pintor soube captar e afivelar num plano não escamoteado de composição e cor. Nele a linguagem é mineral, sombria e rica. Sedimenta nos verdes variados aquela construção do rosa e azul antigo que é o retrato da ingenuidade de uma arquitetura de câmara. Capta os núcleos de casario e inventa sobre os frontispícios a leveza idílica da paz interiorana.

A mão do artista não se deteve e o horizonte se sensibilizou à sua paisagem. Porque a transpiração silenciosa e obstinada fertilizou a aridez original do suporte, e tudo foi paisagem, inflamada como o dia seguinte do sabor do fruto da árvore do bem e do mal. Nesse sentido Inimá não refaz o paraíso, nem constrói sobre a sua nostalgia. Ele edifica num gestualismo cortante e viril a natureza indomável, contínua, contraditória e inquietante, condizente com o estágio transitório do nosso encontro elementar com a natureza.
Walmir Ayala

Radicado em Belo Horizonte (onde sucede a Guignard como verdadeiro chefe de escola e toda uma legião de pintores mineiros), Inimá reaparece com forca e sentimento renovados, para alegria dos que, ensina o presente. Nele sempre viram um de nossos mais puros e autênticos pintores. Num desenho vigoroso, Inimá esquematiza suas formas. Às quais pespega um colorido violento e expressivo. Figura humana, natureza morta ou casario, tudo lhe sai com tal truculência, com tamanho vigor e crueza, que dir-se-ia ter Inimá finalmente encontrado de novo suas qualidades melhores, agora ainda temperadas pelo sentimento inefável de uma poética que o tempo cristalizou.

Alguns de seus quadros recordam os “fauves” tal a liberdade cromática que existem; todos trazem, porém a marca de uma personalidade inconfundível, que soube renovar-se e permanecer fiel a si mesma, ampliando e aprofundando uma fascinante experiência.
José Roberto Teixeira Leite, 1977

Entrevista cedida por Inimá de Paula ao Jornal Pampulha de 06/12/97

Por Paulo Navarro

Simplicidade e luxo

Inimá de  Paula - Paisagem

Inimá de Paula – Paisagem

Á maneira de Rubem Braga, Tom Jobim e Guimarães Rosa, gostaríamos de apresentar o trabalho do artista plástico Inimá de Paula comparando-o à glória de um pavão, ostentando o esplendor de suas cores, principalmente o azul, um luxo imperial.Todas aquelas cores não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d’água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de palheta e pincéis.
Este luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos.De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.
As cores de Inimá em sua imperial simplicidade nos cobre de glórias e nos faz magníficos.
Inimá de Paulam que completa 79 anos neste mês de dezembro, é mineiro e carioca, parisiense do Ceará, brasileiro do mundo. “O resto é o calado das pedras, das plantas bravas que crescem tão demorosas, e do céu e do chão, em seus lugares”.

Pampulha – O sobrenome de Paula não poderia ser mais português.E o Inimá?

Inimá de Paula - É este nome “de Paula” tem origens portuguesas e espanholas, já o Inimá é indígena.Meu pai morava numa região onde havia muito índio e ele era uma pessoa muito patriota, nacionalista, então colocou estes nomes indígenas da família toda.Meus irmãos se chamam Jurandir, Moacir, Iracema e eu, Inimá.

Pampulha – Nós estamos no seu ateliê/ apartamento, na Barroca, muito organizado, limpo.Me fale um pouco sobre ele.

IP - A parte de cima é uma “galeria”. Com alguns trabalhos dos amigos, colegas. Tem uma área onde ficam o som, televisão, a parte de diversão. Tem também a área do ateliê, a parte do trabalho com toda esta parafernália de objetos.É meu mundo.

Pampulha – E esta televisão ali atrás? Você não vê televisão enquanto pinta, né?

IP - Não, esta televisão é um instrumento para facilitar o meu trabalho. Faço a minha pintura, mas utilizo de arranjos audiovisuais que facilitam meu trabalho.

Pampulha –  E a Barroca? Você já pintou seu bairro?

IP -  Já, esta parte aqui de cima, explorei muito, todas estas ruas, até lá embaixo, a avenida Silva Lobo, pintei muito. Gosto muito da Barroca, não tem barulho, tem acesso fácil a tudo que preciso, menos ao material de pintura, aí eu vou ao centro pra comprar. Compro as tintas quando viajo.

Pampulha –  Há quantos anos você mora na Barroca?

IP -  Vinte e tantos anos.

Inimá de  Paula - Rua com Prédio Antigo - 45 x 61 cm

Inimá de Paula – Rua com Prédio Antigo – 45 x 61 cm

Pampulha – Você nasceu em Itanhomi.Outro nome indígena na sua vida?

IP - É, outro. Nasci e saí de lá nos braços de minha mãe, eu tinha sete meses e minha família já estava mudando para o Espírito Santo, onde moramos uns três anos.

Pampulha – E depois?

IP - Bom, com três anos minha família foi para Mutum, perto de Aimorés. Fui criado e estudei lá até os 17 anos. Emtão, perdi meus pais, não tinha nada pra fazer lá e fui embora para Juiz de Fora, onde servi o exército, “aquelas coisas de soldado”. Fiquei mais um ano em Juiz de Fora e depois desci para o Rio de Janeiro, com uma muda de roupa e um par de sapatos.

Pampulha – Foi no Rio que começou a pintar?

IP - Não, em Juiz de Fora eu já desenhava e pintava, mas tudo num caráter prático e de iniciação à arte, mais ou menos em 38,39. Em 1940 eu já estava no Rio.

Pampulha – Foi nesta época que conheceu Portinari?

IP - Não, Portinari foi depois. Quando morei no Rio, até 45 eu trabalhava com arte, mas de outro tipo, ligado à fotografia, uma coisa mais comercial, não tinha grande importância como fator artístico.Eu aproveitava o tempo livre para fazer uma pintura mais natural, conhecia bem o Rio e seus bairros. Pintava muito Rio Comprido, Santa Tereza, todos estes bairros populares do Rio eu conhecia.

Pampulha – Mineiro gosta muito de mar, você pintava paisagens marítimas?

IP - Pintava. Uma vez pintei uma marinha pequena. O jornal do Brasil deu uma nota, fiquei muito contente porque foi a primeira marinha que pintei. Uma marinha bonita, meio “pancetiana” e eu nem conhecia Pancetti. Depois nunca mais pintei marinha, só fazia paisagem urbana, gosto muito de paisagem urbana.

Pampulha – Por quê?

IP - Por que tem gente e eu estou vivendo dentro dela, estou vivendo esta grande cidade e seu grande movimento.

Inimá de  Paula - Pequeno Porto - 45 x 61 cm

Inimá de Paula – Pequeno Porto – 45 x 61 cm

Pampulha – Em 45 você foi para o Ceará, por quê?

IP - Por motivo de sobrevivência. Eu ganhava pouco vom aquele trabalho mais comercial e um amigo meu me falou: ‘Estou indo para o Ceará, vou levar um pessoal, você quer ir?’. Eu disse: “Quero”. E ele: “Quanto é que você quer ganhar?” E eu: “1500″. Mil e quinhentos era muito, ele ofereceu 1300. Pegamos um avião da força aérea. Saímos de manhã, à tarde estávamos no Ceará, onde fiquei um ano.

Pampulha – Como era a vida no Ceará?

IP - Bom, eu trabalhava e pintava nas horas vagas, domingos e feriados. Aproveitei para estudar também, comprei livros, me aprofundei em teoria da arte. Lá não tinha muita distração e distração é bom, mas até certo tempo, depois atrapalha o serviço da gente.A diversão melhor era pintar.

Museu Inimá de Paula

O Museu Inimá de Paula, inaugurado em 2008, reúne em Belo Horizonte um acervo permanente dedicado ao pintor que traça um panorama completo de sua vida e obra. São expostas cerca de 80 obras do artista, acompanhadas da remontagem de seu Ateliê, Sala de Autorretratos com iluminação especial e Galeria Virtual, onde o visitante a partir de uma tela touchscreen pode selecionar um banco de imagens que são projetadas em telões de 14 x 3 m.

Após o registro de quase duas mil obras em seis anos e da edição histórica de dois volumes de obras catalogadas, a diretoria da Fundação Inimá de Paula (1998) deu inicio à viabilização do museu que eterniza a grande obra e a história de vida desse grande pintor mineiro.

Um local digno do artista, onde suas obras, documentos, fotografias, livros, objetos pessoais e instrumentos de trabalho são guardados e exibidos, garantindo assim sua história e integridade.

 

Museu Inimá de Paula

Museu Inimá de Paula

 

Exposições Individuais

1948

Rio de Janeiro RJ – Individual, no Hotel Copacabana Palace

Rio de Janeiro RJ – Individual, no IAB/RJ

Rio de Janeiro RJ – Individual, no MEC

Salvador BA – Individual, na Galeria Oxumaré

1949

Rio de Janeiro RJ – Individual, no Galeria Montmartre

1954

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Montmartre

Rio de Janeiro RJ – Individual, no MEC

1959

Belo Horizonte MG – Individual, na Galeria Dantez

1961

Belo Horizonte MG – Individual, na Galeria Pinguim

1962

Rio de Janeiro RJ – Individual, Picolla Galeria do Instituto Italiano di Cultura

1965

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Biblioteca Nacional

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Barcinski

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria G4

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Macunaíma/Funarte

1966

Belo Horizonte MG – Individual, na Galeria Grupiara

Belo Horizonte MG – Individual, na Galeria Pinguim

1967

Belo Horizonte MG – Individual, na Galeria Guignard

Belo Horizonte MG – Individual, no Ibeu

Belo Horizonte MG – Individual, no MAP

1968

Belo Horizonte MG – Individual, na Galeria Guignard

1970

Rio de Janeiro RJ – Individual, no Hotel Copacabana Palace

1971

Belo Horizonte MG – Individual, no Colégio Santa Dorotéia

1974

Belo Horizonte MG – Individual, na Real Galeria de Arte

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Vernissage Galeria de Arte

1975

Brasília DF – Individual, na Performance Galeria de Arte

1976

Belo Horizonte MG – Individual, na Galeria Caminito Artes e Presentes

1977

Brasília DF – Individual, na Oscar Seraphico Galeria de Arte

Rio de Janeiro RJ – Individual, no Banco América do Sul S. A.

1978

Belo Horizonte MG – Individual, na Ami Galeria de Arte

Salvador BA – Individual, na Kattya Galeria de Arte

1981

Belo Horizonte MG – Inimá de Paula: 43 anos de pintura, na Ami Galeria de Arte

1982

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Realidade Galeria de Arte

São Paulo SP – Individual, na Galeria de Arte Portal

1983

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Bonino

1984

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Bonino

1985

Belo Horizonte MG – Retrospectiva, no MAP

Brasília DF – Individual, na Performance Galeria de Arte

São Paulo SP – Retrospectiva, no MAM/SP

1986

Rio de Janeiro RJ – Paisagens e Marinhas Brasileiras, na Villa Bernini Galeria

1988

Belo Horizonte MG – Individual, na Chromos Galeria de Arte

1989

Belo Horizonte MG – Inimá de Paula: obras recentes, no Espaço Cultural do Lloyds Bank

1993

Salvador BA – Inimá, na MCR Galeria de Arte

1996

Brasília DF – Individual, na Royal Art – Galeria de Arte

1997

Belo Horizonte MG – Retrospectiva, no Palácio das Artes

1998

Belo Horizonte MG – Individual, na Galeria Inimá

Belo Horizonte MG – Individual, na Fundação Inimá de Paula

Rio de Janeiro RJ – Retrospectiva, no Mnba

Exposições Coletivas

1945

Rio de Janeiro RJ – Grupo Cearense, na Galeria Askanazy

1946

Rio de Janeiro RJ – Os Pintores Vão à Escola do Povo, na Enba

Rio de Janeiro RJ – 52º Salão Nacional de Belas Artes, no Mnba

1947

Rio de Janeiro RJ – 53º Salão Nacional de Belas Artes – Divisão Moderna, no Mnba – menção honrosa

1948

Fortaleza CE – 4º Salão de Abril – 1º prêmio

Rio de Janeiro RJ – 54º Salão Nacional de Belas Artes, no Mnba – medalha de prata

1949

Rio de Janeiro RJ – 55º Salão Nacional de Belas Artes – Divisão Moderna, no Mnba – medalha de prata

Salvador BA – 1º Salão Baiano de Belas Artes, no Hotel Bahia

1950

Rio de Janeiro RJ – 56º Salão Nacional de Belas Artes, no Mnba – prêmio de viagem ao país

Salvador BA – 2º Salão Baiano de Belas Artes, no Belvedere da Sé – medalha de prata

1951

Fortaleza CE – 4º Salão Cearense de Belas Artes – medalha de ouro

Rio de Janeiro RJ – 57º Salão Nacional de Belas Artes, no Mnba

Rio de Janeiro RJ – Exposição de Naturezas Mortas, no Serviço de Alimentação e Previdência Social

São Paulo SP – 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon

1952

Feira de Santana BA – 1ª Exposição de Arte Moderna de Feira de Santana, no Banco Econômico

Rio de Janeiro RJ – 1º Salão Nacional de Arte Moderna – prêmio de viagem ao exterior

Rio de Janeiro RJ – Exposição de Artistas Brasileiros, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – 1º Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/RJ

1953

Belo Horizonte MG – Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte

1954

Belo Horizonte MG – Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte

Goiânia GO – Exposição do Congresso Nacional de Intelectuais

Rio de Janeiro RJ – Salão Preto e Branco, no Palácio da Cultura – prêmio de viagem ao exterior

Salvador BA – 4º Salão Baiano de Belas Artes, no Hotel Bahia – medalha de prata

1955

Rio de Janeiro RJ – 4º Salão Nacional de Arte Moderna – hors-concours

1956

Belo Horizonte MG – 11º Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte – prêmio/pintura

Rio de Janeiro RJ – 1º Salão Ferroviário, no Ministério da Educação e Cultura – 1º prêmio/pintura

1957

Buenos Aires (Argentina) – Arte Moderna no Brasil, no Museo de Arte Moderno de Buenos Aires

Lima (Peru) – Arte Moderna no Brasil, no Museo de Arte de Lima

Rosário (Argentina) – Arte Moderna no Brasil, no Museo Municipal de Bellas Artes Juan B. Castagnino

Santiago (Chile) – Arte Moderna no Brasil, no Museo de Arte Contemporáneo de Santiago

1958

Rio de Janeiro RJ – Oito Artistas Contemporâneos, na Galeria Macunaíma

Rio de Janeiro RJ – Salão de Arte A Mãe e a Criança

Rio de Janeiro RJ – Salão do Mar

1959

Leverkusen (Alemanha) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

Munique (Alemanha) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa, no Kunsthaus.

Nova York (Estados Unidos) – Inter-American Cultural and Artistic Competition, na Ceceille Art Gallery – 1º prêmio

São Paulo SP – 5ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho

Viena (Áustria) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

1960

Hamburgo (Alemanha) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

Lisboa (Portugal) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

Madri (Espanha) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

Paris (França) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

Utrecht (Holanda) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

Utrecht (Holanda) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

1961

Rio de Janeiro RJ – O Rio na Pintura Brasileira, na Biblioteca Estadual da Guanabara

1963

Belo Horizonte MG – Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte – 2º prêmio

Rio de Janeiro RJ – A Paisagem como Tema, Galeria Ibeu Copacabana

1966

Brasília DF – 3º Salão de Arte Moderna do Distrito Federal – artista convidado

Rio de Janeiro RJ – Auto-Retratos, no Ibeu Copacabana

1968

Florianópolis SC – 1ª Exposição Nacional de Artes Plásticas, no Masc

1969

São Paulo SP – 1º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1972

São Paulo SP – Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois, na Galeria da Collectio

1973

Atami (Japão) – 1ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

Brasília DF – 1ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

Brasília DF – Comemoração dos 107 Anos da Batalha do Riachuelo, no Hotel Nacional Brasília

Osaka (Japão) – 1ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

Rio de Janeiro RJ – 1ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

São Paulo SP – 1ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

Tóquio (Japão) – 1ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

1974

Belo Horizonte BH – 2º Salão Global de Inverno, no Palácio das Artes

Tóquio (Japão) – Pintores Brasileiros no Japão

1975

Japão – 2ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, no Salão da Assembléia Legislativa do Estado

Nova York (Estados Unidos) – Coletiva, na Genaile Art Gallery Inc.

Rio de Janeiro RJ – 2ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, no Centro Lume

São Paulo SP – 2ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, no Salão da Assembléia Legislativa do Estado

1976

Belo Horizonte MG – Exposições dos Murais das Escolas Municipais de Belo Horizonte

1977

São Paulo SP – 3ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

Rio de Janeiro RJ – 3ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

Tóquio (Japão) – 3ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

1979

São Paulo SP – 4ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

Tóquio (Japão) – 4ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

Kioto (Japão) – 4ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

Atami (Japão) – 4ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

1981

Atami (Japão) – 5ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

Belo Horizonte MG – 8º Salão Global de Inverno, no Palácio das Artes

Belo Horizonte MG – Arte Mineira em Destaque, no Palácio das Artes

Belo Horizonte MG – Seis Artistas de Minas, na Ami Galeria de Arte
Brasília DF – 5ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

Kioto (Japão) – 5ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

Nekai (Japão) – 5ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

Rio de Janeiro RJ – 5ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

São Paulo SP – 5ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

São Paulo SP – 8º Salão Global de Inverno, no Masp

Tóquio (Japão) – 5ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

1982

Belo Horizonte MG – Coletiva de Pintores Brasileiros, na Gauguin Galeria de Arte

1983

Atami (Japão) – 6ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

Kyoto (Japão) – 6ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

Rio de Janeiro RJ – 6ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, no Mnba

Rio de Janeiro RJ – 6º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/SP

São Paulo SP – 14º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

São Paulo SP – 6ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, no MAM/SP

Tóquio (Japão) – 6ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

1984

Rio de Janeiro RJ – Pintura Brasileira Atuante, no Espaço Petrobrás

São Paulo SP – Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal

1985

Atami (Japão) – 7ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

Kyoto (Japão) – 7ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

Rio de Janeiro RJ – 7ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, na Fundação Brasil-Japão de Artes Plásticas

Rio de Janeiro RJ – Seis Décadas de Arte Moderna: Coleção Roberto Marinho, no Paço Imperial

São Paulo SP – 7ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, na Fundação Mokiti Okada – MOA

Tóquio (Japão) – 7ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

1986

Rio de Janeiro RJ – Tempos de Guerra: Hotel Internacional, na Galeria de Arte Banerj

Rio de Janeiro RJ – Tempos de Guerra: Pensão Mauá, na Galeria de Arte Banerj

1987

São Paulo SP – O Ofício da Arte: pintura, no Sesc

1988

São Paulo SP – 15 Anos de Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, na Fundação Mokiti Okada

1989

Lisboa (Portugal) – Seis Décadas de Arte Moderna Brasileira: Coleção Roberto Marinho, na Fundação Calouste Gulbenkian. Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão

São Paulo SP – Trinta e Três Maneiras de Ver o Mundo, na Ranulpho Galeria de Arte

1990

Goiânia GO – 20 Anos do Museu de Arte de Goiânia, no Museu de Arte

São Paulo SP – 6º Salão Brasileiro de Arte, na Fundação Mokiti Okada

1991

Fortaleza CE – Scap: 50 anos, no Imperial Othon Palace Hotel

1992

Rio de Janeiro RJ – 1º A Caminho de Niterói: Coleção João Sattamini, no Paço Imperial

Rio de Janeiro RJ – Eco Art, no MAM/RJ

São Paulo SP – 7º Salão Brasileiro de Arte, na Fundação Mokiti Okada – MOA

1994

São Paulo SP – Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal

São Paulo SP – Guignard: 50 anos de uma escola de arte, na Galeria Vidyã

1995

Belo Horizonte MG – Exposição Inaugural Nuance Galeria de Arte, na Nuance Galeria de Arte

São Paulo SP – Brasil-Japão Arte, na Fundação Mokiti Okada – MOA

1996

Rio de Janeiro RJ – Visões do Rio, no MAM/RJ

1998

Belo Horizonte MG – Arte Encontro-Brasil/Portugal: um momento de convergência, no Museu Mineiro

1999

São Paulo SP – A Ressacralização da Arte, no Sesc/Pompéia

Cronologia

1938

Muda-se para Juiz de Fora, Minas Gerais. Freqüenta o Núcleo Antônio Parreiras estudando com os artistas-artesãos Américo Rodrigues e Randolfo Santos

1940

Viaja para o Rio de Janeiro, onde fixa residência. Estuda desenho, por dois meses, com Argemiro Cunha, no Liceu de Artes e Ofícios e aperfeiçoa-se como retocador de fotografias

1944

Reside em Fortaleza e trabalha em uma loja de fotografias. Conhece Antônio Bandeira e Aldemir Martins e juntos fundam Sociedade Cearense de Belas Artes

1945

Recebe bolsa de estudos do governo francês e viaja para Paris

ca.1945

Filia-se aoPartido Comunista Brasileiro – PCB

1952

Freqüenta por três meses, o curso que o pintor André Lhote leciona na residência de Manoel Santiago, a convite da prefeitura municipal do Rio de Janeiro

1954

Viaja para Paris, com prêmio de viagem ao exterior, conquistado no Salão Nacional de Arte Moderna, em 1952

Estuda desenho e pintura mural na Académie de La Grande Chaumière, na escola de arte decorativa do pintor futurista italiano Gino Severini e freqüenta o ateliê de André Lothe

1956

Volta ao Brasil e auxilia Candido Portinari na execução do painel Tiradentes

ca.1963

Leciona pintura na Escola de Belas Artes e na Escola Guignard em Belo Horizonte

1967/1968

Volta a viver no Rio de Janeiro

1970

Recebe a Palma de Ouro como melhor pintor mineiro

1998

É criada a Fundação Inimá de Paula, em Belo Horizonte

Videos

Fundação Inimá de Paula – Documentário – Entrevista Inimá de Paula

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Sobre o autor

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