Gustavo Rosa

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“… as pequenas coisas dão felicidades.
… Você encontra nas coisas mais simples maneiras de se alegrar, de ser feliz.”

Gustavo Rosa é um pintor, desenhista, gravador e artista plástico.

Em suas obras existe muita gozação, crítica, lucidez. Gustavo se espanta com os costumes, paixões, amores ridículos, estúpida vida e então cria o seu mundo pictórico, com emoção no belo e no puro colorido, desenhos exatos. Se destaca pela sua originalidade.

Gustavo Rosa - Foto artista

Gustavo Rosa – Foto artista

Gustavo não pertence a uma escola específica nem segue nenhuma tendência ou modismo. Criou uma obra pessoal, com linguagem própria e personagens de um inesgotável humor caricatural.

Ao longo de sua carreira, ganhou diversos prêmios e expôs em diversas partes do mundo. Ainda, sua obra divertida e alegre estampou cadernos, livros, canecas, pratos e até automóveis.

Gustavo Rosa - Biografia

Gustavo Rosa nasceu em São Paulo no dia 20 de dezembro de 1946. Filho de Isaias Rosa, e de Cecília Paula Machado.É pintor, desenhista e gravador, considerado uma dos mais criativos artistas de sua geração.

Gustavo Rosa - Foto artista

Gustavo Rosa – Foto artista

Gustavo Rosa lembra que sua primeira relação com a arte, ocorreu quando tinha entre 3 a 4 anos de idade. Recorda que pegou, um carvão na lareira e começou a rabiscar as paredes brancas da casa.

Começava assim sua trajetória, em muitos momentos teve a capital paulistana como tema. Era um péssimo aluno e fazia caricatura dos colegas e dos professores e enchia cadernos com as mais variadas imagens.

Quando Gustavo tinha mais ou menos 14 anos, o pai decidiu contar o que estava acontecendo para um amigo, diretor da revista Claúdia. Este não hesitou e pediu para que levasse o filho para falar com ele, levando alguns desenhos. Esse primeiro contanto com o mundo das editoras foi um sucesso.

Gustavo não pertence a uma escola específica nem segue nenhuma tendência ou modismo. Criou uma obra pessoal, com linguagem própria e personagens de um inesgotável humor caricatural.

Em 1968 ganhou prêmio “medalha de ouro” (pintura) e viagem à Europa no “ Primeiro Festival de Artes Interclubes”, São Paulo. Foi para Londres e quando voltou, largou o emprego para investir na carreira de artista.

Gustavo Rosa - Foto artista

Gustavo Rosa – Foto artista

Realiza a sua primeira exposição individual na Galeria Alberto Bonfiglioli em 1970. Em 1974, estuda gravura com o norte-americano Rudy Pozzati, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado – MAB/Faap.

Em 1979 e 1980 participa da Exposição Brasil-Japão em Tóquio. Expõe, em 1979, no Salão Nacional de Artes Plásticas e, em 1980 e 1983, no Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM/SP. Realiza painéis externos, em 1984 na Rua Bela Cintra e em 1987, na Rua Mario Ferraz, para Tereza Gureg.

Em 1990 participa de exposição coletiva no International Museum of 20th Century Arts, em Los Angeles, Estados Unidos. Lança, em 1994, uma grife com o seu nome em Nova York. Em 1998, desenvolve as capas de cadernos escolares da marca Tilibra. Neste mesmo ano executa uma escultura em homenagem a Maria Esther Bueno, na Praça Califórnia, em São Paulo. Em 2000, monta escultura de um gato, sob o Viaduto Santa Efigênia

Recebeu vários prêmios, expôs e participou de eventos em cidades do Brasil e fora dele, como Nova York, Los Angeles, Massachusetts, Tel-Aviv, Lisboa, Berlim, Hamburgo, Tóquio, Barcelona e Paris.

Dono de uma obra alegre e bem humorada, Gustavo Rosa é muito próximo do mundo corporativo, sendo constantemente convidado por inúmeras empresas e instituições para com sua arte alavancar produtos e projetos.

Gustavo Rosa - Foto artista

Gustavo Rosa – Foto artista

Em 1994 lançou em Nova Iorque a grife Gustavo Rosa na Bloominngdale’s.

Em 2005 inaugurou seu próprio espaço de trabalho e exibições, o Estúdio Gustavo Rosa,no Jardim Paulista em São Paulo.

Em 2009 expôs no Museu do Louvre, em Paris, uma homenagem à artista brasileira Tarsila do Amaral com a obra “Abaporu”, que sem perder o bom humor, usou o famoso quadro para homenagear a Presidente da República Dilma Rousseff.

Curiosidades

Livro – Pintando um mundo melhor com Gustavo Rosa
Autor: Gustavo Rosa
Editora: Decor Books

Com textos da educadora Ana Maria Santos Gouw, o livro apresenta a vida e obra de Rosa, com linguagem adequada ao público infantil. O livro traz textos, reproduções e desenhos das obras originais de Rosa para que as crianças pintem, instigando sua curiosidade e criatividade.

Livro – Contando a arte de Gustavo Rosa
Autor: Oscar D’Ambrosio
Editora: Noovha America

Neste livro, pode-se conhecer um pouco das principais facetas de seu processo criativo. Gustavo Rosa tem como único grande compromisso a obrigação auto-imposta de criar sempre. Assim, homens, mulheres, crianças e animais nas mais diversas posições surgem com espontaneidade, numa mescla única de lirismo e humor. Para ele, a realidade torna-se a matéria-prima de um trabalho sólido e consagrado, mas que desafia pela sua aparente simplicidade.

Livro – Gustavo Rosa
Autor: Gustavo Rosa
Editora: Decor Books

Gustavo Rosa é testemunha da época em que os talentos artísticos nasciam na própria prática, no sentir e fazer. Costuma dizer que nasceu desenhando e o aprimoramento de seu trabalho se deu na observação de outros artistas e em aulas práticas eventuais. Incluindo as principais obras do artista, este livro traz – Ensaio crítico; Anos 60-70; Anos 80-90; Anos 2000 e tantos; Desenho; Arte aplicada; Biocronologia; Álbum; Fortuna crítica; Estúdio e Créditos. Edição bilíngüe – Português/Inglês.

Livro – Sem raça, com graça
Autor: Gustavo Rosa / Silvinha Meirelles
Editora: Brinque Book

‘Sem Raça, Com Graça’ conta as aventuras de um cachorro sem nome, sem raça, um cachorro mesmo, não humanizado e, por isso, diferente da maioria dos cachorros das histórias infantis. Para ele, de um cheiro ou de uma voz nasce uma saudade. Um cachorro cheio de graça que por onde passa leva alegria e deixa saudades.

 

Gustavo Rosa - Foto artista

Gustavo Rosa – Foto artista

Depoimentos

“[...] Minha preocupação nunca foi o engajamento em tendências ou movimentos artísticos. Desenho desde crainça, desde os tempos da escola. Sempre me destaquei por isso, faz parte de mim. Quando me interessei por pintura, pesquisei bastante, testei técnicas e fui conhecer de perto trabalhos de artistas em seus ateliês, como no de Volpi, Agenor Barbosa e Carlos Scliar. Com o domínio das técnicas, desenvolvi um trabalho com característica própria, que me identifica. O humor está presente em minha obra, não sei fazer drama. [...] Sempre que solicitado, executo capas de livros, cartôes postais, cadernos escolares, relógios, camisetas ou cartuns. Acho positivo o fato da arte atingir um número cada vez maior de pessoas que, muitas vezes, não têm o hábito ou meios de frequentar galerias e museus.”
Gustavo Rosa

Críticas

” [...] Ele vem depurando cada vez mais as suas telas, suprimindo todos os detalhes não estritamente indispensáveis. Conseguiu assim alguns dos retratos mais interessantes e algumas das figuras mais convincentes. Reduziu muito o emprego de cor, limitando-se a utilizar manchas isoladas. Gustavo Rosa é um jovem artista autodidata, e há apenas três anos resolveu se dedicar à pintura. Realizou um progresso surpreendente, mantendo sempre o seu princípio de procurar aprender e descobrir por si mesmo. As suas figuras femininas e os seus nus possuem uma verdade que se impõe e fascina, na sua apreensão da expressividade humana pelo grafismo e a espacialidade”.
Mário Schenberg

“Gustavo Rosa é uma das figuras mais destacadas no campo das artes visuais brasileiras, um destaque que ele conquistou com sua pintura lúdica, irônica, agressiva e mentalmente lúcida. Com um design singelo e pragmático ele cria as suas figuras lapidares, agressivamente recortadas, impertinentemente simplificadas, irônicas e brincalhonas, produtos de um humor gozador de todas as fraquezas humanas. Há muita crítica aguda em suas gozações, há muita lucidez discernidora em suas composições, ou melhor dizer, apresentações. [...] Gustavo se espanta com a estupidez da nossa vida, o ridículo dos nossos amores, paixões, costumes e dos nossos chiliques. Tudo isto o leva a criar o seu mundo pictórico de inesgotável humor caricatural, porém bondoso para com as nossas fraquezas e loucuras. O seu desenho é exato, frio, matemático, singelo, agressivo e irônico. A emotividade está no belo e puro colorido, embora contido e controlado. [...] Ao lado de um Fang, entre os pintores figurativos paulistas da atualidade, ele se destaca pela sua originalidade, seu firme idioma plástico que não lembra a ninguém na escolha dos seus assuntos íntimos. [...] Uma bela e valiosíssima figura do panorama pictórico atual. Um grande talento, com o carisma de um agudo e muito puro e claro espírito”.
Theon Spanudis

 

 

Gustavo Rosa - Gata

Gustavo Rosa – Gata

Gustavo Rosa: “No meu tempo, a relação das escolas com a arte era zero”

O pintor Gustavo Rosa fala de suas dificuldades na escola e com a leitura. E de como a arte sempre lhe foi um escape

Gustavo Rosa – Fui um péssimo aluno, em vez de estudar ficava desenhando e fazendo a caricatura dos meus professores. Eles até que achavam muito interessante e levavam tudo para casa, mas me davam bronca, zero nas notas e chamavam minha mãe na escola. Falavam: “Olha, o menino tem alguma deficiência, porque em vez de estudar ele fica desenhando”.

A escola para mim era um período conturbado, eu não gostava de estudar. Depois eu soube que não é que eu fosse um vagabundo, mas eu tinha uma dislexia. Até hoje sinto dificuldade para ler um livro inteiro, mas eu descobri isso mais tarde. Lá para trás não se falava em dislexia. Falava-se que eu era atrapalhado, vagabundo, não queria estudar, que preferia outras coisas. Mas eu tinha dificuldade de concentração mesmo.

Hoje mesmo tentei ler uma coluna do Arnaldo Jabor no jornal, sobre o futuro de nossa desilusão, e tive muita dificuldade. Minha cabeça vai para outro espaço. Tive de ler três vezes para me inteirar do que se tratava! Mesmo quando me interessa, tenho que ler duas, três, quatro vezes para captar. É um problema que tenho. Enquanto todo mundo leva três, quatro dias para ler um livro, eu levo um mês.

A minha compensação é a arte e eu tive sucesso nesta profissão, o que é muito difícil. Eu me dedico em tempo integral. Sou autodidata, nunca aprendi a desenhar. Nasci desenhando e fui me aperfeiçoando com a vida. Eu acredito muito na vocação. Tanto o cantor, como o pintor ou o escultor, ele já vem com alguma coisa, que depois ele aperfeiçoa no estudo.

O meu pai era uma pessoa bastante culta, era advogado, um intelectual. Ele era bem liberal no que eu queria fazer. Não me obrigava a ser isto ou aquilo, ele aceitava a minha condição de querer pintar e me dava certo incentivo. Minha mãe era aquela mãe coruja. Nunca tive agressividade por parte deles em relação ao que fazia, então de certa maneira tive um incentivo deles.

Você não pode obrigar ninguém a fazer o que não quer. Os pais de muitos amigos meus obrigavam a estudar medicina porque eles eram médicos, mas os filhos queriam fazer outras coisas. Isso é muito errado, muitos fizeram outra coisa depois e a faculdade foi um tempo perdido. Você tem de obedecer um pouco a natureza, deixar a pessoa fazer o que quer.

No meu tempo, a relação das escolas com a educação artística era zero. Agora, sei que as crianças me estudam no colégio. Volta e meia, as escolas me chamam, os alunos fazem uma releitura do meu trabalho, o que é muito bacana. Vejo que hoje estudam arte bem mais do que em meu tempo. Que se tem uma relação com a pintura, com a parte artística, bem mais acentuada. Eu fico feliz em ver isso, não me lembro de no meu tempo um pintor ir à escola falar sobre arte, e hoje isto é muito comum.

 Entrevista a Revista Flap Tur Magazine – GRAPPA

Gustavo Rosa - Cachorro

Gustavo Rosa – Cachorro

 

Gustavo Rosa já passou por inúmeras fases estilísticas ao longo de sua carreira como artista plástico: desde obras mais racionais e geométricas a figuras mais arredondadas e coloridas, com um toque especial de humor (estilo que ele adota hoje por não querer “levar a vida tão a sério”). Apesar de receber críticas ferrenhas de pessoas que o consideram muito mercadológico, Gustavo não se abate. Além de afirmar que adora fazer obras corporativas, o artista acrescenta que as críticas ajudam-no a evoluir, a aprimorar o seu trabalho. Gustavo Rosa concedeu uma entrevista exclusiva à Editora GRAPPA, a qual foi publicada na 4ª edição da revista FTM (Flap Tur Magazine), da agência de turismo Flap Tur, confeccionada pela própria GRAPPA. Confira entrevista completa abaixo:

FTM – Como começou o seu gosto pela arte? É verdade que você pintou, aos dois anos de idade, a parede da casa da sua mãe com carvão?

Gustavo Rosa - É verdade. Eu peguei um carvão da lareira e desenhei na casa toda. Essa foi a minha primeira obra de arte. E daí começou. Eu sou autodidata, nunca tive professor, nunca tive nenhum artista na família. Eu acredito na vocação. É um dom natural, veio comigo.

FTM – O fato de você não ter ninguém para lhe indicar no início da carreira dificultou o seu acesso ao campo das artes?

Gustavo Rosa - Eu sou a favor da luta. Acho que a dificuldade, o fato de você ter que ir buscar alguma coisa, é muito saudavél.
Porque se eu não tivesse passado por todas as dificuldades que passei, talvez não tivesse chegado aonde cheguei, talvez não tivesse dado valor.

FTM – Uma curiosidade: por que as pessoas e os animais retratados em sua obras têm um olho de cada cor?

Gustavo Rosa - Isso eu comecei a fazer nem eu sei bem o porquê! Teve início nos anos 70, em uma exposição que eu fiz no Rio de Janeiro.
Na verdade, eu queria mexer com a figura. Da mesma forma que eu engordava, também aproveitei o cubismo e a geometrização dos desenhos
para colocar as figuras de forma engraçada. O olho foi um dos detalhes (fazer um olho vermelho e o outro preto). E isso se tornou uma constante. Veio depois uma crítica dizendo que esses dois olhos tinham o princípio de Yin Yang, contrastando a vida e a morte, que nós carregamos. O vermelho, então, seria a vida e o preto, a morte. Instintivamente eu fazia isso.
E acabou se tornando a minha marca.

Gustavo Rosa - Selinho na Hebe

Gustavo Rosa – Selinho na Hebe

Todos dizem que suas obras têm um teor de crítica e humor ao mesmo tempo. Por que utilizar a crítica e o humor?

O Theon Spanuds (que para mim foi um dos maiores críticos do Brasil) dizia que minhas obras tinham uma crítica bem humorada, não no sentido pejorativo, mas no sentido construtivo. O humor faz parte da minha vida como colorido. Quando eu era criança, havia uma casa de doces que eu adorava, e eu sempre escolhia o doce mais colorido, e não o mais saboroso. Eu sempre abracei as cores; elas têm um papel muito importante.

FTM – O Ziraldo comentou uma vez com você que só quem já passou por um grande sofrimento pode entender e fazer um bom humor.Depois da morte de sua irmã, sua obras ficaram mais bem humoradas, devido ás dores do passado?

Gustavo Rosa - Eu penso que sim. Depois da morte dela, em 1978, eu passei a ter um humor mais ferrenho. Até então, eu estava
desenvolvendo um trabalho bastante intelectual, mais cerebral, geometrizando as figuras. Mas após o falecimento de minha irmã,
eu vi que a vida não pode ser levada tão a sério. Então, comecei a arredondar as figuras, a brincar com as cores, com o humor.
Minhas obras ficaram mais despojadas, mais leves, mais coloridas.

FTM – Seu trabalho é bastante diversificado, e talvez até por isso, você recebe muitas críticas. Em sua opinião, por que isso acontece?

Gustavo Rosa - Eu brinco e digo que eu fiz sucesso sem “pedir licença” para o mercado. Porque o campo das artes é uma máfia muito grande, e você é obrigado a seguir tendências. Aquele que não está seguindo a tendência do momento é considerado um outside, é mantido fora da programação. E como eu sempre fiz o que queria fazer, independente do mercado ou da vontade de outros, isso talvez tenha irritado essa camada intelectual. Eu tenho uma crítica severa comigo mesmo, com o meu trabalho. Mas eu faço aquilo que me dá prazer, que vem de dentro. A minha pintura é de dentro para fora, e não de fora para dentro, diferente do que acontece normalmente hoje em dia, onde artistas seguem a tendência do mercado para ficarem engajados na programação. Nos dias atuais, a figura do crítico de arte infelizmente saiu de cena e deu lugar à figura do curador. Críticos como Angélica de Moraes, Jacob Klintowitz e Olívio Tavares de Araújo, que antigamente tinham suas colunas estampadas nos principais jornais, perderam espaço para o curador, que só pensa na questão mercadológica da arte. Os críticos, que são pessoas intelectuais, cultas e entendidas, foram substituidos por curadores sem cultura, que fabricam artistas com o único objetivo de faturar. Esses “pseudoartistas” moldados pelos
curadores produzem obras de arte que não são mais visuais, e sim intelectuais. A obra atual não é mais completa por si só: ela vem com um encarte explicativo, com um CD ou livro complementar, e isso para mim não é arte. Então, acho a figura do crítico de arte muito importante para a evolução do artista. Eu evoluí muito com as críticas que recebi, e isso é fundamental.

FTM – Então as críticas não incomodam você?

Gustavo Rosa - De jeito nenhum. Pelo contrário… As críticas já foram piores, e hoje em dia estão mais amenas. Depois que você vence barreiras, os inimigos começam a te respeitar. Eu acho que a crítica maior e melhor vem do meu público, e não dos especialistas.

FTM – De onde vem a inspiração para as suas obras?

Gustavo Rosa - Giclée

Gustavo Rosa – Giclée

Gustavo Rosa - Eu não acredito em inspiração, eu acredito no trabalho. O Picasso tinha uma frase muito bacana sobre isso: ” Se existe inspiração ela vai me encontrar trabalhando”. Inspiração é uma palavra romântica. É o trabalho que responde ás suas expectativas.

FTM – Mais existe algo que o ajuda a se concentrar? Ouvir música, por exemplo?

Gustavo Rosa - Não, eu pinto sem música. É uma coisa natural. Eu, por exemplo, adoro a cidade. Então, eu não seria capaz de pintar em uma ilha isolada, em uma fazenda. Eu preciso dessa agitação da cidade. E eu também só pinto de dia, só com a luz natural, não pinto à noite. Até porque a noite me dá tédio. Acho que ela serve para tomar vinho e jogar conversa fora.

FTM – Você acredita que a cidade de São Paulo em algum momento influenciou a sua obra?

Gustavo Rosa - Não. É lógico que você sofre influências do meio em que vive, mas eu acho que a caligrafia principal você traz na sua genética. Eu acredito que a pessoa já nasce com um potencial, que pode ser desenvolvido ou não ao longo da vida. Para mim, o artista tem ser inato, nascer com o dom. Hoje, fazem-se muitos artistas. O pintor não precisa mais saber desenhar e pintar, basta saber manipular bem um computador.

FTM – E o que você acha da nova geração de ilustradores e designers que fazem trabalhos artísticos pelo computador?

Gustavo Rosa - Na verdade, o computador é muito importante e veio para ajudar. Mas eu não sei como é que vai ser o futuro daqui para frente. Tem um ditado chinês antiguissimo que diz: ” Enquanto a mão trabalha, o coração descansa”. E hoje já não há mais esse trabalho manual. Quando eu era criança, gostava muito de fazer balão, pipas, com composição coloridas, mexendo com as mãos. Hoje já não se faz mais isso. Acho que, no futuro, a criatividade das pessoas irá ficar mais limitada por conta do computador.

FTM – E as mídias sociais? Você não pensa em promover o seu trabalho por meio delas?

Gustavo Rosa - Não, eu estou bem distante disso, porque eu acho uma coisa fria. Eu soi mais emotivo. Computador para mim ainda é uma coisa bem distante, bem fria. Mas é claro que eu tenho pessoas que me ajudam com isso. Afinal, para mim é como trocar um pneu: para quê que vou colocar a mão na massa se tem alguém para fazer isso por mim?

FTM – O que torna uma obra ou um artista imortais?

Gustavo Rosa - Para mim é o percurso que o artista fez durante a vida. O Volpi, por exemplo, percorreu todo um trajeto em sua carreira, chegando até o concretismo das bandeirinhas, que acho lindo. Mas houve um começo, um meio e um fim. Outros pintores, porêm, se aproveitaram
de um momento, reproduziram uma tendência e faturaram em uma determinada época, mas a obra não resistiu ao tempo.

Gustavo Rosa - O peixe

Gustavo Rosa – O peixe

FTM – O que o motivou a largar toda a estabilidade na carreira públicitária e ir para o mundo das artes?

Gustavo Rosa - Na arte eu via a liberdade. E eu amo a liberdade. Mesmo que na publicidade eu pudesse exercer o meu dom, há uma limitação. Quantas vezes eu fiz um layout maravilhoso e o cliente não gostou? Acho inclusive que uma das razões de eu não ter me casado é para não ter uma mulher no meu pé, para ter uma certa liberdade mesmo.

FTM – Mas você ainda utiliza a publicidade para algumas de suas obras corporativas. Afinal, você já desenvolveu trabalhos para a Ambev, A Globo, a rede Pão de Açúcar…

Gustavo Rosa - Esse corporativismo é inerente a mim. Eu gosto muito de fazer obras corporativas. Hoje eu sou muito procurado pelas empresas, mas eu tenho plena liberdade também. Eu fiz uma campanha inteira para a Visa, durante quatro anos, e eu é quem tomei a frente e disse como iria ser.

FTM – A designer Cris Porto já fez uma coleção de jóias baseadas em seus quadros. Além disso, suas obras já fora reproduzidas em camisetas e roupões em Nova Iorque. Como é transcender a barreira da tela e do pincel?

Gustavo Rosa - É que eu sempre lutei para fazer o que eu queria. Porque se eu fosse obediente e seguisse o que a crítica falava, eu nunca teria feito a minha grife na Bloominngdale’s, não teria feito todos esses trabalhos corporativos. Quando eu fazia, era criticado. Hoje em dia não, agora, todo artista procura fazer isso. Além de divulgar o trabalho, dá uma receita muito boa.

 FTM – Quando você percebeu que o seu nome havia virado uma marca?

Gustavo Rosa - Acho que foi em Nova Iorque, quando eu fiz a minha grife lá, em 1994. Eu fui muito mais reconhecido lá do que aqui no Brasil. Infelizmente, apesar de eu adorar o meu país de origem, o Brasil tem um defeito: não aguenta o sucesso alheio, como já dizia o Tom Jobim. Fazer sucesso no Brasil é uma ofensa pessoal. Lá nos Estados Unidos eu expus obras em vários lugares; as pessoas andavam com camisetas estampadas com o meu trabalho. Aqui o pessoal dizia que eu estava me vendendo, que eu era comercial.

FTM – Você gosta de viajar? Qual lugar você visitou e mais gostou?

Gustavo Rosa - Por incrível que pareça, eu odeio viajar. Eu viajo mais aqui dentro do meu espaço, na minha cabeça, do que fisicamente. Eu detesto arrumar as malas, pegar avião, estar no aeroporto. Eu sempre acho que vou perder as malas, que não vou conseguir entrar no voo. Dá nervosismo. Quanto aos lugares que conheci, gostei muito de Hamburgo, na Alemanha. Fui muito bem recebido lá. Também adorei uma cidade nos Estado Unidos chamada Carmel, ao sul de São Francisco. Parece uma cidade de boneca, é um lugar muito romântico.

FTM – Em 2009, você participou do projeto ” Pintou a Síndrome do Respeito”, desenvolvendo obras junto a pessoas com Síndrome de Down. Como
foi trabalhar com esse público?

Gustavo Rosa - No campo

Gustavo Rosa – No campo

Gustavo Rosa - Eu sempre digo que foi um aprendizado muito grande, foi nuito saudável. Eu aprendi mais com eles do que eles comigo, porque os excepcionais são muito autênticos. Ás vezes eu ia ajudá-los a pintar e eles não deixavam, se impunham. Eu acabei aproveitando esse trabalho e realizei uma série especial de obras feitas por eles, mas com intervenções minhas, que foram expostas no Museu da Escultura. E eu não quero vender esse quadros.

FTM – Você tem alguma mania, ou superstição?

Gustavo Rosa - No ano de 2003, uma numeróloga amiga minha disse que a assinatura dos meus quadros deveria mudar. Que eu não poderia cortar o “T” do Gustavo, porque isso sempre iria significar um a cruz na minha vida. Então eu segui a dica dela e modifiquei a assinatura. Com certeza vi muitas melhoras na minha vida a partir dai.

FTM – E religião para você, significa alguma coisa?

Gustavo Rosa - Não, eu abomino religião. Eu acredito em uma força maior, mas não em religião. Ela inclusive já atrapalhou a arte. A igreja proibiu determinados artistas de desenvolverem seus trabalhos porque era algo pecaminoso, contrário à sua vontade. Ela impede o desenvolvimento da sociedade e da ciência.

FTM – O momento da sua doença está sendo mais de luta e esperança, ou mais de reflexão a introspecção?

Gustavo Rosa - Um pouco dos dois. É uma porrada que você recebe, sem dúvida. Você para um pouco para pensar, se questiona. Acho que toda a carga emotiva de sofrimento eleva a espiritualidade. Depois que eu tive esse problema, meu trabalho ficou mais forte, mais colorido e mais alegre, como foi quando a minha irmã morreu. É uma atitude até compensatória. Eu pinto aquilo que eu ainda gostaria de viver. Porque eu não sei fazer drama, só sei fazer comédia. Quando eu recebi o diagnóstico, ao invés de dramatizar e achar que o mundo acabou, a minha atitude foi de pintar ainda mais, e com mais alegria e lucidez.

Gustavo Rosa - Banhista

Gustavo Rosa – Banhista

FTM – Qual foi a primeira coisa que você pensou ao sair do hospital?

Gustavo Rosa - Puxa, como a vida é frágil… Você está aqui hoje, mas amanhã pode não estar mais. Acabo questionando muito a morte. Eu não tenho medo dela, eu tenho medo é de sofrer. Afinal, quando eu tive a recidiva, fiquei três meses dormindo sentado, e isso foi um sofrimento
físico muito grande. Depois, quando eu operei o disco lesionado da coluna, pude dormir deitado, e foi uma alegria imensa. E é ai que você que as pequenas coisas dão felicidade. O sofrimento vem para te ensinar a valorizar determinadas coisas que você, quando é são não dá valor. Você encontra nas coisas mais simples maneiras de se alegrar, de ser feliz.

FTM – E mesmo já tendo feito de tudo, você tem planos para o futuro?

Gustavo Rosa - Não. Eu acredito muito na magia das coisas. Como eu já disse, amo a liberdade, e a liberdade para mim é o desconhecido. Se eu souber que em dezembro terei que fazer uma exposição com 15 quadros, e que terei que pintar um determinado tema, acaba-se toda a fantasia. O bacana é não saber o que vai acontecer amanhã. Eu detesto fazer programações.

Exposições Individuais

1970

São Paulo SP – Individual, na Galeria Alberto Bonfiglioli

1971

São Paulo SP – Individual, na Galeria Terry Della Estufa

1973

São Paulo SP – Individual, na Espade – Galeria de Arte

1975

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria de Arte Ipanema

1977

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria de Arte Ipanema

1978

São Paulo SP – Individual, na Galeria Grife

1979

São Paulo SP – Individual, na Galeria Documenta

Santos SP – Individual, na Galeria do Centro Cultural Brasil-Estados Unidos

1980

Porto Alegre RS – Individual, na Galeria Salamandra

1981

São Paulo SP – Individual, na Paulo Prado Galeria de Arte

São Paulo SP – Individual, no Studio José Duarte Aguiar

1983

Nova York (Estados Unidos) – Individual, na Kouros Gallery

São Paulo SP – Individual, na Paulo Prado Galeria de Arte

Guarujá SP – Individual, no Hotel Jequitimar

1986

Ribeirão Preto SP – Individual, na Galeria Jardim Contemporâneo

1987

Jundiaí SP – Individual, no Museu Histórico Cultural de Jundiaí

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Toulouse

1988

São Paulo SP – Individual, na Galeria Documenta

1989

Los Angeles (Estados Unidos) – Individual, na Gordon Gallery

1991

São Paulo SP – Gustavo Rosa: Trabalho Independente, na Artevital

Hamburgo (Alemanha) – Individual, no Espaço Cultural de Hamburg Sud

1992

Miami (Estados Unidos) – Individual, na Collection Gallery

Berlim (Alemanha) – Individual, no Espaço Cultural do Palast Hotel

1994

Estados Unidos – Gustavo Rosa, no South Egremont

Barcelona (Espanha) – Gustavo Rosa, no Museu Picasso

1998

São Paulo SP – Individual, no Atrium do Hospital Albert Einstein

São Paulo SP – Gustavo Rosa, na Amcham Art Gallery

1999

São Paulo SP – O ludismo de Gustavo Rosa, na Espaço Cultural Banespa-Paulista

Exposições Coletivas

1969

São Paulo SP – Primeiro Festival de Artes Interclubes, no Clube Monte Líbano – medalha de ouro – prêmio de viagem ao exterior

1979

Rio de Janeiro RJ – 2º Salão Nacional de Artes Plásticas

Tóquio (Japão) – 4ª Exposição Brasil-Japão, no Museu de Belas Artes de Tóquio

1980

Penápolis SP – 4º Salão de Artes Plásticas da Noroeste, na Fundação Educacional de Penápolis. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis – artista convidado

São Paulo SP – 12º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP – artista convidado

São Paulo SP – 5º Salão de Artes Plásticas do Clube Alto de Pinheiros – medalha de ouro

Tóquio (Japão) – 5ª Exposição Brasil-Japão, no Museu de Belas Artes de Tóquio

1981

Piracicaba SP – 14º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba, na Casa das Artes Plásticas “Miguel Dutra”

Ribeirão Preto SP – 4º Salão de Artes Plásticas – prêmio aquisição

Ribeirão Preto SP – 6º Salão de Arte de Ribeirão Preto, na Casa da Cultura de Ribeirão Preto

Rio de Janeiro RJ – 4º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ

São Paulo SP – 2º Salão Paulista de Artes Plásticas e Visuais, no Paço das Artes

São Paulo SP – 6º Arte no Centro Campestre, no Centro Campestre Sesc Brasílio Machado Neto

1982

Penápolis SP – 5º Salão de Artes Plásticas da Noroeste, na Fundação Educacional de Penápolis. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis – artista convidado

1983

São Paulo SP – 14º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP – artista convidado

São Paulo SP – Avenida Paulista, na Galeria Sesc Paulista

1984

Curitiba PR – Simões de Assis Galeria de Arte: mostra inaugural, na Simões de Assis Galeria de Arte

1985

Penápolis SP – 6º Salão de Artes Plásticas da Noroeste, na Fundação Educacional de Penápolis. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis

São Paulo SP – Retrospectiva 20 Anos de Pintura, na Galeria Alberto Bonfiglioli

1986

Lisboa (Portugal) – Feira Internacional de Lisboa

1987

Los Angeles (Estados Unidos) – 3rd Art Exhibition (Art Expo), no Centro de Convenções de Los Angeles

São Paulo SP – 20ª Exposição de Arte Contemporânea, na Chapel Art Show

São Paulo SP – A Trama do Gosto: um outro olhar sobre o cotidiano, na Fundação Bienal

1990

Los Angeles (Estados Unidos) – Coletiva de Pintura, na International Museum of 20th Century Arts

1992

Rio de Janeiro RJ – Eco Art, no MAM/RJ

1995

Osasco SP – 2ª Mostra de Arte, no Centro Universitário Fieo

1996

Penápolis SP – Arte Contemporânea Brasileira no Acervo da Funarpe, na Itaugaleria

São Paulo SP – 1ª Off Bienal, no MuBE

São Paulo SP – Mostra do Acervo, na Sudameris Galeria

1998

Brasília DF – Cien Recuerdos para Garcia Lorca, no Espaço Cultural 508 Sul – Renato Russo

São Paulo SP – Arte Brasileira Contemporânea: Inverno 98, na American Express off Gallery

São Paulo SP – Futebol em Arte, na Galeria de Arte André

São Paulo SP – Impressões: a arte da gravura brasileira, no Espaço Cultural Banespa-Paulista

1999

São Paulo SP – A Figura Feminina no Acervo do MAB, no MAB/Faap

2000

São Paulo SP – A Figura Feminina no Acervo do MAB, no MAB/Faap

São Paulo SP – Coletiva Sociarte, no Clube Atlético Monte Líbano. Espaço Cultural

2002

São Paulo SP – 8 Artistas Brasileiros Contemporâneos, no Casa das Rosas

2003

Rio de Janeiro RJ – Projeto Brazilianart, no Almacén Galeria de Arte

2004

São Paulo SP – 450 X 45, na Nova André Galeria

São Paulo SP – 22ª Exposição de Artistas Contemporâneos, no Esporte Clube Sírio

2005

São Paulo SP – Pequenas Grandes Obras, na Cultural Blue Life

2006

São Paulo SP – 2ª Golf in Art, na Cultural Blue Life

São Paulo SP – 2ª Off Bienal, no MuBE

Cronologia

1967

Abandona a publicidade, passando a dedicar-se exclusivamente à pintura

1974

Estuda Gravura com o Rudy Pozzati, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado – MAB/Faap

1994

Lançamento da grife Gustavo Rosa na Blomingdale’s, Nova York

1998

Desenvolve capas para cadernos escolares da Tilibra

Executa escultura em homenagem à Maria Esther Bueno, na Praça Califórnia, São Paulo

2005

Inaugura seu próprio espaço, Estúdio Gustavo Rosa, no Jardim Paulista, São Paulo.

2007

Lançamento do livro Contando a Arte de Gustavo Rosa, de Oscar D’Ambrosio, pela Editora Noovha América

Lançamento do livro 40 anos de pintura pela Editora Décor, textos Paulo Klein.

 

Livros

Pintando um mundo melhor com Gustavo Rosa

PINTANDO UM MUNDO MELHOR COM GUSTAVO ROSA
Formato: Livro
Autor: ROSA, GUSTAVO
Editora: DECOR BOOKS
Assunto: INFANTO-JUVENIS – ARTES E OFÍCIOS

 

Contando a arte de Gustavo Rosa

CONTANDO A ARTE DE GUSTAVO ROSA
Formato: Livro
Coleção: CONTANDO A ARTE
Autor: D’AMBROSIO, OSCAR
Editora: NOOVHA AMERICA
Assunto: INFANTO-JUVENIS – ARTES E OFÍCIOS

 

Gustavo Rosa

GUSTAVO ROSA
Formato: Livro
Autor: ROSA, GUSTAVO
Editora: DECOR BOOKS
Assunto: ARTES – PINTURA

 

A melhor seleção do mundo

A MELHOR SELEÇAO DO MUNDO
Formato: Livro
Autor: GOUSSINSKY, EUGENIO
Autor: ASSUMPÇAO, JOAO CARLOS
Ilustrador: ROSA, GUSTAVO
Editora: BRASILIENSE
Assunto: INFANTO-JUVENIS – LITERATURA INFANTIL

 

Sem raça, com graça

SEM RAÇA, COM GRAÇA
Formato: Livro
Coleção: CONTANDO ARTE
Autor: MEIRELLES, SILVINHA
Autor: ROSA, GUSTAVO
Editora: BRINQUE BOOK
Assunto: INFANTO-JUVENIS – LITERATURA INFANTIL

 

Videos

Cobertura pela TV da Exposição do Artista Plástico Gustavo Rosa na iGaleria em Alphaville.

Qual é o processo criativo do artista Gustavo Rosa e o que ele pensa sobre a democratização da arte.
Gustavo Rosa, é um dos mais reconhecidos artistas plásticos da atualidade.  Entrevista a Mini TV
Conversa a Dois – Gustavo Rosa é referência no mundo das artes pláticas, e vem ao Todo seu para conversar bem de pertinho, sobre carreira, motivações, inspirações com o Tio Ronnie.
Gustavo Rosa é um dos artistas plásticos mais talentosos da atualidade. Durante um bate papo com Ronnie no Todo Seu, ele comentou sobre uma tela que estava em andamento. A obra ficou pronta e o resultado você pode conferir neste vídeo!
Programa Ressoar – Você se lembra daquelas vacas pintadas que se transformaram em obras de arte e que invadiram algumas cidades do Brasil? Em breve vai acontecer em São Paulo, assim como já aconteceu em Buenos Aires, a Heart Parade, ou a Parada do Coração. Vamos conhecer, o Gustavo Rosa, um artista que vai pintar um coração para esta festa.

Avaliação de obras de arte

Para avaliar uma obra de arte de um artista consagrado, basta preencher o formulário abaixo que voltaremos com a resposta em poucos dias e sem qualquer custo.

As avaliações são realizadas por profissional com mais de 30 anos de experiência no ramo, com amplo conhecimento e vivência no meio artístico nacional.

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Sobre o autor

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