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Divulgue suas obras

Candido Portinari

| Candido Portinari | 18/08/2012

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“Não vejo porque um quadro deva ser todo figurativo ou todo abstrato. Por que não um quadro figurativo com fragmentos abstratos ou vice-versa?”

Candido Portinari foi um artista plástico brasileiro. Portinari pintou quase cinco mil obras (de pequenos esboços e pinturas de proporções padrão como O Lavrador de Café à gigantescos murais, como os painéis Guerra e Paz, presenteados à sede da ONU em Nova Iorque em 1956 e que em dezembro de 2010, graças aos esforços de seu filho, retornaram para exibição no Teatro Municipal do Rio de Janeiro).

Candido Portinari - Foto artista

Candido Portinari – Foto artista

Portinari hoje é considerado um dos artistas mais prestigiados do país e foi o pintor brasileiro a alcançar maior projeção internacional.

Candido Portinari é um dos maiores nomes da pintura brasileira, alcançando fama internacional pela qualidade e pela temática social de sua obra. Sempre preocupado em caracterizar o tipo brasileiro, retratou a vida rural brasileira, a tragédia das migrações nordestinas e o trabalho duro nos portos.

Candido Portinari - Biografia

Candido Portinari nasce no dia 30 de dezembro de 1903, numa fazenda de café, em Brodósqui, no interior do Estado de São Paulo.Filho de imigrantes italianos, de origem humilde, recebe apenas a instrução primária e desde criança manifesta sua vocação artística.

“Nasci numa fazenda de café. Meus pais trabalhavam na terra… Mudaram-se da fazenda Santa Rosa para a estação de Brodósqui – onde não havia ainda povoado; eu devia ter dois anos de idade.

Em 1912 participa, durante vários meses, dos trabalhos de restauração da Igreja de Brodowski, ajudando os pintores italianos a “Dipingere Le Stelle” (pintar estrelas). Mais tarde, auxilia um escultor frentista (especialista em fazer anjos/adornos).

Candido Portinari - Foto artista

Candido Portinari – Foto artista

“O vigário João Rulli desejava encomendar uma porteira e não se entendiam, peguei um papel e desenhei a porteira. O padre ficou olhando para mim e disse: _ Amanhã chegará o frentista para ornamentar a fachada da nova igreja. Você deve ir vê-lo e aprender. Ricardo Luini era o nome do meu escultor. (…) Quando terminou, deu-me uma prata de dois mil réis e uma viagem a Ribeirão Preto. Pessoa muito boa”.
(Retalhos de minha vida de infância)

Em 1914, a partir de uma carteira de cigarros, Portinari faz a lápis um retrato do músico Carlos Gomes. A família guarda o desenho.

Aos quinze anos de idade vai para o Rio de Janeiro, em busca de um aprendizado mais sistemático em pintura, matriculando-se na Escola Nacional de Belas-Artes. Portinari expõe pela primeira vez, no salão de arte moderna em 1922.

Em 1923 Portinari manda para o Salão da Escola de Belas Artes o retrato do escultor Paulo Mazzucchelli, ganhando três prêmios, entre eles a medalha de bronze do Salão. No ano seguinte participa do Salão Nacional de Belas Artes com o quadro Baile na Roça obra com temática brasileira, mas é recusado pelo júri. Baile na Roça .
No ano de 1925 obtém a pequena medalha de prata no Salão, no qual expõe dois retratos e em 1927 recebe a grande medalha de prata.

“Quanto mais próxima a partida mais aflito ficava. Olhava o chão, as plantas, os animais, as aves e aquela luz… Parecia que nunca mais iria ver tudo aquilo que era parte de mim mesmo. Quantas lágrimas derramei às escondidas. Vi e revi mil vezes todos os recantos. Saudade incontida do que ficava. (…) Procurava ensaiar para não ser traído pela emoção. Ia à casa de minha vó, trocava duas palavras e saía vencido, qual, não era possível. Voltava para casa, falava com minha mãe e sentia-me impossibilitado de dizer palavras. Não poderia despedir-me. Preferia não ir mas necessitava ir, estava na idade. O sol, a lua, as estrelas, as águas do rio, o vento, tudo ficaria lá e eu encontraria o escuro.”
Paris, setembro de 1958.

Candido Portinari - Foto artista

Candido Portinari – Foto artista

Em 1928 conquista o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro, da Exposição Geral de Belas-Artes, de tradição acadêmica.

Antes de viajar, faz sua primeira exposição individual, com 25 retratos, por iniciativa da Associação dos Artistas Brasileiros. Parte para a Europa. Viaja pela Itália, Inglaterra, Espanha e se fixa em Paris. “Comecei atrabalhar, mas no meu quarto, porque não consegui ainda ateliê dentro de minhas posses. Contudo, não estou triste, porque não estou perdendo tempo: pela manhã vou ao Louvre, à tarde faço estudos. Não pretendo fazer quadros por enquanto. Aprendo mais olhando um Ticiano, um Raphael, do que para o Salão de Outono todo”.
(Carta ao amigo Olegário Mariano)

Parte em 1929 para Paris, onde permanece até 1930.Longe de sua pátria, saudoso de sua gente, decide ao voltar ao Brasil, no início de 1931, retratar em suas telas o povo brasileiro, superando aos poucos sua formação acadêmica e fundindo à ciência antiga da pintura, uma personalidade moderna e experimentalista.

Em 1934 Portinari pinta “Despejados”, obra de temática social. Intelectuais começam a ver em sua figura o verdadeiro representante plástico do modernismo brasileiro. Tem sua tela “O Mestiço” adquirida pela Pinacoteca do Estado de São Paulo, sendo a primeira instituição pública a incluir uma obra de Portinari em seu acervo.
“A pintura moderna tende francamente para a pintura mural. Com isso não quero afirmar que o quadro de cavalete perca o seu valor, pois a maneira de realizar não importa. No México e nos Estados Unidos já há muitos anos essa tendência é uma realidade, e noutros países se opera o mesmo movimento, que há de impor à pintura o seu sentido de massa.”
(Entrevista de Portinari ao Diário de São Paulo, em 21 de novembro de 1934)

No ano de 1935 obtém a segunda Menção Honrosa na exposição internacional do Instituto Carnegie de Pittsburgh, Estados Unidos, com a tela Café, que retrata uma cena de colheita típica de sua região de origem.

Aos poucos, sua inclinação muralista revela-se com vigor nos painéis executados para o Monumento Rodoviário, na Via Presidente Dutra, em 1936, e nos afrescos do recém construído edifício do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, realizados entre 1936 e 1944. Estes trabalhos, como conjunto e como concepção artística, representam um marco na evolução da arte de Portinari, afirmando a opção pela temática social, que será o fio condutor de toda a sua obra a partir de então.

Candido Portinari - Foto artista

Candido Portinari – Foto artista

Companheiro de poetas, escritores, jornalistas, diplomatas, Portinari participa de uma notável mudança na atitude estética e na cultura do país. No final da década de trinta consolida-se a projeção de Portinari nos Estados Unidos.

No ano de 1938 é marcado pela execução dos trabalhos do Ministério da Educação.
“Faltava ao Brasil uma pintura mural de caráter e de assuntos nacionais, ligados aos temas históricos da nossa formação étnica ou da vida econômica e social do país. Essa obra está sendo atualmente realizada por Candido Portinari, para o novo edifício do Ministério da Educação”.
(Antônio Bento para o jornal A Tarde, em 02 de abril de 1937)

Em 1939 executa três grandes painéis para o Pavilhão do Brasil na Feira Mundial de Nova York e o Museu de Arte Moderna de Nova York adquire sua tela Morro. Em 1940, participa de uma mostra de arte latino-americana no Riverside Museum de Nova York e expõe individualmente no Instituto de Artes de Detroit e no Museu de Arte Moderna de Nova York, com grande sucesso de crítica, venda e público. Em dezembro deste ano a Universidade de Chicago publica o primeiro livro sobre o pintor: Portinari, His Life and Art com introdução de Rockwell Kent e inúmeras reproduções de suas obras.

Em 1941 executa quatro grandes murais na Fundação Hispânica da Biblioteca do Congresso, em Washington, com temas referentes à história latino-americana. De volta ao Brasil, realiza em 1943, oito painéis conhecidos como Série Bíblica, fortemente influenciado pela visão picassiana de ‘Guernica’ e sob o impacto da Segunda Guerra Mundial.

Em 1944, a convite do arquiteto Oscar Niemeyer, inicia as obras de decoração do conjunto arquitetônico da Pampulha em Belo Horizonte, Minas Gerais, destacando-se na Igreja de São Francisco de Assis, o mural São Francisco (do altar) e a Via Sacra, além dos diversos painéis de azulejo. A escalada do nazi-fascismo e os horrores da guerra reforçam o caráter social e trágico de sua obra, levando-o à produção das séries Retirantes (1944) e Meninos de Brodósqui (1946), assim como à militância política, filiando-se ao Partido Comunista Brasileiro, sendo candidato a deputado em 1945, e a senador em 1947.

Em 1946, Portinari volta a Paris para realizar, na Galeria Charpentier, a primeira exposição em solo europeu, com os quadros e desenhos das séries “Os Retirantes” e “Meninos de Brodósqui”. Foi grande a repercussão, tendo sido agraciado, pelo governo francês, com a Legião de Honra.

Candido Portinari - Foto artista

Candido Portinari – Foto artista

Em 1947 expõe no Salão Peuser, de Buenos Aires e nos salões da Comissão Nacional de Belas Artes, de Montevidéu, recebendo grandes homenagens por parte de artistas, intelectuais e autoridades dos dois países. O final da década de quarenta assinala na obra do artista, o início da exploração dos temas históricos através da afirmação do muralismo.

Em 1948, Portinari se auto-exila no Uruguai, por motivos políticos, onde pinta o painel A Primeira Missa no Brasil, encomendado pelo Banco Boavista do Rio de Janeiro.

Em 1949 executa o grande painel Tiradentes, narrando episódios do julgamento e execução do herói brasileiro, que lutou contra o domínio colonial português.

Viaja para a Itália em fevereiro de 1950 e visita Chiampo, terra natal de seu pai.?Expõe seis trabalhos na XXV Bienal de Veneza. Recebe, pelo painel Tiradentes, a Medalha de Ouro da Paz do II Congresso Mundial dos Partidários da Paz, em Varsóvia.

Em 1951 participa, com uma sala especial, da 1ª Bienal de São Paulo. A Bienal conta com mais de 2.000 trabalhos de pintura, escultura, arquitetura e gravura de artistas de 19 países. Na Itália é lançada a monografia Portinari, organizada e apresentada por Eugenio Luraghi (ed. Della Mondione, Milão).

Em 1952, atendendo à encomenda do Banco da Bahia, realiza outro painel com temática histórica: A Chegada da Família Real Portuguesa à Bahia, e inicia os estudos para os painéis Guerra e Paz, oferecidos pelo governo brasileiro à nova sede da Organização das Nações Unidas. Concluídos em 1956, os painéis, medindo cerca de 14 x 10m cada ‘os maiores pintados por Portinari’ encontram-se no hall de entrada dos delegados do edifício-sede da ONU, em Nova York.
É inaugurada a decoração para a Igreja de Batatais em 1953. E realizada a Via Sacra para integrar o conjunto das obras. Começa a demonstrar um problema grave de saúde devido à intoxicação com tintas. Expõe no Museu de Arte Moderna do Rio uma mostra com mais de 100 obras.
Inicia o trabalho dos enormes painéis “Guerra e Paz” para a sede da ONU em Nova York.

Em 1954, Portinari realiza, para o Banco Português do Brasil, o painel Descobrimento do Brasil. Neste mesmo ano, tem os primeiros sintomas de intoxicação das tintas, que lhe será fatal. Em 1955 recebe a Medalha de Ouro, concedida pelo International Fine Arts Council de Nova York, como o melhor pintor do ano.

Em 1956 faz os desenhos da Série D. Quixote e viaja para Israel, a convite do governo daquele país, expondo em vários museus e executando desenhos inspirados no contato com o recém-criado estado israelense e expostos posteriormente em Bolonha, Lima, Buenos Aires e Rio de Janeiro. Neste mesmo ano recebe o Prêmio Guggenheim do Brasil e, em 1957, a Menção Honrosa no Concurso Internacional de Aquarelas do Hallmark Art Award, de Nova York.

No final da década de 50 Portinari realiza diversas exposições internacionais, expondo em Paris e Munique em 1957. é o único artista brasileiro a participar da exposição ’50 Anos de Arte Moderna’, no Palais des Beaux Arts, em Bruxelas, em 1958, e expõe como convidado de honra, em sala especial, na ‘I Bienal de Artes Plásticas’ da Cidade do México. No final do ano Portinari começa a escrever suas memórias: Retalhos da minha vida de infância.

Candido Portinari - Foto artista

Candido Portinari – Foto artista

“Eram belas as manhãs frias na época da apanha do café e delicioso o canto dos carros de boi transportando as sacas da colheita. Quantas vezes adormecíamos sobre as sacas. A luz do sol parecia mais forte.”

“Era somente para nós. Ia pela estrada afora o carro vagaroso, cantando. Dormíamos cheio de felicidades. Sonhávamos sempre, dormindo ou não. Nossa imaginação esvoaçava pelo firmamento. Fantasias forjadas, olhando as nuvens brancas, mais brancas do que a neve. Tudo se movia ao nosso redor como um passe de mágica. Belas eram as seriemas, as saracuras e os tatus. Quando víamos no chão um orifício, sabíamos a que bicho pertencia. Conhecíamos também a maioria das árvores e arbustos, sabíamos a maioria das árvores e arbustos, sabíamos suas serventias para as doenças; as chuvas, o arco-íris, as nuvens, as estrelas, a lua, o vento e o sol eram-nos familiares. O contacto com os elementos moldava nossa imaginação e enchia nosso coração de ternura e esperança.”

Em 1958 expõe, inaugurando a Galleria Del Libraio, em Bolonha (Itália), os trabalhos com motivos de Israel, os quais mostra a seguir em Lima e Buenos Aires. É convidado de honra, com sala especial, na 1ª Bienal do México. No retorno de uma viagem pela Europa declara que passará a dedicar-se à poesia. É convidado para receber em Bruxelas a Estrela de Ouro. Seu pai, “Seu Baptista”, morre no Rio de Janeiro.

Em 1959 expõe na Galeria Wildenstein de Nova York e em 1960 organiza importante exposição na Tchecoslováquia.

Em 1961 o pintor tem diversas recaídas da doença que o atacara em 1954 – a intoxicação pelas tintas -, entretanto, lança-se ao trabalho para preparar uma grande exposição, com cerca de 200 obras, a convite da Prefeitura de Milão.

Candido Portinari falece no dia 6 de fevereiro de 1962, vítima de intoxicação pelas tintas que utilizava.

“Quando o esquife de Portinari saiu do Ministério, na manhã do dia 8, em carreta do Corpo de Bombeiros, dos edifícios envidraçados, do pátio do Palácio da Educação, das bancas de jornais, dos cafés em súbito silêncio diante da Marcha Fúnebre e do Hino Nacional, voltaram-se para o cortejo milhares de caras irmãs das que aparecem nos Morros, nos Músicos nos Retirantes de Portinari. Milhares de anônimas criaturas suas disseram adeus ao pintor, miraram uma última vez o claro e sutil feiticeiro que para sempre se aprisionou em losangos de luz e feixes de cor. Como se no espelho apagado da vida do artista ardesse num último lampejo tudo aquilo que refletira durante a vida”.
(Antônio Callado)

 Curiosidades

 

Candido Portinari - Baile na roça - 97 x 134 cm

Candido Portinari – Baile na roça – 97 x 134 cm

Livro – Candido Portinari
Autor: Annateresa Fabris
Editora: Edusp

Neste livro, Annateresa Fabris apresenta ao leitor, em nove ensaios, toda a polêmica gerada pela obra de Portinari. Reunindo criteriosamente uma série de críticas de momento e de depoimentos do próprio pintor, a autora recupera as discussões estéticas e políticas suscitadas por este trabalho e que perpassaram o Brasil dos anos 30 aos 60. O livro traz reproduções das pinturas mais importantes do artista e, em estilo fluente e vivo, estabelece o confronto entre a visão de arte elaborada por Portinari e a recepção crítica de seu trabalho que foi, sem dúvida, um marco nas artes plásticas brasileiras.Annateresa Fabris é professora aposentada de História da Arte Contemporânea da ECA – USP.

Livro – Candido Portinari – Projeto Cultural artistas do Merco Sul
Autor: Antonio Callado
Editora: Finambras

Composto por uma seleção das obras de Portinari, este livro apresenta uma visão de conjunto representativa da obra do pintor, resultado de um trabalho desenvolvido durante muitos anos pelo Projeto Portinari.

Livro – Candido Portinari
Autor: Nereide Schilaro Santa Rosa
Editora: Moderna Editora

As pinturas de Portinari retrataram o nosso país. Misturando as técnicas que havia aprendido à sua personalidade e vontade de criar, experimentou novos caminhos para os traços, cores e formas que criava.

Livro – Portinari – Três momentos

Candido Portinari - O lavrador de café - 100 x 81 cm

Candido Portinari – O lavrador de café – 100 x 81 cm

Autor: Elza Ajzenberg
Editora: Edusp

Sumário – Introdução; Parte I – Retirantes; Parte II – Tiradentes; Parte III – D. Quixote; Conclusão; Bibliografia; Cronologia; English – Portinari – Three moments; Fonte das ilustrações.

Livro – O Cavaleiro do sonho – As aventuras e desventuras de Dom Quixote de La Ma
Autor: Candido Portinari / Ana Maria Machado
Editora: Mercuryo Jovem

Neste livro, a autora presta homenagem aos que ousam sonhar com um mundo melhor. Para isso, lança mão de duas obras – a de Miguel de Cervantes, por conta da comemoração dos 400 anos da 1ª edição de ‘Dom Quixote de la Mancha’, e a de Candido Portinari. Ao recontar a obra de Cervantes, o narrador reconstrói a história em torno de significativos episódios do Quixote original e, por meio deles, conversa com o jovem leitor sobre a singularidade de certos homens que, lutando contra moinhos de vento, arriscam a própria vida para o bem da humanidade.

Livro – Portinholas
Autor: Candido Portinari / Ana Maria Machado
Editora: Mercuryo Jovem

Este livro levou anos amadurecendo. Nasceu de dois projetos distintos. Um era o sonho de fazer uma história ilustrada com pinturas de Portinari. Outro era a idéia de trabalhar com desenhos infantis e explorar as diferenças entre expressão pessoal e criação artística. ‘Portinholas’ visa festejar o centenário de Portinari, um dos mais consagrados pintores brasileiros.

Livro – Caminhando com Portinari
Editora : Terra Virgem

Esta obra foi inspirada nas paisagens de Brodowski, cidade próxima a Ribeirão Preto e onde nasceu e viveu até seus 15 anos o pintor Candido Portinari. O trabalho é resultado de diversas visitas que o fotógrafo fez até a cidade – paisagens rurais, porteiras, casas simples, animais da roça, homens com chapéus de palha – universo de Portinari que Alan buscou retratar com intimidade. Trechos de poemas de Portinari também aparecem ao longo do livro.

Livro – Portinari, pintor social
Autor: Annateresa Fabris
Editora: Perspectiva

Nove ensaios interligados estudando momentos emblemáticos da trajetória desse pintor polêmico e eclético, que marcou de maneira decisiva as artes plásticas brasileiras. Desde os anos 20, quando começa a ganhar destaque no Rio de Janeiro como retratista, passando por sua primeira exposição na capital paulista, a militância política, a criação dos principais murais, pela questão da deformação, até os embates com a abstração.

 

Candido Portinari - Café - 130 x 195 cm

Candido Portinari – Café – 130 x 195 cm

Livro – O Café de Portinari – Modernidade e tradição na imagem do novo estado brasileiro
Autor: Luciene Lehmkuhl
Editora: Edufu

O livro adentra a Exposição do Mundo Português e desvela o momento da cultura brasileira. O ‘Café’ permite perceber a inserção do quadro de Portinari numa esfera estética que passaria a ser dominante naquele período – a representação do mundo real, cujas distorções conscientes na tela oferecia um retrato da sociedade brasileira e seus traços sugeriam o estabelecimento de um novo estágio histórico.

Livro – Portinari – O pintor do Brasil
Autor: Marilia Balbi
Editora: Boitempo Editorial

Esse livro integra a coleção Paulicéia, um projeto da Boitempo que apresenta perfis de personagens e personalidades da cidade e do estado de São Paulo, retratos de bairros, ensaios breves sobre temas ligados à história paulista e paulistana e ficções que têm por cenário a cidade e o estado de São Paulo.

Livro – Brincando com Portinari
Autor: Silvia Andreis
Editora: Ciencia Moderna

‘Brincando com Portinari’ conta a experiência de uma turminha em férias que descobre sua obra e se encanta revivendo-a em inúmeras vivências. Estão incluídas as seguintes reproduções de Portinari – Futebol, 1935; Meninos Soltando Pipas, 1943; Palhacinhos na Gangorra, 1957; Meninos no Balanço, 1960; Meninos com Estilingue, 1958; Circo, 1957.

Livro – Retrato de Portinari
Autor: Antonio Callado
Editora: Zahar

Nessa terceira edição de ‘Retratos de Portinari’ figuram os dois textos de Antonio Callado, os desenhos originais que Portinari fez para o livro, enriquecidos com mais de cinqüenta obras do pintor, fotos da época e o fac-símile de seu poema ‘Os inventariantes’.

Livro – Portinari devora hans staden

Candido Portinari - Jogos infantis - 477 x 1295 cm

Candido Portinari – Jogos infantis – 477 x 1295 cm

Editora: Terceiro Nome

O livro traz as histórias ilustradas de Staden, o célebre aventureiro alemão seqüestrado e quase devorado pelos índios tupinambás em meados do século XVI, acompanhadas de uma série inédita de 26 desenhos em que Candido Portinari ‘abocanha’ estas ilustrações. Portinari preparou esta série de desenhos em 1941, para ilustrar uma nova edição, jamais realizada, das memórias de Staden. A série havia sido encomendada por George Macy, do The Limited Editions Club de Nova York, por sugestão do editor brasileiro José Olympio. Os desenhos, fortes demais e impressionantes na descrição dos costumes indígenas e em especial das cenas de canibalismo, acabaram sendo recusados pelo editor americano, permanecendo, no seu conjunto, inéditos em publicações até hoje, cerca de sessenta anos depois de terem sido criados.

Livro – Portinari
Autor: Rubens Matuck/ Nilson Moulin
Editora: Callis

A obra de Portinari é vastíssima, um tesouro que se abre e multiplica à medida que vai sendo visto, sentido e pensado, olhado de diferentes ângulos e também em momentos diferentes. Este livro é um convite para que o jovem leitor se aproxime dos trabalhos desse gigante do século XX, um cidadão que veio de uma cidadezinha do interior, de um Brasil que ainda permanece desconhecido para muitos de nós.

Depoimentos

“Arte brasileira só haverá quando os nossos artistas abandonarem completamente as tradições inúteis e se entregarem com toda alma, à interpretação sincera do nosso meio”
Candido Portinari

“Não pretendo entender de política. Minhas convicções, que são fundas, cheguei a elas por força da minha infância pobre, de minha vida de trabalho e luta, e porque sou um artista. Tenho pena dos que sofrem, e gostaria de ajudar a remediar a injustiça social existente. Qualquer artista consciente sente o mesmo”.
Candido Portinari

“Vim conhecer aqui o Palaninho, depois de ter visitado tantos museus, tantos castelos e tanta gente civilizada. Aí no Brasil, eu nunca pensei no Palaninho. Daqui fiquei vendo melhor a minha terra – fiquei vendo Brodósqui como ela é. Aqui não tenho vontade de fazer nada. Vou pintar o Palaninho, vou pintar aquela gente com aquela roupa e com aquela cor. Quando voltar vou ver se consigo fazer a minha terra. Eu uso sapato de verniz, calça larga e colarinho, mas no fundo eu ando vestido como o Palaninho”.
Candido Portinari

 

Candindo Portinari - Coluna Prestes - 46 x 55 cm

Candindo Portinari – Coluna Prestes – 46 x 55 cm

Catálogo Raisonné Candido Portinari

O raisonné identifica 464 temas na obra de Portinari dentre as 4.991 obras relacionadas que vão desde o primeiro desenho, aos 11 anos, um retrato do maestro Carlos Gomes, até a última obra, a tela India Carajá, que ficou inacabada com a morte do artista, em 1962.

A obra de Portinari terá, enfim, um majestoso documento de referência que reunirá e preservará a obra de um dos maiores artistas do Brasil e do mundo.

Críticas

“A partir de Café, o humano, compreendido em termos sociais e históricos, torna-se a tônica da arte de Portinari, voltada para a captação da realidade natural e psicológica, para uma expressividade, ora serena e grave, ora desesperada e excessiva. A nova problemática encaminha-o, a exemplo dos mexicanos, para o muralismo, em que procura magnificar sua busca duma imagística nacional, alicerçada no trabalho e em suas raízes rurais. (…) Após 1947, a arte de Portinari conhece uma nova modificação. São postas de lado, ao mesmo tempo, a dramaticidade expressiva e a preocupação social. (…) Os novos temas de Portinari são sobretudo históricos – A Primeira Missa no Brasil, Tiradentes (…). A viagem a Israel parece conferir uma nova dimensão à arte de Portinari. (…) Ao mesmo tempo em que se deixa seduzir pela cor, Portinari começa a fazer experiências com a abstração geométrica, influenciado pelo cubismo cristalino do francês Jacques Villon, pintor que admirava há algum tempo. (…) A busca dum rigor geométrico aliado a uma paleta clara e sonora não mascara, entretanto, o esvaziamento que a pintura de Portinari vem sofrendo nos últimos anos de sua atividade artística”.
Annateresa Fabris

Candido Portinari - Navio Negreiro - 73 x 60 cm

Candido Portinari – Navio Negreiro – 73 x 60 cm

“(…) Quando começou a abordar esta temática (retirantes) não havia ainda preocupações sociais marcantes na obra de Portinari. Aparecem apenas famílias acampadas nos arredores de seu povoado. (…) Também não tinham a designação de retirantes. Algumas dessas composições possuem inegável beleza plástica (…) Começaram a ser produzidos a partir de 1935. (…) Somente mais tarde a série dos retirantes assumiria uma feição acentuadamente social na carreira do mestre brasileiro. Não apenas em virtude da Grande Guerra iniciada em 1939, como em face do apelo aos recursos de expressão que caracterizariam em seguida a parte mais notável de sua obra. Esta fase social culmina com a grande tela Retirantes e com a composição O Morto na Rede, pertencentes ao acervo do Masp. (…) Os retirantes pintados nos últimos anos da vida do artista já não eram apenas quadros sociais. Tornaram-se igualmente soluções de problemas formais. (…) De qualquer modo, em suas três fases distintas, Os Retirantes de Portinari permanecerão como alguns dos trabalhos mais significativos e pungentes da arte brasileira de todos os tempos”.
Antônio Bento

“(…) Não se pode dizer, no entanto, que tenha havido uma estética oficial, se compreendermos por tal um estilo que o Poder adota como seu e o impõe. Não se pode, portanto, afirmar que Portinari tenha sido um pintor oficial (…). Houve foi uma recuperação por parte do Poder da tática adotada pelo movimento modernista, onde o governo utilizará o apoio a Portinari como exemplo do seu mecenato. Mas se não houve uma arte oficial, não significa que o estilo de Portinari não pudesse também ser assimilado pela ideologia do Poder. No que se refere ao aspecto temático, se a orientação de Portinari não correspondia a um patriotismo evidente e épico, como talvez fosse o desejo do governo, não significa que não pudesse ser recuperado. A dignidade que o artista confere ao trabalhador, o destaque que dá ao personagem popular, enfim, todos aqueles assuntos que ele abordou não podiam ser negados por um poder para quem a questão social (mesmo que dentro de uma ótica populista) constituía uma das bases de sua política. Mas se a pintura de Portinari pôde ser recuperada, foi principalmente porque a sua concepção formal era conciliável com a estratificação simbólica de uma ideologia conservadora. (…)”
Carlos Zilio

Candido Portinari - A chegada da família real portuguesa à Bahia - 381 x 580 cm

Candido Portinari – A chegada da família real portuguesa à Bahia – 381 x 580 cm

“O mundo de Portinari: à medida que, atraídos por ele, nós nos movemos nele através do pensamento, cheios de assombro – de medo talvez – mas aceitando seus elementos macabros com a mesma naturalidade com que nosso inconsciente acolhe os mais fantásticos sonhos que nos perturbam na hora do sono, vamos chegando, aos poucos, à percepção de que não estamos diante de um mundo apenas imaginário e sim diante da recriação intensificada e fantástica do mundo que Portinari conhece, o de sua terra natal, o Brasil. Disto seus quadros são a prova. Neles vemos a paisagem, pisamos o chão; vemos seus trabalhadores e sua pobreza – não descritos com aflição, descritos. E descritos com amor. Não amor pela miséria e o trabalho incessante e sim amor por mulher, homem, criança – que, ricos ou pobres, são para ele objeto de amor. Ele os pinta com plena aceitação. ‘Bem-aventurados os humildes’ é o que parece dizer, do fundo do coração. E sem as condições em que vivem em sua terra brasileira nada tem, pelo que vemos, de invejável herança, a vida que levam, pela bondade que deles se exala, vale a pena ser vivida. Trabalham; casam-se e sustentam família; seus filhos brincam. E não existem, no tesouro das artes, quadros mais eloqüentes do que esses, que pintam a felicidade de crianças que brincam”.
Rockwell Kent

Candido Portinari - Auto-Retrato - 46,3 x 38,3 cm

Candido Portinari – Auto-Retrato – 46,3 x 38,3 cm

“Candido Portinari começa a ganhar ressonância na cena artística carioca entre 1928 e 1931, período que sucede a eclosão mais violenta do modernismo no Brasil, período que começa a perceber as vanguardas históricas como parte do legado da história da arte ocidental, e não mais como paradigma absoluto para os novos artistas. Iniciada após o refluxo das vanguardas, a obra de Portinari dialogou com inúmeras tradições visuais da arte européia, desde aquelas do Primeiro Renascimento, até a obra de seu contemporâneo Pablo Picasso. Através de sua espantosa capacidade em absorver as mais diversas maneiras, Portinari trafegou com indisfarçável facilidade por esquemas formais criados por Botticelli, Picasso, Pisanello, De Chirico, Holbein, Paul Delvaux… Portinari produziu suas obras experimentando procedimentos pictóricos de artistas antigos e contemporâneos, sempre acrescentando a cada um desses ‘experimentos’ soluções de forte cunho pessoal, que ainda aguardam um entendimento mais profundo.

(…) De volta ao Brasil, já sem os traços acadêmicos, mas também sem o radicalismo dos artistas vanguardistas, Portinari acabou sendo eleito pelos protagonistas do movimento modernista local (Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e outros); como principal motor para a constituição de uma arte moderna no Brasil: uma arte que tentava distanciar-se das convenções da Academia, mas atenta para não se ‘perder’ na abstração ou em outros ‘excessos’ vanguardistas”.
Tadeu Chiarelli

Entrevista com João Candido Portinari – Projeto Portinari
Agência FAPESP – 03/11/2010

Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – Pesquisador das áreas de engenharia de telecomunicações e de matemática, João Candido Portinari deixou a carreira acadêmica de lado há 35 anos, quando decidiu se dedicar integralmente a um projeto grandioso: localizar, digitalizar e catalogar as mais de 5 mil obras de seu pai, Candido Portinari (1903-1962), um dos principais artistas brasileiros.

Candido Portinari - Kibutz - 180 x 300 cm

Candido Portinari – Kibutz – 180 x 300 cm

O Projeto Portinari conseguiu disponibilizar em forma digital praticamente toda a obra do artista. De acordo com João Candido, a iniciativa é uma forma de corrigir uma consequência perversa da importância e do reconhecimento da obra de seu pai: com a maior parte de seus quadros dispersa em coleções privadas de todo o mundo, o pintor que dedicou sua vida a retratar o povo tem sua obra inacessível ao público geral.

Depois de 20 anos de pesquisas, qualificadas por João Candido como “um verdadeiro trabalho de detetive”, toda a obra foi catalogada. Nos últimos 13 anos, o Projeto Portinari tem divulgado a obra do pintor por todo o Brasil, realizando exposições itinerantes em comunidades afastadas, com foco especial nas crianças.

O próximo passo do projeto será grandioso: trazer de volta ao Brasil, temporariamente, a obra Guerra e Paz: dois painéis de 14 metros de altura que foram concebidos especialmente para a sede das Nações Unidas, em Nova York.

Com a sede passando por uma grande reforma, o Projeto Portinari conseguiu a guarda dos dois painéis até 2013. A obra, concluída em 1956, foi a última de Portinari e causou sua morte. Durante os cinco anos em que trabalhou nos painéis de 140 metros quadrados, o pintor já estava intoxicado pelo chumbo das tintas a óleo. Ele morreria no início de 1962 em decorrência do envenenamento.

Candido Portinari - Retirantes - 116 x 90 cm

Candido Portinari – Retirantes – 116 x 90 cm

Considerada pelo próprio Portinari como sua melhor obra, os painéis de Guerra e Paz serão apresentados em dezembro, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, cidade onde foram apresentadas ao público brasileiro por uma única vez antes de serem embarcados para os Estados Unidos, há 53 anos. Em seguida, serão submetidos a uma restauração que poderá ser acompanhada pelo público, em processo que levará alguns meses. Após o restauro, passarão por diversas cidades, acompanhados de 120 estudos preparatórios executados por Portinari entre 1952 e 1956.

No dia 21 de outubro uma exposição com reproduções das 25 obras de Portinari que ilustram o Relatório de Atividades FAPESP 2009 foi inaugurada na sede da Fundação, em São Paulo. Na ocasião, João Candido concedeu à Agência FAPESP a seguinte entrevista:

Agência FAPESP – O Projeto Portinari fez a digitalização de praticamente todas as obras de seu pai. Quais foram as dificuldades encontradas para realizar o levantamento de uma obra tão extensa?

João Candido Portinari – De fato é uma obra extensa. Conseguimos catalogar mais de 5 mil obras. Esse número correspondia à estimativa que tínhamos, antes de iniciar o trabalho, de que ele teria produzido um trabalho a cada três dias, em média, durante cerca de 40 anos, incluindo os grandes painéis e murais que levavam vários meses ou anos para ser realizados. Quando começamos o levantamento, a situação era dramática, pois o paradeiro da maioria das obras era desconhecido, não havia nenhum museu, nenhum catálogo e os livros sobre sua vida e obra estavam esgotados.. Foi um trabalho de detetive que consumiu muitos anos, porque se trata de uma obra dispersa não só em coleções privadas do Brasil, mas em vários países. Encontramos obras nas Américas, na Finlândia, na antiga Tchecoslováquia, no Canadá, na África do Sul, em Israel, no Haiti e em muitos outros países.

Agência FAPESP – Quanto tempo levou esse processo?

João Candido – Essa fase de atividade de rastreamento, localização, catalogação e digitalização consumiu inteiramente os primeiros 20 anos do projeto. Foi uma aventura que só teve sucesso graças à solidariedade da sociedade brasileira. Esse trabalho imenso não se restringiu apenas ao levantamento das obras, conseguimos também reunir mais de 30 mil documentos.

Agência FAPESP – Qual é a natureza dessa documentação?

Candido Portinari - Dom Quixote - 80 x 65 cm

Candido Portinari – Dom Quixote – 80 x 65 cm

João Candido – Todo tipo de documento, incluindo 9 mil cartas que Portinari trocou com intelectuais e artistas de sua época, como Mario de Andrade, Manuel Bandeira, Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Luís Carlos Prestes, Heitor Villa-Lobos, Cecília Meirelles, Jorge Amado, Carlos Drummond de Andrade e muitos outros. É um tesouro extraordinário. Além disso, temos 12 mil recortes de periódicos que vão de 1920 até os dias de hoje. Além de compilar esse material, também produzimos novos documentos. Fizemos um programa de história oral que, ao longo de anos, entrevistou 74 contemporâneos de Portinari. Disso resultaram 130 horas gravadas em vídeo, que não se restringem a comentar sobre Portinari ou arte, mas também abordam preocupações estéticas, culturais, sociais e políticas daquela geração. Tudo isso está consubstanciado em um site, onde qualquer um pode encontrar toda a documentação.

Agência FAPESP – O Projeto Portinari tem uma sede física ou se concentra no universo virtual?

João Candido – Nossa sede fica na PUC-RJ, no Rio de Janeiro, mas você tem razão em dizer que se trata de algo primordialmente virtual. O projeto poderia estar em qualquer lugar, pois não temos nenhuma obra original, apenas reunimos os conteúdos e a pesquisa sobre o artista. Projetamos criar, no futuro, um Museu Portinari, no qual o público pudesse ter contato, em um só lugar, com toda a obra do artista. Faríamos isso com reproduções impressas em alta definição. Avaliamos que reunir reproduções de alta qualidade das 5 mil obras sairia mais barato do que fazer um museu com apenas dez obras originais. Foi o que a FAPESP fez com a exposição de reproduções atualmente em sua sede.

Agência FAPESP – Podemos dizer que, em relação ao tamanho de sua obra, Portinari é pouco conhecido?

João Candido – Sim, essa foi uma das principais motivações para o projeto e é também o que nos inspira o sonho de um dia ter um Museu Portinari. Meu pai dizia que sua obra era dedicada ao povo, mas o destino dela foi vítima de uma ironia perversa: hoje, o povo não tem acesso à sua obra, que está dispersa em coleções privadas e museus em várias partes do planeta. Isso motivou o questionamento de Antonio Callado: “segregado em coleções particulares, em salas de bancos, Candinho vai se tornando invisível. Vai continuar desmembrado o nosso maior pintor, como o Tiradentes que pintou?”.

Candido Portinari - Paz (Painel da ONU) - 1400 x 953 cm

Candido Portinari – Paz (Painel da ONU) – 1400 x 953 cm

Agência FAPESP – Com a conclusão da catalogação e digitalização das obras, o Projeto Portinari cumpriu sua missão?

João Candido – Não, pelo contrário, consideramos que o verdadeiro trabalho começou a partir do momento em que tivemos todos os conteúdos levantados, catalogados, cruzados entre si e pesquisados minuciosamente. Desde então, passamos a desenvolver uma série de ações. A mais importante delas é o trabalho com crianças, realizado nos últimos 13 anos: o Brasil de Portinari.

Agência FAPESP – Como é desenvolvido esse trabalho?

João Candido – Percorremos escolas, centros culturais e prefeituras em todos os estados brasileiros. Visitamos também hospitais, populações ribeirinhas e presídios. Mas a prioridade é apresentar o trabalho às crianças. Realizamos, por exemplo, uma excursão no Pantanal recebendo crianças para uma exposição em um barco. Em 2009, fizemos uma parceria com a Marinha e percorremos o Amazonas e seus afluentes, ficando 19 dias no rio Purus. Nos navios, moradores de povoados muito precários têm contato com a obra de Portinari e recebem assistência médica e odontológica, tiram documentos, entre outras atividades.

Agência FAPESP – Como é a reação das crianças?

João Candido – Às vezes as crianças têm uma percepção visual bem mais aguçada que a dos adultos. Eles se envolvem muito e entendem imediatamente o que diz o pintor. O resultado tem sido de um sucesso extraordinário. Procuramos incentivar a criança a uma reflexão crítica sobre a realidade do mundo. A ideia é colocá-los em contato com a obra de Portinari e sua poderosa mensagem de não-violência, de fraternidade, de solidariedade, de compaixão e de respeito pelo sagrado da vida. Nada disso seria possível com uma obra que não tivesse a força do trabalho de Portinari.

Agência FAPESP – Podemos dizer que a força do trabalho de Portinari vem da preocupação com a questão social?

Candido Portinari - Guerra (Painel da ONU) - 1400 x 1058 cm

Candido Portinari – Guerra (Painel da ONU) – 1400 x 1058 cm

João Candido – Sim e isso é muito interessante. O trabalho do meu pai foi caracterizado por um experimentalismo incessante – a ponto de críticos dizerem que em sua obra há uma dezena de pintores diferentes. Mas a temática é sempre a mesma: a profunda preocupação social. Ele foi mudando o estilo e a forma de expressão. Dava importância à técnica, dizia que sem ela é impossível expressar o que vai na alma, mas destacava que seu tema era o homem. Está presente invariavelmente em sua obra esse desejo profundo de solidariedade e de compaixão.

Agência FAPESP – O excluído é o personagem central da obra do pintor?

João Candido – O excluído é um personagem absolutamente central. Ele vivia em uma região cafeeira do interior paulista que era passagem de retirantes que vinham do Nordeste. Isso impressionou de forma indelével as retinas daquele menino que presenciou a tragédia das famílias que viajavam em condições desumanas. Essa experiência despertou nele, de forma muito precoce, um sentimento de solidariedade incondicional com o excluído. Eu diria que esse sentimento solidário – e de revolta e denúncia contra a violência e as injustiças – é uma das características mais fundamentais para compreender Portinari. Esse foco na exclusão encontraria sua síntese máxima em sua última obra, os monumentais painéis Guerra e Paz. Ali, o excluído é a espécie humana inteira, submetida ao flagelo da guerra e excluída da paz.

Agência FAPESP – Quais são os outros temas importantes em Portinari?

João Candido – A partir desse eixo da preocupação com a exclusão social, a temática dele é muito abrangente, abordando questões universais e trazendo também um grande retrato do Brasil. Algo que pouca gente sabe, por exemplo, é que Portinari foi um dos maiores pintores sacros do mundo. É extraordinário como pintou tantas vezes o Cristo e as cenas bíblicas. Uma produção sacra que levou Alceu Amoroso Lima – grande pensador católico – a levantar um intrigante paradoxo: como um pintor comunista como Portinari fazia a pintura sacra com tanto fervor.

Agência FAPESP – Trata-se de fato de um paradoxo?

João Candido – O próprio Amoroso Lima concluiu que não havia paradoxo quando foi a Brodowsky, cidade natal de Portinari, visitar sua casa. Conhecendo a mãe, a avó e as tias do pintor, compreendeu que se tratava de uma típica família matriarcal italiana, de católicas fervorosas. E percebeu que não havia contradição: Portinari era um homem de um misticismo ancestral e nunca abandonou isso. Ele se recusou a seguir as diretivas do Partido Comunista Russo, de que os pintores socialistas deviam seguir os cânones do realismo socialista. Luis Carlos Prestes, que era seu amigo, teve a grandeza de perceber essa dimensão e não fazer qualquer restrição ao meu pai no Partido Comunista.

Candido Portinari - Cangaceiro - 54 x 45 cm

Candido Portinari – Cangaceiro – 54 x 45 cm

Agência FAPESP – Além da temática religiosa, o que é mais presente em sua obra?

João Candido – Por tomar para si o partido do desfavorecido, Portinari se tornou um dos maiores pintores de negros das Américas. Isso foi dito por Assis Chateaubriand, que escreveu um texto sobre a presença da África na obra de meu pai: “Portinari é o maior e mais fantástico pintor de negros que ainda viu a espécie humana. Ele sente a África com sua magia, os seus mistérios, a sua volúpia, como nenhum outro artista do pincel”. A infância também é um tema recorrente. A infância está em sua obra poética, lírica. Porque é uma infância do interior do Brasil, que, apesar de ser pobre é passada sob as estrelas, no mato, brincando na rua, com animais. Isso está na obra dele de forma riquíssima, impregnada de poesia. Outro elemento é o trabalho. O trabalhador é um tema que percorre toda a sua trajetória. Tudo isso foi abordado de uma forma que apresenta sempre uma dialética entre o drama e a poesia, entre a fúria e a ternura e entre o trágico e o lírico. Em qualquer ponto da trajetória de Portinari veremos essa dialética.

Agência FAPESP – O senhor é pesquisador do ramo de engenharia de telecomunicações. Como foi sua carreira acadêmica? Ainda atua na área?

João Candido – Estudei matemática na França e lá prestei concurso para escolas de engenharia e me formei em telecomunicações. Fiz o doutoramento no Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT), ainda na área de engenharia elétrica, mas já com meu interesse todo voltado, novamente, para matemática. Terminando o doutoramento, depois de dez anos fora do Brasil, em 1966 fui convidado pela PUC do Rio de Janeiro para ajudar a criar seu Departamento de Matemática. Eu tinha 28 anos. No ano seguinte fui diretor do departamento e fiquei 13 anos totalmente absorvido na pesquisa, ensino e administração. Em 1979 concebemos o Projeto Portinari. Rapidamente vi que seria impossível conciliar as duas atividades, porque o projeto ia se desdobrando e, infelizmente, tive que abrir mão da matemática.

Guerra e Paz no Brasil – Entrevista com João Cândido Portinari

Fala Cultura

Oscar Niemeyer - Espantalhos- 81 x 100 cm

Oscar Niemeyer – Espantalhos- 81 x 100 cm

Há 54 anos, a mais poderosa obra de Cândido Portinari – os painéis Guerra e Paz – deixavam o Brasil a caminho de seu lar definitivo: a sede da Organização das Nações Unidas, em Nova York.

Agora, pela primeira vez em mais de meio século, o povo – primeiro do Brasil, e depois, do mundo – poderá ver pessoalmente toda força humana, e a grande mensagem de esperança e paz pintada sobre os grandes painéis. Graças ao trabalho do Projeto Portinari, a obra fará uma turnê por diversas cidades, até o ano de 2013, quando será devolvida à ONU.

Guerra e Paz são dois painéis de aproximadamente 14 por 10 metros cada, pintados a óleo sobre madeira compensada naval. Enquanto um representa todos os males e horrores da guerra, o segundo representa uma visão éterea e esperançosa dos tempos de paz, criando um expressivo contraste.
A obra foi encomendada pelo governo brasileiro, para presentear a ONU, e receberam quatro anos de dedicação de Cândido Portinari – que trabalhou incessantemente para concluí-las, apesar de já saber que estava sendo envenenado pelas toxinas presentes em suas tintas.

Infelizmente, Portinari não pôde presenciar a inauguração dos painéis em Nova York – devido ao seu envolvimento com o Partido Comunista, ele foi impedido de entrar nos EUA, que vivia o período da Guerra Fria.

No Memorial da América Latina

Candido Portinari - As trombetas de Jericó (painel da Rádio Tupi,SP) - 180 x 190 cm

Candido Portinari – As trombetas de Jericó (painel da Rádio Tupi,SP) – 180 x 190 cm

Por questões de segurança, o saguão do edifício da ONU, onde os painéis foram instalados, é um ambiente bastante inacessível ao público. Contudo, agora, com o anúncio de uma grande reforma do edifício das Nações Unidas, surgiu uma oportunidade inédita de expor os painéis em outros países.

Em 2010, Guerra e Paz finalmente chegou às terras brasileiras. Então, permaneceram expostas no Theatro Municipal do Rio de Janeiro – o que remeteu à cerimônia realizada antes da partida dos painéis para Nova York, em 1956, no mesmo teatro. Em 12 dias, a exposição atraiu mais de 44 mil visitantes.

A partir de amanhã (7), será a vez de São Paulo conhecer a grandiosa obra. O local escolhido é o Salão dos Atos, no Memorial da América Latina. Além dos painéis – que serão expostos pela primeira vez após sua restauração – o público poderá desfrutar de 100 estudos preparatórios originais para a realização da obra. A exposição permanecerá aberta até 21 de abril.

Para marcar esse momento marcante nas artes visuais do nosso país, conversamos com exclusividade com João Cândido Portinari, filho de Cândido Portinari e diretor do Projeto Portinari. Confira:

FalaCultura – Imagino que o processo de trazer Guerra e Paz para o Brasil deve ter sido bastante complicado, tanto pelas dimensões da obra quanto pelas negociações envolvidas. Nos conte um pouco de como foi todo esse trabalho.

João Cândido Portinari - Bom, o processo todo começou há dez anos, em 2002. Estávamos preparando as comemorações do Centenário de Portinari, que seria no ano seguinte [2003], e surgiu essa ideia de expor os estudos preparatórios junto com os painéis, lá na sede das Nações Unidas.

Acontece que os atentados terroristas contra o World Trade Center estavam muito recentes, foram apenas no ano anterior, e as normas de segurança estavam mais rígidas. Então percebemos que seria inviável realizar a exposição naquele espaço.

Em 2007, voltei a Nova York para entregar o livro sobre Guerra e Paz para cada um dos delegados da ONU. Essas era uma forma de tirar os painéis do “armário”, trazê-los à luz novamente.

Fala Cultura – Trazê-los à tona?

Candido Portinari - A justiça de Salomão (painel da Rádio Tupi,SP) - 179 x 191 cm

Candido Portinari – A justiça de Salomão (painel da Rádio Tupi,SP) – 179 x 191 cm

João Cândido Portinari - Exatamente. Os painéis vivem um paradoxo. Eles são “invisíveis”, inacessíveis ao público.

Você sabe que tradicionalmente, são os brasileiros que abrem as sessões da ONU, com um discurso. Pesquisei, li cada um desses discursos, e nenhum citava Guerra e Paz. Foi só em 2007, que o presidente Lula encerrou seu discurso nas Nações Unidas com uma citação à obra.

“Ao entrar neste prédio, os delegados podem ver uma obra de arte presenteada pelo Brasil às Nações Unidas há 50 anos. Trata-se dos murais ‘Guerra’ e ‘Paz’, pintados pelo grande artista Cândido Portinari (…) A mensagem do artista é singela, mas poderosa: transformar aflições em esperança, guerra em paz, é a essência da missão das Nações Unidas. O Brasil continuará a trabalhar para que essa expectativa tão elevada se torne realidade.” (Luís Inácio Lula da Silva, em discurso na ONU, em 2007)

Guerra e Paz prova que Portinari não trabalha com o abstrato, a obra traz uma mensagem ética muito forte, que continua atual, talvez até mais válida do que nunca.

Fala Cultura – E quando surgiu a ideia de trazer os painéis para o Brasil?

João Cândido Portinari – Quando fui à ONU em 2007, para entregar os livros aos delegados, eu soube da reforma no edifício, que seria de 2009 a 2013. Assim que voltei ao Brasil, percebi que aquela seria uma oportunidade única de conseguirmos a guarda dos painéis durante o período da reforma.

Entramos em contato com o governo, e o ministro Celso Amorim fez uma solicitação oficial à ONU. É claro que, para conseguirmos a guarda de Guerra e Paz, eles fizeram muitas exigências, como a restauração dos painéis e um seguro. Nesse processo, foi essencial o apoio do governo, e principalmente o empenho do vice presidente José de Alencar.

Conseguimos cumprir todas as exigências, e, em 22 de dezembro de 2010, fizemos uma cerimônia no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Essa cerimônia me lembrou muito a cerimônia inaugural de 1956, a que estive presente, que também foi no Theatro Municipal e contou com a presença do presidente Juscelino Kubitchek.

Depois da breve exposição no Theatro Municipal, que atraiu mais de 44 mil visitantes, a obra seguiu para restauro em ateliê aberto, também no Rio de Janeiro. Agora, em São Paulo, será a primeira vez que ela será exposta junto dos estudos preparatórios.

Candido Portinari - Carnaúba - 280 x 248 cm

Candido Portinari – Carnaúba – 280 x 248 cm

Fala Cultura – E quanto ao Projeto Portinari? É um assunto recorrente a dificuldade enfrentada para manter os legados dos artistas brasileiros – e, nesse cenário, o Projeto Portinari é um exemplo de sucesso. Qual é o segredo, na sua opinião?

João Cândido Portinari - Já estamos há 33 anos trabalhando no Projeto, e é uma luta mantê-lo de pé. O apoio à cultura no Brasil ainda é complicado. Mas já conseguimos grandes conquistas: por exemplo, catalogamos 5.200 obras e 30.000 documentos relacionados a Portinari, e disponibilizamos uma grande parte desse material no site do Projeto Portinari, aberto, gratuito e que é muito consultado.

“Guerra e Paz traz uma mensagem ética muito forte, que continua atual, talvez até mais válida do que nunca.”Acho que um fator que ajudou muito na continuidade do Projeto é a própria solidariedade natural do brasileiro. Sempre encontramos muito apoio, tanto para trazer o Guerra e Paz quanto em outros, o que foi essencial.

Outro fator determinante é que o Projeto Portinari foi nascido e criado na universidade. Curiosamente, muitos projetos passam ao largo da universidade. Mas essa proximidade com o ambiente universitário permitem uma constante inovação, estamos sempre em contato com todas as novidades, inclusive de ciência e tecnologia que podem ser aplicadas ao nosso projeto.

Fala Cultura – Só para encerrar nossa entrevista, existe algum recado que você gostaria de deixar aos nossos leitores paulistanos, do que eles podem esperar da exposição que começa amanhã?

João Cândido Portinari – Que eles não deixem de ir, porque ela está muito emocionante. Certamente, sairão da exposição carregando essa mensagem de humanidade, e com uma visão mais ampla.

Relação das principais obras de Portinari:

- Meio ambiente

Candido Portinari - Marinha - 46 x 55 cm

Candido Portinari – Marinha – 46 x 55 cm

- Colhedores de café
- Mestiço
- Favelas
- O Lavrador de Café
- O sapateiro de Brodósqui
- Meninos e piões
- Lavadeiras
- Grupos de meninas brincando
- Menino com carneiro
- Cena rural
- A primeira missa no Brasil
- São Francisco de Assis
- Os Retirantes

Exposições Individuais

1929

Rio de Janeiro RJ – Candido Portinari: pintura, no Palace Hotel

1931

Rio de Janeiro RJ – Individual, no Palace Hotel

1932

Rio de Janeiro RJ – Individual, no Palace Hotel

1933

Rio de Janeiro RJ – Individual, no Palace Hotel

1934

Rio de Janeiro RJ – Individual, no Palace Hotel

São Paulo SP – Individual, na Rua Barão de Itapetininga, nº 6

1935

Rio de Janeiro RJ – Individual, no Palace Hotel

1936

Rio de Janeiro RJ – Individual, no Palace Hotel

1939

Rio de Janeiro RJ – Candido Portinari: retrospectiva, no MNBA

1940

Carolina do Norte (Estados Unidos) – National Art Week: Portinari, na University of North Carolina. Chapel Hill

Detroit (Estados Unidos) – Individual, no The Detroit Institute of Arts

Nova York (Estados Unidos) – Candido Portinari’s Exhibition, no Riverside Museum

Nova York (Estados Unidos) – Portinari of Brazil, no MoMA

1941

Chapel Hill (Estados Unidos) – Candido Portinari’s Exhibition, na Person Hall Art Gallery

Denver (Estados Unidos) – Candido Portinari’s Exhibition, no Denver Art Museum

Grand Rapids (Estados Unidos) – Murals by Candido Portinari, na Grand Rapids Art Gallery

Indianápolis (Estados Unidos) – Murals by Candido Portinari, no John Herron Art Museum

Kansas City (Estados Unidos) – Candido Portinari’s Exhibition, na William Rockhill Nelson Gallery of Art

Minneapolis (Estados Unidos) – Candido Portinari’s Exhibition, na The Minneapolis Institute of Art

New Orleans (Estados Unidos) – Murals by Candido Portinari, no Isaac Delgado Museum of Art

Newport News (Estados Unidos) – Individual, no Hampton Woman’s Club House

Pittsburg (Estados Unidos) – Murals by Candido Portinari, no Carneggie Institute

Saint Louis (Estados Unidos) – Murals by Candido Portinari, no Saint Louis Art Museum

San Francisco (Estados Unidos) – Murals by Candido Portinari, no Fine Arts Museums of San Francisco

Syracuse (Estados Unidos) – Candido Portinari’s Exhibition, no Museum of Fine Art

Terre Haute (Estados Unidos) – Candido Portinari’s Exhibition, na Indiana State Teachers

Washington (Estados Unidos) – Individual, na Howard University Gallery of Art

1943

Rio de Janeiro RJ – Exposição de Pintura Candido Portinari, no MNBA

1944

Washington (Estados Unidos) – Paintings by Candido Portinari of Brazil: first anniversary exhibition, na The Barnett Aden Gallery

1946

Paris (França) – Candido Portinari: retrospectiva Museu Nacional de Arte de Paris

Paris (França) – Individual, na Galerie Charpentier

1947

Buenos Aires (Argentina) – Individual, no Salón Peuser

Montevidéu (Uruguai) – Exposición Portinari, no Salão da Comissão Nacional de Belas-Artes

Washington (Estados Unidos) – Portinari of Brazil, na Pan American Union Gallery

1948

Buenos Aires (Argentina) – Óleos, Monotipos y Dibujos de Candido Portinari, na Sociedad Hebraica Argentina

Montevidéu (Uruguai) – Individual, no Teatro Solis

São Paulo SP – Portinari: 1920-1948, no Masp

1949

Rio de Janeiro RJ – Exposição do Mural Tiradentes de Candido Portinari, no MAM/RJ

São Paulo SP – Exposição do Mural Tiradentes de Candido Portinari, no MAM/SP

1952

Rio de Janeiro RJ – Chegada de D. João VI à Bahia, no Automóvel Clube do Brasil

1953

Rio de Janeiro RJ – Individual, no MAM/RJ

1954

Salvador BA – Portinari: exposição comemorativa do cinqüentenário do pintor, na Galeria Oxumaré

São Paulo SP – Individual, no Masp

1956

Ein Harod (Israel) – Portinari: paintings and drawings 1940-1956, no Museum of Ein Harod

Haifa (Israel) – Portinari: paintings and drawings 1940-1956, no Museum of Modern Art

Jerusalém (Israel) – Candido Portinari: oil paitings and drawings 1940-1956, no The Bezalel National Art Museum

Jerusalém (Israel) – Portinari: paintings and drawings 1940-1956, no The Bezalel National Art Museum

Tel Aviv (Israel) – Portinari: paintings and drawings 1940-1956, no Tel Aviv Museum of Art

1957

Colônia (Alemanha) – Individual, na Haus der Kulturinstitute

Munique (Alemanha) – Individual, na Haus der Kulturinstitute

Paris (França) – Individual, na Maison de La Pensée Française

Rio de Janeiro RJ – Guerra e Paz de Portinari: painéis para a ONU, no Theatro Municipal

1958

Belo Horizonte MG – Israel: desenhos de Portinari, no MAP

Bolonha (Itália) – Israel: desenhos de Portinari, na Galleria del Librario

Lima (Peru) – Israel: desenhos de Portinari, no Instituto de Arte Contemporáneo

Porto Alegre RS – Exposição Portinari, no Margs

Rio de Janeiro RJ – Israel: desenhos de Portinari, no MAM/RJ

São Paulo SP – Israel: desenhos de Portinari, no MAM/SP

1959

Buenos Aires (Argentina) – Israel: desenhos de Portinari, no Museo Nacional de Bellas Artes

Moscou (União Soviética, atual Rússia) – Exposition Portinari, na Casa da Amizade com os Povos Estrangeiros

Nova York (Estados Unidos) – Individual, na Galeria Wildenstein Gallery

1960

Bratislava (Tchecolosváquia, atual Eslováquia) – Individual, na Galerie Nacionale

Brno (Tchecolosváquia , atual República Tcheca) – Individual, na Kunsthaus

Moscou (União Soviética, atual Rússia) – Candido Portinari: exposição fotográfica de 70 obras do pintor, na Casa da Amizade com os Povos Estrangeiros

Praga (Tchecolosváquia , atual República Tcheca) – Individual, na Galerie Manes

Rio de Janeiro RJ – Exposição Portinari, na Galeria Bonino

1961

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Bonino

São Paulo SP – Portinari: 58 desenhos, na Casa do Artista Plástico

Exposições Coletivas

1922

Rio de Janeiro RJ – 29ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba – menção honrosa

1923

Rio de Janeiro RJ – 30ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba – medalha de bronze e prêmio aquisição

1924

Rio de Janeiro RJ – 2º Salão da Primavera, no Liceu de Artes e Ofícios

Rio de Janeiro RJ – 31ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba

1925

Rio de Janeiro RJ – 32ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba – pequena medalha de prata

Rio de Janeiro RJ – 3º Salão da Primavera, no Liceu de Artes e Ofícios

1926

Rio de Janeiro RJ – 33ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba – grande medalha de prata

1927

Rio de Janeiro RJ – 34ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba – prêmio de viagem ao exterior

1928

Rio de Janeiro RJ – 35ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba

1929

Rosario (Argentina) – 11º Salão de Rosário, na Comisión Municipal de Bellas Artes

1930

Paris (França) – Exposition d’Art Brésilien, no Foyer Brésilien

1931

Rio de Janeiro RJ – Salão Revolucionário, na Enba

1933

Rio de Janeiro RJ – 3º Salão da Pró-Arte, na Enba

São Paulo SP – 2ª Exposição de Arte Moderna da SPAM, no Palacete Campinas

1934

Rio de Janeiro RJ – 4º Salão da Pró-Arte, na Enba

1935

Pittsburgh (Estados Unidos) – The 1935 International Exhibition of Painting, no Carnegie Institute – prêmio de 2ª menção honrosa pela tela Café

Rio de Janeiro RJ – Exposição de Arte Social, no Clube de Cultura Moderna

São Paulo SP – 2º Salão Paulista de Belas Artes

1936

Cleveland (Estados Unidos) – The 1935 International Exhibition of Painting

Toledo (Estados Unidos) – European Section of the Thirty-Third Carnegie International Exhibition of Paintings, no The Toledo Museum of Art

1937

São Paulo SP – 1º Salão de Maio, no Esplanada Hotel de São Paulo

1939

Nova York (Estados Unidos) – Art in Our Time, no MoMA

Nova York (Estados Unidos) – Pavilhão do Brasil, na Feira Mundial de Nova York

São Paulo SP – 2º Salão da Família Artística Paulista, no Automóvel Clube

1940

Nova York (Estados Unidos) – 2nd Latin America Exhibition of Fine Arts, no Riverside Museum

Nova York (Estados Unidos) – Exhibiton of Modern Paintings, Drawings and Primitive African Sculpture from the Collection of Helena Rubinstein, no The Mayflower Hotel

Washington (Estados Unidos) – Exhibiton of Modern Paintings, Drawings and Primitive African Sculpture from the Collection of Helena Rubinstein, no The Mayflower Hotel on the Park

1941

São Paulo SP – 1º Salão de Arte da Feira Nacional de Indústrias, no Parque da Água Branca

1942

Milwaukee (Estados Unidos) – Festival of Latin American Art, no Milwaukee Art Center

1943

Londres (Inglaterra) – Exposição de Arte Brasileira, na Burlington House

Rio de Janeiro RJ – Exposição Anti-Eixo, no Palácio Itamaraty. Museu Histórico e Diplomático

1944

Belo Horizonte MG – Exposição de Arte Moderna, no Edifício Mariana

Buenos Aires (Argentina) – Portinari e De Chirico, na Galeria Comte

Chicago (Estados Unidos) – Art of the United Nations, no The Art Institute of Chicago

Londres (Inglaterra) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Royal Academy of Art

Norwich (Inglaterra) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, no Norwich Castle and Museum

Nova York (Estados Unidos) – Art in Progress, no MoMA

1945

Baht (Inglaterra) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, no Victory Art Gallery

Bristol (Inglaterra) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, no Bristol City Museum & Art Gallery

Buenos Aires (Argentina) – 20 Artistas Brasileños, no Salones Nacionales de Exposición

Edimburgo (Escócia) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na National Gallery

Glasgow (Escócia) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Kelingrove Art Gallery

La Plata (Argentina) – 20 Artistas Brasileños, no Museo Provincial de Bellas Artes

Manchester (Inglaterra) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, no Manchester Art Gallery

Montevidéu (Uruguai) – 20 Artistas Brasileños, na Comisión Municipal de Cultura

Rio de Janeiro RJ – Artistas Plásticos do Partido Comunista Brasileiro, na Casa do Estudante

Santiago (Chile) – 20 Artistas Brasileños, na Universidad de Santiago do Chile

1946

Rio de Janeiro RJ – Exposição de Beneficência, no IAB/RJ

Rio de Janeiro RJ – Os Pintores vão à Escola do Povo, na Enba

1950

Rio de Janeiro RJ – Um Século da Pintura Brasileira: 1850-1950, no MNBA

Veneza (Itália) – 25ª Bienal de Veneza

1951

São Paulo SP – 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon

1952

Rio de Janeiro RJ – Exposição de Artistas Brasileiros, no MAM/RJ

1954

Rio de Janeiro RJ – Salão Preto e Branco, no Palácio da Cultura

Varsóvia (Polônia) – Exposição sobre a Luta dos Povos pela Paz

Veneza (Itália) – 27ª Bienal de Veneza

1955

Porto Alegre RS – Arte Brasileira Contemporânea, no Margs

San Francisco (Estados Unidos) – Art in the 20th Century, no Fine Arts Museums of San Francisco

São Paulo SP – 3ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão das Nações

1957

Buenos Aires (Argentina) – Arte Moderna no Brasil, no Museo Nacional de Bellas Artes

Lima (Peru) – Arte Moderna no Brasil, no Museo de Arte de Lima

Nova York (Estados Unidos) – Guggenheim International Award: 1956, no The Solomon R. Guggenheim Museum

Rosário (Argentina) – Arte Moderna no Brasil, no Museo Municipal de Bellas Artes Juan B. Castagnino

Santiago (Chile) – Arte Moderna no Brasil, no Museo de Arte Contemporáneo

1958

Bruxelas (Bélgica) – 50 Anos de Arte Moderna, no Palais des Beaux-Arts

Cidade do México (México) – 1ª Bienal Internacional do México – Prêmio Ciudad de Mexico

Nova York (Estados Unidos) – Paintings and Sculpture and Folk Art from Thirty-Nine Member Countries of the United Nations, no The Festival Galleries

Rio de Janeiro RJ – Exposição de Obras e Projetos da Nova Capital, no Ministério da Educação e do Desporto

1959

Leverkusen (Alemanha) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

Milão (Itália) – Exposição Internacional de Arte Sacra

Munique (Alemanha) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa, na Kunsthaus

Rio de Janeiro RJ – 30 Anos de Arte Brasileira, na Galeria Macunaíma

São Paulo SP – 5ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho

Viena (Áustria) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

1960

Hamburgo (Alemanha) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

Lisboa (Portugal) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

Madri (Espanha) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

Paris (França) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

São Paulo SP – Coleção Leirner, na Galeria de Arte das Folhas

Utrecht (Holanda) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

1962

Casablanca (Marrocos) – Exposição de Artistas Brasileiros

Rabat (Marrocos) – Exposição de Artistas Brasileiros

Tanger (Marrocos) – Exposição de Artistas Brasileiros

Cronologia

ca.1910

Realiza os primeiros estudos numa escola rural de Brodósqui, São Paulo

ca.1913

nicia-se na pintura, auxiliando na decoração da igreja matriz de Brodósqui

1918/1962

Fixa residência no Rio de Janeiro

1919

Estuda no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro

1919/1928

Estuda na Escola Nacional de Belas Artes (Enba), onde cursa desenho figurado com Lucílio de Albuquerque (1885-1962) e pintura com Rodolfo Amoedo (1857-1941), Baptista da Costa (1865-1926). Nos últimos anos é aluno de Rodolfo Chambelland (1879-1967)

1929/1930

Com o prêmio de viagem ao exterior, que recebe na 35ª Exposição Geral de Belas Artes, parte para Paris. Visita a Inglaterra, a Itália e a Espanha, percorrendo museus e galerias. Conhece os pintores Van Dongene e Othon Friesz

1936

Executa o primeiro mural para o Monumento Rodoviário, na estrada Rio-São Paulo

1936/1938

Ocupa a cadeira de pintura mural e de cavalete no Instituto de Arte da Universidade do Distrito Federal, Rio de Janeiro, organizada por Anísio Teixeira. Entre seus alunos, destacam-se Burle Marx (1909-1994) e Edith Behring (1916-1996),

1938

É convidado pelo ministro Gustavo Capanema (1902-1998) para pintar uma série de afrescos para o novo prédio do Ministério da Educação e Cultura (MEC) no Rio de Janeiro, projetado por Lucio Costa (1902-1998)

1939

Executa três painéis para o pavilhão brasileiro na Feira Mundial de Nova York

Integra a Família Artística Paulista (FAP)

1940

A Revista Acadêmica dedica-lhe número especial com reproduções de suas obras e depoimentos sobre o artista

A Universidade de Chicago publica o primeiro livro sobre o artista, Portinari: His Life and Art, com introdução do artista Rockwell Kent

1940/1959

Ilustra os livros A Mulher Ausente, de Adalgisa Nery (1940); Maria Rosa, de Vera Kelsey (1942); Memórias Póstumas de Brás Cubas e O Alienista, de Machado de Assis (1943 e 1948); A Selva, de Ferreira de Castro (1955); Menino de Engenho, de José Lins do Rego (1959); O Poder e a Glória, de Graham Greene (1959); Terre Promisse e Rose de Septembre, de Andre Maurois, e Antologia Poética, de Nicolas Guillén (1961), entre outros

1941

Executa afrescos para a Fundação Hispânica da Biblioteca do Congresso Americano, Washington D.C.

1942/1943

Pinta a Série Bíblica para a Rádio Tupi, São Paulo

1943

Executa novos murais para o Ministério da Educação e desenha os azulejos para a decoração exterior do edifício

1944

Realiza mural e azulejos sobre a vida de São Francisco para a Capela da Pampulha, Belo Horizonte. No ano seguinte, realiza Via Sacra para a mesma igreja

Cria 40 figurinos e cinco telões para o bailado Iara, da companhia Original Ballet Russe, cuja encenação é proibida pelo Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP)

1945 / 1947

Candidata-se a deputado e a senador pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), mas não consegue se eleger

1946

Recebe a Legião de Honra do governo francês

1947/1948

Com a cassação do PCB, ao qual é filiado, pelo governo brasileiro, viaja para Montevidéu para fugir da perseguição aos comunistas

1948

Pinta, em têmpera, o painel A Primeira Missa no Brasil, para o Banco Boavista do Rio de Janeiro

1949

Pinta o mural Tiradentes

1950

Recebe a medalha de ouro concedida pelo júri do Prêmio Internacional da Paz pelo painel Tiradentes (1949)

1952/1956

Executa os painéis Guerra e Paz, para a sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York

1953

Pinta uma série de telas para a igreja matriz da cidade de Batatais, São Paulo

1954

Executa painel dedicado aos Fundadores do Estado de São Paulo para o jornal O Estado de S. Paulo

Realiza, para o Banco Português do Brasil no Rio de Janeiro, o painel Descobrimento do Brasil

1955

Recebe a medalha de ouro concedida pelo International Fine Arts Council, Nova York, como o melhor pintor do ano

1956

Viaja para Israel a convite da Associação dos Museus e do Centro Cultural Brasil-Israel. Desenha paisagens e pessoas das regiões que percorre, reunidos no álbum Israel, publicado pela Editora Abrahams e pelo industrial Eugênio Luraghi

Por ocasião da inauguração dos seus painéis na sede da ONU, recebe o Prêmio Guggenheim

1957

Recebe menção honrosa no Concurso Internacional de Aquarela, do Hallmark Art Award, Nova York

Começa a escrever o livro de memórias Retalhos de Minha Vida de Infância

1958

É convidado para receber a Estrela de Ouro, Bruxelas, Bélgica

Escreve um livro de poemas editado por José Olympio em 1964, com textos introdutórios de Antonio Callado (1917-1997) e Manuel Bandeira (1886-1968)

1959

Pinta o mural Inconfidência Mineira para o Banco Hipotecário e Agrícola de Minas Gerais S/A, Rio de Janeiro

1960

Executa painéis para o Banco de Boston, São Paulo

1970

A antiga residência do artista em Brodósqui é transformada no Museu Casa de Portinari

1974

Lançamento em Genebra de quatro selos comemorativos que reproduzem detalhes dos painéis Guerra e Paz

1979

João Candido, filho do pintor, implanta o Projeto Portinari, que reúne vasto acervo documental sobre a obra, vida e época do artista. O Projeto Portinari tem sede no Campus da PUC/RJ

2003

Realização do espetáculo Porti-Nari: A Ópera, no Teatro do Sesc Ipiranga, São Paulo, em homenagem ao centenário do artista

2007

Comemoração dos 50 anos do painel “Guerra e Paz”. O filho do artista, João Candido, participou das comemorações na sede da ONU em Nova York.

2009

O Museu de Arte de São Paulo inaugura a mostra “Portinari: As Séries Bíblica e Retirantes”.

2010

Comemora-se, no dia 14 de março, 40 anos do Museu Casa de Portinari, em Brodowski.

 

Livros

Candido Portinari

CANDIDO PORTINARI
Formato: Livro
Coleção: ARTISTAS BRASILEIROS
Autor: FABRIS, ANNATERESA
Editora: EDUSP
Assunto: ARTES – PINTURA

 

Candido Portinari - Projeto cultural artistas do mercosul

CANDIDO PORTINARI
PROJETO CULTURAL ARTISTAS DO MERCOSUL
Formato: Livro
Coleção: GAUDI
Autor: CALLADO, ANTONIO
Editora: FINAMBRAS
Assunto: ARTES – PINTURA

 

Candido Portinari

CANDIDO PORTINARI
Formato: Livro
Coleção: MESTRES DAS ARTES NO BRASIL
Autor: SANTA ROSA, NEREIDE SCHILARO
Editora: MODERNA EDITORA
Assunto: INFANTO-JUVENIS – LITERATURA JUVENIL

 

Candido Portinari - Filho do Brasil, orgulho de Brodowski

CANDIDO PORTINARI
FILHO DO BRASIL, ORGULHO DE BRODOWSKI
Formato: Livro
Coleção: APRENDENDO COM ARTE – V. 2
Autor: AZEVEDO, HELOIZA DE AQUINO
Editora: MECA
Assunto: INFANTO-JUVENIS – ARTES E OFÍCIOS

 

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=670096&sid=8911485541475683137884774

CANDIDO PORTINARI 1903-1962 -PINTURAS E DESENHOS
Formato: Livro
Autor: MAGALHAES, FABIO
Autor: PERLINGEIRO, MAX
Editora: PINAKOTHEKE
Assunto: ARTES – PINTURA

 

Candido Portinari y el sentido social del arte

CANDIDO PORTINARI Y EL SENTIDO SOCIAL DEL ARTE
Formato: Livro
Autor: GIUNTA, ANDRES
Editora: EDITORA ARGENTINA
Assunto: ARTES – TEORIA E HISTÓRIA

 

Portinari - Tres momentos

PORTINARI – TRES MOMENTOS
Formato: Livro
Autor: AJZENBERG, ELZA
Baseado vida/obra: PORTINARI, CANDIDO
Editora: EDUSP
Assunto: ARTES – PINTURA

 

O cavaleiro do sonho

CAVALEIRO DO SONHO, O
AS AVENTURAS E DESVENTURAS DE DOM QUIXOTE DE LA MA
Formato: Livro
Autor: MACHADO, ANA MARIA
Autor: PORTINARI, CANDIDO
Editora: MERCURYO JOVEM
Assunto: INFANTO-JUVENIS – LITERATURA INFANTIL

 

Portinholas

PORTINHOLAS
Formato: Livro
Autor: MACHADO, ANA MARIA
Autor: PORTINARI, CANDIDO
Ilustrador: BASTO, LUISA MARTINS BAETA
Editora: MERCURYO JOVEM
Assunto: INFANTO-JUVENIS – ARTES E OFÍCIOS

 

Guerra e Paz

GUERRA E PAZ
Formato: Livro
Autor: MIRANDA, ERALDO
Ilustrador: ALONSO, MARCELO
Prefácio/Posfácio: NASCIMENTO, MILTON
Editora: CRIA MINEIRA – LIVRO
Assunto: INFANTO-JUVENIS – LITERATURA JUVENIL

 

Caminhando com Portinar

CAMINHANDO COM PORTINARI
Formato: Livro
Fotógrafo: NIELSEN, ALAN
Editora: TERRA VIRGEM
Assunto: FOTOGRAFIA

 

Portinari , pintor social

PORTINARI, PINTOR SOCIAL
Formato: Livro
Coleção: ESTUDOS, 112
Autor: FABRIS, ANNATERESA
Editora: PERSPECTIVA
Assunto: ARTES – TEORIA E HISTÓRIA

 

O cafe de Portinari - Modernidade e tradicao

CAFE DE PORTINARI, O – MODERNIDADE E TRADIÇAO NA
IMAGEM DO NOVO ESTADO BRASILEIRO
Formato: Livro
Autor: LEHMKUHL, LUCIENE
Editora: EDUFU
Assunto: HISTÓRIA GERAL

 

Portinari - O pintor do Brasil

PORTINARI – O PINTOR DO BRASIL
Formato: Livro
Coleção: PAULICEIA
Autor: BALBI, MARILIA
Editora: BOITEMPO EDITORIAL
Assunto: BIOGRAFIAS/AUTOBIOGRAFIAS/DIÁRIOS/MEMÓRIAS/CARTAS

 

Brincando com Portinari

BRINCANDO COM PORTINARI
Formato: Livro
Autor: ANDREIS, SILVIA
Editora: CIENCIA MODERNA
Assunto: INFANTO-JUVENIS

 

Retrato de Portinari

RETRATO DE PORTINARI
Formato: Livro
Autor: CALLADO, ANTONIO
Editora: ZAHAR
Assunto: ARTES – TEORIA E HISTÓRIA

 

Portinari devora hans staden

PORTINARI DEVORA HANS STADEN
Formato: Livro
Organizador: PARIS, MARY LOU
Editora: TERCEIRO NOME
Assunto: ARTES

 

Portinari

PORTINARI
Formato: Livro
Coleção: VOU PINTAR AQUELA GENTE
Autor: MATUCK, RUBENS
Autor: MOULIN, NILSON
Editora: CALLIS
Assunto: INFANTO-JUVENIS – ARTES E OFÍCIOS

 

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“A arte é o espelho da pátria. O país que não preserva seus valores culturais jamais verá a imagem da sua própria alma.” É com essa frase do compositor Chopin que João Cândido Portinari, engenheiro e matemático formado na França e pós-graduado pelo Massachusetts Institute Of Technology (MIT), costuma traduzir a importância da iniciativa a que vem se dedicando nos últimos 30 anos, o projeto Portinari. Mais do que reunir a obra completa de seu pai, expoente da arte modernista nacional, João Cândido quer com o projeto permitir ao Brasil enxergar a si mesmo. Considerado o maior pintor brasileiro contemporâneo, até 1980 não se sabia o paradeiro da maioria das obras de Portinari, nunca havia sido feita exposição retrospectiva e toda a bibliografia a seu respeito estava esgotada. Em viagens pelo Brasil e 20 países, João Cândido reuniu 5.300 pinturas, desenhos e gravuras, além de 25 mil documentos sobre obra, vida e época de Portinari — depoimentos, cartas, fotografias, livros. Em 2004, após organizar esse acervo, lançou em cinco volumes o catálogo Raisonné de Portinari, a maior reunião já feita sobre um artista latino-americano. Para se ter uma idéia de sua importância, foi com um exemplar do Raisonné de Portinari que o então presidente Lula presenteou, em 2007, o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, na abertura da Assembleia Geral. Com tiragem de 2 mil exemplares, os volumes não deram conta. Aí entra em cena o acervo digital, que além de tornar toda a obra disponível ao grande público ainda permitirá guardar os registros pelo maior tempo possível.

 

Dedicou 30 anos para reunir e organizar o que se tornou o maior acervo existente sobre a obra de um artista latino-americano, o pintor Candido Portinari, seu pai, considerado o maior artista contemporâneo brasileiro.
 

                                                                        

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