Di Cavalcanti

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“Para mim, a principal função da arte é a conscientização”

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo, mais conhecido como Di Cavalcanti foi um pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista brasileiro.

Um dos idealizadores da semana de Arte Moderna de 1922. Foi um dos primeiros artistas a pintar elementos da realidade brasileira, como favelas, festas populares, operários.

Di Cavalcanti - Foto artista

Di Cavalcanti – Foto artista

Influenciado por nomes importantes da cena brasileira de seu tempo como José do Patrocínio, Olavo Bilac, Machado de Assis, entre outros, Di Cavalcanti é, juntamente com outros grandes nomes como Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Graça Aranha e outros nomes, um dos mais ilustres representantes do modernismo brasileiro.

Di Cavalcanti contava o que via e o que vivia, em sua obra, seja no desenho, na caricatura ou na pintura, o que se pode perceber é o cotidiano das pessoas comuns. A obra de Di Cavalcanti retrata, portanto, o cotidiano da sociedade brasileira de seu tempo, aquilo que seu olhar pôde perceber.

Além de artista Di Cavalcanti foi escritor, jornalista e poeta. Registrou na arte brasileira a complexa efervescência social e política do século 20.

Di Cavalcanti foi um boêmio, um cidadão do mundo que trazia três capitais na alma – Rio de Janeiro, São Paulo e Paris. Uma das principais figuras da Semana de Arte Moderna, foi, apesar de sua natureza indisciplinada, um artista engajado. Ardente cantor das mulheres, fez delas o tema principal da sua pintura.

Di Cavalcanti - Biografia

Emiliano Di Cavalcanti nasceu em 1897, no Rio de Janeiro, na casa de José do Patrocínio, que era casado com uma tia do futuro pintor.

Di Cavalcanti

Di Cavalcanti

Iniciou sua atividade artística como desenhista (1914) fazendo ilustrações, charges e caricaturas. Teve seu trabalho publicado pela primeira vez em uma revista (1914), mas realmente iniciou a carreira publicando charges políticas na revista Fon-Fon (1916), no mesmo ano em que expôs no Salão dos Humoristas uma série de ilustrações sobre a Balada do cárcere de Reading, de Oscar Wilde. Começou a pintar (1917) sob influência do art nouveau.

Em 1917 transferindo-se para São Paulo ingressa na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Segue fazendo ilustrações e começa a pintar. O jovem Di Cavalcanti freqüenta o atelier do impressionista George Elpons e torna-se amigo de Mário e Oswald de Andrade.
Entre 11 e 18 de fevereiro de 1922 idealiza e organiza a Semana de Arte Moderna, no Teatro Municipal de São Paulo, cria para essa ocasião as peças promocionais do evento: catálogo e programa. Faz sua primeira viagem à Europa em 1923, permanecendo em Paris até 1925. Freqüenta a Academia Ranson. Expõe em diversas cidades: Londres, Berlim, Bruxelas, Amsterdan e Paris. Conhece Picasso, Léger, Matisse, Eric Satie, Jean Cocteau e outros intelectuais franceses.

Retorna ao Brasil em 1926. Segue fazendo ilustrações. Realizou nova mostra e uma exposição individual, onde Mário de Andrade não poupou elogios aos seus trabalhos e à maneira explendida como mostrou o Brasil como ele é.
Di Cavalanti faz nova viagem a Paris e cria os primeiros painéis modernos do Brasil para o teatro João Caetano, no Rio (1929), e neles deixou as marcas de seu estilo: um cubismo atenuado por curvas barrocas e motivos populares como o carnaval e o samba.

Di Cavalcanti - Foto artista

Di Cavalcanti – Foto artista

Em 1928, ingressa no Partido Comunista. Nos anos seguintes, demonstra ser um artista inquieto com os problemas sociais. O contato com o expressionismo alemão, com sua ácida crítica social, e principalmente com a obra de George Grosz, pode ser visto em trabalhos, como por exemplo, Mulher Ruiva,1931 e Retrato de Noêmia, 1936. A vertente social e nacionalista, com temáticas ligadas a um certo cotidiano do povo – a favela, o malandro, o samba, os pescadores, os bares, as prostitutas e a boêmia -, ambientadas no Rio de Janeiro, permanecerá constante em toda sua obra, como em Samba,1925, Scène Brésilienne [Cena Brasileira], 1937/1938, Três Raças, 1941 e Carnaval no Morro,1963. Na década seguinte atingiu o apogeu de seu talento e se tornou um dos mais notáveis pintores brasileiros gerados pelo modernismo.

Em 1932, funda em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos – CAM. No ano seguinte, publica o álbum A Realidade Brasileira, série de 12 desenhos, nos quais enfoca criticamente a sociedade e seus dirigentes. Escreve ainda um artigo para o Diário Carioca sobre a exposição de Tarsila do Amaral, no qual ressalta a relação entre a produção artística e o compromisso social.

Em 1937 recebe medalha de ouro com a decoração do Pavilhão da Companhia Franco-Brasileira, na Exposição de Arte Técnica, em Paris.

A década de 1940 marca sua maturidade artística e o reconhecimento público no cenário da arte moderna brasileira. Defensor ardoroso da arte

Di Cavalcanti - Foto artista

Di Cavalcanti – Foto artista

figurativa, em 1948 pronuncia uma conferência no Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM/SP, Os Mitos do Modernismo, publicada na revista Fundamentos, sob o título Realismo e Abstracionismo, posicionando-se a favor de uma arte nacional e contra o abstracionismo, tendência que começava a expandir-se no país.

Juntamente com Alfredo Volpi, ganhou o prêmio de melhor pintor nacional da II Bienal de São Paulo (1953), arrebatou o primeiro prêmio da Mostra de Arte Sacra em

Trieste (1956) e conquistou a medalha de ouro da II Bienal Interamericana do México (1960). Também executou tapetes, para o palácio da Alvorada, em Brasília, e jóias, para a firma Lucien, no Rio de Janeiro, escreveu dois livros de memórias: Viagem da minha vida (1955) e Reminiscências líricas de um perfeito carioca (1964) , morreu na cidade o Rio de Janeiro no dia 26 de Outubro de 1976.
Di Cavalcanti, entre outros artistas do modernismo, esteve atento, em sua produção, à formação de um repertório visual ligado à realidade brasileira. Apesar do contato com a produção artística contemporânea em sua vivência parisiense e do especial diálogo que mantém com as obras de Paul Cézanne e Pablo Picasso, ele aplaina e nivela as linguagens modernas em seus trabalhos. Entende a arte principalmente como uma forma de participação social. Assim, valoriza em sua produção os temas de caráter realista e voltados à construção da identidade nacional, como a representação das mulatas ou do carnaval.

Curiosidades

Di Cavalcanti - Mulatas - 50 x 39 cm

Di Cavalcanti – Mulatas – 50 x 39 cm

Livro – Di Cavalcanti – 1897-1976
Autor: Ferreira Gullar/Max Perlingeiro/Jose Mindlin
Editora: Pinakotheke

Di Cavalcanti 1897 – 1976, edição comemorativa do centenário de nascimento do artista, apresenta o homem Di Cavalcanti, e a sua importância brasileira, através de dois textos magníficos. O primeiro de autoria do crítico e poeta Ferreira Gullar. Quem melhor do que um poeta para falar de outro poeta? O segundo, de autoria do acadêmico e bibliófilo José Mindlin, que com sua generosidade, uma característica que lhe é peculiar, apresenta um artigo inédito, lido na conferencia proferida na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em Natal, em 1977, com um conteúdo rico de informações e bom humor.

Livro – Di Cavalcanti
Autor: Ligia Maria da Silva Rego
Editora: Moderna Editora

A coleção Mestres das Artes no Brasil revela a vida de um artista que retratou o espírito do País sem recorrer a imagens fáceis ou óbvias. Suas telas pedem tempo de observação e são um convite para um mergulho na arte brasileira.

Livro – Contando a Arte de Di Cavalcanti

Di Cavalcanti - Devaneio - 99,5 x 156 cm

Di Cavalcanti – Devaneio – 99,5 x 156 cm

Autor: Angela Braga Torres
Editora: Noovha America

A proposta desta série é desvendar a vida e a obra de artistas brasileiros em uma linguagem simples e acessível, voltada para o público infanto-juvenil, mostrando que a expressão máxima de um artista é a sua obra e que nela podemos conhecer e entender melhor o nosso presente e o nosso passado. Através desse livro, o leitor mergulhará na vida e na obra de Di Cavalcanti.

Livro – Di Cavalcanti – Um mestre alem do cavalete
Autor: Piedade Grinberg
Editora: Metalivros

Este livro pretende enfocar um aspecto específico e pouco estudado da obra de Di Cavalcanti – o trabalho como artista gráfico, ilustrador de livros e revistas. Mesmo que o legado gráfico seja considerado atividade paralela, é importante assinalar que essa prática é reveladora especialmente na ilustração de livros, revistas e álbuns, permanecendo presente até a morte do artista, em 1976. Esta é uma oportunidade de apresentar uma quantidade significativa de imagens do artista gráfico que se encontram em livros com edição esgotada e em revistas conservadas, na maioria das vezes, em bibliotecas públicas e particulares. Não foram consideradas as ilustrações feitas a partir de pinturas preexistentes. No livro, aborda-se resumidamente a produção do artista em painéis, murais, cenários e figurinos para teatro, capas de disco, cartazes e outros.

Di Cavalcanti - Carnaval - 114 x 146 cm

Di Cavalcanti – Carnaval – 114 x 146 cm

Livro – Brincando com arte – Di Cavalcanti
Autor: Jefferson Galdino
Editora: Noovha America

A Coleção Brincando com Arte propõe um conhecimento da dimensão Arte-Cultura por meio da leitura imagética das produções que representam a brasilidade. A ausência de textos escritos na construção dos livros favorece o seu uso em diversos momentos da elaboração do conhecimento, em que o leitor é convidado a apropriar-se de conceitos como – conteúdo das obras, relato histórico, contexto social, estilo, positivo e negativo, figuras espelhadas, ritmo, natureza das linhas, perspectiva, entre outros.

Depoimentos

” – A mulata, para mim, é um símbolo do Brasil.
Ela não é preta nem branca.
Nem rica nem pobre.
Gosta de música, gosta do futebol, como nosso povo. (…)”

“Moço continuarei até a morte porque, além dos bens que obtenho com minha imaginação, nada mais ambiciono.”

Di Cavalcanti - Mulheres, flores e arara - 140 x 113 cm

Di Cavalcanti – Mulheres, flores e arara – 140 x 113 cm

“No carnaval eu sempre senti em mim a presença de um demônio incubo que se desvendava como um monstro, feliz por suas travessuras inenarráveis. É uma das formas de

meu carioquismo irremediável e eu me sinto demasiadamente povo nesses dias de desafogo dos sentimentos mais terrivelmente terrenos de meu ser…”

“… “Fon-Fon” publicou a primeira caricatura de minha autoria. Depois tomei o trem para São Paulo. Fui para Ribeirão Preto. Em Ribeirão Preto vivi uma vida estranha. Marcava dormentes na Mogiana, com meu querido tio Ariosto e freqüentava os cabarés da cidade. Ribeirão Preto iniciou-me no amor ao cabaré. Voltei ao Rio. E decidi ser mais depressa possível um profissional das artes e, se possível, das letras.”

“A exposição de Anita Malfatti em 1917 foi a revelação de algo mais novo do que o impressionismo, mas Anita vinha de fora, seu modernismo, como o de Brecheret e Lasar Segall, tinha o selo da convivência com Paris, Roma e Berlim. Meu modernismo coloria-se do anarquismo cultural brasileiro e, se ainda claudicava, possuía o Dom de nascer com os erros, a inexperiência e o lirismo brasileiros.”

“…Paris pôs uma marca na minha inteligência. Foi como criar em mim uma nova natureza e o meu amor à Europa transformou meu amor à vida em amor a tudo que é civilizado. E como civilizado comecei a conhecer a minha terra.”
Di Cavalcanti

Críticas

Di Cavalcanti - Mulher com Gato - 125,5 x 152,5 cm

Di Cavalcanti – Mulher com Gato – 125,5 x 152,5 cm

“(…) quando assinala a tendência de Di Cavalcanti para o fauvismo, acentua Sérgio Milliet seu caráter instintivo. Mesmo certas aproximações expressionistas, evidentes e incontestáveis em alguns quadros da época, seriam meras coincidências, isto é, seriam menos derivadas de uma consciente filiação escolástica do que a indisciplinada, intuitiva e heróica necessidade de destruir, de negar, de contradizer todo o formidável acervo de banalidades e lugares-comuns que entupiam museus, salas de exposições e paredes de salões particulares no ano do centenário de nossa independência. Era um expressionismo natural e impulsivo, nascido da necessidade de satirizar, de combater e demolir a deformação que derivava da violência da caricatura, forma de combate que constituiu uma reação instintiva do inconformismo e da rebeldia (…). Assim como o seu expressionismo era uma forma de manifestar socialmente sua inadaptação à rotina, o seu fauvismo seria a necessidade de contradizer o habitualmente feito e passivamente aceito; à deformação do desenho, correspondia a orgia violenta e arbitrária das cores”.
Luís Martins

“Di Cavalcanti usava então de preferência o suavíssimo pastel, em místicas fugas da realidade. Mas nessa criação dum mundo feminino muito irreal, já permanecia nele, aquele senso de observação crítica do nosso mundo, aquela fidelidade à realidade, que seria o caráter mais permanente da arte dele, a sua melhor significação em nossa arte moderna. E foi também o que lhe deu a inesperada finalidade adquirida em tempo com as pinturas e desenhos de ordem pragmática.
De fato: Di Cavalcanti pretendia criar mulheres de angelitude então em voga, nascidas das criaturas extravagantes (pra nós, latinizados) que assombrava os livros de Maeterlink, de Ibsen e Dostoiewisky. Mas Di Cavalcanti maltratava as suas mulheres. Também passara já pela experiência dos desenhistas franceses e belgas, as dançarinas de Degas e as chanteuses de Toulouse-Lautrec. Nada inicialmente, nos seus pastéis de então, no meio dos tons velados com que cantarolava a sua cantiguinha artificial, punha já em valor certos caracteres depreciativos do corpo feminino, denunciava nos seus tipos uma psicologia mais propriamente safada que extravagante, com uma admirável acuidade crítica de desenho.
Também essa fidelidade ao mundo objetivo, e esse amor de significar a vida humana em alguns dos seus aspectos detestáveis, salvaram Di Cavalcanti de perder tempo e se esperdiçar durante as pesquisas do Modernismo. As teorias cubistas, puristas, futuristas passaram por ele, sem que o descaminhassem”.
Mário de Andrade

Di Cavalcanti - Mulata em rua vermelha - 98 x 79 cm

Di Cavalcanti – Mulata em rua vermelha – 98 x 79 cm

“Talvez mais do que a sua própria obra de pintor e desenhista, observada isoladamente, é a totalidade do ser humano que passou um dia, muito cedo na vida, a assinar-se Di Cavalcanti, que se instaura como símbolo no modernismo brasileiro. Isso se acentua pelo fato de sua presença nunca ter-se restringido à área exclusiva das artes visuais, abrangendo também a prosa e a poesia, a ponto de ele preferir que o considerassem não como um pintor, mas como um intelectual que pintava. Por pretender agir sobre o mundo como algo mais do que as tintas e os pincéis, foi que ele logo se integrou, cabeça e mãos, na inteira militância contra o academismo amorfo na pintura e contra a rigidez parnasiana na literatura (…)”.
Roberto Pontual

“Di tinha um senso de humor muito rico, e muito sutil também. Em todos os momentos ele utilizava as circunstâncias como uma forma de exprimir o seu humor. Com isso ele foi, de certo modo, o precursor de algumas tendências muito modernas da antiarte, se bem que esse aspecto da sua obra tenha passado muitas vezes despercebido. Fazia por exemplo esse quadro propositadamente ‘matado’ em que a finalidade não era o quadro, era o gesto; e essa importância do gesto na sua atividade está muito relacionada com certos aspectos da arte conceitual. (…) Para uma avaliação da obra pictórica de Di Cavalcanti talvez ainda nos falte uma perspectiva histórica. Na minha opinião, uma das coisas mais importantes em Di foi a sua contínua preocupação em fazer uma arte brasileira, ligada aos aspectos cotidianos da vida brasileira e procurando através deles definir a nossa identidade cultural. Esta tendência foi tão forte nele que não conheço qualquer trabalho de Di Cavalcanti que não a reflita, não reflita esta preocupação. Qualquer trabalho de Di, bom ou ruim, é um trabalho brasileiro”.
Mario Schenberg

“Não tenho lembrança de quando o conheci. Ali por volta de 1943, 44. Desde então nos tornamos amigos à distância ao longo de encontros no Rio, em São Paulo, em Paris ou em Londres. Ele costumava aparecer no Alcazar, onde tomávamos chope quase todas as noites. Amigo de Rubem, Vinicius, Moacir Werneck, Carlos Lacerda. Como continuava sendo de Villa-Lobos, Jayme Ovalle, Ribeiro Couto, Dante Milano – os de sua geração. Era o único artista plástico que freqüentava nossa roda de escritores.
Quem o visitar hoje no seu apartamento na Rua do Catete compreenderá logo por quê. Para começar são dois apartamentos ligados pela área de serviço, completamente diferentes um do outro, como se pertencessem a dois moradores. Um abriga o pintor, o outro, o escritor.

Di Cavalcanti - Mulher na varanda - 100 x 81 cm

Di Cavalcanti – Mulher na varanda – 100 x 81 cm

(…) Este talvez seja, na história da arte brasileira, o único exemplo de grande pintor com formação cultural de um verdadeiro homem de letras.
(…) É incrível como a literatura está presente na vida deste homem. Poderia ter-se tornado um grande escritor, de que nos dão conta seus dois livros de memórias e a poesia que, embora esporádica, nunca o abandonou.
(…) Em dia com as últimas novidades no mundo dos livros, faz questão de me presentear com um exemplar de La Violence et le Sacré, de René Girard. Depois me convida a passar ao outro apartamento.
Seguimos por uma varandinha entre as duas cozinhas (de onde se avista o Corcovado, ele faz questão de me mostrar) deixando para trás o refúgio de Emiliano, este singular homem de letras. E penetramos no estúdio de Di Cavalcanti – esta grande figura humana que vem a ser um dos grandes pintores do nosso tempo”.
Fernando Sabino

“Tinha prazer com o ato de pintar e não se preocupava em alcançar a cada vez a obra-prima; queria basicamente expressar-se. Nos anos 20 e 30, sua produção é mais homogênea; nos 40 e 50, surgem numerosas e famosas obras magistrais; dos 60 em diante, elas se tornam raridade.
Apesar disso, Emiliano Di Cavalcanti permanecerá para sempre como um dos maiores pintores brasileiros, e o que melhor captou um determinado lado do país: o amoroso, o sensual. O largo predomínio da figura humana em sua arte é também uma manifestação de seu humanismo essencial – o mesmo humanismo que o levou a ser um indivíduo da esquerda, embora não exatamente um ativista partidário. Como Segall, Ismael Nery e Portinari, Di fez do homem o objeto de sua atenção”.
Olívio Tavares de Araújo

Emiliano Di Cavalcanti foi um jornalista do traço, um registrador, um irônico testemunho. Mas, também, um afetuoso contemplador das coisas nacionais, das fraquezas brasileiras, nas quais ele, afinal de contas, também se comprazia.

Di Cavalcanti - Baiana - 73 x 60 cm

Di Cavalcanti – Baiana – 73 x 60 cm

O desenho é, muitas vezes, revelador da personalidade do artista. Na história das artes, ele tem precedido a pintura. E, na história de Di Cavalcanti, ele foi pioneiro de seu temperamento. Pode ser observado como o autor deixa-se envolver pelas doutrinas de sua época, como absorve os seus colegas e, finalmente, como o seu temperamento e a sua profunda ligação com a vida e a criação terminam por se impor, tornando os seus trabalhos pessoais, únicos, impregnados de uma atmosfera própria.

Afastados da parte mais conhecida de sua obra, os desenhos fornecem elementos sobre um lado pouco estudado e explorado da carreira do artista. Acontece que esse lado, o gráfico, é profundamente revelador da personalidade e das tendências do artista Di Cavalcanti.

Por ele, é possível verificar, inclusive, que a famosa sensualidade de cenas e figuras do artista não dependem apenas da cor e da composição. mas são frutos de uma estrutura interna que o seu desenho possui, de um traço e tratamento mais demorado, vagaroso, barroco. Ou, ainda, que o sabor de certas pinturas obedecem ao ritmo ligeiro, ao risco irônico que o seu desenho possuía.
Jacob Klintowitz
Emiliano Di Cavalcanti, famoso pela sua maneira sensual e plástica de pintar, pouca gente sabe, começou como desenhista e ilustrador. Os seus desenhos estão entre o que de melhor já fez e marcam decisivamente uma época de nossa história.
Jacob Klintowitz

“(…) O que dará, porém, este clima de sensualidade aos quadros de Di Cavalcanti não será a figura da mulata em si, mas o tratamento que ele dará à pintura e principalmente à cor. A partir de 1926, em alguns trabalhos, como Cinco Moças de Guaratinguetá, nota-se o aparecimento de fortes contrastes cromáticos. No entanto, a cor ainda está dependente do desenho, uma vez que predomina o cuidado na relação entre os volumes e os planos.
Carlos Zílio

Di Cavalcanti - Maternidade - 100 x 81 cm

Di Cavalcanti – Maternidade – 100 x 81 cm

Ao longo deste meio século transcorrido, Di Cavalcanti ocupou um lugar de 1o plano nas artes plásticas do Brasil. Além de idealizar a Semana de 1922, foi ainda o principal responsável pelo surto de uma pintura temática nacional, dominante após aquele movimento. Apesar de suas ligações com a Escola de Paris e o Cubismo, é um pintor profundamente carioca e brasileiro. A sua obra reflete como nenhuma outra, pela extensão no tempo, a vida do nosso povo. O carnaval, o ritmo e a ginga dos sambistas, as baianas, as mulatas capitosas, as mulheres da vida, os passistas, os malandros, os seresteiros, os bailes de gafieira, os trabalhadores, a paisagem, enfim a própria vida do País está presente em sua pintura, que é sempre vigorosa. A sensualidade brasileira está nas linhas, formas e cores, expressionistas de suas telas. E durante o fastígio da abstração, ele foi aqui o seu maior contestador, sendo também o primeiro a viticinar-lhe a próxima decadência.
Antonio Bento

Em EMILIANO DI CAVALCANTI encontrou a pintura um de seus maiores e mais originais intérpretes: sensual e expressivo, o fabuloso artista – numa carreira de mais de 50 anos -, vem criando mitos visuais que hão de permanecer como outros tantos pontos altos da arte nacional. Nessas poucas linhas, que não pretendem ser de modo algum uma análise, apenas quero expressar a admiração pelo pintor e o privilégio, que me coube, de Ter por vezes podido desfrutar de sua companhia.
José Roberto Teixeira Leite

Di nos dá na sua pintura, de onde rescendem todas as influências legítimas do tempo percorrido, a dimensão de uma terra pulsante de cor, ingênua e triste.
Di é um pintor bem maior do que se pensa, bem maior do que a fama cheia de rótulos com que o desiguaram. Porque o instinto estético de Di Cavalcanti, que é um homem de sensibilidade extrovertida, irreverente, requintada, independente e bem humorada 9 no sentido às vezes sarcástico do bom humor) , este instinto estético vem comandar as paixões, sobre as quais se tem a impressão de que Di escava no momento vivo do circuito. Toda sucessão de imagens nos despertam um estado de paixão equivalente, ou pelo menos nos inquietam em direção a um mundo palpitante em que vivemos, e, que nem sempre nos atinge.
Walmir Ayala

Di Cavalcanti - Gente do morro - 162 x 114 cm

Di Cavalcanti – Gente do morro – 162 x 114 cm

“… A arte de Di Cavalcanti, bem como sua pessoa humana, bem como seu método d ofício, está fundada na liberdade. Uma vocação de liberdade que tem sido a linha dominante de sua vida que fez dele – em certa época o único pintor social militante do Brasil – um revoltado contra as imposições drásticas dos partidos, um homem que sempre examina seus problemas, e que atingiu um elevado nível de consci6encia artística. Debaixo de apar6encias ligeiras, a carreira do Di Cavalcanti tem assumido aspectos patéticos de alto drama intelectual: este homem inquieto tem vivido em encruzilhadas, à procura de soluções plásticas, políticas e críticas, debatendo continuamente o caso do Brasil, o caso da anarquia universal e seu próprio caso que se misturou com outros.
Eis o aparente paradoxo de Emiliano Di Cavalcanti: este grande individualista é u m pintor social, este boêmio dispersivo é um trabalhador obstinado, este copiador de histórias pitorescas é um espírito sério capaz de disciplina. O homem Di Cavalcanti é rico em surpresas e imprevistos, solidário com outros no sofrimento e na alegria. Sabe que o prazer sempre foi um elemento importante na criação da obra de arte. Sabe que o prazer encerra também conflitos, abismos, contradições. Daí o aspecto triste, às vezes mesmo sinistro, de certos personagens festeiros de seus quadros. Todos nós sabemos que o substrato da alegria brasileira é carregado de tristeza. Em alguns dos melhores momentos de sua carreira Di Cavalcanti atingiu pela força da verdade plástica o cerne da nossa própria verdade metafísica na unificação de seus contrastes: de fato a gente brasileira foi ali recriada em síntese erudita…”.
Murilo Mendes

A grande força de Emiliano Di Cavalcanti, como artista, é a sua sinceridade e – embora a expressão me cause certa repugnância, pelo excesso com que vem sendo usada – a sua autenticidade. Realmente, não me ocorre outra para exprimir exatamente essa perfeita sincronização do homem com a obra realizada, expressão evidente de uma necessidade vital, na fidelidade com que espelha a grandeza humana de seu criador. Um quadro de Di Cavalcanti – qualquer quadro – é, antes de mais nada, uma projeção de sua sensibilidade e de sua personalidade; e daí, o seu extraordinário fascínio, o seu poderoso encanto, a sua capacidade de encantar instantaneamente a simpatia e a admiração de um público heterogêneo, em que se irmanam solidariamente leigos e entendidos. Diante de bem poucos artistas nacionais se poderia com rigorosa veracidade repetir, como diante de Di Cavalcanti, este aparente lugar-comum, muito menos comum, aliás, do que se imagina: a obra é o homem.
Luis Lopes Coelho

 

Di Cavalcanti - Cinco moças de Guaratinguetá - 100 x 64 cm

Di Cavalcanti – Cinco moças de Guaratinguetá – 100 x 64 cm

Poesias e prosas

Uma Flor para Di Cavalcanti
Esta é uma flor para Di,
uma flor em forma di-
ferente: de flor-mulher,
desabrochada onde quer

Di Cavalcanti - Vaso de flores - 65 x 50 cm

Di Cavalcanti – Vaso de flores – 65 x 50 cm

que exista amor e verão.
Verão como a cor cinti-
la nas curvas, e sorri
nesse púrpuro arrebol
que Di tirou do seu Rio
coado de mel e sol.
Uma flor-pintura, zi-
nindo o canto de amor
que acompanhou toda a vi-
da do pincel, o gozo-dor
de criar e de sentir, di-
vina e tão sensual ração
que coube, na Terra, a Di.
Carlos Drummond de Andrade

… Que bom que existas, pintor
Enamorado das ruas
Que bom vivas, que bom sejas
Que bom lutes e construas
Poeta o mais carioca
Pintor o mais brasileiro
Entidade mais dileta
Do meu Rio de Janeiro
- Perdão meu irmão poeta
Nosso Rio de Janeiro
Vinícius de Morais

A MEMÓRIA DE DI CAVALCANTI POR SUA FILHA ELISABETH
Entrevista realizada em 2008, parte dessa entrevista foi publicada na revista Verdes Trigos.

Di Cavalcanti - Natureza-Morta - 59 x 43,5 cm

Di Cavalcanti – Natureza-Morta – 59 x 43,5 cm

Por Angelo Mendes Corrêa

Angelo Mendes Corrêa: Em que momento da vida você percebeu a importância de ser filha do Di Cavalcanti?

Elisabeth Di Cavalcanti: Quando menina, na adolescência, somente sentia Di Cavalcanti como meu pai. Sempre o vi cercado de pessoas comuns e intelectuais, os quais, com a convivência, se tornaram meus tios tortos. A profissão de meu pai era pintor e eu sabia disso, mas como ele era diferente dos outros pais! Tive a conscientização que ele era uma pessoa especial, extraordinária, muito tarde, especificamente em 1971, na exposição retrospectiva de seus cinquenta anos de pintura no MAM/SP. Após percorrer todas as salas com tantos trabalhos reunidos, fiquei tão impactada que, aos prantos, compreendi que meu pai era, ou melhor, é um gênio.

Angelo Mendes Corrêa: Quais as memórias mais remotas que carrega em relação a seu pai?

Elisabeth Di Cavalcanti: É claro que existem as memórias pontuais, mas o que mais me comove é o seu ser vulcânico, temperamento forte e força de braços e cabeça, como eu lhe dizia: “Papai você tem cabeça de imperador romano!”. E como eu ficava furiosa quando ele cortava seus brancos cachos no barbeiro, o Petrônio! E os petelecos com seus dedos curtos e possantes assim tornados pelo ofício de pintor.

Angelo Mendes Corrêa:Como foi a formação dele no campo das artes plásticas?

Elisabeth Di Cavalcanti: Meu pai foi um autodidata. Nunca frequentou Escola de Belas Artes. Somente teve poucas aulas com um professor em São Paulo, Elpons, e outras tantas aulas na Académie Ranson, em Paris. Sua formação se fez através da observação visceral, com todos seus sentidos, visando o que ele denominava “realismo mágico”, a transmutação da realidade por sua sensibilidade e vivência impares.
Certa vez, um jovem pintor queria que ele lhe desse aulas de desenho, de pintura. Ao que meu pai replicou: “Bobagem, você tem é que estudar arte e trabalhar, trabalhar e trabalhar.” Isto para Di Cavalcanti era desenhar, desenhar e desenhar, pois o desenho é a base de tudo.

Angelo Mendes Corrêa:Que artistas brasileiros e estrangeiros mais o influenciaram?

Di Cavalcanti - Modelo no atelier - 82 x 78 cm

Di Cavalcanti – Modelo no atelier – 82 x 78 cm

Elisabeth Di Cavalcanti: Creio que os artistas que mais o influenciaram foram os pintores venezianos Ticiano e Tintoretto, pelos quais ele tinha a mais completa veneração e reverência: “Ah quisera eu poder um dia pintar assim!”; Picasso por sua genialidade como artista e exuberância como homem; os pintores muralistas mexicanos com sua arte monumental oriunda do e para o povo, Diogo Rivera e Siqueros.

Angelo Mendes Corrêa:Chegou a ouvir de seu pai algo sobre o período em que frequentou a Académie Ranson, em Paris, onde, dentre outros, conheceu Picasso?

Elisabeth Di Cavalcanti: Meu Pai sempre falou pouco da Académie Ranson, aliás, ele a frequentou com sua primeira mulher, a também pintora Nôemia Mourão, isto em 1935.
Ele conheceu Picasso, em 1924, quando de sua primeira viagem à Europa, na qualidade de correspondente do Correio da Manhã, em seu ateliê à rue de La Boétie, numa tentativa de entrevistá-lo sobre o Cubismo. “Cubismo é uma escola de pintura como o Impressionismo, como a escola Veneziana.”, define com simplicidade sem imaginar que o jovem Di também era pintor.

Angelo Mendes Corrêa:A que atribui a militância política dele e no que ela influenciou a sua obra?

Elisabeth Di Cavalcanti: Di Cavalcanti nunca foi rico. Sua família pertencia à alta burguesia intelectualizada, porém econômica e financeiramente arruinada. Quando seu pai Frederico faleceu, ele teve que começar a trabalhar com dezessete anos para sobreviver. Homem eclético, frequentava todos os meios sociais, sambistas, boêmios, escritores, poetas, jornalistas, empresários e operários. Conheceu cedo a tremenda injustiça social brasileira e depois de sua viagem à Europa, principalmente sua estadia em Paris, com o enterro de Lênin, etc, sentiu dentro de si que havia encontrado através do socialismo uma resposta para sua angústia social. Em 1928, filiou-se ao Partido Comunista, levado pela mão do negro “Salvador, preto retinto, tinha ido à Russia”. Os desenhos e as telas de Di Cavalcanti retratam não somente a realidade que ele observava, mas também suas angústias e esperanças de artista. Seu amor pelo homem brasileiro injustiçado era tocante e ele o pintava e o repintava em sua labuta (pescadores), em sua alegria (carnaval) e nos seus amores (mulheres).

Angelo Mendes Corrêa:Algum projeto de relançamento dos dois livros que ele escreveu: Viagem de minha Vida – Testamento da Alvorada e Reminiscências Líricas de um Perfeito Carioca?

Di Cavalcanti - Mulatas - 46,5 x 34,2 cm

Di Cavalcanti – Mulatas – 46,5 x 34,2 cm

Elisabeth Di Cavalcanti: Num futuro não muito distante, sim. Mas os contextualizando histórica e socialmente; principalmente Viagem de minha Vida, de 1955. Quanto às “Reminiscências Líricas de um Perfeito Carioca, de 1960, procurarei, fisicamente, a gênese de seus versos, de suas imagens.

Angelo Mendes Corrêa:Acha possível encontrar apoio, através de leis de incentivo à cultura, para a edição, mais do que oportuna, do catálogo raisonné dedicado à obra de Di Cavalcanti?

Elisabeth Di Cavalcanti: Todos ficam muito preocupados na execução do catálogo raisonné de Di Cavalcanti. Principalmente o mercado de arte. Há alguns anos, trabalhando na recuperação de sua memória pictórica e literária, nunca tive como objetivo maior o catálogo raisonné, pois o vejo como uma consequência natural desse processo. Não fico ansiosa com isso, pois diariamente tenho novidades que me abrem novos horizontes. O último foi uma aquarela do palhaço Piolin, de 1922, que foi eleito pelos dois Andrades, Mário e Oswald, por sua espontaneidade e arquivo de xistos brasileiros, um ícone modernista. Aí tenho que estudar o Largo do Paissandu, em São Paulo, naquela data, os Fratellini etc. São dados sem fim e que justificam a sua recorrência aos palhaços no circo e no carnaval. A figura de Di Cavalcanti é maior do que qualquer um possa mesurar. Ele é extraordinário; ele é único. O único pintor brasileiro intelectual; o único intelectual brasileiro pintor. Quando a hora chegar, sei, com a mais absoluta certeza, que conseguirei apoio através das leis de incentivo à cultura.

Angelo Mendes Corrêa:Que marca, no conjunto da obra de Di Cavalcanti, considera a mais importante para a história das artes plásticas no Brasil no século XX?

Elisabeth Di Cavalcanti: Creio que seja o fato de que sua pintura capta a alma do homem brasileiro. Aquele que vê um quadro de meu pai vê e sente o Brasil. Ah, como eu me comovo quando uma pessoa simples, do povo, sem segundas intenções, sem hipocrisia, vem a mim e diz como ela ama seus quadros! Fico feliz, feliz!

Angelo Mendes Corrêa:Decorridas três décadas da morte de Di Cavalcanti, é acertado dizer que se em vida seu gênio foi larga e justamente reconhecido, hoje isto tomou rumos ainda mais intensos, haja vista a incessante procura de seus trabalhos por colecionadores e museus?

Di Cavalcanti - Retrato de Maria - 32 x 22 cm

Di Cavalcanti – Retrato de Maria – 32 x 22 cm

Elisabeth Di Cavalcanti: Sempre ouvi dizer que o tempo é o maior juiz, é o maior depurador. Se Di Cavalcanti hoje é grande, é reconhecido, é reverenciado, ele o será mais e mais, principalmente, quando sua memória estiver recuperada, quando a admiração que seu trabalho suscita for associada ao intelectual, ao homem. Não algo empírico, mas algo lastreado em dados palpáveis. Quanto ao mercado de arte, não sou pitonisa, mas por ser o pintor que mais soube traduzir o brasileiro, seus trabalhos serão disputados interna e externamente e é claro que a tendência é que sejam cada vez mais valorizados. “Qui vivra, verra!”

Angelo Mendes Corrêa:Que projetos futuros acalenta em relação à memória de Di Cavalcanti?

Elisabeth Di Cavalcanti:Talvez possam não me acreditar, mas desde que comecei a trabalhar com a memória de meu pai, nunca elaborei um projeto a não ser, mais uma vez, resgatar sua memória pictórica e literária. Tenho difundido sua obra junto aos jovens, nacional e internacionalmente. Espero um dia poder editar um livro que lhe faça jus em suas múltiplas facetas: desenhista, caricaturista, pintor, cenógrafo, escritor, poeta e intelectual engajado, com introduções críticas de competentes profissionais que lhe tenham admiração ou não, porque a polêmica sempre suscita novas pesquisas. Depois de tudo isso, se ainda tiver esta graça, publicar o catálogo raisonné que viria definitivamente sanear o mercado e ser fonte de inspiração para as gerações futuras.

 

Di Cavalcanti - Samba - 177 x 154 cm

Di Cavalcanti – Samba – 177 x 154 cm

 

 Exposições Individuais

1917

São Paulo SP – Di Cavalcanti: caricaturas, redação da revista A Cigarra

1919

São Paulo SP – Di Cavalcanti: pinturas, Casa Editora O Livro

1920

São Paulo SP – Di Cavalcanti: caricaturas, Casa di Franco

1921

São Paulo SP – Di Cavalcanti: desenhos, Casa Editora O Livro

1925

Rio de Janeiro RJ – Individual, Casa Laubisch & Hit

1932

São Paulo SP – Individual, A Gazeta

1947

São Paulo SP – Individual, Galeria Domus (janeiro)

1947

São Paulo SP – Individual, Galeria Domus (maio)

1948

São Paulo SP – Di Cavalcanti: retrospectiva, Masp

São Paulo SP – Emiliano Di Cavalcanti: retrospectiva 1918 – 1948, Instituto de Arquitetos do Brasil. Departamento de São Paulo

1954

Rio de Janeiro RJ – Di Cavalcanti: retrospectiva, Museu de Arte Moderna

São Paulo SP – Emiliano Di Cavalcanti: desenhos, Museu de Arte Moderna

1961

Rio de Janeiro RJ – Individual, Petite Galerie

1964

Rio de Janeiro RJ – Di Cavalcanti: 40 anos de pintura, Galeria Relevo

São Paulo SP – 50 Desenhos e Guaches do Jovem Di Cavalcanti: coleção MAC/USP, MAB/Faap

1971

São Paulo SP – Retrospectiva Di Cavalcanti, Museu de Arte Moderna

1976

Rio de Janeiro RJ – Di Cavalcanti: retrospectiva, Museu de Arte Moderna

Rio de Janeiro RJ – Di Cavalcanti: retrospectiva, Museu Nacional de Belas Artes

Exposições Coletivas

1916

Rio de Janeiro RJ – 1º Salão dos Humoristas, no Liceu de Artes e Ofícios

1922

São Paulo SP – Semana de Arte Moderna, no Theatro Municipal

1930

Nova York (Estados Unidos) – The First Representative Collection of Paintings by Brazilian Artists, no Nicholas Roerich Museum

São Paulo SP – Exposição de uma Casa Modernista

1931

Rio de Janeiro RJ – Exposição na Primeira Casa Modernista do Rio de Janeiro, na Rua Toneleros

Rio de Janeiro RJ – Salão Revolucionário, na Enba

1933

Rio de Janeiro RJ – 3º Salão da Pró-Arte, na Enba

São Paulo SP – 2ª Exposição de Arte Moderna da SPAM, no Palacete Campinas

1934

Rio de Janeiro RJ – 4º Salão da Pró-Arte, na Enba

1935

Rio de Janeiro RJ – Exposição de Arte Social, no Clube de Cultura Moderna

1937

Paris (França) – Exposição Internacional de Artes e Técnicas, no Pavilhão da Companhia Franco-Brasileira – medalha de ouro

1938

São Paulo SP – 2º Salão de Maio, no Esplanada Hotel de São Paulo

1939

São Paulo SP – 3º Salão de Maio, na Galeria Itá

1941

São Paulo SP – 1º Salão de Arte da Feira Nacional de Indústrias, no Parque da Água Branca

1944

Belo Horizonte MG – Exposição de Arte Moderna, no Edifício Mariana

Londres (Inglaterra) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Royal Academy of Arts

Norwich (Inglaterra) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, no Norwich Castle and Museum

1945

Baht (Inglaterra) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Victory Art Gallery

Bristol (Inglaterra) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, no Bristol City Museum & Art Gallery

Buenos Aires (Argentina) – 20 Artistas Brasileños, nas Salas Nacionales de Exposición

Edimburgo (Escócia) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na National Gallery

Glasgow (Escócia) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Kelingrove Art Gallery

La Plata (Argentina) – 20 Artistas Brasileños, no Museo Provincial de Bellas Artes

Manchester (Inglaterra) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Manchester Art Gallery

Montevidéu (Uruguai) – 20 Artistas Brasileños, na Comisión Municipal de Cultura

São Paulo SP – Galeria Domus: mostra inaugural, na Galeria Domus

1946

Rio de Janeiro RJ – Os Pintores vão à Escola do Povo, na Enba

1947

Rio de Janeiro RJ – Mostra, na Galeria Domus

São Paulo SP – Bonadei, Di Cavalcanti, Noêmia Mourão, Lothar Charoux, Oswald de Andrade Filho, Lúcia Suané, Cesar Lacanna, Mario Zanini e Raphael Galvez, na Galeria Itapetininga

1949

Rio de Janeiro RJ – Exposição da Pintura Paulista

1950

Veneza (Itália) – 25ª Bienal de Veneza

1951

São Paulo SP – 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon

1952

Rio de Janeiro RJ – Exposição de Artistas Brasileiros, no MAM/RJ

1953

São Paulo SP – 2ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão dos Estados – prêmio melhor pintor nacional, com Alfredo Volpi

1954

São Paulo SP – Arte Contemporânea: exposição do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo, no MAM/SP

1955

Porto Alegre RS – Arte Brasileira Contemporânea, no Margs

1956

Trieste (Itália) – Mostra de Arte Sacra de Trieste – 1º prêmio

Veneza (Itália) – 28ª Bienal de Veneza

1959

Leverkusen (Alemanha) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

Munique (Alemanha) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa, na Kunsthaus

Rio de Janeiro RJ – 30 Anos de Arte Brasileira, na Galeria Macunaíma

Viena (Áustria) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

1960

Cidade do México (México) – 2ª Bienal Interamericana do México, no Palácio de Belas Artes – medalha de ouro

Hamburgo (Alemanha) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

Lisboa (Portugal) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

Madri (Espanha) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

Paris (França) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

São Paulo SP – Coleção Leirner, na Galeria de Arte das Folhas

Utrecht (Holanda) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

1961

Rio de Janeiro RJ – Prêmio Formiplac, no MAM/RJ

1962

Casablanca (Marrocos) – Exposição de Artistas Brasileiros

Córdoba (Argentina) – 1ª Bienal Americana de Arte

Rabat (Marrocos) – Exposição de Artistas Brasileiros

São Paulo SP – Seleção de Obras de Arte Brasileira da Coleção Ernesto Wolf, no MAM/SP

Tanger (Marrocos) – Exposição de Artistas Brasileiros

1963

Campinas SP – Pintura e Escultura Contemporâneas, no Museu Carlos Gomes

Rio de Janeiro RJ – A Paisagem como Tema, na Galeria Ibeu Copacabana

São Paulo SP – 7ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1964

Curitiba PR – 21º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná

Rio de Janeiro RJ – O Nu na Arte Contemporânea, na Galeria Ibeu Copacabana

1965

Rio de Janeiro RJ – 3ª Resumo de Arte JB, no MAM/RJ

1966

Rio de Janeiro RJ – Auto-Retratos, na Galeria Ibeu Copacabana

Rio de Janeiro RJ – O Artista e a Máquina, no MAM/RJ

São Paulo SP – Meio Século de Arte Nova, no MAC/USP

São Paulo SP – O Artista e a Máquina, no Masp

1971

São Paulo SP – 11ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1972

São Paulo SP – A Semana de 22: antecedentes e conseqüências, no Masp

São Paulo SP – Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois, na Galeria da Collectio

1974

Rio de Janeiro RJ – O Mar, na Galeria Ibeu Copacabana

São Paulo SP – Tempo dos Modernistas, no Masp

1975

São Paulo SP – O Modernismo de 1917 a 1930, no Museu Lasar Segall

São Paulo SP – SPAM e CAM, no Museu Lasar Segall

1976

São Paulo SP – Os Salões: da Família Artística Paulista, de Maio e do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo, no Museu Lasar Segall

Cronologia

1903-1915

Realiza os primeiros estudos no Colégio de Aldéia Noronha e no Colégio Militar, Rio de Janeiro

1908

Recebe aulas do pintor Puga Garcia (18– – 1914)

1914

Publica seu primeiro trabalho como caricaturista na revista Fon-Fon

1915

Ilustra a capa da revista A Vida Moderna

1916

Entra para a faculdade de direito, Rio de Janeiro

1917

Transfere-se para a Faculdade de Direito do Largo São Francisco, São Paulo

É revisor do jornal O Estado de S. Paulo

1917-1976

Ilustra livros de autores nacionais e estrangeiros, entre eles Álvares de Azevedo (1831-1852), Cassiano Ricardo (1895-1974), Guilherme de Almeida (1890-1969), Horácio Andrade, Jorge Amado (1912-2001), Manuel Bandeira (1886-1968), Mário de Andrade (1893-1945), Mário Mariani, Menotti del Picchia (1892-1988), Newton Belleza, Oscar Wilde (1854-1900), Oswald de Andrade (1890-1954), Ribeiro Couto (1898-1963), Rosalina Coelho Lisboa, Sérgio Milliet (1898-1966)

1918

É diretor artístico da revista Panóplia, em São Paulo

Frequenta o ateliê de Georg Elpons (1865-1939), pintor e professor alemão, filiado ao impressionismo europeu
Integra um grupo de artistas e intelectuais de São Paulo com Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros

1920

Ilustrador em várias revistas, inclusive na recém-criada revista Guanabara. Como cartunista utiliza-se do pseudônimo Urbano

1920-1976

Vive tanto em São Paulo como no Rio de Janeiro, com freqüentes estadas no exterior

1921

Lança o álbum Fantoches da Meia-Noite, prefaciado por Ribeiro Couto e publicado por Monteiro Lobato (1882-1948), e ilustra A Balada do Enforcado, de Oscar Wilde

1922

Abandona o curso de direito

É o idealizadores e principal organizador da Semana de Arte Moderna. Ilustra a capa do programa e catálogo de exposição, realizada no Theatro Municipal de São Paulo

1923

Viaja para a Itália com o objetivo de conhecer as obras de alguns mestres italianos como Tiziano, Michelangelo e Leonardo Da Vinci

Fixa-se em Paris como correspondente do jornal Correio da Manhã, frequenta a Academia Ranson e monta um pequeno ateliê em Montparnasse

1924

Em Paris, conhece obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como Pablo Picasso (1881-1973), Jean Cocteau (1889-1963), Blaise Cendrars (1887-1961), Fernand Léger (1881-1955), Miguel de Unamuno (1864-1936), Georges Braque (1882-1963), Henri Matisse (1869-1954), e outros

1925

Retorna ao Brasil, após o fechamento do jornal na Revolução de 1924. Tem contato com Victor Brecheret (1894-1955), Anita Malfatti (1889-1964) e Sérgio Milliet

1926

Colabora como jornalista e ilustrador no Diário da Noite e faz a ilustração para a capa da obra O Losango Cáqui, de Mário de Andrade

1927

Colabora como desenhista no Teatro de Brinquedo, de Eugênia e Álvaro Moreyra (1888- 1964)

1928

Filia-se ao Partido Comunista do Brasil (PCB)

1929

Decora o foyer do Teatro João Caetano, Rio de Janeiro

1932

É preso, em São Paulo, durante três meses como getulista pela Revolução Constitucionalista

É um dos fundadores do Clube dos Artistas Modernos (CAM), liderado por Flávio de Carvalho (1899-1973), com a participação de Antonio Gomide (1895-1967) e Carlos Prado (1908-1992)

1933

Escreve artigo no Diário Carioca, de 15 de outubro, sobre as relações entre o trabalho artístico e a problemática social, a propósito da exposição de Tarsila do Amaral

Publica o álbum A Realidade Brasileira, série de doze desenhos satirizando o militarismo da época

1935

No fim do ano, por razões políticas, refugia-se com a esposa, Noemia, e Newton Freitas na casa de Battistelli (exilado no Brasil, antifascista ligado a Plínio Melo e Mário Pedrosa), em Mangaratiba, Rio de Janeiro

Participa do comitê de redação do semanário Marcha, na sala de um edifício na Cinelândia, Rio de Janeiro, ao lado de Caio Prado Júnior (1907-1990), Carlos Lacerda (1913-1990), Newton Freitas e Rubem Braga (1913-1990)

1938

Trabalha na rádio Diffusion Française, em Paris, nas emissões Paris Mondial em língua portuguesa, com Noêmia Mourão

1946

Segue para Paris com o objetivo de encontrar obras e quadros abandonados em 1940

Tem dois poemas publicados na Antologia de Poetas Brasileiros Bissextos Contemporâneos, organizada por Manuel Bandeira (Ed. Z. Valverde)

1947

Participa do júri de premiação de pintura na exposição do Grupo dos 19, com Anita Malfatti e Lasar Segall (1891-1957)

1948-1949

Regressa à Europa por seis meses

1949-1950

Participa do Congresso de Intelectuais pela Paz, realizado no México, representando o Partido Comunista

1951

Ministra curso de cenografia, no Serviço Nacional de Teatro, no Rio de Janeiro

1952

Doa mais de 550 desenhos, produzidos ao longo de trinta anos de carreira, ao Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP)

Faz charges para o jornal Última Hora de São Paulo. No Última Hora do Rio de Janeiro, escreve a coluna Preto no Branco e executa cinco painéis para a redação do jornal

1954

Cria figurinos para o balé A Lenda do Amor Impossível, encenado pelo Corpo de Baile do 4º Centenário em São Paulo

1955

Publica Viagem da Minha Vida: Memórias, primeiro livro de memórias, em três volumes: V. 1 O Testamento da Alvorada – V. 2 O Sol e as Estrelas – V. 3 – Retrato de Meus Amigos e… dos Outros, editado pela Editora Civilização Brasileira

Recebe convite para realizar cenário e figurinos do balé As Cirandas, de Villa-Lobos (1887 – 1959), pelo Corpo de Baile do Municipal do Rio de Janeiro

1958

Pinta a via-sacra para a Catedral de Brasília
Executa cartões para tapeçarias do Palácio da Alvorada (salões de música e de recepção), encomendados por Oscar Niemeyer (1907)

1959

Recebe de Carlos Flexa Ribeiro o título de O Patriarca da Pintura Moderna Brasileira

1960

Realiza painel sobre tela para os escritórios da Aviação Real, na Cidade do México

1962

Participa do Congresso da Paz, realizado em Paris e Moscou

1963

Indicado pelo presidente João Goulart (1919-1976) para o cargo de adido cultural do Brasil em Paris. Não toma posse do cargo em virtude do golpe de 1964

1964

Desenha jóias executadas pelo joalheiro Lucien Joaillier

Publica Reminiscências Líricas de um Perfeito Carioca – ilustrações e texto, editado pela Editora Civilização Brasileira

1969

Ilustra os bilhetes da Loteria Federal das extrações da Inconfidência Mineira, São João, Independência e Natal

1971

Recebe o Prêmio Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA)

1972

Recebe o Prêmio Moinho Santista

Publica o álbum 7 Xilogravuras de Emiliano Di Cavalcanti, pela Editora Chile, apresentação de Luís Martins

1973

Recebe o título de doutor honoris causa pela Universidade Federal da Bahia (UFBA)

1974

Exposição de obras recentes na Bolsa de Arte, Rio de Janeiro

1975

São Paulo SP – O Modernismo de 1917 a 1930, no Museu Lasar Segall

São Paulo SP – SPAM e CAM, no Museu Lasar Segall

1976

São Paulo SP – A prefeitura muda o nome da Rua 4, no Alto da Mooca, para Rua Emiliano Di Cavalcanti

Rio de Janeiro RJ – Di Cavalcanti: retrospectiva, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Di Cavalcanti: retrospectiva, no MNBA

São Paulo SP – Os Salões: da Família Artística Paulista, de Maio e do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo, no Museu Lasar Segall

Morre no Rio de Janeiro RJ – 26 de outubro

1977

Glauber Rocha realiza o filme – Di – que recebe o Prêmio Especial do Júri, Festival de Cannes 77

São Paulo SP – Di Cavalcanti: 100 obras do acervo, no MAC/USP

1979

São Paulo SP – 15ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1980

Rio de Janeiro RJ – Homenagem a Mário Pedrosa, na Galeria Jean Boghici

1982

São Paulo SP – 80 Anos de Arte Brasileira, no MAB/Faap

Salvador BA – A Arte Brasileira da Coleção Odorico Tavares, no Museu Carlos Costa Pinto

São Paulo SP – Do Modernismo à Bienal, no MAM/SP

1983

Olinda PE – 2ª Exposição da Coleção Abelardo Rodrigues de Artes Plásticas, no MAC/PE

Rio de Janeiro RJ – Auto-Retratos Brasileiros, na Galeria de Arte Banerj

1984

São Paulo SP – Coleção Gilberto Chateaubriand: retrato e auto-retrato da arte brasileira, no MAM/SP

Rio de Janeiro RJ – 7º Salão Nacional de Artes Plásticas – Salão de 31

São Paulo SP – Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal

1985

São Paulo SP – 100 Obras Itaú, no Masp

São Paulo SP – 18ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

São Paulo SP – Desenhos de Di Cavalcanti na Coleção do MAC, no MAC/USP

Rio de Janeiro RJ – Seis Décadas de Arte Moderna na Coleção Roberto Marinho, no Paço Imperial

1987

Rio de Janeiro RJ – Entre Dois Séculos: arte brasileira do século XX na Coleção Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ

Paris (França) – Modernidade: arte brasileira do século XX, no Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris

São Paulo SP – O Ofício da Arte: pintura, no Sesc

Rio de Janeiro RJ – Publicação de livro com as cartas escritas pelo artista, Cartas de Amor à Divina / E.Di Cavalcanti. Rio de Janeiro: Cor Editores, 5ª ed.

1988

Rio de Janeiro RJ – Hedonismo: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Galeria Edifício Gilberto Chateaubriand

São Paulo SP – Modernidade: arte brasileira do século XX, no MAM/SP

1989

Lisboa (Portugal) – Seis Décadas de Arte Moderna Brasileira: Coleção Roberto Marinho, na Fundação Calouste Gulbenkian, Centro de Arte Moderna

1991

São Paulo SP – 21ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

Santos SP – 3ª Bienal Nacional de Santos, no Centro Cultural Patrícia Galvão

Belo Horizonte MG, Brasília DF, Curitiba PR, Porto Alegre RS, Recife PE, Rio de Janeiro RJ, Salvador BA e São Paulo SP – Dois Retratos da Arte, no MAP, no Palácio Itamaraty, na Fundação Cultural de Curitiba, no Margs, no Museu do Estado de Pernambuco, no MAM/RJ, no Museu de Arte da Bahia e no MAC/USP

1992

Paris (França) e Sevilha (Espanha) – Latin American Artists of the Twentieth Century

São Paulo SP – O Olhar de Sérgio sobre a Arte Brasileira: desenhos e pinturas, na Biblioteca Municipal Mário de Andrade

São Paulo SP – Primeiro Aniversário da Grifo Galeria de Arte, na Grifo Galeria de Arte

Zurique (Suíça) – Brasilien: entdeckung und selbstentdeckung, no Kunsthaus

1993

São Paulo SP – 100 Obras-Primas da Coleção Mário de Andrade: pintura e escultura, no IEB/USP

São Paulo SP – A Arte Brasileira no Mundo, uma Trajetória: 24 artistas brasileiros, na Dan Galeria

Rio de Janeiro RJ – Brasil 100 Anos de Arte Moderna: Coleção Sérgio Fadel, no MNBA

Poços de Caldas MG – Coleção Mário de Andrade: o modernismo em 50 obras sobre papel, na Casa da Cultura de Poços de Caldas

Rio de Janeiro RJ – Emblemas do Corpo: o nu na arte moderna brasileira, no CCBB

Nova York (Estados Unidos) e Colônia (Alemanha) – Latin American Artists of the Twentieth Century, no The Museum of Modern Art

São Paulo SP – O Desenho Moderno no Brasil: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Galeria de Arte do Sesi

São Paulo SP – O Modernismo no Museu de Arte Brasileira: pintura, no MAB/Faap

São Paulo SP – Obras para Ilustração do Suplemento Literário: 1956-1967, no MAM/SP

1994

São Paulo SP – Arte Moderna Brasileira: uma seleção da Coleção Roberto Marinho, no Masp

São Paulo SP – Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal

Poços de Caldas MG – Coleção Unibanco: exposição comemorativa dos 70 anos do Unibanco, na Casa de Cultura de Poços de Caldas

Rio de Janeiro RJ – O Desenho Moderno no Brasil: Coleção Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ

São Paulo SP – Poética da Resistência: aspectos da gravura brasileira, na Galeria de Arte do Sesi

1995

Rio de Janeiro RJ – Coleção Unibanco: exposição comemorativa dos 70 anos do Unibanco, no MAM/RJ

São Paulo SP – Emiliano Di Cavalcanti: desenhos restaurados, na Galeria Sinduscon

1996

São Paulo SP – Arte Brasileira: 50 anos de história no acervo MAC/USP: 1920-1970, no MAC/USP

São Paulo SP – 1ª Off Bienal, no MuBE

Rio de Janeiro RJ – Visões do Rio, no MAM/RJ

1997

Rio de Janeiro RJ – Di Cavalcanti 100 Anos: As Mulheres de Di, no CCBB

Rio de Janeiro RJ – Di Cavalcanti 100 Anos: Di, Meu Brasileiro, no MAM/RJ

Santiago (Chile) – Di Cavalcanti, no Museu Nacional de Belas Artes de Santiago

São Paulo SP – Exposição Oficial de Abertura dos Eventos Comemorativos do Centenário de Di Cavalcanti, na Dan Galeria

São Paulo SP – Grandes Nomes da Pintura Brasileira, na Jo Slaviero Galeria de Arte

São Paulo SP – Mestres do Expressionismo no Brasil, no Masp

São Paulo SP – O Jovem Di: 1917-1935, no IEB/USP

Uma obra de Di Cavalcanti, “Flores”, alcança o lance de R$ 724.500,00 (US$ 677,100) em Leilão da Bolsa de Arte, no Rio de Janeiro.

1998

São Paulo SP – A Coleção Constantini no MAM, no MAM/SP

São Paulo SP – Coleção MAM da Bahia: pinturas, no MAM/SP

São Paulo SP – Destaques da Coleção Unibanco, no Instituto Moreira Salles

São Paulo SP – Fantasia Brasileira: o balé do IV Centenário, no Sesc

São Paulo SP – O Moderno e o Contemporâneo na Arte Brasileira: Coleção Gilberto Chateaubriand – MAM/RJ, no Masp

1999

Porto Alegre RS – 2ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul – sala especial

São Paulo SP – A Figura Feminina no Acervo do MAB, no MAB/Faap

Rio de Janeiro RJ – Mostra Rio Gravura: Acervo Banerj, no Museu Histórico do Ingá

Rio de Janeiro RJ – Mostra Rio Gravura: Gravura Moderna Brasileira: acervo Museu Nacional de Belas Artes, no MNBA

São Paulo SP – Obras Sobre Papel: do modernismo à abstração, na Dan Galeria

2000

São Paulo SP – A Figura Humana na Coleção Itaú, no Itaú Cultural

São Paulo SP – A Figura Feminina no Acervo do MAB, no MAB/Faap

São Paulo SP – Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento. Arte Moderna e Negro de Corpo e Alma, na Fundação Bienal

Brasília DF – Exposição Brasil Europa: encontros no século XX, no Conjunto Cultural da Caixa.

 

Livros

Di Cavalcanti - 1897-1976

DI CAVALCANTI – 1897-1976
Formato: Livro
Autor: CAVALCANTI, EMILIANO DI
Texto/Notas: MINDLIN, JOSE
Texto/Notas: GULLAR, FERREIRA
Texto/Notas: PERLINGEIRO, MAX
Editora: PINAKOTHEKE
Assunto: ARTES

 

Di Cavalcanti

DI CAVALCANTI
Formato: Livro
Coleção: MESTRES DAS ARTES NO BRASIL
Autor: REGO, LIGIA MARIA DA SILVA
Editora: MODERNA EDITORA
Assunto: INFANTO-JUVENIS – ARTES E OFÍCIOS

 

Contando a arte de Di Cavalcanti

CONTANDO A ARTE DE DI CAVALCANTI
Formato: Livro
Coleção: CONTANDO A ARTE
Autor: TORRES, ANGELA BRAGA
Editora: NOOVHA AMERICA
Assunto: INFANTO-JUVENIS – ARTES E OFÍCIOS

 

Di Cavalcanti - Um mestre alem do cavalete

DI CAVALCANTI – UM MESTRE ALEM DO CAVALETE
Formato: Livro
Autor: GRINBERG, PIEDADE
Editora: METALIVROS
Assunto: ARTES

 

Brincando com arte - Di Cavalcanti

BRINCANDO COM ARTE – DI CAVALCANTI
Formato: Livro
Autor: GALDINO, JEFFERSON
Editora: NOOVHA AMERICA
Assunto: INFANTO-JUVENIS – LITERATURA INFANTIL

 

Marco Zero 1

MARCO ZERO I
A REVOLUÇAO MELANCOLICA
Formato: Livro
Coleção: OBRAS COMPLETAS
Autor: ANDRADE, OSWALD DE
Introdução: CAVALCANTI, EMILIANO DI
Prefácio/Posfácio: ELEUTERIO, MARIA DE LURDES
Editora: GLOBO
Assunto: LITERATURA BRASILEIRA – ROMANCES

 

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Sobre o autor

O Mercado Arte disponibiliza para os artistas a oportunidade de ter uma página na Web para exibir seus trabalhos e para o público em geral a chance de acessibilidade a um universo artístico criativo que vai muito além do que se apresenta em galerias, museus e sites atualmente.

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