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Divulgue suas obras

Arcangelo Ianelli

| Arcangelo Ianelli | 15/10/2012

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“A cor é o elemento formal que emana luz e sensualidade”

Arcangelo Ianelli foi um pintor, escultor, ilustrador e desenhista brasileiro que fez parte do Grupo Guanabara, do qual foram integrantes ainda Manabu Mabe, Yoshiya Takaoka e Tikashi Fukushima. Seu irmão, Tomás Ianelli, também foi pintor.

Foi um dos maiores nomes da pintura brasileira, conhecido pela coloração e a luminosidade marcante de suas obras.

Arcangelo Ianelli - Foto artista

Arcangelo Ianelli – Foto artista

A história de Ianelli é a típica história de um artista moderno. Começou figurativo, nos anos 1940, pintando a partir de modelos nus, mas a representação do real foi cada vez mais perdendo importância, fazendo com que cores e formas abstratas passassem a dominar a cena, até expulsar da tela qualquer proximidade com objetos existentes no mundo.

“Quando ele abstrai a forma, e a luz e a cor têm atuação fundamental, chega a um requinte extraordinário”. Avalia Emanoel Araújo, 68, ex-diretor da Pinacoteca, para a qual adquiriu uma tela do artista, e que hoje está à frente do Museu Afro Brasil. “Ianelli é um temperamento sutil, silencioso, quase uma música de câmara.”

“Ele possuía um espírito naturalmente clássico, que procurava a beleza contida na harmonia, no equilíbrio, no acerto e não na rebeldia”, afirma o crítico Olívio Tavares de Araújo, 56, que fez três documentários sobre o artista. “Ianelli vai ficar como o pintor brasileiro que melhor conseguiu estabelecer uma ponte entre o sensível e a racionalidade, um mestre consumado em matéria de cor.”

Arcangelo Ianelli

Arcangelo Ianelli - Foto artista

Arcangelo Ianelli – Foto artista

Filho de imigrantes italianos, Arcangelo Ianelli nasceu na cidade de São Paulo em 1922. Iniciou-se no desenho na adolescência e, a partir de 1940, dedicou-se à pintura, gravura, serigrafia, esculturas e relevos pintados.

No princípio da década de 1940, tem aulas de arte na Associação Paulista de Belas Artes e inicia curso de pintura com Colette Pujol. Nesse período, faz pinturas e desenhos realistas, estruturados de acordo com as características percebidas na pintura paulistana.

Dois anos depois, freqüenta o ateliê de Waldemar da Costa com Lothar Charoux, Hermelindo Fiaminghi e Maria Leontina. Durante a década de 1950 integra o Grupo Guanabara juntamente com Manabu Mabe, Yoshiya Takaoka, Jorge Mori, Tomoo Handa, Tikashi Fukushima e Wega Nery, entre outros.

A partir da década de 1940, produz cenas cotidianas, paisagens urbanas e marinhas, que revelam grande síntese formal e uma gama cromática em tons rebaixados.

Entre o fim da década de 1940 e início da década de 1950, passa a demonstrar interesse por outras propostas estilísticas, aproximando-se progressivamente de soluções alinhadas ao debate sobre a arte construtiva, muito embora se mantenha ligado à figuração.

Arcangelo Ianelli - Foto artista

Arcangelo Ianelli – Foto artista

Nas marinhas, realizadas em 1957, a tendência à simplificação formal se aprofunda. O artista reduz sua paleta de cores e se concentra em formas lineares e bem contornadas. Nesse trabalho, as formas são planas, sem o sombreado tradicional. Os primeiros quadros da década de 1960 são feitos com formas geométricas simples e fechadas. Ianelli usa esse vocabulário para criar paisagens e retratos. Em 1961, a pintura torna-se francamente abstrata. No entanto, as cores ralas e a pincelada suave são trocadas por manchas espessas de tinta e cores escuras. Três anos mais tarde, ganha o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna – SNAM. Passa de 1965 a 1967 na Europa. Nesse período, o artista insere linhas e outros grafismos em sua pintura, as formas vão se tornando mais regulares e contornadas, as manchas são suavizadas.

Já a partir de 1970, volta-se à abstração geométrica, e emprega principalmente retângulos e quadrados, que se apresentam como planos superpostos e interpenetrados. No mesmo ano, inicia séries de pintura, como Transparências e Superposições, em que trabalha com retângulos sobrepostos, com colorido discreto e vibrante. Em 1974, começa a realizar obra tridimensional. Como em suas pinturas, sobrepõe retângulos em planos diferentes de uma superfície contínua.
Atua ainda como escultor, desde a metade da década de 1970, quando realiza obras em mármore e em madeira, nas quais retoma questões constantes na obra pictórica.

A partir de 1983, o artista relaciona essas formas geométricas com zonas de cor menos lineares. As manchas passam a escapar do contorno. Em alguns trabalhos, somem as linhas que separam uma cor da outra e as manchas regulares de tinta são sobrepostas às formas retangulares, as passagens de cor se tornam mais tonais. Durante a década de 1980, alterna essas pinturas mais informais a outras em que relaciona as manchas com retângulos.

Em 1995, Ianelli volta à escultura. Realiza volumes brancos enxutos e bem definidos de mármore. Ao mesmo tempo, sua pintura caminha para a simplificação. Em trabalhos feitos entre 1999 e 2000, chamados Vibrações, reduz o número de cores e de manchas na pintura. A aplicação da tinta é suave, como se fosse borrifada na tela. As obras têm semelhanças com o trabalho de artistas norte-americanos, como Mark Rothko e Jules Olitski.

Arcangelo Ianelli - Foto artista

Arcangelo Ianelli – Foto artista

Em 2002, comemora os seus 80 anos com retrospectiva montada pela Pinacoteca do Estado de São Paulo – Pesp. Em mais de 60 anos de carreira, seu trabalho ocorria basicamente no ateliê, ao contrário dos procedimentos contemporâneos, mas numa lógica que tem muito a ver com a produção atual. “O que move o artista é a insatisfação, o dia em que eu ficar plenamente satisfeito com minha obra, não tenho mais razão para pintar”, disse Ianelli em 2002, dias antes de inaugurar sua retrospectiva na Pinacoteca do Estado.

Na época, aliás, ele não pôde comparecer à abertura da mostra por ter sofrido um derrame cerebral, na antevéspera do evento.

Um dos críticos que mais valorizou seu trabalho foi Mário Pedrosa considerado seu padrinho pelo artista e que via sua obra como um “estado contemplativo à beira de perturbar-se, em face das contradições da vida”, como escreveu no catálogo de uma exposição no Museu de Arte Moderna do Rio, em 1961.

A questão da dimensão hiperbólica também era importante nas pinturas de Ianelli, especialmente a partir dos anos 60. “Eu não persigo a beleza; se ela ocorre, é

involuntária. Busco fazer um trabalho profundo ao depurar a cor”, disse Ianelli à Folha em entrevista em 2002.

Durante toda sua vida, a expressão cromática representou o âmago de sua poética. A cor/luz exerceu sempre extraordinário fascínio e foi também o desafio de uma vida inteira. Na fase final, a cor adquiriu total protagonismo para pulsar como fonte de energia e de beleza! Arcângelo Ianelli deixou-nos uma obra radiante, plena de energia, vibrante como a luz que dá vida ao universo. Ianelli faleceu no dia 26 de maio de 2009 em São Paulo.

Arcangelo Ianelli - Foto artista

Arcangelo Ianelli – Foto artista

Para Tadeu Chiarelli, crítico e professor da USP, Ianelli foi o “grande herdeiro da pintura paulista”, que seguiu a tradição ao mesmo tempo em que dialogava com novos experimentos. “Ele superou os limites do ambiente paulistano”, resume Chiarelli, 52. “Sua obra transcendeu essas circunstâncias.”

Ianelli suscitou, aliás, reações favoráveis quase unânimes da crítica. Não que sua obra fosse irretocável, mas muitos julgam que ressalvas foram silenciadas ao longo do tempo pela consagração dele como um mestre do abstrato.

“Ele foi um grande colorista, um mestre da pintura e uma figura muito especial”, lembra Marcelo Araujo, 52, diretor da Pinacoteca, que fez em 2002 uma das últimas retrospectivas do artista. “É uma perda duplamente sentida, pela obra dele e pela pessoa que ele foi.”

“É a perda de um artista que já vinha sofrendo, de um grande companheiro”, diz Emanoel Araújo. “Teve uma trajetória absolutamente coerente. É uma pena que Ianelli se vá.”

Curiosidades

Livro: No mundo das nuvens
Autor: Arcangelo Ianelli / Alberto Goldin
Editora: Berlendis & Vertecch

Um menino fora do comum vivia olhando o infinito do céus, observando os movimentos das nuvens, como quem assiste a um filme de aventuras. Era por isso discriminado pelas crianças do bairro. O pai decide pôr fim às práticas absurdas do filho. Mas o menino consegue que a sua sensibilidade ao estetáculo do mundo seja compreendida. O pai assume o papel de orientador e o integra ao universo da representação, comprando-lhe papel, pincéis e tinta. O garoto, com o passar do tempo, torna-se um famoso pintor.

Livro: Ianelli
Autor: Arcangelo Ianelli
Editora: Ianelli

Este volume apresenta, através de ilustrações, diversas obras de Arcangelo Ianelli, desde os primeiros desenhos até sua completa abstração. Nesta edição bilíngüe, a história do pintor, hoje com oitenta anos de vida, é relatada através de textos de Mariana Ianelli, entre outros. A obra também traz ilustrações da nova fase de Ianelli como escultor.

 

Arcangelo Ianelli - Atêlie do artista - 73,5 x 60 cm

Arcangelo Ianelli – Atêlie do artista – 73,5 x 60 cm

Depoimentos

“Enganam-se os que julgam que um quadro colorido é aquele que contém variedades e acúmulo de cores dominando uma superficie mal disposta. A sutileza e elaboração da própria cor, quando criada pelo verdadeiro artista, poderá conter uma riqueza infinita de matizes dentro de um só azul ou de um só gris.

A cor é suficiente para construir e expressar nosso universo. Díficil é saber como usá-la.

Penso que há uma relação entre minha proposta abstrata como fenômeno plástico e as vibrações sonoras da música fenômeno acústico. Minhas cores e formas, organizo-as num espaço em que os tons se harmonizam num efeito semelhante à polifonia e ao contraponto. Acredito que um músico possa criar igualmente uma arquitetura sonora em que os timbres se organizem em planos cromáticos, transparentes e efeitos de pura abstração, como aqueles que se podem distinguir em minha obra. Por exemplo, Bach, que compôs sua magistral ‘Arte da Fuga’ sem indicação de instrumentos”.
Arcangelo Ianelli

Críticas

“Curioso é observar que, entre uma e outra fase, o que se opera é jamais uma mudança radical. Elas se encadeiam, por acréscimo ou depuramento dos elementos, num derivar constante. Tudo se desenvolve como se o início de um novo trabalho fosse uma conseqüência do anterior. O artista nunca encerra por completo, ou abandona, uma fatura para transitar para outra, antes refaz, transforma, cria dimensões novas, valorizando as experiências ultrapassadas, revigorando-as mesmo algumas vezes, como que animado instintivamente do propósito de conservar a linha da coerência, que é a linha predominante no evolver de sua obra, desde os tempos iniciais”.
Paulo Mendes de Almeida

Arcangelo Ianelli - Olaria - 38 x 55 cm

Arcangelo Ianelli – Olaria – 38 x 55 cm

“Desde os anos 20 vários pintores construtivos vêm, como ele, buscando a pintura pura. O quadro é uma realidade concreta, palpável. No fundo de todas as transparências (e algumas, como os azuis, parecem papel de seda flutuando no espaço) está, ainda, o quadro. Isso, aliás, fica mais evidenciado nas telas mais fortemente monocromáticas, com acentuação dos brancos. A pintura de Ianelli não se entrega, nunca, num primeiro contato. Exige contemplação demorada, quase amorosa, a fim de que aquilo que está no fundo (da tela, do ser) venha a primeiro plano, deixando no espectador uma sensação de calma e de bem-estar espiritual. A mostra de Arcangelo Ianelli é, desde já, uma das melhores de 1975″.
Frederico Morais

“A obra madura de Ianelli – que se define plenamente a partir do momento em que ele controla os últimos traços de abstracionismo informal, por volta de 1970 – se poderia remeter às eternas fórmulas gregas de ritmo, medida, proporção, unidade, harmonia. Seu idioma registra uma alquimia individualizada cuja dosagem o distingue de qualquer outro abstrato brasileiro de origens análogas e da mesma geração. Não é cerebral nem rigorosamente construtivo. Cria uma geometria sensorial e arbitrariamente estruturada. Desenvolve variações cada vez mais concentradas em torno dos mesmos temas plásticos: o retângulo, o quadrado, o deslocamento de eixos em relação à ortogonalidade, a superposição de espaços transparentes, a ambigüidade entre frente, fundo, forma e suporte”.
Olívio Tavares de Araújo

… Eis aí um raro artista jovem de nossos dias que ama o métier, o qual lhe parece necessário com um órgão manipulador num sistema orgânico sadio. Pode-se dizer que fez o curriculum acadêmico para, pouco a pouco, perdê-lo, no seu exercício, e se achar a si mesmo. E daí para partir para um crescimento interior em profundidade, e fundir, afinal no seu espiríto, os meios de expressão que na sua prática criou para si (e não os que aprendeu nas receitas acadêmicas) e a finalidade a que mira e que, misteriosamente, se vai desvendando à sua frente…
Mário Pedrosa

Quase sessenta anos atrás, em 1944, Arcangelo Ianelli pintou um extraordinário óleo retratando uma figura de perfil que, na obscuridade do ambiente, lê um livro de páginas iluminadas.
(Leitura – 1944 – óleo sobre tela – 55 x 38 cm)

Arcangelo Ianelli - Natureza morta com melancia - 46 x 60 cm

Arcangelo Ianelli – Natureza morta com melancia – 46 x 60 cm

Essa pintura, de qualidades indiscutíveis, realizada quando o artista iniciava sua carreira aos 22 anos, parecia apontar uma trajetória. Não se poderia imaginar através dessa pintura intimista, de tratamento psicológico, que o artista tomaria outro caminho e que iria dedicar a sua vida ao desenvolvimento de uma arte construída solidamente, desprovida de caráter subjetivo, sintética, essencial e substantiva.
Fábio Magalhães

Interessantíssimo observar como Ianelli, com o recurso desses grafismos, acaba criando, de novo, uma pintura ao mesmo tempo linear e pictórica, resistindo, portanto, a qualquer tipo de adesão incontrolada à corrente mais em voga da época. E tais grafites não se limitam a ser apenas respostas de cunho formal à situação artística da época. Não se deve esquecer que o grafismo alude igualmente ao grafite das ruas das metrópoles, conferindo à produção que o artista elabora, nessa época tão difícil para o país, um grau de inserção política e social significativa, que passou desapercebida para a crítica apenas interessada nos aspectos formais das obras de Ianelli.
Tadeu Chiarelli

Os primeiros quadros da década de 70 chegaram a ser definidos por alguns críticos como “realizações concretistas”, ou ao menos, como obras produzidas numa atmosfera e num espírito afins ao do concretismo. São losangos ou quadrados dispostos em diagonal, resolvidos cromaticamente em tonalidades sóbrias e que, ao criar na retina do espectador uma vibrátil sensação de atração e repulsa, aproximam-se também da Optical Art. Os títulos das pinturas dessa fase – Balé das Formas, Encontro e Desencontro, Desencontro de Losangos, etc. – bem definem as preocupações rítmicas e formais de Ianelli, naquele momento de sua carreira.
José Roberto Teixeira Leite

… Nesse momento, surpreendentemente, nós estamos diante de um colorista dos mais expressivos. Para Ianelli completou-se um ciclo. Da figura à abstração geométrica, da cor como um instrumental à cor como assunto. No momento em que isso ocorre, as idéias de espaço do artista também são depuradas.

Ele trabalha com retângulos e quadrados que dispõem sobre uma superfície suporte, também um retângulo. Com essa síntese geométrica, Ianelli começa a especular sobre o conceito de espaço. São planos superpostos e interpenetrados que se equilibram num momento, que por sua vez, também é um plano. O que significa que nada mais existe fora das relações espaciais, que estabelecem o seu tempo particular.
Jacob Klintowitz

Arcangelo Ianelli - Paisagem - 46 x 60 cm

Arcangelo Ianelli – Paisagem – 46 x 60 cm

Ver a pintura contemporânea de Ianelli é descobrir um dos mais completos artistas brasileiros, pela perfeita integração entre todos os elementos que compõem a sua obra. A emoção se soma à razão para gerar uma linguagem abstrata geométrica sem receitas teóricas nem regras ortodoxas.
A precisão, que caracteriza seu construtivismo majestoso,
não elimina a matéria veludosa, a sábia liberdade das composições, nem o colorido envolvente.

Ver, junto com a pintura contemporânea de Ianelli, exemplos de sua antiga produção explica tudo isso. Percebe-se que sua evolução foi orgânica, e que ele chegou à geometria por força de acontecimentos internos de sua própria pintura. E comprova-se que ele foi sempre perfeccionista com cada minúcia da técnica, e com preservar o espaço para a intuição,
a sensibilidade e o lirismo. Daí a beleza dessas exposições de Ianelli que reúnem outras fases com o atual ponto de chegada. A obra de Ianelli se fecha como o círculo perfeito e sua integridade se prova absoluta.
Olívio Tavares de Araújo

Uma conversa no ateliê de Arcangelo Ianelli

Jornalista Paula Ramos

Arcangelo Ianelli dispensa maiores apresentações. Com mais de 60 anos dedicados à arte, está entre os grandes artistas brasileiros de todos os tempos. Sua pintura, de refinadas e silenciosas vibrações; seus mármores, de sensuais, enxutas e sedutoras formas, são um permanente convite para a reflexão e, sobretudo, para o deleite. Reflexão sobre aspectos e urgências próprias da pintura, de sua prática e de sua necessidade na sociedade contemporânea. Deleite que nos é oferecido por meio de suas esculturas de formas sintéticas e superfícies macias, por meio das cores que emanam da tela, que vibram e que nos envolvem, proporcionando uma espécie de gozo espiritual, como bem definiu o crítico de arte Frederico Morais.

Ianelli, artista singular, pessoa singular, de memória privilegiada, de humor invejável, nos abriu sua impressionante residência-ateliê numa tarde quente de domingo. Enquanto São Paulo, então calma e até provinciana, parecia submersa numa banheira quente, ele nos contava histórias deliciosas: passagens de sua vida, situações engraçadas envolvendo grandes amigos e artistas. Nosso desejo, inconteste, era o de continuar ali, ouvindo-o permanentemente, como numa mesa de bar.

Arcangelo Ianelli - El dorado - 65 x 78 cm

Arcangelo Ianelli – El dorado – 65 x 78 cm

O senhor faz esculturas há mais de 26 anos. Entretanto, antes da exposição retrospectiva na Pinacoteca do Estado, o senhor nunca as havia exibido. Por quê?

Eu até já tinha recebido vários convites para expor em galerias, mas não queria. Meu desejo sempre foi o de fazer uma exposição num museu e, depois sim, numa galeria. É que eu não sou como a maioria dos artistas, que gosta de expor a cada seis meses. Eu sou o contrário: acho mais importante trabalhar.

Mesmo assim, o senhor está expondo poucas peças. São pouco mais de dez esculturas. Por que tamanha timidez?

Sempre exibo poucos trabalhos. Se eu tenho 30 pinturas, escolho só 10. Eu acho que você tem de mostrar o que você pode conseguir de melhor. Você não pode cansar o público com baboseira. Eu sou muito enjoado nisso. Não me interessa a quantidade, mas a qualidade. Há artistas que gostam de expor tudo o que fazem. Ou então montam uma exposição com uma parede repleta de quadros, quando, se tirarem dois ou três, vai melhorar tudo. Mas isso só se aprende com a experiência. Então, sempre acho que a seleção deve ser feita com muito rigor. Eu me lembro que o Fukushima tinha uma frase muito bonita sobre isso. Certa vez, o Mario Pedrosa fez uma apresentação para ele. Uma apresentação muito sensível. Aí o Mario chegou e leu o texto para o Fukushima. Era um texto longo, cheio de reflexões. Só que o Fukushima não entendia muito. Quando terminou, o Mario olhou para o Fukushima e perguntou:

Gostou, Fukushima?

E ele, que tinha um risinho meio infantil, disse:

Sabe, Mario, Fukushima gosta de palavra pouca, mas palavra bonita.

Eu acho lindo isso que o Fukushima disse. Se você analisar essa premissa, você percebe que ela deveria estar em todas as coisas da nossa vida. Não adianta fazer algo longo, expandido. O importante é a síntese. E assim também vejo a arte. Não adianta eu enfeitar um quadro; o importante é a essência. A essência é muito mais difícil, é claro, mas a gente também não quer as coisas fáceis. Então, é a mesma história: palavra pouca, mas palavra bonita.

O seu trabalho é, justamente, marcado pela síntese. Suas esculturas, inclusive, trazem os mesmos elementos presentes na pintura, como o rigor formal…

E não tem como ser diferente. Eu me lembro que o Walter Zanini dizia: “Do nada não nasce nada”. Quer dizer: você sempre tem uma referência anterior, que pode ser do seu próprio trabalho. Assim acontece comigo.

Arcangelo Ianelli - Chuva - 116 x 89 cm

Arcangelo Ianelli – Chuva – 116 x 89 cm

O que os seus amigos escultores comentam sobre essa sua produção tridimensional?

Parece que eles gostam. Mas a escultura é muito trabalhosa. A dificuldade começa no material. A gente tem que pegar os blocos lá no Espírito Santo. Aí, a gente acha que o bloco está branquinho, bonito e, quando abre, está feio, com manchas. Depois, você também necessita de um artesão para ajudar, enquanto que, na pintura, você se vira sozinho. Então, a gente depende de artesão, depende de serras para cortar…, é muito trabalhoso. Mas é o meu trabalho: enquanto eu descanso da pintura, carrego pedras. Agora, o mármore tem o seu fascínio. Ele parece frio e distante. Porém, depois de trabalhado, chega a ser sensual.

Como é o processo de confecção dessas peças?

Primeiro eu parto do desenho, até encontrar a forma. Depois, passo para maquetes em um material parecido com isopor. Aí vou para a maquete em madeira, pequena e, depois, para uma maquete também em madeira, só que maior. Somente depois de ver se deu certo é que eu vou para o mármore. É porque no mármore não tem mais jeito. Se a gente erra no mármore, tá acabado. E foi esse trabalho todo de criar as maquetes é que me possibilitou uma margem de erro pequena.

O senhor vive num lugar mágico, repleto de árvores e de vegetação. Nem parece que a gente está em São Paulo, a poucos quilômetros do centro. Por outro lado, o senhor integrou várias casas, como se fosse um grande condomínio. Qual é a história deste lugar?

Realmente, são várias casas diferentes que eu fui comprando e interligando. Umas quatro eu destruí, para ganhar mais espaço, mas a maioria eu mantive. Ao todo, são doze casas que eu comprei e fui ampliando o terreno e ampliando. Hoje, parece mesmo um condomínio. E você sabe que o curioso aqui na rua é que, quando tem uma casa para vender na quadra ou aqui por perto, tem sempre gente que fala: “Oferece para o pintor que ele compra tudo”. Esse é o folclore. E é muito engraçado, porque as pessoas têm uma imensa curiosidade de saber o que tem aqui dentro.

Ainda mais porque todo o terreno é fechado com muros. Então, esses tempos, eu estava chegando em casa, era um dia chuvoso, com cerração, e eu apertei o controle remoto e o portão se abriu. E tinha uns meninos sentados embaixo de uma árvore. E aí eles espicharam os olhos para dentro do portão e ouvi um deles cochichando para os outros: “É a casa do Drácula!” Eu acabei dando risada…

Arcangelo Ianelli - Mastros e barcos - 46 x 61 cm

Arcangelo Ianelli – Mastros e barcos – 46 x 61 cm

Neste conjunto de casas o senhor acabou montando uma grande mostra de sua produção, uma espécie de mostra cronológica, inclusive, que é visitada por vários alunos de primeiro e de segundo graus. Quando começou isso, e por quê?

Há cerca de três anos ou quatro anos, quando um dos livros sobre o meu trabalho foi publicado, o autor me disse: Ianelli, será que você não poderia, uma vez ou outra, receber um grupinho de crianças? Elas gostam tanto de conhecer o artista… Bem, e aí veio um grupinho, uma meia-dúzia. Depois vieram mais dez, mais vinte, depois mais trinta… E agora, toda semana, tem alunos chegando. É impressionante.

Quantas crianças já passaram por aqui?

Certamente mais de 1.500 crianças. Ah, não, muito, muito mais. E o curioso é quando o pessoal vem de fora. Há um tempo atrás, veio uma turma de Cuiabá. Eram estudantes de Artes Visuais. Eles gostaram muito e acho que acabaram espalhando para outras pessoas. E o mais engraçado é queum tempo depois uma pessoa me telefonou e disse:

O senhor, por favor, pode me dizer em quais dias o museu fica aberto?

E eu falei, assustado:

Que museu? Não existe museu! Aqui é a minha casa,… mas pode vir.

Bem, quando chegaram a São Paulo, me telefonaram de novo:

Escuta, qual é mesmo o horário do museu?

Tive de dar risada. Mas a garotada vem, gosta muito, e isso é o importante. Eles vêm com o professor. Então, primeiro a gente visita a parte de arte figurativa, onde estão os trabalhos dos anos 30, bem acadêmicos. Aí vemos as paisagens, as marinhas, as naturezas mortas. Depois vamos para a fase das pinturas geométricas. E eles vão acompanhando, muito curiosos. Até que a gente chega no final, com as grandes pinturas, as Grandes Vibrações. E aí a reação das crianças é muito engraçada. Elas entram na sala e dizem: “Ooooooooohhhhhhhhh!” É infalível. Acho que elas ficam impressionadas é com o tamanho. Não é por causa da pintura, mas por causa da dimensão.

Estas Grandes Vibrações lidam com muita sutileza. Para se alcançar tantas texturas, tantos matizes de cor e toda essa luz que vem de dentro, há camadas e camadas de tinta, pinceladas muito delicadas. Assim, qualquer pincelada a mais pode até mesmo comprometer tal equilíbrio.

Arcangelo Ianelli - Casas - 46 x 61 cm

Arcangelo Ianelli – Casas – 46 x 61 cm

Como o senhor sabe quando um quadro está pronto?

É uma pergunta difícil. A gente vai indo até o momento em que sente que, se continuar, estraga, satura o quadro. Então, é algo misterioso. É algo, na verdade, totalmente intuitivo. Chega aquele momento em que você sabe que, se continuar, massacra tudo. Aí a gente pára. Mas é preciso paciência e uma certa intuição.

O senhor está completando 80 anos com invejável vitalidade, trabalhando diariamente e produzindo muito. A idade assusta?

Para dizer bem a verdade, essa coisa de 80 anos eu acho uma grande baboseira. Vou te contar um fato curioso: o Paulo Mendes de Almeida, um dos grandes críticos de arte que o Brasil já teve, era muito meu amigo e, quando ele fez 80 anos, formamos um grupo de amigos que reunia artistas, críticos e jornalistas. Fomos todos para a Cantina do Brás. E ficamos comendo pizza. Lá pelas tantas, um dos que estava na mesa olhou todo bobo para o Paulo e disse:

Doutor Paulo, mas que maravilha, o senhor comemorando 80 anos. Diga o que o senhor acha, o que o senhor sente.

Ele ficou quieto, olhou para o sujeito e disse, pensativo:

É muito chato!

Ora, a gente está dobrando o cabo da boa esperança ! A gente já está no fim da reta. Então, para dizer a verdade, não gostamos muito de falar sobre isso. Sabe o que acontece comigo, quando o assunto é idade e velhice? Acontece o seguinte: eu estou trabalhando, compenetrado e, às vezes, a velhice passa lá fora. Eu a vejo passar. Só que eu estou tão ocupado, tão dedicado ao meu trabalho, que ela pensa: “Vou procurar outro porque esse daí está ocupado demais”. E assim eu vou me desviando dela.

O senhor tem rotina de trabalho?

O meu dia começa às 6h. Levanto e vou caminhar no Parque da Aclimação. Caminho cerca de uma hora. Aí volto, tomo banho, tomo café e lá pelas 8h30 estou no ateliê Tem uma pausa para o almoço, mas eu fico no ateliê até o final da tarde, inclusive aos sábados e aos domingos – quando ainda é melhor para se trabalhar, porque o telefone não toca. Mas eu descobri que essa coisa de trabalhar muito também não é boa, porque a gente precisa descansar um pouco. Tem dias em que o sol está lindo e eu penso que poderia estar numa praia ou em qualquer outro lugar calmo, descansando. Depois, fico chego à conclusão de que, se eu estivesse numa praia, estaria me perguntando: “O que é que eu estou fazendo aqui, com tanta coisa para fazer no ateliê?’ Então, é essa ansiedade, essa insatisfação que acaba nos tornando quase escravos do trabalho. Cèzanne tem uma frase bonita sobre isso: “Pintar não é uma profissão, é um destino”. E é isso mesmo.

E quando o senhor descobriu que o seu destino era pintar?

Arcangelo Ianelli - Marinha - 45 x 60 cm

Arcangelo Ianelli – Marinha – 45 x 60 cm

Olha, eu fui um garoto horrível, um garoto de rua, que andava de estilingue no bolso, quebrando vidraças… O meu maior prazer era quebrar vidraças. E aí, todo dia, aparecia gente lá em casa se queixando de mim e cobrando do meu pai as vidraças que eu destruía. Até que os meus pais me colocaram num colégio interno, o Liceu Coração de Jesus. Lá, a gente só saía três vezes por ano. O Grande Otelo também estudava neste colégio. E como havia teatrinho todas as quintas-feiras, ele se apresentava neste teatrinho ­ só para ver como eu sou do século passado mesmo… Mas, certo dia, e isso eu devia ter uns oito anos, eu vi um garoto desenhar. E aquilo me despertou de tal maneira que eu passei a desenhar compulsivamente. Passava o tempo todo desenhando. Até que o diretor do liceu chamou o meu pai para dizer que eu só desenhava, que eu não queria saber de outra coisa, que eu não largava os lápis e os papéis, que eu ficava o tempo todo fazendo aquela bobagem de desenho e não estudava. E o meu pai, que queria que eu fosse engenheiro ou alto funcionário de uma firma, ficou apavorado. Eu me lembro que ele dizia: “Mas do que vai viver esse menino? Artista não é profissão! Bem, ele até tinha razão”. Naquela época não era nada fácil. Aí eu me lembro que o meu pai foi consultar um advogado, muito amigo dele. E disse:

Olha, estou desanimado com o meu filho. Ele não estuda, fica trancado fazendo desenhos.

E o advogado, com cara de grande preocupação, disse para ele:

Tira isso da cabeça de seu filho, porque artista ou acaba boêmio, ou algo bem pior…

O seu pai deve ter ficado em estado de pânico…

Pobre do meu pai. Ficou nervosíssimo. Infelizmente, ele morreu muito cedo e não pôde acompanhar o meu trabalho, mas ficou completamente apavorado. Mas, o que eu podia fazer? A gente nasce com isso, a gente tem essa tendência natural. Agora, claro que eu precisava estudar, precisava aprender, precisava me dedicar ao desenho e à pintura, porque as coisas também não caem do céu. A gente precisa trabalhar, senão o talento não se desenvolve. Mas eu sempre digo que o mais importante é o artista ter autocrítica. Isso é da maior importância. Sem autocrítica, o artista estaria perdido, pois a autocrítica leva à insatisfação, e a insatisfação leva ao um trabalho cada vez melhor.

Agora, essa de sair quebrando vidraças é interessante e surpreendente… Eu nunca imaginaria o sr. com um estilingue, fazendo bagunça…

Mas sabe que até tinha o lado bom? Porque quando eu quebrava os vidros, e o pessoal ia reclamar para o meu pai, ele pegava uma folha grande, de papel almaço, e dizia que eu tinha de escrever 100 vezes a frase: “Não devo quebrar as vidraças dos vizinhos”. E eu tinha de
escrever, não é? Era um castigo! Aí chegou uma certa hora em que eu passei a gostar daquilo e fui estudar letras de estilo gótico. Fiquei tão bom na caligrafia que comecei a fazer diplomas para a Faculdade de Medicina, com as letras todas floreadas. Então, escrevia os diplomas e ganhava o meu dinheirinho. Depois, fiz também pastas para o grupo escolar. Por exemplo: tinha a semana da Independência do Brasil. Aí eu desenhava na capa palavras como Independência, Pátria, Brasil… fazia brasões, aquela coisa toda, e vendia por cinco cruzeiros! Deu para juntar um bom dinheiro…

Arcangelo Ianelli - Bairro Fabril - 46 x 60 cm

Arcangelo Ianelli – Bairro Fabril – 46 x 60 cm

O seu atelier é extremamente organizado. Como consegue? Alguém o ajuda?

Organizado? Imagina! Está tudo completamente bagunçado. Olha, de vez em quando a minha neta Simone me ajuda aqui, e também a minha filha Katia. E claro, sempre a minha mulher, a Dirce. Mas agora isso daqui está uma vergonha. Para justificar este desleixo, vou recitar uma frase do André Malraux que é mais ou menos assim: “A ordem é o prazer da razão. A desordem é a delícia da imaginação”. É boa essa frase, não é ? É boa para justificar a bagunça.

Mas eu tinha amigos cujos ateliês eram inimagináveis. O ateliê do Flexor, por exemplo, era uma coisa de louco, de tão limpo. E o ateliê do Ivan Serpa? Olha, parecia um laboratório. O do Flexor era um duplex. Embaixo ficava o atelier e, em cima, havia uma sala. E eu me lembro que, às vezes, os netos dele iam lá e ficavam naquela sala de cima. E aquela meninada corria para um lado, corria para o outro, arrastava móveis, fazia uma fuzarca. E aí o Flexor me olhava bem sério e, com aquele sotaque romeno carregado, dizia:

Ô, Ianelli, estesss caarrrianças, neste idaaade, deviam estar todos numa jaaaaaula.

O Flexor era engraçado… Era um dos artistas mais cultos que eu já conheci. Eu, felizmente, pude não apenas conviver com grandes artistas, como também com grandes pessoas. Lembro da época em que a gente ia pintar paisagens. E nós íamos em grupo. Íamo eu, o Rebolo e mais um outro pessoal. Levávamos os nossos cavaletes, nossas tintas e íamos para os bairros mais afastados. Acontece que a Prefeitura andava de olho nuns terrenos do subúrbio. Acho que ela queria desapropriar os terrenos. Então os caras da Prefeitura também iam pra lá com uns cavaletes. E os proprietários das chácaras, por causa dos nossos cavaletes, pensavam que nós fôssemos da Prefeitura. E aí se gerava um mal estar, porque eles nos dificultavam o trabalho. Aí, não sei se foi o Rebolo que disse assim para um desses chacareiros:

Olha, a gente só veio aqui para pintar as árvores, a paisagem, a vaca. O senhor tá vendo aquela vaca? A gente só quer pintar a vaca, só isso.

Aí o chacareiro olhou bem sério para o Rebolo, olhou a vaca e disse:

Bem, se vocês se comprometerem a lavar bem a vaca depois, eu deixo vocês pintarem. Senão, não!

Não é uma piada? Mas aconteceu! São coisas assim que acontecem… E as histórias do Volpi, então, são maravilhosas. São coisas fantásticas que a gente não faz idéia. Eu me lembro de uma vez em que Volpi fez aniversário… acho que ele fazia 80 anos. E estava no Governo do Estado o Paulo Egídio. Aí o Paulo Egídio mandou um representante do palácio ir à casa do Volpi convidá-lo para almoçar no palácio. E o funcionário foie disse:

Volpi, o governador está convidando o senhor para almoçar.

E o Volpi, naquela simplicidade, naquele sotaque inconfundível, disse:

Mah, mah por que eu que tenho que ir lá? Se quiser, ele que venha aqui.

O representante levou o recado e o governador foi almoçar na casa do Volpi. Depois do almoço, o representante disse:

Volpi, oferece uma gravura para o governador.

E o Volpi:

Arcangelo Ianelli - Praia e barco - 45 x 60 cm

Arcangelo Ianelli – Praia e barco – 45 x 60 cm

Ah, si, como non…

Aí foi, pegou uma gravura, virou-se para o Paulo Egídio e disse:

Escuta, qual é o seu nome?

Aí ele achou muita graça e disse:

Paulo.

Ah, Paulo. Ah, sii… Paulo Egídio! O senhor é o governador!

O Volpi era engraçado. E ele falava muito pouco. Nos aniversários, todos tinham que fazer um discurso. Certa vez, todos começaram a bater na mesa e a gritar: “Fala, Volpi! Fala, Volpi!” E não é que uma hora o Volpi levantou da cadeira, olhou para um lado, olhou para o outro, aquele silêncio, e disse:

Agradeço a homenagem!

E sentou. Isso não é invenção. São coisas que aconteceram… Mas tem mais histórias do Volpi. Bem, ele morreu com 90 anos. E, engraçado…, nos últimos anos, ele queria, nos aniversários, que a filha desse de presente para ele, quadros de artistas. E, num ano, ele me escolheu. Aí ela veio ao meu ateliê para escolher o quadro. E eu fiquei chateado, porque achava que o Volpi deveria escolher, mas ela estava irredutível. Bem, então combinei que ela escolheria três quadros e depois eu iria armar um rolo. Ela escolheu os três e eu fui à casa do Volpi com os quadros.

Cheguei lá e disse:

Volpi, vê se você me tira de uma fria: preciso mandar um quadro para o Paraná, para uma exposição que vai ter lá, e eu estou muito indeciso. Qual você mandaria?

Ele olhou, olhou, disse que os três eram bons, mas escolheu o azul. Daí eu falei:

Olha, Volpi, você me tirou de um aperto! Vou mandar este quadro para o Paraná. Foi ótimo você ter escolhido por mim.

E levei o quadro para casa. No dia do aniversário, é lógico, a filha dele levou o quadro, e era justamente aquele. Quando eu cheguei à noite, para a festinha, ele veio me receber e disse:

Mah você, hein, você me enganou, hein, você, com o quadro…

Ah, meu Deus do céu, que coisa engraçada! Sempre que eu me lembro, caio na risada. E o nosso querido amigo Xico Stockinger? Ele é outra criatura maravilhosa… Lembro de uma vez em que estávamos numa reunião e eu andava preocupado com ele, porque todos estavam conversando, falando alto, e ele de fora, porque ele não ouve nada, ele é surdo. Daí, eu disse a ele:

Você não se chateia de estarmos aqui e todo mundo conversando, todo mundo contando histórias e você não pode ouvir nada?

E ele, que fala alto, fala baixo, fala fino, fala grosso, fala de várias maneiras, respondeu, bem alto:

Eu não. Não se aproveita nada do que eles estão falando. 80% são bobagens.

São essas coisas que a gente guarda, não adianta.

Arcangelo Ianelli - O menino pintor - 92 x 73 cm

Arcangelo Ianelli – O menino pintor – 92 x 73 cm

São histórias realmente ótimas. Mas, mudando um pouco o nosso assunto: surpreendentemente, o senhor expõe pouco no Brasil, enquanto que fez várias mostras na América Latina e na Europa. O que acontece? Há uma falta de interesse das instituições brasileiras?

Não, acho que foi uma seqüência de acontecimentos. Quando eu ganhei o principal prêmio da Bienal Ibero-Americana do México, em 1978, o Museu de Arte Moderna do México me convidou para uma grande exposição lá. E eu fui. Daí surgiram outros convites: Lima, Cali, Bogotá, El Salvador… Mas já expus também em Berlim, em Londres, em Milão, em Munique, em Madri, em Washington, em várias cidades.

O senhor já percorreu o mundo e, inclusive, chegou a viver em outros países, como na Itália e na França. Como foi essa experiência?

Quando eu ganhei o Prêmio de Viagem ao Exterior, no Salão Nacional de Arte Moderna, em 1964, fui morar primeiro em Roma. E era uma maravilha aquilo, porque eu trabalhava de manhã e, à tarde, visitava museus e galerias. Fiquei dois anos e pouco assim, por várias cidades da Europa. Olha, aquela viagem foi o que me abriu os olhos. Ela me convenceu de que eu não sei nada, de que a gente não sabe coisa alguma. Foi definitiva e também muito engraçada.

Em Roma, particularmente, eu aluguei um apartamento num prédio em que a dona também morava. Bem, fazia três dias que eu estava lá e todo mundo sabia que eu era “brasiliani” e pintore. E aí eles chegavam, tocavam a campainha, meconvidavam para tomar café, para jantar, para comer uma pasta Era assim…os italianos são muito afetuosos, e eu acabei fazendo amizade com todo mundo do prédio. Mas eu tinha de ir embora para Paris. E aí eu decidi que iria na Páscoa. E avisei o pessoal. Daí veio o Giorgio, um italiano simpaticíssimo, e ele me disse:

Ma como? Na Páscoa… no se viaja!

E eu disse:

Mas por que, Giorgio? O que vocês fazem na Páscoa?

Ma non… na Páscoa non… De manhã vamo na missa. Depois da missa tem aquela mesa, aquelas tortas grandes, uns ovos em cima, um salame, um queijo.

Está bem, Giorgio e depois?

Bem, depois tem um aperitivo na hora do almoço, aqueles queijos.

Sei, Giorgio, e depois?

Aí comemo aquela pasta, um bom vinho…

Tá,…Giorgio, e depois disso?

Ah, depois a gente fica na mesa, conversa vem, conversa vai…e chega de noite e temo a ceia. Aí tem aquele caldo, mais a pasta…

Vem cá, Giorgio: afinal,… vocês só comem?

E ele, com aquela voz ingênua:

Mah,… e não é Páscoa?

Olha, que engraçado! Como eu vou esquecer disso? Nunca! Mas aí eu viajei para Paris na Páscoa. E o interessante é que a maioria dos moradores do prédio desceu para se despedir de mim. E levaram presentes, comidas… a dona do apartamento chorou… eles são muito
emotivos. E quem não desceu ficava na janela acenando com o braço e gritando: “Ciao, brasiliani, ciao!” Foi um espetáculo. Eu deviria ter filmado aquilo. Agora, em compensação, em Paris eles nem sabiam que eu existia. Nem a minha vizinha, que era uma loira muito bonita, me cumprimentava. Só o zelador ficou meu amigo, porque era italiano.

Quanto tempo o senhor ficou em Paris?

Arcangelo Ianelli - São José dos Campos - 46 x 61 cm

Arcangelo Ianelli – São José dos Campos – 46 x 61 cm

Uns sete meses, mas eu não conheço Paris. Ela não é uma cidade que se conhece assim, fácil. Ela é cheia de sutilezas. Cada dia a gente conhece uma livraria, uma lojinha… Agora, Roma já era diferente. Tinha um amigo que dizia que Roma é aquela mulher que se entrega toda de uma vez, exuberante, sensual, enquanto Paris é aquela mulher que você tem de descobrir aos pouquinhos, porque ela vai se entregando muito vagarosamente. E, realmente, são assim as cidades. Agora, eu fiquei uns sete ou oito meses em Roma, outros sete em Paris, depois mais três meses em Milão, outros três na Espanha. E aí eu resolvi comprar uma casa-reboque e fiquei viajando de casa-reboque. Viajamos com os dois filhos, a Katia e o Rubens. Eu me lembro quando fomos visitar a Bienal de Veneza. Olha, estava tudo lotado: hotel, pousada, pensão… não tinha lugar para ninguém mais na cidade, e eu estava todo folgado, na beira do mar, com a minha casa-reboque. Uma maravilha!!! É que os campings de lá são maravi lhosos. Os da Alemanha, por exemplo, têm cabeleireiro para as mulheres, têm supermercado, têm de tudo. E eu tinha a casa-reboque e mais uma barraca. O engraçado é que, em Milão, o pessoal das outras casas-reboque te convidava para jantar com eles. Era engraçadíssimo. Foi maravilhoso aquele período. Meus filhos nunca esqueceram. A gente ficou viajando com essa casa ambulante durante um ano, mais ou menos. Éramos meio ciganos. Conheci toda a Espanha, fui para tudo que era lado. Depois, quando voltei para o Brasil, fiz ainda várias viagens, mas ultimamente não tenho viajado, só trabalhado. É que o tempo vai encurtando e daí você quer trabalhar mais. O Paulo Mendes de Almeida é que dizia isso. Outra coisa que ele dizia, bastante engraçada: “Sabe, Ianelli, eu estou numa idade em que eu não posso perder tempo com gente chata. Não posso! Não tenho mais tempo para isso. Meu tempo é curto”.

E você sabe que eu não sei o que é que eu tenho, pois tudo que é chato gruda em mim! É impressionante! Quando eu ia a inaugurações de exposições, por exemplo, o Paulo Mendes sempre ia comigo… E, às vezes, a gente se perdia. E quando alguém ia perguntar para ele: “Você não viu o Ianelli por aí?” Ele dizia: “Procura um chato que ele está lá aturando! “ É que eu não tenho jeito de me livrar dos chatos. Eu adoraria despachar na hora, mas fico embaraçado. O mais engraçado são esses artistas que aparecem e que não têm trabalho algum, mas ficam chateando. Nós tínhamos aqui uma pintora primitiva que pintava mal que era um horror. E ela chegava para o Paulo Mendes: “Doutor Paulo, o senhor precisa muito ver os meus quadros, porque o senhor poderia fazer a minha apresentação.” E ele sempre tirava o corpo fora. Mas ela insistia muito. Até que um dia ele aceitou ir ao ateliê dela, mas me arrastou junto.

Arcangelo Ianelli - Panorama - 60 x 80 cm

Arcangelo Ianelli – Panorama – 60 x 80 cm

Bem, aí ela pegava as pinturas e as colocava num cavalete e, ao lado, um papel com uma frase. Aí ela dizia:

- Sabe, Doutor Paulo, este quadro eu pintei porque estava muito triste.

E aí ela lia a frase, que falava da tristeza dela. Aí ela pegava outro quadro, pior ainda, e dizia:

- Quando eu fiz este quadro eu estava muito alegre.

E aí lia a frase correspondente. E assim por diante. Quando terminou, ela perguntou: “O que o senhor achou, Doutor Paulo?” E ele não tinha coragem de dizer.

Aí ele me cutucou: “Fala você, fala, Ianelli !” E eu: “Mas você é o crítico. Eu não vou falar nada, fala você.” Aí ele sentou numa cadeira e disse assim:

Minha filha, se você quiser externar o seu estado de espírito, faz o seguinte: compra um caderno e escreve um diário. Ou, então, quem sabe, escreve um livro com todas as suas ansiedades, com todas as suas tristezas. Mas, minha filha, na hora de pintar, faça pintura!

Acabou. Foi horrível, foi muito chato, mas acabou. Nós tínhamos também aqui em São Paulo um polonês que pintava muito mal. E toda a vez em que ele via o Paulo Mendes, chegava para ele e dizia:

Dr. Paulo, o senhorrrr prrrecisa verrr meus trrrrabalios… agorrrra mudou muito. Muuuuito boommm. O senhorrrr vai no meu atélierrr e depois faz a presentaçon…

Daí um dia o Paulo disse para ele:

Olha aqui, o senhor vai me perdoar. Eu não vou ao seu ateliê e eu não posso fazer a sua apresentação porque eu não sinto a sua pintura, e eu não posso escrever sobre algo que eu não sinto.

Bom, aí ele procurou uma professora de história da arte e a convidou para escrever. E ela topou.

Sim, querido, claro que eu faço. Só que agora, pela tabela dos críticos, é 1000 dólares.

Ele ficou transtornado.

Mas como? Isso é muito caro!

Sim, mas não sou eu, é a tabela dos críticos.

Aí ele virou para ela e disse:

Bom, porrrr esse prrrreço, a sra. coloca bastannnte elogio, hein!

O senhor ainda se surpreende com o que vê?

Arcangelo Ianelli - Natureza-Morta - 70 x 60 cm

Arcangelo Ianelli – Natureza-Morta – 70 x 60 cm

Depende. Com uma mulher bonita eu me surpreendo, sempre.. mas, estou apenas brincando. Olha, ultimamente, o que tem me surpreendido são as coisas ruins.

Exemplo?As montagens das exposições, que quase sempre só prejudicam as obras. Se você for analisar, hoje as exposições são muito mais cenário do que qualquer outra coisa. A obra fica no escurinho, no meio de um ambiente, e isso só a prejudica. A obra não precisa de nada disso. Quanto mais simples, melhor. Hoje, nos museus, você tem várias salas, em várias cores, em cinza, rosa, verde… eu não concordo com isso. Eu sou contra, porque a parede rouba a força do quadro e, muitas vezes, a obra não resiste. O quadro precisa de um ambiente neutro. Ele é que tem de aparecer, não a parede. Mas hoje a gente vive a época da encenação, do espetáculo, das aparências. É isso o que prevalece, infelizmente. E é isso que também me surpreende, embora negativamente

 

Arcangelo Ianelli - Dança Branca

Arcangelo Ianelli – Dança Branca

 

Exposições Individuais

1950

Rio de Janeiro RJ – Individual, no Palace Hotel

São Paulo SP – Individual, na Galeria Itá

1961

Rio de Janeiro RJ – Individual, no Museu de Arte Moderna do Rio de janeiro – MAM RJ

São Paulo SP – Individual, no Museu Arte Moderna de São Paulo – MAM SP

1962

Lima (Peru) – Individual, no Instituto de Arte Contemporânea

São Paulo SP – Individual, na Galeria de Arte das Folhas

São Paulo SP – Individual, na Petite Galerie

1963

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Petite Galerie

1965

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Barcinski

São Paulo SP – Individual, na Galeria Astréia

1966

Bonn (Alemanha) – Individual, na Galeria Stadthale

Milão (Itália) – Individual, no Instituto Ítalo-Brasileiro

Roma (Itália) – Individual, na Galeria de Arte da Casa do Brasil

1967

Berlim (Alemanha) – Individual, na Galeria Rathaus Kreusberg

Paris (França) – Individual, na Galeria Debret

1968

São Paulo SP – Individual, na Galeria Astréia

1969

Curitiba PR – Individual, no Departamento de Cultura

São Paulo SP – Individual, na Galeria Documenta

1970

Belo Horizonte MG – Individual, no Instituto Cultural Brasil Estados Unidos

1971

Santos SP – Individual, no Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos

São Paulo SP – Individual, na Galeria Cosme Velho

1972

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Bonino

1973

São Paulo SP – Individual, na Galeria Cosme Velho

1974

Washington (Estados Unidos) – Individual, no Brazilian American Cultural Institute

Washington D. C. (Estados Unidos) – Individual, no Brazilian-American Cultural Institute

1975

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria de Arte Ipanema

1977

Cidade do México (México) – Individual, no Museo de Arte Moderno

Lima (Peru) – Individual, na Sala de Arte da Petroperu

San Salvador (El Salvador) – Individual, na Sala Nacional de Exposiciones (San Salvador, El Salvador)

São Paulo SP – Ianelli, na Galeria Cosme Velho

1978

São Paulo SP – Do Figurativo ao Abstrato: 36 anos de pintura, no MAM/SP – prêmio melhor exposição do ano e Prêmio Gonzaga Duque, da ABCA – prêmio melhor exposição do ano, da APCA

1980

Porto Alegre RS – Individual, na Cambona Galeria de Arte

1984

Rio de Janeiro RJ – Ianelli: 40 anos de pintura, no MAM/RJ

1985

São Paulo SP – Individual, no Museu de Arte de São Paulo – Masp

1986

Barranquilla (Colômbia) – Individual, na Sala Cultural de Avianca

Bogotá (Colômbia) – Individual, na Biblioteca Luis Ángel Arango

Cali (Colômbia) – Individual, no Museo de Arte Moderno La Tertulia

1987

São Paulo SP – Individual, na Galeria de Arte São Paulo

1988

Berlim (Alemanha) – Arcangelo Ianelli: retrospectiva, na Staatliche-Kunsthalle

1989

San José (Costa Rica) – Individual, na Galeria Atma

1990

Curitiba PR – Arcangelo Ianelli: retrospectiva, no Museu de Arte Contemporânea do Paraná – MAC/PR

Curitiba PR – Ianelli no Contexto Cultural da Arte Latino-Americana, no MAC/PR

São Paulo SP – Individual, no Paço das Artes

1991

Rio de Janeiro RJ – Ianelli, no MAM/RJ

São Paulo SP – Ianelli, na Galeria Montesanti Roesler

1992

Quito (Equador) – Ianelli: retrospectiva, na Casa de la Cultura Ecuatoriana

Quito (Equador) – Retrospectiva, no Museo do Monasterio de la Concepción

São Paulo SP – Individual, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC/USP

1993

Rio de Janeiro RJ – Ianelli: 50 anos de pintura, no MAM/RJ

São Paulo SP – Ianelli: 50 anos de pintura, no Masp

1998

São Paulo SP – Ianelli: rigor formal e sutileza cromática, na Galeria Nara Roesler

1999

Curitiba PR – Ianelli: a trajetória de um artista, na Casa Andrade Muricy

Fortaleza CE – Ianelli: rigor formal e sutileza cromática, no MAM/CE

Recife PE – Ianelli: rigor formal e sutileza cromática, Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães – Mamam (Recife PE)

Salvador BA – Ianelli: rigor formal e sutileza cromática, no Museu de Arte Moderna da Bahia – MAM/BA

São Paulo SP – Individual, no MAM/SP

2002

São Paulo SP – Arcangelo Ianelli: retrospectivana, na Pinacoteca do Estado

São Paulo SP – Individual, no Espaço Cultural BM&F

2004

São Paulo SP – Ianelli: os caminhos da figuração, no MAB/Faap

2006

Curitiba PR – Ianelli: os caminhos da figuração, no Museu Oscar Niemayer

Exposições Coletivas

1947

São Paulo SP – 13º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia

1948

Casa Branca SP – 4º Salão Oficial de Belas Artes

Rio de Janeiro RJ – 54º Salão Nacional de Belas Artes, no Museu Nacional de Belas Artes

São Paulo SP – 14º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia

1949

São Paulo SP – 15º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia

1950

Santos SP – 1º Salão Santista de Belas Artes

São Paulo SP – 1ª Exposição do Grupo Guanabara, na Galeria Domus

1951

Curitiba PR – 8º Salão Paranaense de Belas Artes, no Departamento de Cultura – Sala de Exposições

Salvador BA – 3º Salão Baiano de Belas Artes, na Galeria Belvedere da Sé

São Paulo SP – 2ª Exposição do Grupo Guanabara, no Instituto de Arquitetos do Brasil. Departamento de São Paulo

São Paulo SP – 16º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia

1952

São Paulo SP – 17º Salão Paulista de Belas Artes, nos Salões do Trianon

1953

Curitiba PR – 10º Salão Paranaense de Belas Artes, na Exposição Internacional do Café e Feira de Curitiba – Tarumã

Porto Alegre RS – 4º Salão do Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul

São Paulo SP – 18º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia

1954

Juiz de Fora MG – Salão Municipal de Belas Artes

Porto Alegre RS – 5º Salão do Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul

Salvador BA – 4º Salão Baiano de Belas Artes, no Hotel Bahia

São Paulo SP – 19º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia

1955

Porto Alegre RS – 6º Salão do Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul

1956

São Paulo SP – 20º Salão Paulista de Belas Artes

1957

Curitiba PR – 14º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná
São Paulo SP – 21º Salão Paulista de Belas Artes

1958

Piracicaba SP – 6º Salão de Belas Artes de Piracicaba

Rio de Janeiro RJ – Salão de Arte A Mãe e a Criança

Rio de Janeiro RJ – Salão do Mar

São Paulo SP – 4ª Exposição do Grupo Guanabara, na ACM

1959

Rio de Janeiro RJ – Pintura Brasileira, na Embaixada dos Estados Unidos

São Paulo SP – 5ª Exposição do Grupo Guanabara, na ACM

São Paulo SP – 8º Salão Paulista de Arte Moderna (8. : 1959 : São Paulo, SP) – Galeria Prestes Maia – medalha de bronze

São Paulo SP – 24º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia

1960

Rio Grande do Sul – Salão Oficial do Rio Grande do Sul – medalha de ouro e prêmio aquisição

São Paulo SP – 9º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia

1961

Curitiba PR – 2º Salão de Arte Moderna do Paraná – medalha de ouro e Prêmio Universidade do Paraná

Nova York (Estados Unidos) – Feira Mundial de Nova York

Santos SP – 8º Salão Oficial de Belas Artes da Cidade de Santos

São Paulo SP – 10º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia – Prêmio Governador do Estado

São Paulo SP – 6ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho

São Paulo SP – Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, na Galeria de Arte das Folhas – 1º prêmio de pintura

1962

Curitiba PR – Salão de Arte Moderna de Curitiba – prêmio melhor artista nacional

Curitiba PR – Salão do Paraná, na Biblioteca Pública do Paraná

Rio de Janeiro RJ – 11º Salão Nacional de Arte Moderna

São Paulo SP – 11º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia – pequena medalha de ouro

São Paulo SP – Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, na Galeria de Artes das Folhas

1963

Campinas SP – Pintura e Escultura Contemporâneas, no Museu Carlos Gomes

Rio de Janeiro RJ – A Paisagem como Tema, no Galeria Ibeu Copacabana

Rio de Janeiro RJ – 12º Salão Nacional de Arte Moderna

São Paulo SP – 7ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1964

Paris (França) – Salon Comparaisons, no Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris

Rio de Janeiro RJ – 13º Salão Nacional de Belas Artes – prêmio viagem ao exterior

Rio de Janeiro RJ – 2º O Rosto e a Obra, na Galeria Ibeu Copacabana

São Paulo SP – 10 Artistas, no Instituto de Arquitetos do Brasil. Departamento de São Paulo

1965

Lisboa (Portugal) – Pintores Brasileiros, no Museu Gulbenkian da Fundação Calouste Gulbenkian

Londres (Reino Unido) – Brazilian Art Today, no Royal Academy of Arts

São Paulo SP – 8ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal – prêmio aquisição

Viena (Áustria) – Brazilian Art Today, no Museum fur Angewandt Kunst

1966

Bonn (Alemanha) – Brazilian Art Today, na Beethovenhalle

Suíça – Prêmio Internacional de Pintura

São Paulo SP – Meio Século de Arte Nova, no MAC/USP

São Paulo SP – Três Premissas, no MAB/Faap

1967

São Paulo SP – 9ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1968

Rio de Janeiro RJ – 17º Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/RJ

São Paulo SP – 17º Salão Paulista de Arte Moderna – grande medalha de ouro

Rio de Janeiro RJ – Ontem e Hoje, na Galeria do Instituto Brasil-Estados Unidos – Ibeu Copacabana

Salvador BA – 2ª Bienal Nacional da Bahia – 1º prêmio de pintura

Santos SP – 1º Salão Oficial de Arte Moderna

São Paulo SP – Doze de Valor, na Galeria da USIS

1969

São Paulo SP – 1º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

São Paulo SP – 1º Salão Paulista de Arte Contemporânea, no Masp – 1º Prêmio Especial Governo do Estado

São Paulo SP – O Amarelo na Pintura, na Galeria Cosme Velho

1970

Medellín (Colômbia) – 2ª Bienal de Arte de Medellín – artista convidado, no Museo de Antioquia

Rio Grande do Sul – 1º Salão de Artes Visuais, na UFRGS – prêmio especial melhor conjunto de obras

São Paulo SP – 2º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

São Paulo SP – 4 Artistas Abstratos, na Galeria Astréia

São Paulo SP – Pinacoteca do Estado de São Paulo 1970

1971

Nova York Estados Unidos – Contemporary Art from Brazil

Paris (França) – Salão de Outono

1972

Curitiba PR – 29º Salão Paranaense, na Fundação Teatro Guaíra

São Paulo SP – Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois, na Galeria Collectio

São Paulo SP – Retrospectiva Waldemar da Costa: homenagem ao mestre,no MAM/SP

1973

São Paulo SP – 12ª Bienal Internacional de São Paulo – Arte Construída, na Fundação Bienal

São Paulo SP – 5º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1974

Bogotá (Colômbia) – 28 Artistas del Brazil, no Museu de Arte Moderna de Bogotá

Cagnes-sur-Mer (França) – Festival Internacional de Pintura

Cali (Colômbia) – 28 Artistas del Brazil, no Museo de Arte Moderno La Tertulia

Caracas (Venezuela) – 28 Artistas del Brazil

Rio de Janeiro RJ – 21 Anos de Salão Nacional: os premiados, no Instituto Brasil – Estados Unidos -Ibeu

Santiago (Chile) – 28 Artistas del Brazil, no Museo de Arte Moderno

1975

Buenos Aires (Argentina) – 28 Artistas Contemporâneos, Museu de Artes Visuais

Lima (Peru) – 28 Artistas Contemporâneos

Quito (Equador) – 28 Artistas Contemporâneos

São Paulo SP – 13ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

São Paulo SP – 2ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo

Tóquio (Japão) – Coletiva brasileira

Quioto (Japão) – Coletiva brasileira

1976

Belo Horizonte MG – Arte Não-Figurativa Hoje, no Palácio das Artes

Paris (França) – 10 Astistas Brasileiros

São Paulo SP – 8º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1977

El Salvador (San Salvador) – Festival e Homenagem à Pintira Latino-Americana

Madri (Espanha) – Arte Actual de Iberoamerica, no Instituto de Cultura Hispânica

São Paulo SP – 9º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1978

Caracas (Venezuela) – 1ª Bienal Latino Americana de Arte – artista convidado

Cidade do México (México) – 1ª Bienal Iberoamericana de Arte – 1º prêmio

Cidade do México (México) – 1ª Bienal Ibero-Americana de Pintura

Rio de Janeiro RJ – 3ª Arte Agora: América Latina, geometria sensível, no MAM/RJ

1979

São Paulo SP – 11º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1980

Berlim (Alemanha) – Quatro Artistas do Brasil: doze telas de grande formato

Bonn (Alemanha) – Quatro Artistas do Brasil, no Kultur-Forum Bonn Center

Frankfurt – (Alemhana) – Quatro Artistas do Brasil: doze telas de grande formato

Lisboa (Portugal) – Quatro Artistas do Brasil, no Museu Gulbenkian da Fundação Calouste Gulbenkian

Porto (Portugal) – Quatro Artistas do Brasil, na Junta Comercial

Santiago do Chile (Chile) – Quatro Artistas do Brasil: doze telas de grande formato, no Museu Nacional de Belas Artes

São Paulo SP – Mestres do Abstracionismo Lírico no Brasil, na Galeria Eugenie Villien

São Paulo SP – Quatro Artistas do Brasil: doze telas de grande formato, no MAM/SP

Stuttgart (Alemanha) – Quatro Artistas do Brasil: doze telas de grande formato

Viena (Áustria) – Quatro Artistas do Brasil: doze telas de grande formato

1981

Curitiba PR – 38º Salão Paranaense, no Teatro Guaír

Guarujá SP – 4 Pintores, no Hotel Jequitimar

Medellín (Colômbia) – 4ª Bienal de Arte de Medellín – artista convidado

Osaka (Japão) – Exposição Latino-Americana de Arte Contemporânea Brasil/Japão, no National Museum of Art

São Paulo SP – 3 Artistas na Bienal de Medellín, na Grifo Galeria de Arte

São Paulo SP – Arcangelo Ianelli, Tomie Ohtake e Cláudio Tozzi, na Grifo Galeria de Arte

São Paulo SP – Artistas Contemporâneos Brasileiros, no Escritório de Arte São Paulo

1982

Lisboa (Portugal) – Brasil 60 Anos de Arte Moderna: Coleção Gilberto Chateaubriand, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão

Londres (Reino Unido) – Brasil 60 Anos de Arte Moderna: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Barbican Art Gallery

Nova York (Estados Unidos) – Pintores Brasileiros, na Kouros Gallery

Penápolis SP – 5º Salão de Artes Plásticas da Noroeste, na Fundação Educacional de Penápolis. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis

Recife PE – 1ª Exposição de Arte Latina, na Galeria Lula Cardoso Ayres

Rio Claro SP – 2º Salão de Artes Visuais de Rio Claro, no Centro Cultural Roberto Palmari

São Paulo SP – Marinhas e Ribeirinhas, no Museu Lasar Segall

Rio de Janeiro RJ – Modernismo e Novas Vertentes, do acervo Sul-América

1983

Buenos Aires (Argentina) – 1º Cruzeiro Colorido das Artes

Lisboa (Portugal) – A Cor e o Desenho do Brasil

Madri (Espanha) – A Cor e o Desenho do Brasil

Paris (França) – A Cor e o Desenho do Brasil

Rio de Janeiro RJ – 6º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ

Roma (Itália) – A Cor e o Desenho do Brasil

Santos SP – 1º Cruzeiro Colorido das Artes

São Paulo SP – Cores e Formas, no Masp

São Paulo SP – 14º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

São Paulo SP – A Cor na Pintura Brasileira, no MAM/SP

1984

Lisboa (Portugal) – Os Grandes Mestres do Abstracionismo

Londres (Reino Unido) – Os Grandes Mestres do Abstracionismo

Milão (Itália) – Os Grandes Mestres do Abstracionismo

Nova York (Estados Unidos) – Os Grandes Mestres do Abstracionismo

Paris (França) – Os Grandes Mestres do Abstracionismo

Rio de Janeiro RJ – Pintura Brasileira Atuante, no Espaço Petrobrás

Roma (Itália) – Os Grandes Mestres do Abstracionismo

São Paulo SP – Os Grandes Mestres do Abstracionismo, MAM/SP

São Paulo SP – A Cor e o Desenho do Brasil, no MAM/SP

São Paulo SP – Coleção Gilberto Chateaubriand: retrato e auto-retrato da arte brasileira, no MAM/SP

São Paulo SP – Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal

Washington (Estados Unidos) – Os Grandes Mestres do Abstracionismo

1985

Brasília DF – Pintura brasileira Atuante

Curitiba PR – Quatro Mestres: quatro visões, na Simões de Assis Galeria de Arte

Rio de Janeiro RJ – Seis Décadas de Arte Moderna na Coleção Roberto Marinho, no Paço Imperial

São Paulo SP – 100 Obras Itaú, no Masp

São Paulo SP – Destaques da Arte Contemporânea Brasileira, no MAM/SP

1986

Rio de Janeiro RJ – Sete Décadas da Presença Italiana na Arte Brasileira, no Paço Imperial

São Paulo SP – Antes e Agora: 8 pintores, na Fundação Cásper Líbero

São Paulo SP – Volpi Permanência e Matriz: 7 artistas de São Paulo, na Galeria Montesanti Roesler

1987

Brasília DF – Paulistas em Brasília, no Museu de Arte de Brasília

Buenos Aires (Argentina) – Coleção Roberto Marinho, no Museu Nacional de Buenos Aires

Lisboa (Portugal) – Coleção Roberto Marinho, na Fundação Calouste Gulbenkian

Paris (França) – Modernidade: arte brasileira do século XX, no Musée d´Art Moderne de la Ville de Paris

Rio de Janeiro RJ – Ao Colecionador: homenagem a Gilberto Chateaubriand , no MAM/RJ

São Paulo SP – 20ª Exposição de Arte Contemporânea, na Chapel Art Show

São Paulo SP – O Ofício da Arte: pintura, no Sesc

São Paulo SP – 19ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal – sala especial

1988

Paris (França) – Arte Brasileira do Século XX, no Museu de Arte Moderna

Rio de Janeiro RJ – 2º Abstração Geométrica, na Funarte

São Paulo SP – 15 Anos de Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, na Fundação Mokiti Okada M.O.A.

São Paulo SP – Artistas Italianos e Descendentes no Brasil, no Banco Sudameris

São Paulo SP – MAC 25 anos: destaques da coleção inicial, no MAC/USP

São Paulo SP – Modernidade: arte brasileira do século XX, no MAM/SP

São Paulo SP – Os Ritmos e as Formas: arte brasileira contemporânea, no Sesc/Pompéia

1989

Copenhague (Dinamarca) – Os Ritmos e as Formas: arte brasileira contemporânea, no Museu Charlottenborg

Cuenca (Equador) – 2ª Bienal Internacional de Cuenca – 1º prêmio

Juiz de Fora MG – Cada Cabeça Uma Sentença, no Museu Mariano Procópio

Lisboa (Portugal) – Seis Décadas de Arte Moderna Brasileira: Coleção Roberto Marinho, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão

Rio de Janeiro RJ – Viva França, na GB ARTe

San Jose (Costa Rica) – Homenagem à Arte Abstrata Latino Americana

São Paulo SP – 20ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal – sala especial

São Paulo SP – Acervo Galeria de Arte São Paulo, no Escritório de Arte São Paulo

São Paulo SP – 20ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1990

Atami (Japão) – 9ª Exposição Brasil-Japão de Arte Contemporânea

Brasília DF – 9ª Exposição Brasil-Japão de Arte Contemporânea

Osaka (Japão) – 9ª Exposição Brasil-Japão de Arte Contemporânea

Quioto (Japão) – 9ª Exposição Brasil-Japão de Arte Contemporânea

Rio de Janeiro RJ – 9ª Exposição Brasil-Japão de Arte

São Paulo SP – 9ª Exposição Brasil-Japão de Arte Contemporânea

Sapporo (Japão) – 9ª Exposição Brasil-Japão de Arte Contemporânea, na Fundação Brasil-Japão

Tóquio (Japão) – 9ª Exposição Brasil-Japão de Arte Contemporânea

1991

Cuenca (Equador) – 3ª Bienal Internacional de Cuenca – sala especial

Rio de Janeiro RJ – Obras Recentes, no MAM/RJ

São Paulo SP – Sincronias

1992

Americana SP – Mostra de Reinauguração do Museu de Arte Contemporânea de Americana, no MAC/Americana

Poços de Caldas MG – Arte Moderna Brasileira: acervo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, na Casa de Cultura

Rio de Janeiro RJ – 1ª A Caminho de Niterói: Coleção João Sattamini, no Paço Imperial

Rio de Janeiro RJ – Eco Art, no MAM/RJ

Santo André SP – Litogravura: métodos e conceitos, no Paço Municipal

São Paulo SP – Branco Dominante, na Galeria de Arte São Paulo

São Paulo SP – 10ª Exposição Brasil-Japão de Arte Contemporânea, na Fundação Brasil-Japão

São Paulo SP – Grupo Guanabara: 1950-1959, no Renato Magalhães Gouvêa Escritório de Arte

1993

Porto Alegre RS – Arcangelo Ianelli, Antonio Henrique Amaral e Francisco Stockinger, na Bolsa de Arte de Porto

1994

São Paulo SP – Bandeiras: 60 artistas homenageiam os 60 anos da USP, no MAC/USP

São Paulo SP – Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal

1995

Curitiba PR – 52º Salão Paranaense, no MAC/PR

São Paulo SP – Brasil-Japão Arte, na Fundação Mokiti Okada

São Paulo SP – Projeto Contato, na Galeria Sesc Paulista

São Paulo SP – United Artists I, na Casa das Rosas

1996

Barra Mansa RJ – 12 Nomes da Pintura Brasileira, no Centro Universitário de Barra Mansa

Campinas SP – Abstracionismo Geométrico, no MACC

Osasco SP – Expo FIEO: doação Luiz Ernesto Kawall, na Fieo

Rio de Janeiro RJ – Tendências Construtivas no Acervo do MAC/USP: construção, medida e proporção, no CCBB

São Paulo SP – 1ª Off Bienal, no MuBE

São Paulo SP – Abstracionismo Geométrico, no Museu Banespa

São Paulo SP – Arte Brasileira: 50 anos de história no acervo MAC/USP: 1920-1970, no MAC/USP

São Paulo SP – Bandeiras, na Galeria de Arte do Sesi

São Paulo SP – Seis Artistas Atemporais, na Múltipla de Arte

1997

Brasília DF – Poetas do Espaço e da Cor, no MAB/DF

Curitiba PR – Casa Cor Sul (1997 : Curitiba, PR) – Simões de Assis Galeria de Arte (Curitiba, PR)

Madri (Espanha) – Coletiva, no Museu da La Ciudad

Rio de Janeiro RJ – Poetas do Espaço e da Cor, no MAM/RJ,

Santos SP – 6ª Bienal Nacional de Santos, na Fundação Pinacoteca Benedito Calixto – sala especial

São Paulo SP – Grandes Nomes da Pintura Brasileira, na Jo Slaviero Galeria de Arte

São Paulo SP – Poetas do Espaço e da Cor, no Masp

1998

Porto Alegre RS – Acervo: Instituto de Artes 90 Anos, na UFRGS. Instituto de Artes

Rio de Janeiro RJ – Arte Brasileira no Acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo: doações recentes 1996-1998, no CCBB

São Paulo SP – Coleção MAM Bahia: pinturas, no MAM/SP

São Paulo SP – Mostra Eletro Mídia da Arte, no Museu da Casa Brasileira

São Paulo SP – O Moderno e o Contemporâneo na Arte Brasileira: Coleção Gilberto Chateaubriand – MAM/RJ, no Masp

São Paulo SP – Traços e Formas, na Jo Slaviero Galeria de Arte

1999

Curitiba PR – Destaques da Pintura Brasileira, na Simões de Assis Galeria de Arte

Fortaleza CE – Mostra Inaugural do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

Rio de Janeiro RJ – Mostra Rio Gravura: Gravura Moderna Brasileira: acervo Museu Nacional de Belas Artes

São Paulo SP – A Figura Feminina no Acervo do MAB, no MAB/Faap

São Paulo SP – A Ressacralização da Arte, no Sesc/Pompéia

São Paulo SP – Litografia: fidelidade e memória, no Espaço de Artes Unicid

2000

Belém PA – Arte Pará 2000, no Museu de Arte Sacra

São Paulo SP – A Figura Feminina no Acervo do MAB, no MAB/Faap

2001

Brasília DF – Coleções do Brasil, no CCBB

Porto Alegre RS – Coleção Liba e Rubem Knijnik: arte brasileira contemporânea, no MARGS

São Paulo SP – Coleção Aldo Franco, na Pinacoteca do Estado

São Paulo SP – Museu de Arte Brasileira: 40 anos, no MAB/Faap

São Paulo SP – Trajetória da Luz na Arte Brasileira, no Itaú Cultural

2002

Belém PA – 21ª Salão Arte Pará, no Museu do Estado do Pará

Rio de Janeiro RJ – Arte Brasileira na Coleção Fadel: da inquietação do moderno à autonomia da linguagem, no Centro Cultural Banco do Brasil

São Paulo SP – 10º Salão Paulista de Arte Contemporânea, sala especial

São Paulo SP – 28 (+) Pintura (2002 : São Paulo, SP) – Espaço Virgílio

São Paulo SP – Arte Brasileira na Coleção Fadel: da inquietação do moderno à autonomia da linguagem, no CCBB

São Paulo SP – Coleção Metrópolis de Arte Contemporânea, na Pinacoteca do Estado

São Paulo SP – Mapa do Agora: arte brasileira recente na Coleção João Sattamini do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, no Instituto Tomie Ohtake

São Paulo SP – O Plano como Estrutura da Forma, no Espaço MAM – Villa-Lobos

São Paulo SP – Portão 2, na Galeria Nara Roesler

2003

Brasília DF – Arte Brasileira na Coleção Fadel: da inquietação do moderno à autonomia da linguagem, no Centro Cultural Banco do Brasil

Recife PE – Ver de Novo/Ver o Novo, no MAMAM

Rio de Janeiro RJ – Projeto Brazilianart, na Almacén Galeria de Arte

São Paulo SP – Corpos Pintados na Oca, na Oca

São Paulo SP – A Arte Atrás da Arte: onde ficam e como viajam as obras de arte, no Espaço MAM-Villa-Lobos

São Paulo SP – MAC USP 40 Anos: interfaces contemporâneas, no MAC/USP

2004

Campinas SP – Coleção Metrópolis de Arte Contemporânea, no Espaço Cultural CPFL

Niterói RJ – Modernidade Transitiva, no MAC/Niterói

São Paulo SP – Brasileiro, Brasileiros, no Museu Afro-Brasil

São Paulo SP – Gesto e Expressão: o abstracionismo informal nas coleções JP Morgan Chase e MAM, no MAM/SP

São Paulo SP – Novas Aquisições: 1995-2003, no MAB/Faap

Rio de Janeiro RJ – O Século de um Brasileiro: Coleção Roberto Marinho, no Paço Imperial

2005

São Paulo SP – Arte em Metrópolis, no Instituto Tomie Ohtake

São Paulo SP – Pequenas Grandes Obras, no Cultural Blue Life

São Paulo SP – Nave dos Insensatos, no MAC/USP

Fortaleza CE – Arte Brasileira: nas coleções públicas e privadas do Ceará, no Espaço Cultural Unifor

Curitiba PR – Arte em Metrópolis, no – Museu Oscar Niemeyer

Curitiba PR – 10 Pintores Brasileiros, no Simões de Assis Galeria de Arte

2006

Rio de Janeiro RJ – Arte Moderna em Contexto: coleção ABN AMRO Real, no MAM/RJ

São Paulo SP – Pincelada – Pintura e Método: projeções da década de 50, no Instituto Tomie Ohtake

Recife PE – Arte Moderna em Contexto: coleção ABN AMRO Real, no Instituto Cultural Banco Real

São Paulo SP – Brasiliana Masp: moderna contemporânea, no Museu de Arte de São Paulo

2007

São Paulo SP – Itaú Contemporâneo: arte no Brasil 1981-2006, no Instituto Itaú Cultural

Americana SP – … limites …, na Casa de Cultura Hermann Müller

2008

Curitiba PR – Cor e Forma, no Simões de Assis Galeria de Arte

São Paulo SP – Panorama dos Panoramas, no – MAM/SP

São Paulo SP – Brasil Brasileiro, no CCBB

2009

Rio de Janeiro RJ – Brasil Brasileiro, no CCBB

São Paulo SP – Latitudes: mestres latinoamericanos na coleção Fensa, no Instituto Tomie Ohtake

Cronologia

ca.1927/1932

É aluno interno do Liceu Coração de Jesus, em São Paulo

ca.1940

Na Associação Paulista de Belas Artes, com Angelo Simeone, Mário Zanini, Borghesi, Garutti, Perissinotto, estuda perspectiva, pratica modelo vivo e nos fins de semana sai com o grupo para realizar “manchas de campo”

1942

Tem aulas de pintura com Colette Pujol

1944

Estuda desenho e pintura sob a orientação de Waldemar da Costa com Lothar Charoux, Hermelindo Fiaminghi e Maria Leontina

1950/1959

Integra o Grupo Guanabara, com Manabu Mabe, Yoshiya Takaoka, Takashi Fukushima e Wega Nery e outros

1969

Curitiba PR – Faz parte da comissão de seleção do 26º Salão Paranaense, na Federação das Indústrias do Estado do Paraná

1974/1975

Executa mural para a fachada de um edifício na Avenida Faria Lima, em Sâo Paulo

1975

Recebe o prêmio pesquisa 1975 da Secretaria de Cultura, Ciência e Tecnologia, concedido pela Associação Brasileira de Críticos de Arte – ABCA

1978

São Paulo SP – Integra a comissão de seleção do 10º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

Rio de Janeiro RJ – Participa da organização do 1º Salão Nacional de Artes Plásticas, no Museu Nacional de Belas Artes

1979

São Paulo SP – Faz parte do juri da 2ª Trienal de Tapeçaria, realizada no MAM/SP

1980

São Paulo SP – Integra a comissão de premiação do 12º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1986

São Paulo SP – Integra a comissão de seleção do 17º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1988

Lançamento do vídeo IANELLI: artista brasileiro, direção Olívio Tavares de Araújo

1991

São Paulo SP – Faz a curadoria da exposição O Olhar do Artista, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC/USP

1992

Prêmio Eco Art 92

1993

Lançamento do vídeo IANELLI, série Encontro com o Artista, direção Olívio Tavares de Araújo, produzido pelo Itaú Cultural

1995

Curitiba PR – Integra o Júri do 52º Salão Paranaense, no MAC/PR

1996

Publica o livro infantil No Mundo das Nuvens

1997

Lançamento do CD-ROM Ianelli: Arte do Brasil

É homenageado pelo Rotary Club e pelo Lion Club de São Paulo

1998

Instala escultura de mármore no Parque da Aclimação, em São Paulo

1999

Recebe o prêmio internacional Lumiére, da associação cultural U.N.O.P.A.D.C. de Roma

2000

Lançamento do vídeo ARCANGELO Ianelli: a geometria e a cor, da série O mundo da arte, direção Sandra Regina Cacetari, Maria Ester Rabello produzido pela Rede SescSenac de Televisão

2001

Instala duas esculturas no Parque da Aclimação

Livros

No mundo das nuvens

NO MUNDO DAS NUVENS
Formato: Livro
Coleção: ARTE PARA CRIANÇA
Autor: IANELLI, ARCANGELO
Autor: GOLDIN, ALBERTO
Editora: BERLENDIS & VERTECCH
Assunto: INFANTO-JUVENIS – ARTES E OFÍCIOS

 

Ianelli

IANELLI
Formato: Livro
Autor: IANELLI, ARCANGELO
Editora: IANELLI
Assunto: ARTES – PINTURA

 

Videos

Este documentário, dirigido por Olívio Tavares de Araújo, mostra a vida e a obra do artista plástico Arcângelo Ianelli. Faz parte da série de DVDs Encontros do Itaú Cultural sobre artistas e outras personalidades da história do Brasil.

Arcangelo Ianelli – A Geometria e a Cor
Documentário da série “O Mundo da Arte”, do canal Sesc TV
Parte 01
Parte 02
Parte 03

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