Cícero Dias

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“Verde é a cor da minha memória”

Considerado como um dos pioneiros do modernismo no Brasil, Cícero Dias foi amigo de vários artistas modernistas, tais como o compositor Heitor Villa-Lobos, o artista plástico Ismael Nery e o poeta Murilo Mendes. E, na França, fez amizade com várias personalidades ilustres, a exemplo dos poetas André Breton e Paul Eluard, e do pintor Pablo Picasso, que se encontrava asilado em Paris antes do fim da Guerra Civil Espanhola.

Cícero Dias

Cícero Dias

Pable Picasso tornara-se padrinho de sua filha e, junto a ele, Cícero acompanharia a elaboração do quadro Guernica, o famoso épico sobre aquela guerra. Além disso, pode-se dizer que Picasso exerceu uma influência marcante nos trabalhos do artista pernambucano.

Artista brasileiro de grande renome internacional, Cícero Dias combina as mais genuínas tradições pernambucanas com a essência universal da arte. Sempre adotando posições vanguardistas, participa do movimento modernista brasileiro, aproxima-se do surrealismo e é um dos pioneiros dos Abstracionismos no pós-Segunda Guerra.

Utilizando-se das cores tropicais, inspiradas pelo “verde canavial”, “vermelho sangue-de-boi” e “azul céu sertanejo”, ficou conhecido desde cedo como o “Pequeno Chagall dos Trópicos”. Sua obra prima principalmente pela combinação inusitada de elementos aparentemente contraditórios, que são dispostos pelo artista de forma única e original.

Cícero Dias - Biografia

Cícero Dias era neto de senhor de engenho e passou a infância descobrindo a vida na terra, as brincadeiras e os sonhos de criança, a infância de Cícero foi semelhante a de qualquer menino de engenho, com banhos ruidosos, proibidos, as brincadeiras e traquinagens, a presença do cangaço, as visitas aos engenhos vizinhos, a enchente, a escola, a professora, as primeiras letras, as lições de sexo.

Cicero Dias, Pablo Picasso e Sylvia em Vallauris - 1952

Cicero Dias, Pablo Picasso e Sylvia em Vallauris – 1952

Naquela época os senhores de engenho abandonavam em desleixo os filhos, não se importando com a infância. Depois recorriam ao colégio para corrigi-los. Cícero não fugiu a essa regra. Viveu seus primeiros anos pelos engenhos do interior de Pernambuco.

“Eu vivi intensivamente tudo. Por exemplo: onde nós estamos aqui, onde é o Hotel Boa Viagem, eu tenho a impressão que foi a primeira vez que eu vi o mar, porque as famílias se transportavam dos engenhos para as praias. Primeiro fui para Gaibu e depois Boa Viagem. Eu tenho a impressão que a primeira vez que vi o mar, tenho certeza, foi aqui em Boa Viagem, porque tinha o trenzinho de burro que saía da estação de Boa Viagem e trazia os passageiros pra orla marítima.”

O mar e a lua são elementos constantes na pintura de Cícero, bem como as lembranças que guarda de tia Angelina e da velha avó, em seu sobrado grande e antigo onde ele passa a residir para terminar o curso primário, já que a escolinha do engenho só alfabetizava os seus alunos.

Ainda menino, vai estudar em Recife; mas é no Rio de Janeiro, onde está a partir de 1920, que o pintor começa a ter contato com o movimento modernista. Estuda arquitetura por três anos, trocando este ofício pela pintura em 1928, ano em que realiza sua primeira exposição. Embora não tenha participado da Semana de 22 (foi o ponto alto da insatisfação com a cultura vigente, submetida a modelos importados, e a reafirmação de busca de uma arte verdadeiramente brasileira, marcando a emergência do Modernismo Brasileiro) devido a sua pouca idade, Cícero é logo reconhecido como membro do grupo, recebendo elogios de nomes como Di Cavalcanti , Ismael Nery, Murilo Mendes, Oswald de Andrade, entre outros.

Cicero Dias, 1938 - Em frente a obra de seu amigo Pablo Picasso

Cicero Dias, 1938 – Em frente a obra de seu amigo Pablo Picasso

Em seus primeiros trabalhos, o pintor é tido como pioneiro do surrealismo no Brasil, mesmo sem ter recebido influência direta deste estilo, principalmente pela abordagem do universo da juventude, como as paixões, o carnaval e o sonho. Em 1929, juntamente com Gilberto Freyre e Manuel Bandeira, organiza em Recife o I Congresso Afro brasileiro, evento comparado ao de 22 pela sua repercussão, consolidando o movimento modernista em Pernambuco. Dois anos mais tarde, participa também do I Salão de Arte Moderna, ao lado de Lúcio Costa, onde causa enorme polêmica com o painel “Eu vi o mundo… Ele começava no Recife”. Devido as cenas de nudez e erotismo, esta obra foi parcialmente depredada pelo público.

Em 1937, Cicero se fixa em Paris, cidade em que passará a maior parte de sua vida. Uma vez na França, o pintor entra em contato com surrealistas, especialmente Paul Eluard e Pablo Picasso. Com este último, estabelece um forte laço de amizade que possibilita, anos mais tarde, a vinda do famoso Guernica para a Bienal paulista de 1953. Preso pelos nazistas durante a ocupação da França, o pernambucano só retorna a Paris depois de um apelo do amigo. Eluard compara Cícero e Picasso dizendo que ambos combinavam a herança de sua terra natal com a realização de uma arte de entendimento mundial.

Durante a década de 40, o pintor se aproxima dos abstracionistas, especialmente dos seguidores da vertente geométrica, e se torna pioneiro deste estilo. Integra-se ao grupo da Galeria Denise-René, juntamente com Victor Vasarely, Serge Poliakoff e outros.

Ci€™cero Dias, artista plástico, fotografado em 1994, no Hotel Maksoud Plaza,em SP

Ci€™cero Dias, artista plástico, fotografado em 1994, no Hotel Maksoud Plaza,em SP

Suas obras do período valorizam a geometria e a abstração, mas mantém o lado lírico e regional, principalmente na escolha das cores tropicais. Entre os anos de 1946 e 1948 realiza em Recife o primeiro mural abstrato da América Latina, no mesmo período em que os muralistas mexicanos pregavam a revolução em seu país. Dentro da polêmica estabelecida entre a arte abstrata e a arte realista revolucionária, o artista provoca, mostrando que não há incompatibilidade entre consciência política e não-figuração.

A partir dos anos 60, o artista retoma a figuração e a sua temática inicial. A valorização da mulher, símbolo constante na obra de Cícero, remete a sexualidade e ao universo do inconsciente. O último dos modernistas vivo, passa pelos mais diversos estilos artísticos do século XX, mas sempre valorizando a tentativa modernista de combinar os elementos nacionais com uma linguagem universal e vanguardista.

Curiosidades

Livro de Cícero Dias – Uma vida pela pintura

Neste livro, Cícero Dias é antes de tudo o protagonista. A obra proporciona um mergulho no universo de Cícero Dias, fazendo uma viagem de descobrimento pela história e pela fascinante trajetória de um artista brasileiro. Aos 94 anos, o maior pintor vivo do Brasil tem como experiência de vida uma saga rica de episódios que se confudem com os acontecimentos políticos do último século, no Brasil exterior. Some-se a isso a convivência com as mais destacadas personalidades intelectuais e artísticas de sua época

Livro – Eu vi o mundo, memórias de Cícero Dias (1907-2003)

Já nas guardas da capa do livro, a gente descobre o figurino arretado que Cícero
fez para o balé “Maracatu de Chico Rei”, com música de Francisco Mignone, argumento de Mário de Andrade e coreografia de Maria Olenewa. Ao longo da obra, o pintor conta como fez o cenário e os figurinos de outro balé, “Jurupari”, com música de Villa-Lobos, dançado pelo russo Serge Lifar, nos anos 1930. Seus amigos Gilberto Freyre, Manuel Bandeira, Murilo Mendes, e tantos outros, andam por essas páginas, ambientadas sobretudo nos engenhos de Pernambuco, em Recife, no Rio de Janeiro, em Lisboa e em Paris, com grandes e alternados saltos de décadas e personagens. É uma obra que ajuda a ver um pouco mais o mundo.

Trecho do Livro Eu vi o mundo, memórias de Cíceros Dias

Cicero Dias - A espera - 1932

Cicero Dias – A espera – 1932

(…) Cícero Dias protagonizou uma obra histórica que lhe valeu a medalha azulada estelar da Ordem Nacional do Mérito da França, recebida das mãos do então primeiro-ministro Edouard Balladur, em 1998, na Unesco. A obra foi uma chuva do poema Liberté, de Paul Éluard, disparado por aviões ingleses sobre a Europa ocupada por tropas nazistas, em 1943. “Se os alemães me pegassem, pá!, me matavam” — então ele sorve mais um gole de uísque, empolgado com as lembranças que ainda o deixam orgulhoso. Para começar sua “missão”, ele cortou a primeira e a última palavra-chave escrita na muamba, Liberté. Era um perigo de morte, liberdade. Depois, a salvo, as reescreveria.

O poema ficou guardado dentro de uma mala na prateleira de bagagens vazia de um vagão de trem com refugiados espanhóis e portugueses. Cicero Dias sentou-se distante, se a revistassem, não saberiam a quem pertenceria. Veio a Gestapo. Um soldado lhe pediu o passaporte, gritou para outro, na frente: “Brasília!” Mas o devolveu.

Cicero Dias - Casal

Cicero Dias – Casal

E não revistaram o maleiro. Já na Espanha, um susto: “A polícia quis saber como eu, brasileiro, tinha cruzado a fronteira”. Não havia o que discutir, só lembrar que “o Brasil não está em guerra com a Espanha”. E assim ele chegou a Lisboa, de onde a embaixada britânica despachou o poema direto para o poeta surrealista Roland Penrose, piloto da Royal Air Force, a RAF. Alguns dias depois, caía poesia das nuvens em todo o front europeu. (…)

Página 116-7

São deliciosas as memórias inacabadas e bagunçadinhas do pernambucano Cícero Dias, reveladoras de um pedaço do mundão que correu – ele que detestava passaportes – numa linda edição da Cosacnaify (2011). Como flertou ou ao menos soube conviver com tão diversos “ismos”(por exemplo,regional, surreal ou cub), foi perseguido e até preso por outros (naz ou getul), Cícero aparece aqui como um contador despretensioso, no ritmo de quem conversa na sala, de histórias e palpites acumulados nas épocas e lugares extraordinários que quis ou teve que atravessar.

Cicero-Dias-Brincadeira-De-Crianca

Obra – Cicero Dias

Há muito sofrimento, contrabalançado por igual graça, como nesse trecho:

Lá fui eu, à tardinha, para a rue des Grands-Augustins, ateliê de Picasso.Ele vivia intrigado, colocava ou não colocava cor em Guernica. Interpelava muitos de seus amigos a esse respeito. Por sinal, encontrei-o com Chagall, com quem ele discutia, em frente àGuernica: cor ou não? O mestre russo coçava a cabeça e dizia: Deixa Guernica como tu fizeste. Deixa, não toca, deixa como está. O mestre russo se balançava como que dançando. Na saída, Picasso acompanhou Chagall até a rua. De volta ao ateliê, sentimos que estava aliviado, confortado. Ninguém melhor do que Chagall para opinar. Guernica ficou com seu primeiro bem-estar, forte, bem forte”.

Conversando com Cícero Dias

Trecho da conversa de César Leal com Cícero Dias

Cicero Dias - Mulher e espelho

Cicero Dias – Mulher e espelho

Quase todas as semanas eu converso com Cícero Dias. Ele no seu apartamento: 123, Longchamps, Paris XVIª, eu à rua das Pernambucanas, 194, Recife. De algum tempo para cá, Cícero Dias tem me contado belas histórias de sua vida. Sobretudo da infância, quadra da existência que mais impressiona o homem em sua breve passagem pela Terra. Ontem, foi mais um dia de conversações com esse velho amigo. Mas preferi que Cícero falasse todo tempo. Disse-me ele que ao deixar o Recife, em janeiro, desembarcou em Lisboa e resolveu fazer uma parada para descansar. Foram exaustivos os trabalhos no Projeto “Eu vi o Mundo”… “Na realidade – afirma –, o corpo não cansa quando o espírito não tem fadigas”.

Cícero Dias – Você diz que eu devia escrever minhas memórias, prossegue o pintor, mas um livro de memórias pertence a um gênero especial, com leis especiais a serem obedecidas com rigor. Ocorre que minha memória não obedece a gênero especial, como ocorre nas autobiografias.

César Leal – Mas você possui uma vida muito rica, uma experiência vital rara. É daqueles que surgiram na década de 20, a década mais agitada na vida intelectual do Brasil.

Cícero Dias – É verdade. Se eu fosse escrever minhas memórias começaria pela recordação de fatos ocorridos durante minha carreira de artista, uma carreira feliz porque nunca esperei tanto do que a vida tem me concedido.

César Leal – Então seria difícil você concordar com Montaigne, para quem todos os dias são iguais. Quem viu um dia viu todos os dias, diz ele.

Cicero Dias - Mulheres

Cicero Dias – Mulheres

Cícero Dias – Não penso como Montaigne. Quando ele diz “se haveis vivido um dias haveis visto tudo, não há outro luz nem outra noite” está apenas a demonstrar ser homem de seu tempo, encerrado em um castelo, escrevendo ensaios. Hoje a vida é diferente. Não se deve separar o artista – poeta, pintor, compositor – do gênero humano. Somos todos homens e cada homem deve viver o seu tempo. Ao contrário de Montaigne, a vida a cada dia me oferece algo diferente. Os dias para mim não são iguais. Os dias só podem ser os mesmos para quem não tem uma atividade criadora. Montaigne tinha esse tipo de atividade. Mas o conceito de dia para ele não é o mesmo que nós temos hoje.

César Leal – Então, para você, a vida deve ser encarada como uma verdadeira obra de arte?

Cícero Dias – A vida não é uma obra de arte. Mas devemos agir de modo que ela pareça ser assim. Como aproveito o que a vida me oferece, tenho boa memória. Devemos dar atenção aos fatos da vida. É isso que faz boa a nossa memória. A minha é excelente. Você também tem boa memória. Uma memória. Admirável. O segredo da boa memória é gostar da vida.

César Leal – Com 93 anos, quando você se volta para o passado, o que de imediato lhe chega à lembrança?

Cicero Dias - Duas mulheres

Cicero Dias – Duas mulheres

Cícero Dias – Ó! Minha primeira recordação é dos divinos cajus de minha infância. Como eram diferentes aqueles cajus: rubros, dourados, imensamente cheirosos, tinham um colorido vibrante à luz do sol. Mas a saudade que sinto – saudade maior – é de um doce de caju em caldas que comi certo dia no Engenho Jundiá. Sempre gostei de doce de caju. Mas nenhum outro, até hoje, tinha a doçura, o cheiro, o sabor daquele doce que me traz à memória tantas outras lembranças vividas na minha infância nas três casas grandes de meus avós: Noruega, Contendas, Jundiá. As três casas formavam um reino encantado, em que Jundiá era a capital. A capital da minha infância. Lá recebi o sopro da vida. A vida. Que vida? A vida que levei por esses Engenhos. Ela foi estimulante para a minha obra. Obras minhas, criadas pelas minhas mãos e que as mostrei pelo mundo afora.

César Leal – Quando você fala sobre tais coisas, o que lhe vem à mente? Agora, em relação à pintura?

Cícero Dias – É estranho. Lembro da frase de Diderot em Os salões: “Pintores, protegei vossas obras contra a vulgaridade. Sede obscuros, difíceis”. É o que vocês poetas fazem – os bons poetas – cultivar a “obscuridade” de linguagem.

César Leal – Veja Cícero, como é a memória. Quando perguntei sobre sua relação com a pintura você citou Diderot em uma de suas mais famosas passagens teóricas.

Cícero Dias – César, vamos continuar esta conversa. Agora, Raymonde está dizendo que o pernil de carneiro está na mesa. Vou comê-lo, com vinho, farofa e molhos pernambucanos. Não falta o caju em calda. Mas sei que não terá o sabor daquele que aos cinco anos comi em Jundiá…

César Leal (Brasil, 1924). Poeta e crítico de poesia

Sua amizade com Paul Eluard resultou da admiração do poeta pela habilidade técnica de Cícero Dias ao expressar a claridade do sol e do verde do universo tropical. O quadro Palmeiras motivou a Eluard essa primeira versão de seu poema Palmiers:

As árvores a copa orvalhada de
sol. Retas.
Dou a meu sol a seiva evaporada
O sou repousa sobre o mármore
das folhas
como a água do mar no fundo
adormecido.
O céu é de um só bloco a terra
é vertical
a sombra das árvores conti-nuam as árvores.

 Cronologia

1907

Nasce em Recife, Pernambuco.

1930

Coletiva brasileira no Roerich Museum, Nova Iorque (EUA).

1915

Em Escada, Pernambuco, estuda desenho com a tia e com Eustógio Wanderley, que lhe ensina pintura a óleo

1920/1937

Reside no Rio de Janeiro nesse período

1920

É aluno interno no Mosteiro de São Bento

1925/1928

Freqüenta cursos de arquitetura e pintura na Escola Nacional de Belas Artes – Enba, mas não conclui nenhum deles. Dedica-se à pintura

Entra em contato com o grupo modernista

1926

Começa a pintar aquarelas, publicadas em livro em 1993

1928

Participa do Movimento Antropofágico, iniciado por Oswald de Andrade (1890 – 1954). Convive com Pagu, Anita Malfatti (1889 – 1964), Raul Bopp (1898 – 1984), Pedro Nava (1903 – 1984), entre outros.

Seu estúdio é freqüentado por Murilo Mendes (1901 – 1975), Di Cavalcanti (1897-1976), Tarsila do Amaral (1886 – 1973), entre outros pintores e poetas

1929

Participa do Primeiro Congresso Afro-Brasileiro, movimento a favor da arte e da cultura, organizado por Gilberto Freyre (1900 – 1987) em Recife

Colaborador da Revista de Antropofagia

1931

Expõe no Salão Revolucionário da Enba a obra Eu Vi o Mundo…. Ele Começava no Recife, causando grande escândalo

1932

Monta ateliê em Madalena, no Recife, onde leciona desenho e pintura

1933

Realiza as ilustrações da primeira edição do livro Casa Grande & Senzala, de Gilberto Freyre

1937

Executa cenários e figurinos para o balé O Jurupari, de Villa-Lobos e Sérgio Lifar, no Rio de Janeiro

1937/1942

Parte para Paris incentivado por Di Cavalcanti. Entra em contato com Georges Braque (1882 – 1963), Henri Matisse (1869 – 1954), Fernand Léger (1881 – 1955) e Pablo Picasso (1881 – 1973), de quem se torna amigo

1939

Fala nos estúdios da Radiodiffusion Nationale, em transmissões para a América do Sul

1942

Preso pelos alemães, é enviado a um campo de concentração em Baden-Baden, na Alemanha. Liberto, passa a viver naquela cidade

1943/1945

Adido cultural da Embaixada do Brasil em Lisboa

1943

Publica trechos do seu romance autobiográfico Jundiá e seu ABC na revista luso-brasileira Atlântico

1944

Realiza ilustrações para a Ilha dos Amores, de Camões, edição Montalvor

Mário de Andrade publica Cicero Dias e as Danças do Nordeste, com ilustrações do artista

1945

Retorna para Paris após o término da II Guerra Mundial

Integra o grupo de artistas da Escola de Paris que expõe na Galeria Denise René

1948

Viaja com Rubem Braga (1913 – 1990), Mário Pedrosa (1900 – 1981), Orígenes Lessa
(1903 – 1986) e José Lins do Rego (1901 – 1957) pelo Nordeste do Brasil

Executa o mural do edifício da Secretaria da Fazenda do Estado de Pernambuco, considerado o primeiro trabalho abstrato do gênero na América Latina

1949

Reproduções de suas obras ilustram o artigo Le Mur, de Michel Seuphor, (sobre Murais) publicado na revista Art d’Aujourd’hui [Arte Hoje], dirigida por André Bloc

1950

Participa da fundação do Congresso da Escola de Altamira, na Espanha, ao lado de Braque, Miró e Artigas

1951

Faz parte do Groupe Espace criado por André Bloc e Félix Del Mare que reúne arquitetos, construtores e artistas plásticos

Faz parte do grupo Klar Form, formado por Jean Arp (1886 – 1966), Bloc, Alexander Calder (1898 – 1976), entre outros

1954

Apresenta com o arquiteto Claude Parent maquete para o projeto de um museu moderno decorada com miniaturas de obras de Fernand Léger, Jean Arp, Alexander Calder e Alberto Magnelli (1888 – 1971), em Biot, na França

1954

Publicação de álbum com serigrafias de Cicero Dias e outros artistas pela Galeria Denise René

1955

Realiza viagem para a Grécia e Oriente Médio

1956

É publicado em Bruxelas, pela revista Quadrum, o artigo L´Abstraction Dite Géométrique, de Léon Degand, sobre a pintura de Cicero Dias

1967

Realiza viagem a Iugoslávia

1976

Luiz Miranda Correia realiza filme sobre Cicero Dias, em Paris

1978

É realizado, pela Rede Globo de Televisão, filme sobre a vida e obra de Cicero Dias, com texto de Rubem Braga

1982

Publicação de La Grande Espérance des Poètes, obra de Lucien Scheller sobre a situação dos intelectuais franceses durante a guerra. O autor faz referência à participação de Cicero Dias nas trocas de correspondência entre a Resistência francesa e Londres

Participa do 3º Congresso Afro-Brasileiro, em Recife

1983

Realiza painel sobre a vida de Frei Caneca para a Casa de Cultura de Recife

1991

Inauguração da Sala Cicero Dias no Museu Nacional de Belas Artes – MNBA

Inaugura mural na estação do Metrô Brigadeiro, em São Paulo

1998

Recebe do governo francês a Ordem Nacional do Mérito da França

2000

Desenha o piso da Praça Marco Zero, em Recife, redenominada Praça Eu Vi o Mundo…. Ele Começava no Recife

2001

Projeto da praça Eu Vi o Mundo… Ele Começava no Recife

Publicação do livro Cícero Dias, Uma Vida pela Pintura, curadoria e editoria do galerista Valdir Simões de Assis Filho e texto do jornalista pernambucano Mário Hélio.

 

 Livros

Cicero Dias - O poeta das cores

CICERO DIAS - O POETA DAS CORES
Formato: Livro
Autor: AZEVEDO, HELOIZA DE AQUINO
Editora: MECA
Assunto: BIOGRAFIAS/AUTOBIOGRAFIAS/DIÁRIOS/MEMÓRIAS/CARTAS

 

CICERO DIAS E SEU LONGO PROCESSO DE MORRER

CICERO DIAS E SEU LONGO PROCESSO DE MORRER
Formato: Livro
Autor: GIUSTINA, OSVALDO DELLA
Editora: FAEPESUL/ UNISUL
Assunto: LITERATURA BRASILEIRA – ROMANCES

 

CICERO DIAS - OITO DECADAS DE PINTURA

CICERO DIAS – OITO DECADAS DE PINTURA
Formato: Livro
Autor: DIAS, CICERO
Editora: SIMOES DE ASSIS
Assunto: ARTES – PINTURA

 

CICERO DIAS - UMA VIDA PELA PINTURA

CICERO DIAS – UMA VIDA PELA PINTURA
Formato: Livro
Organizador: ASSIS FILHO, WALDIR SIMOES DE
Editora: SIMOES DE ASSIS
Assunto: ARTES

 

CICERO DIAS - EU VI O MUNDO

EU VI O MUNDO
Formato: Livro
Autor: DIAS, CICERO
Editora: COSAC NAIFY
Assunto: BIOGRAFIAS – ARTES

 

 

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