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Divulgue suas obras

Iberê Camargo

| Iberê Camargo | 29/07/2012

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“Não há um ideal de beleza, mas o ideal de uma verdade pungente e sofrida que é a minha vida, é tua vida, é nossa vida, nesse caminhar no mundo.”

A trajetória de Iberê Camargo foi marcada por uma grande dedicação à arte. Pintor, desenhista e gravador, um dos mais importantes artistas brasileiros do século.

Artista de rigor e sensibilidade únicos, Iberê Camargo é um dos grandes nomes da arte brasileira do século 20. Autor de uma obra extensa, que inclui pinturas, desenhos, guaches e gravuras.

Iberê Camargo - Foto artista

Iberê Camargo – Foto artista

Desde a juventude, mostrou-se atraído por personalidades independentes, como Guignard e Goeldi. Na Europa, estudou com mestres como Giorgio de Chirico, Carlos Alberto Petrucci, Antônio Achille e André Lothe. Ao longo de sua vida, Iberê Camargo sempre exerceu forte liderança no meio artístico e intelectual. Teve sua obra reverenciada em exposições de renome internacional, como a Bienal de São Paulo, a Bienal de Veneza, a Bienal de Tóquio e a Bienal de Madri, e integrou inúmeras mostras no Brasil e em países como França, Inglaterra, Estados Unidos, Escócia, Espanha e Itália.

Iberê Camargo - Biografia

Iberê Camargo nasceu em Restinga Seca, interior do Rio Grande do Sul em 1914.
Em 1927, iniciou seu aprendizado em pintura na Escola de Artes e Ofícios de Santa Maria.
Em 1936, mudou- se para Porto Alegre, onde conheceu Maria Coussirat Camargo. E foi com tela e tintas dela, então estudante do Instituto de Belas Artes, que Iberê Camargo pintou seu primeiro quadro, às margens do Riacho, na Cidade Baixa. Em 1939, Iberê Camargo e Maria se casaram. Em 1942, ano de sua primeira exposição, o artista e sua esposa mudaram-se para o Rio de Janeiro.

Iberê  Camargo - Foto artista

Iberê Camargo – Foto artista

 

Logo no primeiro dia no Rio foi procurar um dos grandes nomes do modernismo, Cândido Portinari. “Gosta?”, perguntou Portinari ao visitante, após mostrar as telas em que trabalhava no ateliê. Não, Iberê não gostara, o que Portinari achou natural: aquele rapaz do Sul ainda precisava, a seu ver, se acostumar com as deformações das figuras promovidas pelos modernistas. Paisagens de becos e ruelas habitam suas telas cariocas dos anos 40. Com uma delas, o óleo Lapa (1947), venceu o prêmio do Salão de Arte Moderna e ganhou uma viagem à Europa. Foi lá, dividindo-se entre Roma e Paris, que fortaleceu a formação. Na Itália estudou com o surrealista De Chirico, de quem admirava a pegada metafísica, e na França teve aulas com André Lhote.

De volta ao Brasil, em 1950, Iberê Camargo conquistou inúmeros prêmios e participou de diversas exposições internacionais, tais como Bienal de São Paulo, Bienal de Arte Hispano-Americana em Madri, Bienal de Veneza, Bienal de Gravuras em Tóquio, entre outras exposições importantes. Foi no final dos anos 1950 que, devido a uma hérnia de disco que o obrigou a pintar no interior de seu ateliê, o artista desenvolveu um dos temas mais recorrentes em sua pintura: os Carretéis.

São estes brinquedos de sua infância que o levaram, mais tarde, à abstração, e que estiveram presentes em sua obra até a fase final.
Na década de 1980, retomou a figuração. Mas, ao longo de toda sua produção, nunca se filiou a correntes ou movimentos.

Em 1982, retornou a Porto Alegre, onde começa sua fase mais soturna da carreira. Figuras espectrais e disformes permeiam séries como As Idiotas, Fantasmagorias, Ciclistas e Tudo Te é Falso e Inútil (título inspirado em um verso de Fernando Pessoa). Grande parte dos trabalhos tardios de Iberê está exibida na Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre. “Além de lamentar os rumos do mundo e voltar-se para os desejos e angústias da humanidade, ele produzia para apalpar a eternidade e dominar o tempo, para continuar conosco por mais tempo”, afirma o escritor Paulo Ribeiro, que conviveu com Iberê nos últimos anos de vida.

Iberê Camargo - Foto artista

Iberê Camargo – Foto artista

Iberê Camargo faleceu em agosto de 1994, aos 79 anos, deixando um grande acervo de mais de 7 mil obras, entre desenhos, gravuras e pinturas. Grande parte desta produção foi deixada a Maria, sua esposa e companheira inseparável, cuja coleção compõe hoje o acervo da Fundação Iberê Camargo.

Formação

1927 – Santa Maria RS – Estuda no Internato de Santa Maria, Escola Cacequi, e inicia estudos de pintura na Escola de Artes e Ofícios

1928 – Santa Maria RS – É aluno de pintura de Frederico Lobe e Salvador Parlagreco (1871 – 1953), na Escola de Artes e Ofícios

1936/1939 – Porto Alegre RS – Curso técnico de arquitetura do Instituto de Belas Artes de Porto Alegre

ca.1936/ca.1939 – Porto Alegre RS – Estuda pintura com Fahrion (1898 – 1970)

1942 – Rio de Janeiro RJ – Com bolsa do governo do Estado do Rio Grande do Sul, começa a cursar a Enba, porém abandona o curso por não tolerar o academismo vigente

1942 – Rio de Janeiro RJ – Estuda gravura em metal com Guignard (1896 – 1962) e Hans Steiner

1943 – Rio de Janeiro RJ – Funda, com outros artistas, o Grupo Guignard

1947 – Rio de Janeiro RJ – Recebe prêmio de viagem ao estrangeiro

1948/1949 – Roma (Itália) – Estuda com Giorgio de Chirico (1888 – 1978), Carlos Alberto Petrucci, Antônio Achille e Leone Augusto Rosa

1949/1950 – Paris (França) – Estuda com André Lhote (1885 – 1962)

Curiosidades

De Iberê…

- As figuras que povoam minhas telas envolvem-se na tristeza dos crepúsculos dos dias de minha infância, guri criado na solidão da campanha do Rio Grande do Sul.

Iberê Camargo - Riacho - 30 x 40 cm

Iberê Camargo – Riacho – 30 x 40 cm

- Não há um ideal de beleza, mas o ideal de uma verdade pungente e sofrida que é a minha vida, é tua vida, é nossa vida, nesse caminhar no mundo.

- Sou impiedoso e crítico com minha obra. Não há espaço para alegria.’

- Acho que toda grande obra tem raízes no sofrimento. A minha nasce da dor.
- A vida dói… Para mim, o tempo de fazer perguntas passou.

- O auto-retrato do pintor é pergunta que ele se faz a si mesmo, e a resposta também é interrogação.

- A verdade da obra de arte é a expressão que ela nos transmite. Nada mais do que isso!

Minha contestação é feita de renúncia, de não-participação, de não-conivência, de não-alinhamento com o que não considero ético e justo. Sou como aqueles que, desarmados, deitam-se no meio da rua para impedir a passagem dos carros da morte. Esta forma de resistência, se praticada por todos, se constituiria em uma força irresistível. O drama trago-o na alma. A minha pintura, sombria, dramática, suja, corresponde à verdade mais íntima que habita no íntimo de uma burguesia que cobre a miséria do dia-a-dia com o colorido das orgias e da alienação do povo.
Não faço mortalha colorida. Por que sou assim?

Porque todo homem tem um dever social, um compromisso com o próximo.

Iberê Camargo

Iberê Camargo

Frases e pensamentos de Iberê Camargo

“Arte, para mim, foi sempre uma obsessão. Nunca toquei a vida com a ponta dos dedos. Tudo o que fiz, fiz sempre com paixão.”

“As figuras que povoam minhas telas envolvem-se na tristeza dos crepúsculos dos dias da minha infância.”

“Só a imaginação pode ir mais longe no mundo do conhecimento. Os poetas e os artistas intuem a verdade. Não pinto o que vejo, mas o que sinto.”

“A realidade é um enigma que o tempo não banaliza, e o homem não decifra. Ela é a esfinge que nos devora.”

“No fundo, um quadro para mim é um gesto, é o último gesto.”

“O drama, trago-o na alma. A minha pintura, sombria, dramática, suja, corresponde à verdade mais profunda que habita no íntimo de uma burguesia que cobre a miséria do dia-a-dia com o colorido das orgias e da alienação do povo. Não faço mortalha colorida.”

“É preciso que o fruto que está dentro do artista amadureça no vagar do
tempo. Aquele que tem pressa em vendê-lo, fará frutos de cera ou irá
apanhá-los no pomar do vizinho.”

“Debruço-me sobre este misterioso poço, insondável, que existe em cada
homem.”

“O pintor é o mágico que imobiliza o tempo.”

Iberê Camargo - Figura - 150 x 212 cm

Iberê Camargo – Figura – 150 x 212 cm

Livros de Iberê Camargo

Livro – Gaveta dos guardados
Autor: Iberê Camargo
Editora: Edusp

O texto que deu origem a este volume é parte do trabalho de mestrado da autora no Departamento de Psicologia Social da Universidade de São Paulo. Cláudia Valladão reconstitui historicamente a obra de Segall valendo-se de abordagem instigante e inusual que relaciona psicologia e arte. Examinando minuciosamente a fortuna crítica do pintor e comparando-a aos seus escritos, o texto promove a interação da auto-imagem de Segall com sua imagem construída pela crítica, a partir das concepções da “estética da recepção”.

Livro – Gaveta dos Guardados
Autor: Iberê Camargo/ Augusto Massi
Editora: Cosac Naify

Livro de memórias que reúne breves textos de Iberê Camargo (1914-93), um dos mais importantes pintores brasileiros do século XX. Esses exercícios de memória da infância e de sua formação como artista extravasam o caráter de autobiografia e, extremamente lapidados, apresentam uma literatura doce e dolorida a um só tempo. Iberê recorda a infância distante do epicentro da arte que frequentaria anos mais tarde; o erotismo inocente e incisivo do adolescente; a autonomia e o mistério do universo da pintura. Um precioso esboço biográfico, que, mais do que ajudar a compreender o artista, desdobra o homem, ser envolto em silêncio e tragédia. Com organização e apresentação de Augusto Massi, a edição inclui 37 imagens, que retratam o artista e momentos de sua vida.

Livro – Correspondência
Autor: Iberê Camargo/ Mário Carneiro
Edição Casa da Palavra/Centro de Arte Hélio Oiticica/Rio Arte, 1999

Este livro traz a correspondência entre Iberê Camargo e Mario Carneiro.

As cartas foram escritas entre 1953 a 1969 e muitas vezes Mario Carneiro encontrava-se na Europa, por onde essas cartas viajavam.

Troca de cartas sobre as técnicas e possibilidades da gravura.

Livro – Iberê Camargo: Catálogo Raisonné (Vol. 1, Gravuras)

Iberê Camargo - Vórtice I - 100 x 141 cm

Iberê Camargo – Vórtice I – 100 x 141 cm

Autor: Mônica Zielinsky
Editora: Cosac Naify

No Brasil, a obra da maior parte dos artistas importantes ainda não foi devidamente organizada e catalogada. Nessa área pouca coisa está sistematizada: os documentos não estão compilados e avaliados e, muitas vezes, a datação e a atribuição dos trabalhos é controversa. Nesse sentido, o Catálogo raisonné de Iberê Camargo é fonte indispensável para quem se interessa pelo artista e pela história da arte brasileira. Os catálogosraisonnés são um tipo peculiar de livro. Diferente da monografia, não se trata de uma interpretação crítica da obra, com tom de ensaio. O interesse é descritivo e documental. A partir de uma lista exaustiva de imagens comentadas com base em critérios estritos, a publicação oferece uma visão completa da obra do artista, ou de um aspecto dessa obra, com muitas ilustrações e informações detalhadas, incluindo também um texto onde a trajetória do artista é sintetizada e interpretada. A publicação é consequência do trabalho desenvolvido por uma equipe de pesquisadores coordenada por Mônica Zielinsky. O grupo levantou o acervo de trabalhos e documentos, classificou, catalogou e organizou a coleção. Nos catálogos de Iberê Camargo, as obras foram separadas pelo meio de expressão e cada volume tratará de uma linguagem diferente. Este primeiro volume trata da produção gráfica do artista. O itinerário vai de suas primeiras experiências com a gravura no Rio de Janeiro dos anos 1940 até os seus trabalhos finais, de 1994. Nessa narrativa, a autora acompanha sua evolução técnica e estilística e nos conta suas opiniões sobre a gravura.

Livro – No Andar do tempo
Autor: Iberê Camargo
Editora: L&PM

Um livro publicado pela L&PM Editores. No andar do tempo ­– 9 contos e um esboço autobiográfico era o nome da obra que, em pouco mais de 100 páginas, trazia além do que o título prometia, mais dez ilustrações do pintor gaúcho de renome internacional.

Os cinco primeiros textos de No andar do tempo, escritos na década de 80, eram marcados pela ironia e segundo escreveu o jornalista Antonio Hohfeldt na orelha do livro “Atingem certa dimensão metafísica por trás da brincadeira aparente”. “Ao fazer a barba pela manhã, vejo pelo espelho um mosquito pousado na parede do banheiro, às minhas costas. É apenas um traço vertical, minúsculo risco a creiom, na alvura vítrea do azulejo. Vou aniquilá-lo, penso comigo, com um golpe de toalha. Concedo-te a vida somente o tempo que necessito para fazer a barba. Devo usar a lâmina com cuidado, devagar, para não cortar o lábio superior já chupado pela idade. Torno a fitar o mosquito. Ele continua imóvel na imagem do espelho, à espera, sem o saber, de sua morte, como todos os viventes.” escreveu Iberê Camargo em “O mosquito”, conto que abre o livro.
Há outros quatro contos escritos por Iberê Camargo na década de 1950. Mais densos e dramáticos do que os primeiros, eles às vezes trazem os mesmo elementos de suas pinturas, como mostra um trecho de “O relógio”: “Sobre a enxada enrola-se estranha serpente: um suspensório. Ele o desenlaça e com a arte o estende por terra, desenhando um ipsilone. Encontra também um soldadinho de chumbo com a perna quebrada, uma cornetinha e carretéis…”
Já em “Um esboço autobiográfico”, que fecha o livro, Iberê Camargo conta desde seu nascimento: “Nasci em 18 de novembro de 1914, no Rio Grande do Sul, em Restinga Seca, onde meu pai era o agente da Estação da Viação Férrea” até sua visão de mundo: “Vejo o mundo ameaçado pela insanidade. Em 1984, em Porto Alegre, pintei um cartaz de rua que dilacerou na chuva e no vento, e escrevi um texto em solidariedade àqueles que se opõem ao holocausto nuclear. É preciso criar no Brasil uma consciência ecológica. Talvez um partido. Tenho sempre presente que a renovação é uma condição da vida. Nunca me satisfaz o que faço. Vejo nisso um estímulo permanente à criação. Ainda sou um homem à caminho.”
Este era Iberê Camargo. Eternizado em palavras e pinturas.

Livros sobre Iberê Camargo

Livro: Tríptico para Iberê
Autor: Daniela Vicentini, Laura Castilhos, Paulo Ribeiro
Coedição: Fundação Iberê Camargo

Com três ensaios sobre a obra pictórica e literária de Iberê Camargo, este livro revela um retrato do artista feito em três tempos: como um tríptico, possuem identidade singular, podendo ser lidos tanto individualmente quanto em conjunto. Em “Iberê Camargo: o vermelho e o azul”, Daniela Vicentini discute a produção pictórica de Iberê Camargo. Já “Los carretes en la obra de Iberê Camargo”, de Laura Castilhos, se detém nos carretéis, elemento que marcou boa parte da produção do artista. Completando o volume, no ensaio “Que forças derrubaram o ciclista? Iberê Camargo, escritor”, Paulo Ribeiro demonstra como a literatura do artista é produzida sob a influência de sua criação plástica.

A publicação tem o duplo objetivo de incentivar a criação de novos ensaios e pesquisas sobre Iberê Camargo e sua obra, bem como estimular a produção crítica acerca da arte brasileira.

Livro: Iberê Camargo – Origem e Destino

Iberê Camargo - Andamento I - 130 x 184 cm

Iberê Camargo – Andamento I – 130 x 184 cm


Autor: Vera Beatriz Siqueira
Coedição: Fundação Iberê Camargo

Este livro traz um painel extremamente cuidadoso e enriquecedor, tanto para os que conhecem e acompanham a obra de Iberê Camargo (1914-93), quanto para aqueles que procuram uma introdução ao universo do artista. A professora Vera Beatriz Siqueira (1962-) do Instituto de Artes da UERJ, refaz a trajetória do pintor desde seus primeiros desenhos no interior do Rio Grande do Sul, passando pelos estudos no Rio de Janeiro e Europa, no ateliê de André Lhote.

Os quatro capítulos marcam suas diferentes fases da pintura e desenho, ressaltando sua relação com os objetos (principalmente os carretéis e garrafas) e a busca pelo gesto criador. Ilustrados com 51 imagens, cada capítulo traz ao final um comentário analítico de críticos como Rodrigo Naves e Ronaldo Brito, que jogam luz sobre algumas das principais telas do artista.

Influenciado por Guignard, Iberê Camargo é um dos mais importantes artistas brasileiros do século xx. Foi premiado como o melhor pintor nacional na VI Bienal de São Paulo (1961). Era também desenhista e gravador.
Livro – Experiência Crítica
Autor: Ronaldo Brito; Sueli de Lima
Editora: Cosac & Naify

Este livro reúne ensaios publicados entre 1972 e 2002. Na primeira parte estão reunidos os textos que abordam o ambiente cultural brasileiro num sentido amplo. Os artigos incluem os primeiros escritos do autor, para o semanário Opinião, depois para O Globo e para o Folhetim. São crônicas sobre o cenário cultural brasileiro que questionam os salões de arte, comentam os livros lançados no período e ironizam a política pública voltada para a cultura. Os temas passam também pelo surrealismo, por Manet e Miró, assim como textos escritos por ocasião da morte de artistas como Picasso. Na segunda parte, o livro aborda um panorama do cenário artístico do qual o autor é parte constitutiva. Aí estão 45 textos sobre 40 diferentes artistas cujas trajetórias tiveram seu ponto de partida nos anos 50 e 60, como Amilcar de Castro, Eduardo Sued, Iberê Camargo e Sergio Camargo. A partir dos anos 60, na passagem para os 70, ele escreve sobre Tunga, Iole de Freitas, Waltercio Caldas, José Resende, Antonio Dias e Cildo Meireles. E ainda estão incluídos textos sobre artistas mais recentes, das décadas de 80 e 90, como Elizabeth Jobim, Fábio Miguez, Fernanda Junqueira, Gabriela Machado.
Livro – Iberê Camargo – Desassossego do Mundo
Autor: Paulo Venâncio Filho
Edição Silvia Roesler/Instituto Cultural The Axis/Pactual, 2001

Esta edição, segundo os autores, foi realizada com o apoio e colaboração da Fundação Iberê Camargo instituída em outubro de 1995 com o objetivo de preservar e divulgar a obra do artista. Seu acervo inicial, doado por Maria Coussirat Camargo, compreende diversas fases da produção de Ibere Camargo, e uma vasta documentação que registra sua trajetória; Livro ilustrado. 201 p;
Livro – Mestre Mordeno
Autor:Ronaldo Brito
Edição Centro Cultural Banco do Brasil, 1994 (Catálogo)

Este seria, sob alguns aspectos, um primeiro ensaio de retrospectiva da obra de pintura de Iberê Camargo. Catálogo de exposição realizada no Centro Cultural Banco do Brasil RJ jul/out 1994 e na Galeria Iberê Camargo Porto Alegre nov/dez 1994, ilustrado 83 p.

Livro – Conversações com Iberê Camargo
Autor: Lissette Lagnado
Editora: Iluminuras, 1994

Este livro é leitura obrigatória para o público que desconhece a obra do artista aclamado como o maior pintor brasileiro da atualidade e para os estudiosos das artes plásticas contemporâneas.

Depoimentos

Iberê Camargo

Iberê Camargo

 

“[O] desabafo corrosivo como o ácido que [Iberê Camargo] usa para gravar suas imagens no metal é mais uma faceta do perfeccionismo de Iberê. [...] Ele nunca se conforma com os limites. E, mesmo teimando em viver no Brasil, não aceita dourar a pílula para tornar as coisas mais suportáveis. ‘A economia deste país vai estrangulando todo gesto livre, vai cerceando, impedindo’, espeta. [...] Também ele adaptado ao Terceiro Mundo soube teimar e insistir. Valeu a pena.
” ‘O mais gostoso’, diz [Carlos] Martins, ‘foi constatar a correspondência perfeita entre a gravura e a pintura de Iberê’. O curador [o mesmo Carlos Martins] assinala a semelhança entre a fartura de tintas que costuma habitar as telas do pintor e o acúmulo de matéria que conseguiu obter em sua obra gráfica. Esse acúmulo foi feito por gradativos banhos de ácidos na mesma imagem. [...] O artista se revela essencialmente um gravador em metal. São poucas as imagens em outra técnica. A litografia [...] só surge em breves momentos, na retomada da gravura. Mas ele logo iria voltar às sutilezas do metal, embora venha encontrando dificuldades crescentes para montar uma equipe de auxiliares que o livre das tarefas mecânicas e árduas da técnica, como polir as chapas de cobre, dar os banhos de ácidos e imprimir a tiragem na prensa”.
Iberê Camargo

“Estudei gravura com o Carlos Petrucci, em Roma. De volta ao Brasil, fundei em 1953, no Rio de Janeiro, o curso de gravura no Instituto Nacional de Belas Artes. Escrevi tudo isso, tanto que agora saiu pela editora Sagra um livrinho meu sobre técnicas de gravura. É o fruto do meu estudo, da minha experiência, da minha caminhada. Sou da época do Goeldi, que fazia xilogravura com cepo de tamanco e canivete. Eu improvisava um buril com agulha de costura ou de gramofone. Fiz um enorme esforço para redescobrir a roda. Fui aluno e professor de mim mesmo. [...]
A obra do Goeldi era de uma economia de meio! Ele tinha o que dizer. E disse com poucas palavras. O Goeldi não concedia. Era muito íntegro, muito sincero, muito ele. Não gostava do Picasso. Para mim foi muito gratificante conhecer o Goeldi. Era um bom amigo”.
Iberê Camargo a Augusto Massi

“Minha gravura e minha pintura sempre caminharam de forma paralela. Nem podia ser desligada. Porque eu sempre pinto o agora. Mas como não sou um saco vazio, esse agora tem muita coisa dentro, que vem à tona, que participa do hoje. Quando eu pinto o agora, estou pintando o ontem e já abrindo espaço para o futuro. É por isso que eu digo que ninguém pode caminhar sem colocar um passo na frente e outro atrás. Esse negócio de caminhar pulando não dá. Por isso que esse desejo de ruptura com as coisas é como querer tirar uma perna. Vai caminhar pulando como um sapo?”
Iberê Camargo

“No ato da pintura, você faz um esforço de reconstrução?

Não, nada disso. Eu como pintor sou apenas um operário. Eu procuro fazer meu objeto da melhor forma possível, como se fosse uma mesa, uma cadeira. Atendo a sua necessidade de ser, de seu existir. Eu sei que uma mesa tem tantos pés, não pode ficar solta no espaço. Tenho de me submeter a essa necessidade construtiva do objeto comum para fazer minha pintura da melhor maneira que posso fazer, com meus conhecimentos de pintor, de artesão, de brochador de parede, não mais que isso. Agora se eu tenho essas ansiedades, isso é que é a pergunta. Por que procuras tanto essa imagem? Por que desmanchas tantas vezes, por que tu refazes, me dizem. Um pintor em São Paulo assistiu ao vídeo e disse ter visto desfilar uma humanidade, porque são tantas figuras que surgem, e que eu rejeito. Por que eu rejeito? Gostaria de saber. Para mim, é porque aquela formalmente é mais plástica, tem mais verdade como imagem. Mas eu posso estar dando a definição de um esteta, de um artista. Pode ser que eu esteja até sendo enganado por mim mesmo.
Talvez eu esteja procurando, sem saber, a primeira imagem, a imagem da mãe. Aí, quando a coisa se apresenta, aí satisfaz. Não sei dizer de antemão como ela é, mas sou capaz de reconhecê-la. É ela, eu sei”.

Iberê Camargo - Série Carretéis

Iberê Camargo – Série Carretéis

Lisette Lagnado e Iberê Camargo

“Sigo-te passo a passo, quase como a tua sombra. Há mais de quarenta anos, dividimos alegrias e tristezas. Entre nós, tudo foi e é repartido. Teu mundo tornou-se o meu mundo. Teus amigos são meus amigos. Tuas preocupações também são as minhas preocupações. Iberê, temos um só coração, um só modo de sentir o mundo. Nunca te vi esmorecer. Sempre trabalhaste com a paixão dos escolhidos. Não te poupaste de alcançar o absoluto na Arte.

Acompanhei tuas noites insones, frente à tela, no frenesi da criação. Tu sempre te deste por inteiro. Sem descanso, dias e anos te aprofundaste mais e mais nessa tua busca sem fim. Eu te vi tempestuoso e também paciente, na vigília do ácido que modelava as tuas imagens interiores, sempre com originalidade e poesia. Essa tua força e essa tua versatilidade me fascinam. Sinto-me feliz em ser a tua companheira e compartilhar a tua caminhada.”
Maria Camargo

“Que bom que estás aqui, de novo! Vamos realimentar as nossas saudades, restaurá-las ali e acolá, retocar algumas tintazinhas, pois há longos meses não nos vemos. Carta, bilhete, recado e telefonema não nos bastam. E além do mais, os inefáveis fantasminhas do passado exigem muito de nós. Por isso, inventamos aquele jeito de aumentar a nossa saudade quanto mais nos aproximamos. Claro, sei que é difícil para os outros entenderem tal equação: distância menor – saudade maior! Um dia, lembras, desafiei-te a que pitasses algo com as cores da saudade e tu me respondeste que as cores tu as poderias captar e aprisionar numa palheta, mas que ninguém possui pincel ou espátula capaz de fixá-las numa tela! Depois de longas conversas, temperadas apenas pelos atrozes silêncios do Harry, decidimos que devemos, sempre que possível, brincar de roda com os nossos abantesmas. Eles nos ajudam a reagrupar as lembranças e as reminiscências!

Iberê: a nossa cidade ainda é quase a mesma. Os homens, as coisas, as casas e os gestos é que mudaram. O teu velho e lírico Liceu de Artes e Ofícios agora é escola de ensino dinâmico, justo ao preceito do momento. Os colégios modernos comprimem o ensino em veredas de adivinhações e aprendizado subliminar, que maltratam a geração de hoje e a do amanhã. A escola moderna nem sequer expulsa mais alunos travessos e peraltas como tu. Recupera-os nas salas de orientação para depois enterr´-los num cemitério de cruzes e assombros! Se a nossa Avó Chica Padroni (que o seu Deus a tenha junto dos seus três maridos!) fosse viva, renegaria, irada, os sintéticos e os erzatz da nossa alimentação toda envelopada e plastificada. A Avó Chica que vendia, no bairro Itararé, a melhor manteiga da Serra, desde Cruz Alta até Cachoeira, salgando-a com ternura nos bojudos tarros – desfaleceria ante os ignóbeis lambuzos da soja que nos impingem todo o santo dia! E, por falar do Itararé, cenário fumacento e inesquecível da nossa adolescência, assomam à lembrança aqueles dois homens de meia-idade, bonitos e bem falantes, que eram o teu irmão Corbiniano e o meu pai Etelvino, mulherengos incorrigíveis. Passeavam de baratinha Ford bem longe das vistas dos invejosos que não lhes perdoavam os atrevimentos. E o interessante, lembras, é que, quanto mais longe eles iam, mais ousados ficavam!

Corbiniano tinha o perfil de Thomaz Meighan, e tu parecias, às vezes, com o William Hart. Eu, pobre de mim, nunca me pareci com artista nenhum! Vejo-te, Iberê, quando largavas os pincéis no teu quartinho de tábua machambrada, e te dirigias pro outro lado da rua, no rumo dos chilros e trinados da linda Clélia, soprano de mil encantos e beldade rafaelina. Alto e desajeitado, te escoravas no muro da sua casa, menos para escutar os maviosos gorjeios do que para vislumbrar o belo perfil da formosa diva com aqueles cabelos de deusa grega! Depois, vinham as matinês do Coliseu, com a passagem obrigatória antes pelos tabuleiros da velha preta Tia Juana, quituteira de doçuras inenerráveis. No cinema, ainda com as luzes acesas, a gente procurava na platéia o fulgor dos olhos bonitos das mademoiselles, e pelas frestas dos camarotes, a gente buscava nacos de pernas bem torneadas, colos arfantes e róseos que, somados à pudibundas insinuações das banhistas de Mack Sennett na tela, construíam o imaginoso paraíso dominical dos guris e fedelhos já de pinto empinado. (Claro, quando davam fita de Valentino ou Wallace Reid, os róseos colos arfavam mais agitadamente!).

Depois, veio a experiência aterrorizante do bombardeio indiscriminado da cidade, desvairada aventura dos irmãos Etchegoyen, precipitados artilheiros sem norte nem sul. O susto oi tão grande que sequer pudemos fingir que éramos Tom Mix ou Art Accord para acudir, como heróis, em socorro do Coronel Barão, que teve de derrotar sozinho os rebeldes, sem ajuda da nossa fantasia! Todavia, eu fiz a concessão de achar que o valente Coronel Anibal Barão era a cópia fiel do William Desmond – o “Cavaleiro Fantasma” – seriado no qual o mocinho tinha o seu esconderijo no tronco duma velha árvore, onde ele entrava com cavalo e tudo, imagina! Pouco mais tarde, a sucessão de Washington Luiz começava a mexer também com os gurizotes que acorriam aos comícios para ouvir os condoreiros da oratória gaúcha, tonitruantes e alcandorados! Recordas-te quando nos espremíamos defronte às sacadas do Café Guarany e da União dos Viajantes para ouvir Oswaldo Aranha, Flores da Cunha, Batista Luzardo, João Neves, Getúlio Vargas (meio fracote, mas que simpatia!), Barros Cassal, Lindolfo Collor e tantos outros? Pena foi que a gente nunca pôde ouvir, naquela campanha eleitoral, os do outro lado, pois eles nem chegaram aqui! Na eleição, Getúlio fez quase seis mil votos contra cento e pouco de Júlio Prestes. Uma lavagem, como se dizia então.

Iberê Camargo - Carretéis - 51 x 73 cm

Iberê Camargo – Carretéis – 51 x 73 cm

Em seguida, aconteceu a enorme Revoluão de 30, majestoso espetáculo com hora certa e finalidades às vezes incertas. O levante nos conduzia todos os dias à beira da linha férrea, nos fundos da casa da Avó Chica, para contemplar, com os olhos compridos de inveja, os trens com tropas que subiam a Serra no afã de derrotar o Cavanhaque e seus sequazes. Os soldados sorriam, faziam estrépito e atoarda, cantavam e jogavam cigarros e biscoitos para a gente. Na cidade, improvisavam-se regimentos com valentes “provisórios” que acampavam nos subúrbios, sempre recebendo mais provisões do que armamento. Batalhões regulares de infantes e baterias de tiro pesado enchiam os comboios. Os ferroviários, cheios de ardor e paixão patriótica, tornaram viável uma revolução que tinha bastante de improviso e algo de imprevisível. Eles planejaram e transportaram, com eficiência, os belicosos jovens de lenços coloridos no rumo duma revolução feita para regenerar os costumes… que não terminou até hoje! Mas a roda do tempo andava, e já o futebol nos envolvia, oferecendo-nos ídolos como Tatu, Pedroso, Caiaffo, Ratão, Bereta e tantos outros que rilhavam no clube da nossa preferência, o Rio-grandese. No fim da Revolução, já nos últimos de dezembro, os nossos ídolos deram uma surra no time uruguaio Olímpia, que ostentava sete ou oito campeões do mundo: Ballesteros, Nazzari, Mascheroni, Géstido, Andrade, Dorado, Scarone e outros. Lavamos a égua, perdão, a alma!

E o tempo passava cada vez mais depressa. O Armênio Morais (Taxinha) foi pra Europa estudar, enviado pelos fabulosos irmãos Manuel e Augusto Ribas. Tu foste para Jaguari. O Nando foi ser ferroviário. O Harry Albertani viajou um dia para dentro de si mesmo, e raramente sai. Eu, então com a barba espigando fio a fio, tipo um grita outro não ouve, e com a cara cheia de espinhas, passei a ir inevitavelmente para a rua Dr. Pantaleão, fazer a ronda dos pecaminosos estabelecimentos que infestavam, no mais amplo sentido, a Zona. Em Jaguari, tu desenhavas pontes, aclives e taludes, aperfeiçoando-te às regras inflexíveis do desenho, iniciando a trajetória admirável que te levaria ao curso de arquitetura do Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, depois à oportuníssima bolsa que o nosso querido Cordeiro de Farias te concedeu e, por fim, ao Prêmio de Viagem e à consagração da Bienal. E dali para Bruxelas, Londres e Paris! Baita sucesso, tchê!

Claro, irmão, temos bastante para assuntar, pois não falamos ainda de tanta gente: de Picucha, da Negra Bua, do Vicente Ila Font e suas marmeladas e goiabadas, do Paulino, o entregador de manteiga, da Leda Monteiro, bela entre as belas, da Negra Corrucha, do teu professor Parlagrecco, da eterna Senhorinha Vicentina Mallet, das preguiças infinitas do Potiguara, do afligido Bicca, do Tio Pedro (Tio Pin, para as crianças), dos Borin e dos Scotti, nobres bodegueiros de fiado-e-caderno e corações do tamanho duma locomotiva Mikado. Caberia, também, uma prosinha sobre os carrancudos e eficientes Maristas, também sobre o Manlio Filizzola, duma vocação irreprimível que o fez morrer, feliz como Brigadeiro. Nestas alturas, deve estar fazendo alguma rota celestial, talvez a ponte-aérea Purgatório-Paraíso! Ah! Não falamos das tuas notas na escola! O quê? Não é para falar nisso? Bem, não se fala mais…
Abraços e beijos para ti e para a Maria.”
Eduardo Cardoso

Iberê Camargo  - Natureza-Morta - 128 x 209 cm

Iberê Camargo – Natureza-Morta – 128 x 209 cm

 

“Conheci Iberê Camargo e Maria em Paris em 1948-49. Foi Vera Mindlin quem nos apresentou, tentando quebrar minha timidez de adolescente esquivo.

Fazia frio em Paris, andávamos de casacão, olhando os museus ainda mal aquecidos, acompanhando o Prof. Poliakof, assistente de André Lhote e obsessivo admirador de Cézanne.

Iberê Camargo já voltara da Itália, do aprendizado com De Chirico, considerado então o reformista do Modernismo, com sua volta a Rubens, depois de abandonar as paisagens metafísicas. Era a época em que os “ismos” proliferavam, o após-guerra dos oportunistas, a retomada confusa do mercado de arte.

O olhar de Iberê via por dentro dos quadros, as camadas sobrepostas, querendo virar raio X, saber, saber tudo. E anotava no ato o que lhe parecia de interesse, com a humildade que os que querem saber têm de ter.

Fomos ficando amigos, tomando café em Montparnasse com seu metrô de sete saídas, onde inexoravelmente me perdia.

Ali perto, o hotel onde Maria usava um fogareiro a àlcool para o cafezinho. Uma vez quase incendiou o hotel.

Falávamos discretamente da vida e despudoradamente da pintura.

Um dia, Iberê voltando do Louvre com olhar saciado disse: “Tchê, estou doido para chegar na Lapa, abrir o ateliê e começar a trabalhar!” Já havia recolhido as informações de que necessitava e estava pronto para a luta. Mesmo assim, ainda ficou quase um ano trabalhando com André Lhote.

Demorou mas chegou. Enfim, a Lapa, o pequeno apartamento da Rua Joaquim Silva, meio escuro, a luz entrando pela área de serviço. Mas logo este espaço aparentemente tão desinteressante foi sendo desvendado e iluminado pelo olhar do pintor, o tanque de roupa, a área de serviço brilhavam sob um sol que trazia ainda a leitura de De Chirico e o severo rigor de André Lhote, manipulados pela febre de Iberê. Como eram lindos estes quadros que vinham impregnados de viagem, saíam como primeiros filhos longamente esperados!

As naturezas mortas, o cheiro dos peixes se deteriorando intocados, as mangas verdes que hoje estão na sala de D. Graciana M. F. Andrade.

De dentro para fora, depois do ateliê, as ruas de Santa Teresa buscando fundir nossa luz com a dos céus de Roma. Um pouco da Lapa também.

A igrejinha, as ladeiras, sinto até hoje o cheiro de tinta que no final da tarde, quando os quadros eram olhados e “julgados”, enchia o ateliê.

Depois, a gravura sobre o metal invadia o espaço com sua parafernália: prensa, ácidos, placa. Tintas, papéis, tudo, sempre na mais perfeita ordem e limpeza. Mumca um pincel sujo para o dia seguinte.

Outros alunos de gravura apareceram: Anna Letícia, Sued, Vera, até o mestre Goeldi fez suas incursões no metal sob a orientação de Iberê.

Tivemos a sorte de receber repassadas as lições que Iberê minuciosamente anotara em sua viagem. Com a vantagem da escola ser risonha e franca, com direito a chimarrão no final do dia.”
Mário Carneiro

 

“Costumava o historiador Lucien Lebvre prevenir seus colegas de ofício contra a mendacidade dos documentos escritos. Os documentos, dizia ele, nem sempre dizem a verdade; mentem tanto quanto os homens que os fizeram. Aproveitando a deixa, Arnold Toynbee sustentava que a melhor fonte para estudar a civilização é a arte: “Ela sempre diz a verdade sobre a história das civilizações: não há fonte mais confiável e fidedigna que a literatura, a pintura, a escultura, a música. Isso porque a arte não é feita por homens, mas por semideuses.”

Penso que o historiador do futuro que quiser compreender a civilização ocidental no fim do século XX, encontrará na obra de Iberê Camargo uma das fontes mais eloqüentes e comoventes. Na vasta produção do artista, destaco um aspecto de sua obra mais recente.

O que é que se vê em alguns destes quadros? Penso que espelham, em toda sua extensão, a tragédia da solidão do homem neste aterrador limiar da pós-modernidade. Nas tintas fortes, vislumbra-se o homem só no mundo – um mundo cada vez mais feito de desertos emocionais e barbáries tecnológicas.

Iberê Camargo -  Carretéis - 65 x 92 cm

Iberê Camargo – Carretéis – 65 x 92 cm

Pois a era da comunicação é, simultaneamente, a da solidão; o bem-estar material se faz acompanhar do mal-estar cultural. Nos quadros de Iberê, aparece o homem abandonado, dilacerado e deseperado – num gulag cultural. Emerge a insidiosa ruína da vida corrompida por cegas e malignas forças destrutivas. A visão que o artista tem deste momento histórico é realçada pela presença freqüente de idiotas. Já vi gente voltar o rosto para não sentir aquela obscena miséria espiritual. O que de resto não perturba o artista: diz que não pinta para agradar.

Mas esta visão de uma humanidade desenganada não provém de um pessimismo pessoal, nem ele se compraz com a tragédia. A criação é por natureza otimista e se pode entrever a compaixão de Iberê. Apenas expressa esteticamente uma verdade.

Misteriosa peculiariedade da arte: à medida que transmite sua visão do feio numa linguagem de impressionante beleza, o artista nos dá um suplemento de alma que permite empreender o resgate da velha alma seqüestrada pelo monstro tecnológico. Nunca, em toda sua história, o homem precisou tanto de arte; nela reside uma das senhas para que se reencontre. “L’art, la seule chose vraie et bonne de la vie”. Se naqueles tempos otimistas de Flaubert a arte já era a única coisa verdadeira e boa da vida, o que diremos nós nesta hora de desintegração da cultura ocidental?

Os retratos pintados por Iberê desvendam uma fantástica acuidade psicológica. O poderoso criador é também um poderoso pensador. Não conheço hoje no Brasil muitas consciências tão lúcidas. Sua inteligência perturba e ofusca. Mais: Iberê Camargo diz tudo, absolutamente tudo, o que pensa e sente.

Não há nele arrière-pensée. A reflexão crítica se manifesta em textos avulsos, em “charges” e em fascinantes “causeries”, mas teremos uma percepção mais completa nas memórias que está escrevendo e num livro-entrevista a ser breve publicado. Ele não compreende como é que intelectuais hoje silenciam diante do “cupim que deu na pátria amada”, na qual “estamos sobrando”. Na verdade, sua implacável crítica à situação do país – suas elites e seu povo – é uma manifestação de amor pelo ofendido e humilhado Brasil.

Não é nunca resignado; é sempre um indignado. Aos 80 anos, preserva, intacta e permanente, a capacidade de se indignar através de um discurso irreverente, metafórico e anticonformista contra as bastardias culturais, os infernos sociais e as depravações políticas. Não suporta máscaras e está sempre empenhado em arrancá-las.

Não faz muito, o crítico Augusto Massi afirmou que Iberê é uma caso raro de um grande pintor que é também um notável escritor. Não há dúvida: a pintura arrebatou à literatura um escritor. Os contos já publicados, os textos avulsos em jornais e o livro ainda inédito de contos escritos em italiano (estão sendo traduzidos para o português, já que a edição será bilíngue) dão testemunho de um talento que domina a palavra de forma tão magistral quanto o pincel. Francamente, não há hoje no Brasil muitos textos que se lhe comparem em qualidade literária.

A idade e a enferrmidade não estancam a assombrosa força criadora de Iberê; ele pinta e escreve incansavelmente. Estamos diante de uma força da natureza.

Quanto ao homem Iberê, mantém a integridade, a coragem e a independência que se tornaram legendárias e resplandecem em toda sua personalidade. Nisso, uma das peculiaridades de Iberê: o grande artista é também um grande homem. As duas coisas nem sempre andam juntas, pois, com demasiada freqüência, um grande artista é um pequeno homem. Grande Iberê: grande como artista, grande como pensador, grande como homem.

Somos-lhe gratos pelo mundo de verdade e beleza que nos dá num mundo de mentira e lealdade.
Décio Freitas

Iberê Camargo - Natureza-Morta - 64 x 80 cm

Iberê Camargo – Natureza-Morta – 64 x 80 cm

 

 

“Conheci Iberê Camargo quando ainda estudava com o Schaeffer. Os dois eram amigos. No estúdio do Schaeffer também fiquei muito amiga da Cenira. Cenira, uma descendente de índios e negros, elegante e simpática, que anos mais tarde viria a ser secretária da Elis Regina, também estudava desenho com o Frank. Naquela época, ela trabalhava como babá na casa do Dr. Décio de Souza, outro gaúcho e outro amigo do Iberê.

Não sei se de ouvir o Frank ou de ouvir o Dr. Décio falar no Iberê, eu resolvi experimentar ser sua aluna. Tratei então de procurá-lo numa escolinha de artes na Praia Vermelha onde ele dava aulas.

Eu era muito tímida. O Iberê Camargo tampouco falava muito na sala de aulas. Aliás, depois eu descobri porque ele detestava ensinar na Praia Vermelha. Disse-me um dia porque a classe era quase totalmente preenchida por senhoras desocupadas da classe média alta.

Lá, eu conheci a Elizabeth (da qual não me lembro o sobrenome) e a Cristina, uma das gêmeas Barbosa. A Elisabeth, que tinha mais ou menos uns vinte anos, que nem eu, ficou muito minha amiga. E com ela e a Cristina começamos a freqüentar o Ateliê do Iberê em Botafogo, ávidas de desencavar mais conhecimentos do mestre. Mas no ateliê, ele também não falava muito. A nossa ocupação por lá, então, era limpar seus pincéis, palhetas e chapas de gravura em metal. O Ateliê tinha uma ordem hospitalar. Apesar da pintura parecer sair de dentro de um tufão de tintas, tudo em volta era muito impecável e limpo.

Nos fins de semana voltávamos a aparecer, desta vez para ver filmes sobre o grupo Cobra, com relação aos quais ele era o entusiasmado número um. Creio que quem arranjava esses filmes para ele, na embaixada da Holanda, era o Carlos Zilio, que também sempre aparecia por lá nos fins de semana. O Vergara também andava muito por lá. Por ser eu muito tímida e não dar um pio, certamente todo mundo me considerava uma tolinha.

Minha vantagem é que eu prestava uma enorme atenção, e o Iberê demonstrava acreditar no meu talento.

Lembro-me dele me dizer: “Guria, quando alguém duvidar de uma obra tua, e você também duvidar, acata então a dúvida. E se alguém tiver certeza sobre alguma obra tua, e você também tiver certeza, fica então com a certeza. Mas se alguém duvidar de algo que você fez e você tiver certeza, você tem que ficar com a tua certeza”.

Acho que foi na escola de arquitetura e no ateliê do Iberê que desenvolvi um gosto por discussões políticas.

As conversas sobre os destinos do Brasil e sobre a cafajestada que sempre administrou o nosso país eram extremamente calorosas. E varavam aquelas tardes intermináveis e inconfortáveis de domingo, quase invadindo as noites. Digo inconfortáveis, porque tudo o que tínhamos para sentar eram uns banquinhos de madeira que deixavam as nossas costas super doendo. Mas, como recompensa, vez por outra, o papo ultra esquentado era regado com os cafezinhos da Maria, que sempre acompanhou quase calada as irônicas observações do marido.

Sei por ouvir de rabo do ouvido, que o Iberê conhecia muita gente no poder: embaixadores, generais e alguns políticos que ajudavam a circular o seu trabalho no Brasil e no exterior. Mas confesso que nunca prestei atenção nos nomes desses dignatários.

Mas apesar de saber que ele vendia bem a sua obra, nunca notei no Iberê nenhuma ganância por mercado ou por poder dentro da “entourage” das artes. Sempre o vi vivendo “na dele”, tendo como gol principal sua luta corporal com as telas enormes, nas quais cristalizava muita dramaticidade e cor. Se ele almejava algo mais era que o Brasil entrasse nos trilhos.

Iberê Camargo - Dentro do Mato - 39 x 30 cm

Iberê Camargo – Dentro do Mato – 39 x 30 cm

O único amigo seu poderoso que conheci pessoalmente foi o Dr. Décio, que constantemente dava um “help telefônico” às suas persistentes paranóias. Sim, sempre percebi que o Iberê era muito paranóico. Mas isso a gente levava fazendo graça, considerando-o um excêntrico.

Realmente, Iberê era ímpar. Tantas vezes nós chegávamos no ateliê e nos deparávamos com um quadro com que ele vinha lutando por semanas, totalmente destruído. Sem dó e sem piedade, ele passava a espátula por cima, retirando toda a imensa e grossíssima capa de tinta que havia configurado a peça e, assim, em cima desse escombro, ele começava tudo de novo.

Pensando bem, acho que foi por ser capaz disso que ele pôde ter sobrevivido a tantos revezes cruéis em sua vida.

Depois da minha individual em 1964, que fiz graças à minha jovem colega Elizabeth, intensifiquei as minhas idas ao ateliê e foi ali que meu trabalho estourou numa estética naquela época denominada de “Nouvelle Figuration”. Comecei então a ganhar um prêmio atrás do outro, e minha obra deslanchou numa farta série de exposições.

Iberê indubitavelmente foi uma das minhas parteiras na arte. As outras foram o Oiticica e a Ligia Clark. Mas, estes só apareceram na minha vida alguns anos mais tarde.

Mesmo depois que fui para São Paulo, não perdi o contato com o Iberê. Nessa época, e já por muitos anos, ele pintava no seu último ateliê, creio que na rua das Palmeiras, em Botafogo. Ateliê este para o qual ele mandou construir paredes duplas para abafar o ruído vindo da rua.

Lembro-me que quando ganhei o prêmio de viagem do Salão Nacional de Arte Moderna, fiz uma individual na galeria Grupo B, que era ao lado do seu estúdio. Um dia eu estava na galeria e ele apareceu no seu inefável macacão bege todo lambuzado de tinta. Viu a mostra com a maior calma e cuidado e na saída me disse: – “Guria, você me enche de orgulho!”. Nessa época eu estava desenhando sobre fotografias. E o elemento fotografado eram cordas com nós. Eu havia começado a desenhar essa temática em 1971, sobre sacos de super-mercado.

A última vez que vi Iberê Camargo e Maria foi numa mostra em uma galeria da Barra da Tijuca. Isto foi nos meados dos oitenta. Por essa época, ele já portava um senho mais carregado e um rictus ultra amargo. Maria sempre ao seu lado. Atenta e amiga. Recordo-me o que ele me disse:

-”Guria, foi bom você ter se mudado para os Estados Unidos, porque já venderam este país para a matriz há muito tempo. E o pior é que venderam a preço de bananas.”

Não sei como é que recebi este amargo comentário. Ali, naquelas circunstâncias, de uma vernissage cheia de convidados, não dava para explicar com detalhes porque eu me havia mudado para os Estados Unidos. Não dava para deixar claro, em poucas palavras, de que e como eu havia me apaixonado vertiginosamente por um artista americano. Artista esse que além de ser uma pessoa maravilhosa e talentosa me amava também e muito e tinha um bonito respeito pela minha arte. E que dessa coisa rara de se relacionar com um cara metade, olho no olho, de igual para igual e com as sensibilidades afiadas e entonadas, eu não iria abrir mão de maneira nenhuma, mesmo que tivesse que escolher o degredo”
Regina Vater

Iberê Camargo - Paisagem - 54 x 64 cm

Iberê Camargo – Paisagem – 54 x 64 cm

Exposições Individuais

1942

Porto Alegre RS – Individual, no Palácio do Governo

1944

Porto Alegre RS – Individual, na Galeria de Arte Casa das Molduras

1946

Rio de Janeiro RJ – Individual, no Ministério da Educação e Saúde

1947

Porto Alegre RS – Individual, na Galeria de Arte Casa das Molduras

1951

Resende RJ – Individual, no MAM/Resende

1952

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Biblioteca Nacional

1954

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Ibeu Copacabana

1955

Porto Alegre RS – Individual, no Clube de Gravura

1958

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria GEA

1959

Washington (Estados Unidos) – Individual, na Pan American Union Gallery

1960

Montevidéu (Uruguai) – Individual, no Centro de Artes e Letras

Porto Alegre RS – Individual, no Margs

1962

Rio de Janeiro RJ – Exposição dos Painéis Realizados para Cia. de Navegação Costeira, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Iberê Camargo: retrospectiva, no MAM/RJ

1963

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Petite Galerie

1964

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Bonino

1965

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Bonino

1966

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Bonino

1969

Porto Alegre – Individual, no Instituto de Idiomas Yazigi

Santa Maria RS – Individual, na Biblioteca Municipal

1970

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Gabinete de Arte de Botafogo

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Barcinsky

1972

Rio de Janeiro RJ – Individual, no Atelier do Artista

1973

Londres (Inglaterra) – Individual, na O’Hana Gallery

Porto Alegre RS – Individual, na Galeria Ianeli

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Maison de France

1974

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Aliança Francesa

1975

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Luiz Buarque de Holanda e Paulo Bittencourt

1976

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Bonino

1977

Porto Alegre RS – Individual, na Galeria Oficina de Arte

1977

Santa Maria RS – Individual, na Galeria Iberê Camargo

1978

São Paulo SP – Individual, na Cristina Faria de Paula Galeria de Arte

1979

Paris (França) – Individual, na Galerie Debret

Porto Alegre RS – Individual, no Margs

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria de Arte Ipanema

1980

Curitiba PR – Iberê Camargo: retrospectiva de desenhos, na Biblioteca Museu Guido Viaro

Porto Alegre RS – Iberê Camargo: retrospectiva de desenhos, no Margs

Porto Alegre RS – Individual, na Galeria do Centro Comercial

1981

Porto Alegre RS – Individual, na Galeria do Centro Comercial

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Acervo Galeria de Arte

1982

Porto Alegre RS – Individual, no Margs

Rio de Janeiro RJ – Individual, no Cláudio Gil Studio de Arte

1983

Porto Alegre RS – Individual, na Galeria Tina Presser

1984

Fortaleza CE – Iberê Camargo: desenhos, pinturas e gravuras, na Galeria Multiarte

Porto Alegre RS – Iberê Camargo, Aquele Abraço!, no Centro Municipal de Cultura – exposição iconográfica comemorativa ao seu 70º aniversário

Porto Alegre RS – Iberê Camargo: retrospectiva, no Margs

Porto Alegre RS – Individual, na Galeria Tina Presser

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Thomas Cohn Arte Contemporânea

Rio de Janeiro RJ – Individual, no Cláudio Gil Studio de Arte

Santa Maria RS – Individual, na UFSM. Centro de Artes e Letras – comemorativa ao seu 70º aniversário

São Paulo SP – Individual, na Galeria Luisa Strina

1985

Porto Alegre RS – Iberê Camargo: trajetórias e encontros, no Margs

1986

Curitiba PR – Individual, na Galeria Max Stolz

Porto Alegre RS – Individual, na Galeria Tina Presser

Rio de Janeiro RJ – Individual, no MAM/RJ

São Paulo SP – Individual, no Masp

Vitória ES – Individual, na Galeria Usina

1987

Brasília DF – Individual, no Espaço Capital Arte Contemporânea

Campo Grande MS – Individual, na Galeria Art-Con

Caxias do Sul RS – Individual, na Galeria Soluzzione

Florianópolis SC – Individual, na Galeria Espaço de Arte

Montevidéu (Uruguai) – Individual, no Centro de Exposições do Departamento Cultural

Pelotas RS – Individual, na Galeria Van Gogh

Porto Alegre RS – Individual, na Galeria Tina Presser

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Paulo Klabin

Santa Maria RS – Individual, na Galeria Matiz

São Paulo SP – Individual, na Galeria Luisa Strina

São Paulo SP – Individual, na Galeria Montesanti Roesler

São Paulo SP – Individual, na Galeria Paulo Klabin

Uberaba MG – Individual, na M. D. Galeria de Arte

1988

Aracaju SE – Individual, na Galeria Alvaro Santos

Pelotas RS – Individual, na Galeria Van Gogh

Porto Alegre RS – Individual, na Galeria Tina Zappoli

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Montesanti

São Paulo SP – Individual, na Documenta Galeria de Arte

1989

Porto Alegre RS – Individual, na Galeria Tina Zappoli

Porto Alegre RS – Individual, no Margs

Santana do Livramento RS – Individual, na Galeria Ponto D’Arte

1990

Pelotas RS – Individual, na Galeria Van Gogh

Porto Alegre RS – A Gravura de Iberê Camargo: uma retrospectiva, no Espaço Cultural BFB

Porto Alegre RS – Individual, na Casa de Cultura Mario Quintana

Rio de Janeiro RJ – A Gravura de Iberê Camargo: uma retrospectiva, no MNBA

Rio de Janeiro RJ – Individual, na EAV/Parque Lage

Rio de Janeiro RJ – Individual, no MAM/RJ

São Paulo SP – A Gravura de Iberê Camargo: uma retrospectiva, no MAM/SP

São Paulo SP – Iberê Camargo: ciclistas no Parque da Redenção, na Galeria Montesanti Roesler

1991

Passo Fundo RS – Individual, no Espaço de Arte

Porto Alegre RS – Individual, no Instituto Goethe

Rio de Janeiro RJ – Individual, na EAV/Parque Lage

São Paulo SP – A Gravura de Iberê Camargo: uma retrospectiva, no MAM/SP

São Paulo SP – Individual, na Galeria Montesanti Roesler

São Paulo SP – Individual, no Masp

1992

Fortaleza CE – Individual, na Galeria Multiarte

Porto Alegre RS – Individual, no Centro Municipal de Cultura

1993

Florianópolis SC – Iberê Camargo: pinturas, no Masc

Porto Alegre RS – Iberê Camargo: retratos de amigos, no Hotel Center Park.

Porto Alegre RS – Individual, na Usina do Gasômetro

Ribeirão Preto SP – Retrospectiva de Gravuras de Iberê Camargo, no Museu de Arte de Ribeirão Preto Pedro Manuel-Gismondi

Salvador BA – Individual, no Escritório de Arte da Bahia

São Paulo SP – Individual, Galeria Camargo Vilaça

1994

Porto Alegre RS – Homenagem a Iberê Camargo, no Margs

Porto Alegre RS – Individual, no Espaço Cultural Fiat

Rio de Janeiro RJ – Iberê Camargo Mestre Moderno, no CCBB

São Paulo SP – Individual, no CCSP. Divisão de Artes Plásticas

Exposições Coletivas

1943

Rio de Janeiro RJ – Grupo Guignard, no Diretório Acadêmico da Enba (desmontada à força por um grupo de alunos da Enba, é reinaugurada na ABI)

1944

Belo Horizonte MG – Exposição de Arte Moderna, no Edifício Mariana

Londres (Inglaterra) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Royal Academy of Arts

Norwich (Inglaterra) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, no Norwich Castle and Museum

Rio de Janeiro RJ – 50º Salão Nacional de Belas Artes – Divisão Moderna, no MNBA

1945

Baht (Inglaterra) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Victory Art Gallery

Bristol (Inglaterra) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, no Bristol City Museum & Art Gallery

Buenos Aires (Argentina) – 20 Artistas Brasileños, nas Salas Nacionales de Exposición

Edimburgo (Escócia) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na National Gallery

Glasgow (Escócia) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Kelingrove Art Gallery

La Plata (Argentina) – 20 Artistas Brasileños, no Museo Provincial de Bellas Artes

Manchester (Inglaterra) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Manchester Art Gallery

Montevidéu (Uruguai) – 20 Artistas Brasileños, na Comisión Municipal de Cultura

Rio de Janeiro RJ – 51º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA

1946

Rio de Janeiro RJ – 52º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA

1947

Montevidéu (Uruguai) – Pintura Contemporânea Brasileira

Rio de Janeiro RJ – 53º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA – prêmio de viagem ao exterior

1948

Johanesburgo (África do Sul) – Pintura Contemporânea Brasileira

1951

Madri (Espanha) – Bienal de Madri

São Paulo SP – 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon

1952

Rio de Janeiro RJ – Exposição de Artistas Brasileiros, no MAM/RJ

1953

Porto Alegre RS – 4º Salão do Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul

Rio de Janeiro RJ – 2º Salão Nacional de Arte Moderna, no MNBA

1954

Rio de Janeiro RJ – Salão Preto e Branco, no Palácio da Cultura

1955

Madri (Espanha) – Bienal de Madri

Porto Alegre RS – Arte Brasileira Contemporânea, no Margs

Rio de Janeiro RJ – Salão Carioca

1956

Barcelona (Espanha) – 3ª Bienal HispanoAmericana

Nova York (Estados Unidos) – Coletiva, no Museu Guggenheim

Rio de Janeiro RJ – 5º Salão Nacional de Arte Moderna

São Paulo SP – 50 Anos de Paisagem Brasileira, no MAM/SP

1957

Buenos Aires (Argentina) – Arte Moderna no Brasil, no Museo de Arte Moderno

Montevidéu (Uruguai) – Grabados Brasileños, no Instituto de Cultura Uruguayo-Brasileño

Rio de Janeiro RJ – 6º Salão Nacional de Arte Moderna

1958

Cidade do México (México) – 1ª Bienal Interamericana de Pintura y Grabado, no Instituto Nacional de Bellas Artes

Porto Alegre RS – 1º Salão Pan-Americano de Arte

Quito (Equador) – Exposição de Gravura Brasileira

1959

Rio de Janeiro RJ – 30 Anos de Arte Brasileira, na Galeria Macunaíma

São Paulo SP – 5ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho

Washington (Estados Unidos) – Pan American Union, no Smithsonian Institution

1960

Cidade do México (México) – 2ª Bienal Interamericana do México, no Palácio de Belas Artes

Nova York (Estados Unidos) – Latin American Painters and Painting, no Solomon R. Guggenheim Museum

Rio de Janeiro RJ – 9º Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Doze Artistas Brasileiros, na Galeria Bonino

Tóquio (Japão) – International Biennial Exhibition of Prints, no The National Museum of Modern Art

1961

Rio de Janeiro RJ – 1º O Rosto e a Obra, no Galeria Ibeu Copacabana

Rio de Janeiro RJ – Natureza Morta na Pintura, na Galeria Ibeu Copacabana

Rio de Janeiro RJ – O Rio na Pintura Brasileira, na Biblioteca Estadual da Guanabara

São Paulo SP – 6ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho – prêmio de melhor pintor nacional

Tóquio (Japão) – 6ª Bienal de Tóquio

1962

Minneapolis (Estados Unidos) – New Art of Brazil, no Walker Art Center

Rio de Janeiro RJ – Exposição dos dois painéis realizados para Cia. de Navegação Costeira, no MAM/RJ

São Paulo SP – Seleção de Obras de Arte Brasileira da Coleção Ernesto Wolf, no MAM/SP

Veneza (Itália) – 31ª Bienal de Veneza

1963

Rio de Janeiro RJ – 1º Resumo de Arte JB, no Jornal do Brasil

Rio de Janeiro RJ – A Paisagem como Tema, na Galeria Ibeu Copacabana

São Paulo SP – 7ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1964

Rio de Janeiro RJ – O Nu na Arte Contemporânea, na Galeria Ibeu Copacabana

1965

Barcelona (Espanha) – Ocho Grabadores Brasileños, na Galería René Metras

Londres (Inglaterra) – Coletiva, no Royal College of Art

Paris (França) – Salon Comparaisons, na Galerie Stubel

1966

Austin (Estados Unidos) – Art of Latin America since Independence, na The University of Texas at Austin. Archer M. Huntington Art Gallery

Bonn (Alemanha) – Brasilianische Kunst Heute

Cidade do México (México) – Pintura y Grabado del Brasil, no Museo de Arte Moderno

New Haven (Estados Unidos) – Art of Latin America since Independence, na na The Yale University Art Gallery

New Orleans (Estados Unidos) – Art of Latin America since Independence, no Isaac Delgado Museum of Art

Salvador BA – 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas – prêmio aquisição

San Diego (Estados Unidos) – Art of Latin America since Independence, no La Jolla Museum of Art

San Francisco (Estados Unidos) – Art of Latin America since Independence, no San Francisco art Museum

São Paulo SP – Meio Século de Arte Nova, no MAC/USP

1967

Rio de Janeiro RJ – 5º Resumo de Arte JB, no MAM/RJ

1968

Tóquio (Japão) – International Biennial Exhibition of Prints

1971

Rio de Janeiro RJ – 9º Resumo de Arte JB, no MAM/RJ

São Paulo SP – 11ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1972

São Paulo SP – Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois, na Galeria da Collectio

1973

Liubliana (Iugoslávia – atual Eslovênia) – 10ª Bienal Internacional de Gravura, na Moderna Galerija Ljubljana
Rio de Janeiro RJ – Gravura Brasileira no Século XX, no MNBA

1975

Japão – 2ª Exposição de Belas Artes Brasi-Japão, no Centro Lume

Rio de Janeiro RJ – 2ª Exposição de Belas Artes Brasi-Japão, no Centro Lume

São Paulo SP – 13ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

São Paulo SP – 2ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, na Assembléia Legislativa do Estado

1977

Belo Horizonte MG – 5º Salão Global de Inverno, na Fundação Palácio das Artes

Brasília DF – 5º Salão Global de Inverno

Japão – 3ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

Rio de Janeiro RJ – 3ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

Rio de Janeiro RJ – 5º Salão Global de Inverno, no MNBA

Roma (Itália) – 10ª Quadriennale Nazionale d’Arte di Roma

São Paulo SP – 3ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

São Paulo SP – 5º Salão Global de Inverno, no Masp

1978

São Paulo SP – As Bienais e a Abstração: a década de 50, no Museu Lasar Segall

1979

São Paulo SP – 15ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1980

Rio de Janeiro RJ – Homenagem a Mário Pedrosa, na Galeria Jean Boghici

1981

Osaka (Japão) – Exposição Latino-Americana de Arte Contemporânea Brasil/Japão, no National Museum of Art

1982

Lisboa (Portugal) – Brasil 60 Anos de Arte Moderna: Coleção Gilberto Chateaubriand, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão

Londres (Inglaterra) – Brasil 60 Anos de Arte Moderna: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Barbican Art Gallery

Penápolis SP – 5º Salão de Artes Plásticas da Noroeste, na Fundação Educacional de Penápolis. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis

Porto Alegre RS – Homenagem a Iberê Camargo, no Margs

Rio de Janeiro RJ – Entre a Mancha e a Figura, no MAM/RJ

1983

Porto Alegre RS – Do Passado ao Presente: as artes plásticas no Rio Grande do Sul, no Cambona Centro de Arte

Rio de Janeiro RJ – 3 x 4 Grandes Formatos, na Galeria do Centro Empresarial Rio

Rio de Janeiro RJ – 6º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Auto-Retratos Brasileiros, na Galeria de Arte Banerj

1984

Fortaleza CE – 7º Salão Nacional de Artes Plásticas

Porto Alegre RS – Gravuras: uma trajetória no tempo, no Cambona Centro de Arte

Ribeirão Preto SP – Gravadores Brasileiros Anos 50/60, na Galeria Campus USP-Banespa

Rio de Janeiro RJ – 7º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Intervenções no Espaço Urbano, na Funarte. Galeria Sérgio Millie

Rio de Janeiro RJ – Pintura Brasileira Atuante, no Espaço Petrobras

Rio de Janeiro RJ – Viva a Pintura, na Petite Galerie

São Paulo SP – Coleção Gilberto Chateaubriand: retrato e autoretrato da arte brasileira, no MAM/SP

São Paulo SP – Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal

1985

Porto Alegre RS – 1ª Mostra de Ováis, na Galeria do Arco

Porto Alegre RS – Iberê Camargo: trajetória e encontros, no Margs

Porto Alegre RS – Pré-Visão: gaúchos na Bienal, na Galeria Tina Presser

Rio de Janeiro RJ – 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Encontros, na Petite Galerie

Rio de Janeiro RJ – Seis Décadas de Arte Moderna: Coleção Roberto Marinho, no Paço Imperial

São Paulo SP – 18ª Bienal Interncional de São Paulo, na Fundação Bienal

1986

Brasília DF – Iberê Camargo: trajetória e encontros, no Teatro Nacional Cláudio Santoro

Rio de Janeiro RJ – A Nova Flor de Abacate, Grupo Guignard-1943 e Os Dissidentes-1942, na Galeria de Arte Banerj

Rio de Janeiro RJ – Iberê Camargo: trajetória e encontros, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Sete Décadas da Presença Italiana na Arte Brasileira, no Paço Imperial

São Paulo SP – Iberê Camargo: trajetória e encontros, no MAM/SP

1987

Paris (França) – Modernidade: arte brasileira do século XX, no Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris

Rio de Janeiro RJ – Ao Colecionador: homenagem a Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Rio de Janeiro, Fevereiro, Março: do modernismo à geração 80, na Galeria de Arte Banerj

São Paulo SP – O Ofício da Arte: pintura, no Sesc

1988

Ribeirão Preto SP – Lívio Abramo, Iberê Camargo e Amilcar de Castro, na Casa da Cultura

Rio de Janeiro RJ – O Tempo e o Vento, na Galeria de Arte Ipanema

Salvador BA – Os Ilustradores de Jorge Amado, na Fundação Casa de Jorge Amado

São Paulo SP – Modernidade: arte brasileira do século XX, no MAM/SP

São Paulo SP – Os Ritmos e as Formas: arte brasileira contemporânea, no Sesc Pompéia

1989

Copenhague (Dinamarca) – Os Ritmos e as Formas: arte brasileira contemporânea, no Museu Charlottenborg

Fortaleza CE – Arte Brasileira dos Séculos XIX e XX nas Coleções Cearenses: pinturas e desenhos, no Espaço Cultural da Unifor

Lisboa (Portugal) – Seis Décadas de Arte Moderna Brasileira: Coleção Roberto Marinho, na Fundação Calouste Gulbenkian. Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão

Porto Alegre RS – Arte Sul 89, no Margs

Porto Alegre RS – Galeria Tina Zappoli: 8º aniversário, na Galeria Tina Zappoli

Recife PE – Jogo de Memória

Rio de Janeiro RJ – Gravura Brasileira: 4 temas, na EAV/Parque Lage

Rio de Janeiro RJ – Jogo de Memória, na Montesanti Galleria

Rio de Janeiro RJ – Rio Hoje, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Tina Zapolli visita Saramenha, na Galeria Saramenha

São Paulo SP – 20ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

São Paulo SP – 20º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

São Paulo SP – Gesto e Estrutura, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

São Paulo SP – Jogo de Memória, na Galeria Montesanti Roesler

1990

Atami (Japão) 9ª Exposição Brasil-Japão de Arte Contemporânea

Brasília DF – 9ª Exposição Brasil-Japão de Arte Contemporânea

Curitiba PR – 9ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba, no Museu da Gravura

Porto Alegre RS – 1990: aos nossos artistas, na Galeria Tina Zappoli

Porto Alegre RS – 1º Salão Nacional de Arte Contemporânea da UFRGS, no Museu Universitário da UFRGS

Rio de Janeiro RJ – 9ª Exposição Brasil-Japão de Arte Contemporânea

Rio de Janeiro RJ – Ibeu: 1940 – 1990, na Galeria Ibeu Copacabana

Rio de Janeiro RJ – Primavera 90, na Galeria H. Stern

São Paulo SP – 9ª Exposição Brasil-Japão de Arte Contemporânea, na Fundação Brasil-Japão

Sapporo (Japão) 9ª Exposição Brasil-Japão de Arte Contemporânea

Tóquio (Japão) 9ª Exposição Brasil-Japão de Arte Contemporânea

1991

Rio de Janeiro RJ – Mário Pedrosa, Arte, Revolução e Reflexão, no CCBB

São Paulo SP – A Árvore de Cada Um, na Galeria Nara Roesler

São Paulo SP – Sobre a Árvore, na Galeria Montesanti Roesler

São Paulo SP – Sobre o Branco, na Galeria de Arte São Paulo

1992

Cachoeira do Sul RS – Francisco Stockinger e Iberê Camargo

Curitiba PR – 10ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba/Mostra América, no Museu da Gravura

Poços de Caldas MG – Arte Moderna Brasileira: acervo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, na Casa da Cultura

Porto Alegre RS – 1992, na Galeria Tina Zappoli

Porto Alegre RS – Arte Contemporânea: destaques do Sul, no Espaço Cultural Edel Trade Center

Porto Alegre RS – Históricos, no Margs

Porto Alegre RS – Mário Pedrosa, Arte, Revolução e Reflexão, no Centro Municipal de Cultura

Rio de Janeiro RJ – 1º A Caminho de Niterói: Coleção João Sattamini, no Paço Imperial

Rio de Janeiro RJ – De Debret a Iberê, no Museu da Cidade

Rio de Janeiro RJ – Gravura de Arte no Brasil: proposta para um mapeamento, no CCBB

Rio de Janeiro RJ – Natureza: quatro séculos de arte no Brasil, no CCBB

São Paulo SP – Branco Dominante, na Galeria de Arte São Paulo

1993

Fortaleza CE – 23 Anos, na Galeria Ignez Fiuza

Niterói RJ – 2º A Caminho de Niterói: Coleção João Sattamini, no MAC/Niterói

Porto Alegre RS – 1993, na Galeria Tina Zappoli

Rio de Janeiro RJ – Arte Erótica, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Brasil, 100 Anos de Arte Moderna, no MNBA

Rio de Janeiro RJ – Emblemas do Corpo: o nu na arte moderna brasileira, no CCBB

Rio de Janeiro RJ – Gravuras de Amilcar de Castro, Antonio Dias, Iberê Camargo e Sérgio Fingermann, na EAV/Parque Lage

São Paulo SP – Poética, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

1994

Porto Alegre RS – 1994, na Galeria Tina Zappoli

Porto Alegre RS – Zero Hora 30 Anos, na Agência de Arte

São Paulo SP – Arte Moderna Brasileira: uma seleção da Coleção Roberto Marinho, no Masp

São Paulo SP – Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal

Cronologia

ca.1920/1936

Santa Maria RS – Fixa residência

ca.1936/1942

Porto Alegre RS – Fixa residência

1942/1982

Rio de Janeiro RJ – Fixa residência

1948/1950

Europa – Bolsa de estudo

1952/1955

Rio de Janeiro RJ – Membro da Comissão Nacional de Belas Artes

1952

Rio de Janeiro RJ – Realiza gravuras para ilustrar o livro O Rebelde, de Inglês de Sousa

1953

Rio de Janeiro RJ – Funda o curso de gravura em metal, no Instituto Municipal de Belas Artes

1955

Rio de Janeiro RJ – Idealizou o Salão Miniatura em protesto às altas taxas de importação de tintas, na ABI

1960

Montevidéu (Uruguai) – Convidado pelo Itamaraty a ministrar curso sobre gravura em metal nessa cidade

Porto Alegre RS – Curso de pintura na Prefeitura de Porto Alegre, origem do Ateliê Livre da Municipalidade

1962

Rio de Janeiro RJ – Fecha contrato para fazer dois painéis de grandes proporções para a Cia. de Navegação Costeira

1964

Rio de Janeiro RJ – Publica nos Cadernos Brasileiros o seu Tratado sobre Gravura em Metal

1965

Porto Alegre RS – É professor convidado na Escola de Belas Artes da UFRGS

1966

Genebra (Suíça) – Executa painel de 49 m2 oferecido pelo Brasil à OMS, em Genebra

1970

Porto Alegre RS – recebe o título Cidadão de Porto Alegre, concedido pela Câmara Municipal

1974

Santa Maria RS – Inauguração da Galeria Iberê Camargo, no Diretório Acadêmico da Universidade Federal de Santa Maria

1982

Rio de Janeiro RJ – Finalizado curta-metragem sobre sua obra, por Mário Carneiro e Embrafilme

1982/1994

Porto Alegre RS – Passa a dividir seu tempo entre esta cidade e o Rio de Janeiro

1984

Rio de Janeiro RJ – Realiza dois painéis para a Funarte

1985

Rio de Janeiro RJ – Recebe o Prêmio Golfinho de Ouro por sua atuação como artista plástico em 1984, concedido pelo Estado do Rio de Janeiro

Lançamento de livro sobre sua vida e obra, editado pelo Margs, pela Funarte e pelo Ministério da Cultura

Porto Alegre RS – Recebe medalha Mérito Cultural concedida pela Prefeitura de Porto Alegre

1986

Santa Maria RS – Recebe título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal de Santa Maria

1988

Porto Alegre RS – Lança livro de contos, com ensaio autobiográfico No Andar do Tempo: 9 contos e um esboço autobiográfico, L&PM Editores

1992

Porto Alegre RS – Lança livro técnico A Gravura pela Editora Sagra

1994

Porto Alegre RS – Lançamento do livro Conversações com Iberê Camargo, de Lisette Lagnado, na Galeria Tina Zappoli

São Paulo SP – Lançamento do curta sobre Iberê Camargo O Pintor, de Joel Pizzini, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC/USP

1995

Porto Alegre RS – Criação da Fundação Iberê Camargo

1998

São Paulo SP – Lançamento do livro Gaveta dos Guardados, conjunto de textos autobiográficos organizado por Augusto Massi

1999

Rio de Janeiro RJ – Lançamento do livro de corres.

 

Livros

Iberê Camargo - Origem e destino

IBERE CAMARGO – ORIGEM E DESTINO
Formato: Livro
Autor: SIQUEIRA, VERA BEATRIZ
Editora: COSAC NAIFY
Assunto: ARTES

 

Dialogos com Iberê Camargo

DIALOGOS COM IBERE CAMARGO
Formato: Livro
Coleção: ENSAINHOS
Organizador: SALZSTEIN, SONIA
Editora: COSAC NAIFY
Assunto: ARTES – TEORIA E HISTÓRIA

 

Iberê Camargo - Desassossego do mundo

IBERE CAMARGO – DESASSOSSEGO DO MUNDO
Formato: Livro
Autor: ROESLER, SILVIA
Editora: MEMORIAL DE LIVROS
Assunto: ARTES

 

Iberê Camargo - Catalogo de raisonne - vol 1

IBERE CAMARGO – CATALOGO RAISONNE – VOL 1
GRAVURAS
Formato: Livro
Autor: ZIELINSKY, MONICA
Editora: COSAC NAIFY
Assunto: ARTES

 

Conversações  com Iberê Camargo

CONVERSAÇOES COM IBERE CAMARGO
Formato: Livro
Autor: LAGNADO, LISETTE
Editora: ILUMINURAS

 

 

Iberê Camargo/ Mario Carneiro : Correspondencia

IBERE CAMARGO/MARIO CARNEIRO: CORRESPONDENCIA
Formato: Livro
Autor: CASA DA PALAVRA
Editora: CASA DA PALAVRA
Assunto: ARTES

 

 

Gaveta dos guardados

GAVETA DOS GUARDADOS
Formato: Livro
Autor: CAMARGO, IBERE
Organizador: MASSI, AUGUSTO
Editora: COSAC NAIFY
Assunto: BIOGRAFIAS – ARTES

 

Triptico para Iberêhttp://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=15010813&sid=2016167351473718178210139

TRIPTICO PARA IBERE
Formato: Livro
Autor: CASTILHOS, LAURA
Autor: VICENTINI, DANIELA
Autor: RIBEIRO, PAULO
Editora: COSAC NAIFY
Assunto: ARTES – TEORIA E HISTÓRIA

 

Iberê Menino

IBERE MENINO
Formato: Livro
Autor: DIAS, CHRISTINA
Autor: NEVES, ANDRE
Editora: DCL-
Assunto: INFANTO-JUVENIS – ARTES E OFÍCIOS

 

Ibere Camargo

IBERE
ROMANCE
Formato: Livro
Autor: RIBEIRO, PAULO
Editora: ARTES E OFICIOS
Assunto: LITERATURA BRASILEIRA

 

Calculo da expressão - Goeldi, Segall, Iberê

CALCULO DA EXPRESSAO – GOELDI, SEGALL, IBERE
EDIÇAO BILINGUE – PORTUGUES/INGLES
Formato: Livro
Autor: SIQUEIRA, VERA BEATRIZ
Editora: IMESP
Assunto: ARTES

 

Videos



Vídeo que ilustra o processo de trabalho de Iberê Camargo. O vídeo integrou a exposição Iberê Camargo – Um ensaio visual.


Arquiteto Álvaro Siza falando sobre o projeto da Fundação Iberê Camargo em Porto Alegre.

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