Amilcar de Castro

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“Desenho é o espaço na medida do sonho”

“ O que caracteriza um artista é ele olhar para dentro de si mesmo.
Toda Experiência em arte é um experimentar-se, é a experiência de si mesmo, é uma pesquisa
em você mesmo. Você não pode fazer experiências com os outros. Este silêncio do olhar
para dentro á procura da origem das coisas é que é o grande problema da arte.
Procurando a origem você fica original, e não, querendo fazer uma coisa diferente.
É por isso que eu acho que criar está junto com viver, que arte e vida são a mesma coisa.”
Amilcar de Castro

Amilcar de Castro - Foto artista

Amilcar de Castro – Foto artista

Amilcar Augusto Pereira de Castro mais conhecido como Amilcar de Castro, foi um escultor, artista plástico e designer gráfico brasileiro. Introduziu a reforma gráfica do Jornal do Brasil nos anos 1950, que revolucionou o diagramação, e design de jornais como um todo, no Brasil.

Famoso por suas esculturas neoconcretas, feitas com chapas de aço e ferro recortadas em formato geométrico.

A maior preocupação de Amilcar de Castro é sempre a sensibilidade, que ele considera fundamental para sua obra, que sempre começa a partir de um desenho, um traço que vai ganhando forma e volume.

A arte não fez de Amilcar de Castro um homem rico, mas, sem dúvida, deu-lhe muito prazer. Seu novo projeto é trabalhar a mesma peça em ferro, madeira e granito, “uma amolação danada, mas uma experiência interessante”, como diz.

Amilcar de Castro – Biografia

Amilcar Augusto Pereira de Castro nasceu em Paraisópolis, MG , 1920. Foi gravador, desenhista, diagramador e professor. Mas foi graças à escultura concreta que fez seu nome. Em Belo Horizonte estudou na Faculdade de Direito da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), de 1941 a 1945, porém não exerceu a profissão por muito tempo.

A partir de 1944, freqüentou curso livre de desenho e pintura com Guignard, na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte, e estudou escultura figurativa com Franz Weissmann. Em 1952, mudou-se para o Rio de Janeiro e trabalhou como diagramador em diversos jornais e revistas.

Influenciado pelo artista Max Bill, realizou suas primeiras esculturas concretas, expostas na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1953. Participou de exposições do grupo concretista, no Rio de Janeiro e em São Paulo, em 1956, e assinou o “Manifesto Neoconcreto” em 1959.

Amilcar de Castro - Foto artista

Amilcar de Castro – Foto artista

No ano seguinte, participou em Zurique (Suíça) da Mostra Internacional de Arte Concreta, organizada por Max Bill. Foi para os Estados Unidos em 1968 com uma bolsa de estudo da Guggenheim Memorial Foundation e com o prêmio de viagem ao exterior obtido na edição de 1967 do Salão Nacional de Arte Moderna.

De volta ao Brasil, em 1971, fixou residência em Belo Horizonte. Tornou-se professor de composição e escultura da Escola Guignard, onde trabalhou até 1977. Deu aula na Faculdade de Belas Artes da UFMG, entre as décadas de 1970 e 1980. Em 1990, aposentou-se da docência e passou a dedicar-se exclusivamente à atividade artística.

Em 1999 apresenta trabalhos novos em exposição realizada no Centro de Arte Hélio Oiticica, no Rio de Janeiro em que respeita o limite de resistência das lajes do histórico edifício. Ao lado do prédio, na praça Tiradentes, expõe um conjunto de peças monumentais. Em suas últimas esculturas, afastado da ortodoxia construtiva, não parte de figuras geométricas regulares que caracterizou um período de sua produção.

Há muito tempo fora da base, suas obras se estendem horizontalmente no solo e dialogam com a paisagem. Num percurso de cerca de cinco décadas, Amilcar de Castro experimenta infinitas possibilidades do plano. Resistente ao excesso de racionalismo, suas dobras tornam a geometria maleável e mais humana.
Amilcar de Castro é considerado pelos críticos e historiadores da arte um dos escultores construtivos mais representativos da arte brasileira contemporânea. Faleceu em 21 de novembro de 2002.

Curiosidades

Livro – Amilcar de Castro
Autor: Amilcar de Castro
Editora: C/ Arte

O depoimento e os poemas de Amilcar registrados neste livro revelam as memórias de infância, as lições com o mestre Guignard, a participação no movimento Neoconcreto, as viagens e as impressões sobre museus, bienais e feiras internacionais, o ensino e a experiência com as diversas linguagens artísticas. O desenho, a escultura, a litografia e o projeto gráfico fazem parte de um mesmo pensamento e de um mesmo fazer – o pensamento neoconcreto e o fazer pautado pela intuição, a provocação e a aventura. Esse fazer artístico intuitivo, dinâmico e aventureiro, orientado pela firmeza da razão provocativa, nos leva à compreensão do processo criativo do artista, voltado para a pesquisa de novos materiais, novas técnicas e para a discussão dos limites das linguagens plásticas.

Livro – Amilcar de Castro – Edição Bilingue – Português / Inglês
Autor: Rodrigo Naves
Editora: Queen Books

Esta obra conta a história do escultor de metais Amilcar de Castro e suas esculturas, fundadas quase exclusivamente em duas ações (corte e dobra, que nem sempre vem juntas) sobre ferro e madeira.

Livro – Amilcar de Castro
Autor: Rodrigo Naves
Editora: Cosac Naify

Amilcar de Castro foi um dos artistas centrais do movimento neoconcreto, ao lado de Ferreira Gullar, Lygia Clark, Franz Weissmann e outros. Neste livro, o escultor tem sua obra analisada em ensaios de Ronaldo Brito e Rodrigo Naves, além de artigos de época.

Livro – Amilcar de Castro
Editora: Takano

O livro reúne algumas das principais obras do artista Amilcar de Castro, sua biografia, exposições e textos críticos sobre o artista.

 

Amilcar de Castro

Amilcar de Castro

Livro – Amilcar de Castro – Corte e Dobra
Autor: Tadeu Chiarelli
Editora: Cosac Naify

O livro enfoca a produção do artista mineiro, morto em 2002 aos 82 anos, que durante seis décadas se expôs ininterruptamente, tornando-se protagonista destacado do concretismo e do neoconcretismo brasileiros. O ensaio inédito do professor e crítico Tadeu Chiarelli analisa o procedimento escultórico que celebrizou Amílcar a partir dos anos 60, quando abandonou a solda e passou a cortar e dobrar as chapas de ferro, dando origem às ‘esculturas de corte e dobra’. A edição traz dezenas de reproduções dessas obras internacionalmente admiradas.

Livro – Amilcar de Castro – Uma Retrospectiva
Autor: José Francisco Alves
Editora: José Francisco Alves

O livro registra a maior realização sobre o mineiro Amilcar de Castro (1920-2002), as cinco exposições simultâneas do artista homenageado da 5ª Bienal do Mercosul, em Porto Alegre-RS (2005). Trata o livro da análise da produção escultórica do artista, entre 1952 e 2002, e sobre a sua produção em acrílica sobre tela, entre 1989-2002. Sobre a artividade de Amilcar de Castro nas artes gráficas (diagramação e ilustração), entre 1956 e 2002, o livro apresenta uma análise desse produção, cuja primeira mostra dessas obras ocorreu nesta 5ª Bienal do Mercosul. A última parte do livro apresenta uma Biografia Crítica do artista na qual o autor apresenta várias revisões de datas e períodos de obras, bem como a mais completa relação de exposições de Amilcar de Castro.

Depoimentos

“Minha escultura começa no ateliê, aqui eu faço o desenho, faço uma maquete de papel, depois se gosto, passo para o ferro e faço uma maquete. Então, se eu gosto, aumento o tamanho. O desenho é fundamento, uma maneira de pensar. E pensar, em arte, é desenhar, porque, sem desenho, não há nada. Existem outros escultores que fazem esculturas sem desenhar. Eu não sei fazer nada sem desenhar. (…)
Meu trabalho com a litografia é exatamente o mesmo do desenho, não tem mistério nenhum, é só fazer. Você desenha na pedra e imprime, faço litografia todo o sábado no ateliê da Thais Helt, em Nova Lima. Trabalho, bebo um vinho e venho embora e, às vezes, só bebo vinho. (…)
Os desenhos que estão no meu ateliê eu fiz de uma só vez, no mesmo dia, no máximo em uma hora. Eu desenho em cima dessa mesa, pego o balde com tinta acrílica, o pincel e risco sobre a tela. Faço o risco sem plano nenhum, sem nada previsto, procurando organizar o espaço e pronto. Às vezes fica melhor, outras vezes pior. Seleciono o que eu não gosto e jogo fora, mas o que eu gosto fica para ver se amanhã eu brigo com ele ou continuo o namoro. (…)
Há muitos anos eu faço desenhos grandes sobre tela. Eu armo a tela em cima do eucatex, desenho com tinta acrílica, tiro a tela do eucatex e coloco na armação de alumíno. Você pode colocar o desenho como quiser, na vertical ou na horizonal. É porque eu não faço assim, em pé (referindo-se a um desenho), eu estou fazendo como escultura, então é livre. (…)
Meu fazer é intuitivo e aventureiro, às vezes eu me provoco, começo um desenho de um lado, mudo para outro, mudo novamente e começo o desenho com a mão esquerda. Tenho que mudar para ver o que acontece com o desenho e o mesmo acontece com a dobra da escultura”.
Amilcar de Castro, 1999

Críticas

“O ferro é sua matéria-prima. O ferro e Amilcar constituem um par de identidade tão forte quanto as teorias da cor e Seurat. (…) A tradição escultórica do século XX, particularmente a partir do construtivismo, estabelece um diálogo intenso com a matéria determinando expressão e forma. Mas, nessa tradição, um mesmo artista fará uso de diversos materiais ao longo de sua obra. O ferro é isso e mais alguma coisa na obra de Amilcar. Massa e peso, densidade e resistência, cor e ‘textura’ – expressa na oxidação – são assimilados no todo do mesmo modo que as intervenções do artista. Assim como é impossível uma percepção primária do espaço (Schilder) será impossível uma presença primária da matéria. O ferro se transforma para, ativo, compor um todo que sempre trai sua história original e primitiva. A escultura realiza no ferro o pleno significado de dobrar, de um fazendo dois, duplicando e intensificando, tornando-o mais completo e, ao mesmo tempo, submetendo-o, se eleva e no mesmo movimento pousa estável na sua base, a terra, o chão. Essa dignidade, essa ética materializada numa ascese, encontra na forma e na matéria, no plano, no corte, na dobra e no ferro uma unidade dramática. O ferro, sua resistência ao gesto do artista e a marca desse embate são partes do drama que reside no paradoxo de construir obras sinfônicas com recursos de câmera. Daí, também, os traços da subjetividade, os rastros da intervenção no plano, atribuindo-lhe um corpo cuja construção não recalca as marcas do processo de sua elaboração”.
Paulo Sérgio Duarte

“Amilcar de Castro integra o grupo de artistas neoconcretos e, como tal, realiza uma experiência que tem sua origem na estética concretista, que ele aprofunda. Daquela etapa de indagações e estudos, Amilcar reteve algumas características gerais e positivas: vontade de despojamento, de estruturas definidas, de expressão direta. Rejeitou, por outro lado, a noção por assim dizer quantitativa da forma, que se traduz na construção seriada, na composição de elementos adicionados uns aos outros. E se a rejeitou foi porque esse modo analítico de encarar a estrutura conduz a uma linguagem contraditoriamente intelectualista e ótica; dada a maneira exterior como a forma é concebida tem o artista de recorrer a efeitos visuais para lhe emprestar dinâmica. Amilcar desce a uma concepção anterior à forma para surpreendê-la em seu nascedouro e captá-la ao nascer. Consegue ele, com elementos aparentemente simples – uma chapa retangular -, revelar uma experiência dramática da forma, esse conflito da forma que quer nascer e estabelecer-se na comodidade de nosso perceber e da força que ao mesmo tempo que a solicita a contraria, do gesto que provoca a explosão e a detém. As esculturas de Amilcar querem explodir, e a explosão está latente no movimento virtual da placa que quer se desdobrar e se encolher, da superfície que com uma força viva se ergue do chão e se imobiliza na véspera de um novo movimento jamais precipitado. Suas formas são monumentais sem serem retóricas, são pesadas sem possuírem massa, são dramáticas sem se valerem de qualquer figuração convencional de drama”.
Ferreira Gullar

Amilcar de Castro

Amilcar de Castro

“Tudo na obra de Amilcar de Castro recusa as formas fáceis e impositivas, ainda que poucos trabalhos de arte brasileiros tenham alcançado sua força formal. Afinal, são os cortes que ordenam essas peças ou são as dobras? A estrutura dessas esculturas decorre do traço que desfez a serenidade de um retângulo, ou das torções que parecem resistir à pressão ordenadora? Por certo há dependência entre ambos. Mas mais, muito mais do que a expressão unidade formal costuma autorizar. Aqui o ferro adquire um modo de aparecimento que, em princípio, recusa qualquer limitação. E no entanto isso ocorre apenas em virtude de um tipo de enquadramento. Esse movimento no entanto exige uma enorme precisão, que a economia das obras de Amilcar soube armar com rigor. (…)

Já na escultura de Amilcar de Castro a ferrugem das superfícies testemunha o encontro de dois tempos muito diversos, sinal de que as formas sofrem injunções de ordem variada. O otimismo construtivista precisa conviver com um lastro possante – um passado que impossibilita agenciamentos abruptos e turva a leveza do primeiro dia. (…)

Com a ferrugem é toda uma herança colonial que vem à tona. Sobre a clareza formal dessas peças, sobre o frescor de articulações tão límpidas pesa a lembrança de um arcaísmo social que não se pode reverter apenas com estruturas complexas e relações decididas. Entre a corrosão da ferrugem e o traçado cristalino, entre a crueza do minério e a pureza do metal surgem aquelas atividades que conduzem de um a outro – a mineração, a metalurgia -, um trabalho que essas obras mantêm sempre à vista, sem jamais ocultá-lo. Nessas esculturas as Minas Gerais vão muito além de um localismo geográfico e anedótico. Algo esforço insano de extrair riqueza do solo permanece nelas”.
Rodrigo Naves

“Em texto de 1983, escrevi que a poética da escultura de Amilcar se funda no diálogo entre o corte e a dobra. Fosse apenas corte e sua escultura seria um objeto fendido. Manifestação de sua autoridade sobre a matéria bruta: rasgo, ferida, um ato de violência. Ao associar o corte à dobra, o artista introduz um elemento poético em sua escultura. No corte, o ferro, mesmo ferido, é passivo. Com a dobra, ele resiste, impõe sua presença. O corte é a reta, o plano apenas sugerido. A dobra é a curva, o plano se faz espaço. Organismo vivo. O corte separa, a dobra amacia. O corte é uma operação sem retorno, como aquele sulco que o lápis duro faz no papel. Passou, ficou. A dobra é virtual, latente, é algo que não se completou. O corte é espaço, a dobra é tempo. Corte-dobra = espaço-tempo. Sua escultura é puro espaço, como o desenho é a linha e a pintura, cor. Íntegra, inteiriça, ela não precisa de nenhum apoio exterior. Colas, soldas, parafusos, rebites, dobradiças, armações, nós, laços, tirantes, estruturas internas, sua escultura dispensa tudo isso ou qualquer outro recurso mecânico para colocar-se de pé. E não pede a participação lúdica do espectador. Apenas contemplação. E silêncio”.
Frederico Morais

“Amilcar de Castro entende suas litografias como desenhos velocíssimos: não propõe para elas nenhum mistério, sendo a arte cotidiana. Interpreta a litografia nas proximidades não só do projeto, mas também da escultura realizada. Comparando-se o desenho com a dobra da escultura, pensa-se que suas litografias sejam interpretáveis como épuras, nas quais o gesto irregularmente aplicado do pincel descreve zonas nas quais se engastam formas regulares dotadas de uma única cor. Tendo a valência do engaste cromático de Thais [Helt], o de Amilcar dele difere pelo geometrismo. Este, feito com régua, funciona como a dobra da escultura, remetendo as duas artes a um conceito excludente de mistérios, o de épura, na medida em que nela as partes ocultas estão presentes graças à transparência do tracejamento. A interpretação escultórica da litografia propõe a hipótese de que a dobra e a ferrugem da escultura são os interpretantes da figura geométrica e do gesto livre, respectivamente. Na analogia, o irregular emoldura o regular, como o banal, o precioso: a ferrugem envolve e valoriza a obra”.
Leon Kossovitch e Mayra Laudanna

“O corte em Amilcar é um traço estrutural, não um adereço.

A expressão ‘seco e sólido’, usada acima para definir os cortes que Amilcar produzia na matéria, aqui foi usada para confrontar sua escultura com representantes da escultura expressionista abstrata, em que alguém poderia ser tentado a situar a produção do artista.

À talvez excessiva busca de sensualidade da matéria percebida nesse tipo de escultura o artista brasileiro oporia a sobriedade do corte simples. Um corte certeiro, sem arrependimentos, seguidos de torções também decididas. Daí serem secos e sólidos, daí produzirem obras ainda ‘clássicas’, mas que não deixam de possuir, no entanto uma certa sensualidade – ou, pelo menos, uma disposição de diálogo mais afetivo com o mundo.(…)

(…) Numa sociedade agredida de tantas maneiras, Amilcar, com uma chapa de ferro e um corte decidido, dialoga em vez de ameaçar, abraça ao invés de obstruir. E essa disposição para o diálogo acolhedor e potente com o observador e com o entorno (sem nele dissolver-se ou dele depender) talvez seja a melhor contribuição de Amilcar para a escultura dos últimos 50 anos”.
Tadeu Chiarelli

Acervos

Amilcar de Castro

Amilcar de Castro

Instituto Itaú Cultural – São Paulo SP

Instituto de Arte Contemporânea Amílcar de Castro

Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP) – São Paulo SP

Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ) – Rio de Janeiro RJ

Museu de Dom Silvério

Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) – Rio de Janeiro RJ

Pinacoteca do Estado de São Paulo (Pesp) – São Paulo SP

 Entrevista com Amilcar de Castro a José Carlos Santana ,O Estado de São Paulo 9 de maio de 1998

Estado – A mudança do ateliê é para já?

Amilcar - Acho que vai demorar ainda um bom tempo, porque eu estou construindo e o dinheiro não está sobrando, não. Essas coisas consomem muito dinheiro e é preciso ir devagar.

Estado – O maior escultor brasileiro, vivo, com 50 anos de estrada, não ganhou dinheiro suficiente para construir um ateliê? O sr., então, não é o Jorge Amado da escultura?

Amilcar - Esse negócio de maior escultor é bobagem, é a imprensa que diz. Não há isso de maior, não. Agora, a escultura é um negócio muito caro, gasta- se muito e o que a gente tem é mais prazer do que retorno financeiro. Eu vivo do meu trabalho como artista e da minha aposentadoria como professor, que é muito pequena, ridícula.

Estado – O que dá mais dinheiro, escultura ou desenho?

Amilcar - Os desenhos vendem mais, o gasto é muito menor e sobra mais dinheiro.

Estado – Quanto custa uma escultura com a assinatura de Amilcar de Castro?

Amilcar - Depende da quantidade de material e do trabalho que ela dá na oficina. O preço varia de R$ 5 mil a R$ 100 mil. Pode até custar mais, depende muito.

Trocando de base

Estado – E essas de madeira e de pedra? Vão custar quanto?

Amilcar - Você sabe que não tenho a menor idéia, que ainda não consegui chegar ao preço! Só vou saber depois de conversar com a Raquel Arnaud, porque quem entende do mercado é ela.

Estado – E o que aconteceu, professor, que de repente fez o sr. querer trabalhar também com madeira e pedra?

Amilcar - Não foi de repente, não. Há mais de 20 anos que eu faço esculturas com madeira e com pedra. O negócio é que começo e paro, começo e paro, porque o ferro é o material com que eu mais gosto de trabalhar. Só que agora eu resolvi juntar tudo e fazer a mesma peça em ferro, madeira e granito. É uma experiência interessante, que me dá muito trabalho, uma amolação danada, mas me dá também muito prazer. Arte é isso, arte é prazer.

O ferro, a madeira
e o granito

Estado – O que o fez optar pelo ferro, como material básico de expressão das suas idéias e das suas fantasias?

Amilcar - A facilidade de manuseio e de execução. Todo mundo sabe lidar com ferro. Qualquer ferreiro sabe cortar, dobrar, fazer o diabo com esse material. Tem também a cor. Eu acho muito bonita a cor do ferro, antes e depois de enferrujar.

Estado – A mudança de material altera muito o seu processo de criação?

Amilcar - Não muito, porque o ferro a gente dobra e com a pedra e a madeira o negócio é serrar. O problema maior é encontrar a madeira certa, porque tem de ser braúna ou aroeira, madeiras nobres, que a gente já não acha mais com facilidade, o que vai me obrigar a viajar muito para encontrar. E eu detesto viajar.

Estado – E a idéia é fazer peças grandes, como faz com o ferro?

Amilcar - Com madeira não dá para fazer peças muito grandes não, por causa do que eu falei, da dificuldade de encontrar uma tora que seja perfeita, por fora e por dentro, sem carunchos. As esculturas vão ter no máximo 70 centímetros de diâmetro. Com o granito sim, será possível fazer peças mais volumosas.

Esculturas brasileiras
na arquitetura alemã

Amilcar de Castro

Amilcar de Castro

Estado – E em que pé está a escultura que o sr. vai fazer em Berlim? Vai ser de ferro, não?

Amilcar - Vai ser de ferro, sim, com 8 metros de diâmetro. Quem me convidou foi o (arquiteto) Marcelo Ferraz, da Fundação Lina Bo Bardi. Convidou-me e também Siron Franco, Krajckberg e Miguel dos Santos. Cada um de nós deve fazer uma escultura que ele vai colocar nas quatro entradas de um grande conjunto habitacional que eles estão reurbanizando lá. Nós já conversamos e decidimos que a escultura será feita lá em Berlim, mas quando, não sei, não. Quem tem essas informações é o Marcelo (A inauguração do conjunto está prevista para 19 de junho).

Experiência com o
Geometrismo

Estado – Os desenhos que o sr. vai expor na galeria da Raquel, a partir de terça-feira, já estão prontos?

Amilcar - Alguns já estão prontos, sim. É uma nova experiência que estou fazendo com o geométrico. Na verdade, são mais pintura que desenho e estou gostando muito. Uso melhor a cor.

Estado – O sr. parece preferir o preto e o branco, por quê?

Amilcar - Não é que eu não goste da cor, não, ao contrário. A cor me fascina. O problema é que eu não domino bem a cor, não sou pintor. O pintor interpreta o mundo por meio da cor, é o caso de Matisse, Guignard, Volpi, pintores geniais. Eu, como escultor, o interpreto por meio da estrutura. E, para dar força à estrutura, uso uma cor, o vermelho, o azul, o amarelo. Eu sou um gráfico, como o Mondrian, e prefiro fazer só o que eu sei fazer. No caso das esculturas de ferro, o ferro adquire a ferrugem e a ferrugem é a sua cor. Nesse ponto, eu o Weissmann discordamos, mas só nesse sentido, porque no restante temos opiniões muito parecidas.

Saudades do Neoconcreto

Estado – O sr. já disse que considera o movimento neoconcretista tão ou, talvez, mais importante para o Brasil que a Semana de Arte Moderna. Por quê?

Amilcar - Na minha opinião, o movimento neoconcretista foi mais importante porque lançou e fundamentou idéias que tiveram como conseqüência uma espécie de redescoberta da nossa civilização, da obra de Aleijadinho, por exemplo, e deu força à idéia de que é preciso construir, organizar, fazer bem-feitas as nossas coisas, as coisas brasileiras.

Estado – Concretismo e neoconcretismo, figurativo e abstrato, razão e emoção. O tempo passa e a discussão continua, interminável. O sr. ainda se preocupa com isso?

Amilcar - A única coisa que realmente me preocupa é a sensibilidade, porque na arte ela é muito importante. Tudo bem construir, mas se construa, também e muito, com o coração. Esse, na minha opinião, é o caminho e essa é a minha preocupação.

Estado – E a poesia? O sr. escreve como e quando?

Amilcar - Esse negócio de poesia é com o Ferreira Goulart (seu companheiro no manifesto neoconcretista), não é comigo, não. As pessoas dizem que faço poesia, mas, na verdade, o que faço é explicar da melhor maneira que posso o que é a minha escultura. Quando pedem para eu fazer isso, eu faço. Sento, pelejo e faço um depoimento. Mas não tem nada de poesia. Quem sou eu…

Paginação de jornal
é decadente

Estado – O sr. organizou ou participou de reformas gráficas em quase todos os jornais e revistas do Rio e de Belo Horizonte. Suas idéias para o Jornal do Brasil fizeram escola. Como é que o sr. vê os jornais de hoje, no que diz respeito ao visual?

Amilcar - De um modo geral, acho muito ruins. Graficamente, os jornais pioraram muito. Há a intenção de botar muita coisa numa página só e essa profusão de títulos e textos, misturada à cor, cria uma confusão muito grande na cabeça de quem vai ler. Há muito mau gosto na cor e na distribuição dos assuntos, fica tudo atropelado. Os jornais de hoje não têm caráter. Você passa pela banca, vê os jornais expostos e, se abstrair o nome, não consegue distinguir qual é qual.

Estado – E a televisão?

Amilcar - Não vejo muito, não, e raramente gosto do que vejo. Acho tudo uma porcaria. Ninguém diz nada seriamente, no sentido de ajudar a melhorar as coisas. É só denunciar, denunciar e nem uma idéia construtiva. Não gosto, não.

Visão amarga
da política

Estado – O sr. foi sempre um homem de opinião, no que diz respeito à política, e chegou a ser incomodado pela ditadura militar por suas idéias de esquerda. Qual é a sua visão do Brasil, nos dias de hoje?

Amilcar - Eu acho que tenho a mesma visão do barão do Rio Branco. O povo é genial, fabuloso e a elite é uma desgraça. Você pega, de um lado, a elite dos nossos políticos; do outro, o povo simples nas ruas. E pode ver, claramente, que a diferença é imensa. O povo é um povo direito, honesto, criativo, e a música popular brasileira está aí para provar isso. Já a elite brasileira é, sem cair na generalização, desprezível. O barão do Rio Branco tinha toda razão.

Estado – O comportamento dos políticos chega a incomodar o sr.?

Amilcar - Preocupa e chateia muito. O povo brasileiro não merece o que eles fazem com o País.

Amilcar de Castro

Amilcar de Castro

Estado – O sr. votou em Fernando Henrique e vai votar nele para mais um mandato?

Amilcar - Não votei e jamais votaria. É um sociólogo metido a sebo, vaidoso demais, nele não voto, não. Eu sempre votei no Lula e acho uma pena o Brasil não dar a ele a oportunidade de fazer alguma coisa por este país. Ele sabe do que o povo precisa e tem gente muito boa com ele, gente séria e sábia.

A eternidade do metal

Estado – O que o sr. faz para se manter tão esperto e mentalmente tão alerta?

Amilcar - Não faço absolutamente nada de especial. Também não faço nenhuma extravagância. Esse negócio de andar não é comigo, porque acho ridículo ficar para lá e para cá, para manter a forma. Não é comigo isso, não.

Estado – O ferro dá a sensação de algo eterno. Como é a relação entre o artista, que o tempo fragiliza fisicamente, e esse material que o sr. corta e dobra como se fosse papel e nos parece tão poderoso, quase indestrutível?

Amilcar - Engraçado, nunca pensei nisso. Não penso em peso, não penso em força, só penso na idéia, na forma que quero criar, que está no desenho, e no que devo fazer para conseguir reproduzi-la no ferro, para dizer o que quero dizer. Acho que o poder, a força do ferro não me vêm à cabeça porque parto do desenho e a escultura vai ganhando forma aos poucos.

A faculdade de Direito
e a escultura

Estado – O estudo do Direito teve, ou ainda tem, influência sobre seu trabalho de escultor?

Amilcar - A formação de Direito e o fato de o meu pai ter sido juiz, eu acho, deram-me essa necessidade da coisa justa, da coisa correta, bem-feita e limpa na execução das peças. Fez-me ser leal comigo mesmo, mais digno e penso que tudo isso está refletido no meu trabalho. O engraçado é que, quando comecei a desenhar com lápis duro, que o Guignard me ensinou, me dava essa sensação de justeza, de correção. É assim que deve ser, eu pensava. Se errou, o erro deve ser absorvido porque o risco com lápis duro não sai com borracha. Acho que eu devo acrescentar que toda obra de arte, no fundo, é um ato de justiça também. E, sendo assim, não abandonei o Direito.

O único artista
na família

Estado – Há outro artista entre os seus quatro irmãos e irmãs?

Amilcar - Não, nenhum. O meu irmão é médico e minhas irmãs são todas donas de casa. Muito prendadas, mas donas de casa.

Estado – E os seus filhos?

Amilcar -Também não. Dos três, apenas o Pedro tem alguma relação com arte, porque é gráfico. A Ana Maria é psicóloga e o Rodrigo mora em São Paulo e trabalha com computação.

Estado – Suas esculturas são fortes, mas não intimidam. Ao contrário, criam uma atmosfera muito agradável em torno delas. Isso é um reflexo da sua personalidade, forte e ao mesmo tempo suave e calorosa.

Amilcar – Eu acredito que seja, sim, porque também sinto isso que você está dizendo. Acho que é porque gosto muito delas, tenho muito carinho por elas e me dou muito quando estou esculpindo.

Estado – Passando em revista o livro Amilcar de Castro (Cosac & Naify Edições), notei que algumas das esculturas têm formas que lembram bichos, formas muito presentes na nossa infância, aqui em Minas Gerais. É um delírio ou é isso mesmo?

Amilcar - É isso mesmo, não é delírio, não. Você vai perceber isso mais presente nas esculturas que estou fazendo agora, com madeira e pedra. Minha infância está na memória e essas coisas acabam saindo, refletind-se no que a gente faz.

O jardim das delícias

Amilcar de Castro

Amilcar de Castro

Estado – Ainda falando de livro. Amilcar de Castro é muito bem impresso, muito bem-feito, mas o sr. não acha que já teria chegado a hora de produzir um livro que mostre a sua obra por inteiro, com as esculturas nas cores que elas adquirem com a exposição e o tempo?

Amilcar - Pois é, seria uma maravilha. Mas essas coisas não dependem de mim, custam muito, têm de ter patrocínio e parece que não há interesse. Mas me daria muita alegria se um livro assim fosse feito.

Estado – Em vez de colocar no ateliê de Nova Lima as esculturas que o sr. guardou, não vendeu, e as que vai fazer, não seria melhor espalhá-las em uma grande área verde, em um terreno que se tornasse conhecido como o jardim de Amilcar de Castro?

Amilcar - Você sabe que eu já pensei nisso! Seria, realmente, muito interessante. O problema é que essas coisas são muito caras, porque é preciso arrumar o terreno e coisa e tal. Por enquanto, não tenho esse dinheiro, não. Quem sabe, no futuro, né?

Yes, nós temos
escultores

Estado – Antes de vir conversar com o sr. eu estava pensando: por que existem tão poucos escultores de maior expressão e renome na história da arte brasileira e até mundial?

Amilcar - Engraçado, há pouco eu estava pensando nisso também. Mas você está enganado, no que diz respeito ao Brasil. Há muita gente boa na relação de escultores brasileiros. Eu acho que se for feita uma boa análise, se verá que a escultura no Brasil é mais importante que a pintura. Só aqui de Minas você tem Aleijadinho, Zé Pedrosa, Ceschiatti, Maria Martins, GTO, Artur Pereira, eu, a Lygia Clarck, o Zé Bento, o Benjamin, tem mais de uma dezena de escultores de alta categoria. Tem o Brecheret em São Paulo, o Bruno Giorgi, tem o Tunga… Ih, tem muita gente.

Estado – E qual é a opinião do sr. sobre as instalações, que viraram moda na arte mundial?

Amilcar - Não estou muito aí, não. Eu acho que elas não têm futuro, não têm conseqüência. Arte tem de ter fundamento e conseqüência. As instalações ficam no meio do caminho, não é isso nem aquilo. Não gosto, não.
A morte é chata: está tão bom aqui…

Estado – De repente, apareceu uma cruz no seu caminho. Uma cruz de proporções áureas perfeitas que o sr. projetou para o pessoal do Santo Daime, aqui em Belo Horizonte. O amadurecimento fez com que o sr. reencontrasse Deus?

Amilcar - Não, não… Eu nunca abandonei Deus, está tudo certo entre nós. Nunca fui religioso, não vou à missa, mas acredito em Deus e tenho muita fé. Agora, essa cruz é um pedido que eu recebi do irmão do Frei Beto, de quem eu gosto muito. E ele pelejou para eu beber aquele troço, mas eu não quis, não. Não acredito em beber coisas para ver Deus, não.

Estado – O sr. ainda mantém contato com o pessoal do seu tempo no Rio, o Ferreira Goulart, por exemplo?

Amilcar - Não, não tenho quase nenhum contato com eles. Eu vou ao Rio, às vezes, mas só para uma exposição ou outra. Nunca sobra muito tempo para visitas, jantares, encontros, essas coisas. Eu também não sou muito de viajar, não, e aí esses contatos ficam cada vez mais difíceis.

Estado – A idéia da morte o incomoda?

Amilcar - Eu confesso que, às vezes, penso nisso e me dá muita chatice. Está tão bom aqui que eu gostaria de ficar ainda muito tempo fazendo o que faço. Mas essa idéia vem e vai logo embora, porque a escultura na minha cabeça é mais forte que a morte.

Foi premiado: Medalha de Bronze em Desenho, V Salão de Arte Moderna, MEC, MAN-RJ (1947); Medalha de Bronze em Escultura, III Salão Baiano de Belas Artes, Salvador (1951); 1º Prêmio de Escultura, Salão Nacional de Arte Moderna da Bahia, Salvador (1955); Medalha de Prata em Escultura, IX Salão Nacional de Arte Moderna, MEC, MAN-RJ (1960); 1º Prêmio em Escultura, XV Salão Municipal de Arte de Belo Horizonte, (1960); 1º Prêmio no Salão Municipal de Minas Gerais, MAP-BH (1962); Prêmio de Viagem ao Exterior, XV Salão Nacional de Arte Moderna do MEC, MAN-RJ (1967); Bolsa do Guggenheim Museum (1967); Grande Prêmio de Escultura, VI Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte, MAP-BH (1974); Grande Prêmio de Desenho, VI Panorama de Arte Atual Brasileira, MAN-SP (1977); Grande Prêmio de Escultura, VII Panorama de Arte Atual Brasileira, MAN-SP (1978) e Grande Prêmio Prefeitura de Belo Horizonte, XIII Salão Nacional de Arte, MAP-BH (1981).
Participou: II, V, VI, VII, VIII, XV, XIX e XX Bienal Internacional de São Paulo (1953/59/61/63/65/79/87/89); X, XI e XIII Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1962/64); X Salão de Arte Contemporânea de Campinas (1975) e Sala Especial, IV Salão Global de Inverno, Belo Horizonte (1976).

 

Amilcar de Castro

Amilcar de Castro

 

Exposições Individuais

1969

Nova York (Estados Unidos) – Individual, na Kornblee Gallery

1970

Nova York (Estados Unidos) – Individual, no Convent of Jesus Sacred Heart

1978

São Paulo SP – Amilcar de Castro: desenhos, no Gabinete de Artes Gráficas

1979

Rio de Janeiro RJ – Individual, no MAM/RJ

1980

Rio de Janeiro RJ – Amilcar de Castro: desenhos e litografias, na Galeria Gravura Brasileira

São Paulo SP – Individual, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

1981

Belo Horizonte MG – Individual, na Gesto Gráfico Galeria de Arte

1982

São Paulo SP – Individual, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

1983

Belo Horizonte MG – Individual, na Gesto Gráfico Galeria de Arte

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Thomas Cohn

1985

Belo Horizonte MG – Individual, na Gesto Gráfico Galeria de Arte

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Thomas Cohn

1986

Ouro Preto MG – Amilcar de Castro: desenhos e esculturas, no Museu da Inconfidência

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Paulo Klabin

São Paulo SP – Individual, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

1987

Belo Horizonte MG – Individual, na Galeria de Arte Fernando Paz

Belo Horizonte MG – Individual, na Galeria de Arte Lucchesi

Belo Horizonte MG – Individual, na Itaugaleria

Belo Horizonte MG – Individual, na Lucchesi Galeria de Arte

São Paulo SP – Amilcar de Castro: desenhos e esculturas, na Unidade II da Galeria de Arte

1988

Brasília DF – Amilcar de Castro: desenhos, esculturas e gravuras, no Espaço Capital Arte Contemporânea

Ribeirão Preto SP – Amilcar de Castro: retrospectiva, no Ribeirão Preto Promoções de Artes Plásticas

São Paulo SP – Individual, na Galeria de Arte Paulo Vasconcellos

1989

Belo Horizonte MG – Individual, na Gesto Gráfico Galeria de Arte

Rio de Janeiro RJ – Individual, no Paço Imperial

São Paulo SP – Amilcar de Castro: esculturas, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

Tóquio (Japão) – Individual, no Hara Museum of Contemporary Art

1990

Belo Horizonte MG – Individual, na Galeria Novo Tempo

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Thomas Cohn

São Paulo SP – Amilcar de Castro: o espaço do artista quando jovem, no Paço das Artes

1991

Belo Horizonte MG – Individual, no Cemig. Espaço Cultural Galeria de Arte

Belo Horizonte MG – Individual, no Fernando Pedro Escritório de Arte

1992

Belo Horizonte MG – Manoel Macedo Galeria de Arte: 10 Anos: Amilcar de Castro, na Manoel Macedo Galeria de Arte

São Paulo SP – Individual, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

1993

Niterói RJ – Amilcar de Castro: desenhos e esculturas, na Galeria de Arte Universidade Federal Fluminense

São Paulo SP – Individual, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

1994

São Paulo SP – Amilcar de Castro: desenhos e esculturas, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

1996

Buenos Aires (Argentina) – Un Exponente del Concretismo Brasileño, na Galeria Portinari

Florianópolis SC – Amilcar de Castro: desenhos, gravuras e maquetes, no Museu Victor Meirelles

Recife PE – Amilcar de Castro: esculturas e desenhos, no Mamam

1997

Curitiba PR – Individual, na Ybakatu Espaço de Arte

1998

Goiânia GO – Individual, na Fundação Jaime Câmara

Rio de Janeiro RJ – Individual, no Palácio Gustavo Capanema

São Paulo SP – Individual, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

1999

Belo Horizonte MG – Individual, na Kolams Galeria de Arte

Recife PE – Amilcar de Castro: esculturas e desenhos, no MAMAM

Rio de Janeiro RJ – Amilcar de Castro: esculturas e desenhos, no Centro de Artes Hélio Oiticica

2000

Belo Horizonte MG – Individual, na Kalil e Lauar Galeria de Arte

São Paulo SP – Amilcar de Castro: 80 anos, na Galeria Thomas Cohn

2001

São Paulo SP – Individual, na Galeria Thomas Cohn

São Paulo SP – Individual, na Pinacoteca do Estado

2002

Rio de Janeiro RJ – Individual, na Silvia Cintra Galeria de Arte

Rio de Janeiro RJ – Individual, no Armazém do Rio

Exposições Coletivas

1947

Rio de Janeiro RJ – 53º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA – medalha de bronze em desenho

1951

Salvador BA – 3º Salão Baiano de Belas Artes, na Galeria Belvedere da Sé – medalha de bronze em escultura

1953

São Paulo SP – 2ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão dos Estados

1955

Salvador BA – Salão Nacional de Arte Moderna da Bahia – 1º prêmio em escultura

1956

São Paulo SP – 1ª Exposição Nacional de Arte Concreta, no MAM/SP

1957

Rio de Janeiro RJ – 1ª Exposição Nacional de Arte Concreta, no MAM/RJ

1959

Rio de Janeiro RJ – 1ª Exposição de Arte Neoconcreta, no MAM/RJ

Salvador BA – 1ª Exposição de Arte Neoconcreta, no Galeria Belvedere da Sé

1960

Belo Horizonte MG – 15º Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte, no MAP – 1º prêmio em escultura

Rio de Janeiro RJ – 2ª Exposição de Arte Neoconcreta, no MEC

Rio de Janeiro RJ – 9º Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/RJ – medalha de prata em escultura

Zurique (Suíça) – Konkrete Kunst, na Helmhaus

1961

São Paulo SP – 3ª Exposição de Arte Neoconcreta, no MAM/SP

São Paulo SP – 6ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho

1962

Belo Horizonte MG – 17º Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte, no MAP – 1º prêmio em escultura

1965

São Paulo SP – 8ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1966

Buenos Aires (Argentina) – Artistas Brasileiros Contemporâneos, no Museo de Arte Moderno

Montevidéu (Uruguai) – Artistas Brasileiros Contemporâneos, no Museu de Arte Moderna de Montevidéu

1967

Rio de Janeiro RJ – 16º Salão Nacional de Arte Moderna

1970

Nova York (Estados Unidos) – Exposição, no Convent Jesus Sacrat Hart

1972

São Paulo SP – 4º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

São Paulo SP – Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois, na Galeria da Collectio

São Paulo SP – Múltiplos Brasileiros, na Galeria Múltipla de Arte

1974

Belo Horizonte MG – 6º Salão Nacional de Arte Contemporânea de Belo Horizonte, no MAP – grande prêmio em escultura

Belo Horizonte MG – Grande Prêmio de Escultura, no MAP

1976

Campinas SP – 10º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC

1977

Rio de Janeiro RJ – Projeto Construtivo Brasileiro na Arte: 1950-1962, no MAM/RJ

São Paulo SP – 9º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP – grande prêmio em desenho

São Paulo SP – Projeto Construtivo Brasileiro na Arte: 1950-1962, na Pinacoteca do Estado

1978

Rio de Janeiro RJ – 3ª Arte Agora: América Latina, geometria sensível, no MAM/RJ

São Paulo SP – 10º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP – grande prêmio em escultura

1979

Cidade do México (México) – Bienal de Desenho e Gravura

São Paulo SP – 15ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1980

São Paulo SP – Amilcar de Castro, Lygia Clark, Sérgio de Camargo e Franz Weissmann, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

1981

Belo Horizonte MG – 13º Salão Nacional de Arte Contemporânea de Belo Horizonte, no MAP – Grande Prêmio Prefeitura de Belo Horizonte

Belo Horizonte MG – 8º Salão Global de Inverno, no Fundação Palácio das Artes

Belo Horizonte MG – Alunos de Guignard, na Itaugaleria

Belo Horizonte MG – Arte Mineira em Destaque, no Fundação Palácio das Artes

Rio de Janeiro RJ – 8º Salão Global de Inverno, no MAM/RJ

São Paulo SP – 13º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

São Paulo SP – 8º Salão Global de Inverno, no Masp

São Paulo SP – Artistas Contemporâneos Brasileiros, na Galeria de Arte São Paulo

1982

Rio de Janeiro RJ – Contemporaneidade: homenagem a Mário Pedrosa, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Que Casa é essa da Arte Brasileira

São Paulo SP – Um Século de Escultura no Brasil, no Masp

1983

Rio de Janeiro RJ – 13 Artistas/13 Obras, na Thomas Cohn Arte Contemporânea

Rio de Janeiro RJ – 6º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ

São Paulo SP – Imaginar o Presente, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

1984

Belo Horizonte MG – 1º Salão de Artes Visuais da Fundação Clóvis Salgado, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes

Rio de Janeiro RJ – Neoconcretismo 1959-1961, na Galeria de Arte Banerj

São Paulo SP – 10 Artistas Mineiros, no MAC/USP

São Paulo SP – A Cor e o Desenho do Brasil, no MAM/SP

São Paulo SP – Coleção Gilberto Chateaubriand: retrato e auto-retrato da arte brasileira, no MAM/SP

São Paulo SP – Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal

1985

Niterói RJ – Uma Questão de Ordem, na UFF. Galeria de Arte

Porto Alegre RS – Iberê Camargo: trajetória e encontros, no Margs

Rio de Janeiro RJ – 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Encontros, na Petite Galerie

Rio de Janeiro RJ – Velha Mania: desenho brasileiro, na EAV/Parque Lage

São Paulo SP – 16º Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

São Paulo SP – Destaques da Arte Contemporânea Brasileira, no MAM/SP

1986

Brasília DF – Iberê Camargo: trajetória e encontros, no Teatro Nacional Cláudio Santoro

Fortaleza CE – 1ª Exposição Internacional de Esculturas Efêmeras, na Fundação Demócrito Rocha

Porto Alegre RS – Coleção Rubem Knijnik: arte brasileira anos 60/70/80, no Margs

Rio de Janeiro RJ – Iberê Camargo: trajetória e encontros, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – JK e os Anos 50: uma visão da cultura e do cotidiano, na Galeria Investiarte

São Paulo SP – Iberê Camargo: trajetória e encontros, no MAM/SP

1987

Madri (Espanha) – Escultura Latino-Americana

Paris (França) – Modernidade: arte brasileira do século XX, no Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris

Rio de Janeiro RJ – 1ª Abstração Geométrica: concretismo e neoconcretismo, na Funarte. Centro de Artes

Rio de Janeiro RJ – Abstracionismo Geométrico e Informal: aspectos da vanguarda brasileira dos anos 50, na Funarte

Rio de Janeiro RJ – Ao Colecionador: homenagem a Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ

São Paulo SP – 18º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

São Paulo SP – 19ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

São Paulo SP – 1ª Abstração Geométrica: concretismo e neoconcretismo, no MAB/Faap

1988

Nova York (Estados Unidos) – The Latin American Spirit: art and artists in the United States, 1920-1970, no The Bronx Museum of the Arts

Ribeirão Preto SP – Lívio Abramo, Iberê Camargo e Amilcar de Castro, na Casa da Cultura de Ribeirão Preto

São Paulo SP – 19º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

São Paulo SP – Modernidade: arte brasileira do século XX, no MAM/SP

São Paulo SP – Os Ritmos e as Formas: arte brasileira contemporânea, no Sesc Pompéia

1989

Copenhague (Dinamarca) – Os Ritmos e as Formas: arte brasileira contemporânea, no Museu Charlottenborg

El Paso (Estados Unidos) – The Latin American Spirit: art and artists in the United States: 1920-1970, no El Paso Museum of Art

Rio de Janeiro RJ – Rio Hoje, no MAM/RJ

San Diego (Estados Unidos) – The Latin American Spirit: art and artists in the United States: 1920-1970, no San Diego Museum of Art

San Juan (Porto Rico) – The Latin American Spirit: art and artists in the United States: 1920-1970, no Instituto de Cultura Puertorriqueña

São Paulo SP – 10 Escultores, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

São Paulo SP – 20ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

São Paulo SP – Gesto e Estrutura, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

1990

Atami (Japão) – 9ª Exposição Brasil-Japão de Arte Contemporânea

Brasília DF – 9ª Exposição Brasil-Japão de Arte Contemporânea

Brasília DF – Prêmio Brasília de Artes Plásticas, no Museu de Arte de Brasília

Miami (Estados Unidos) – The Latin American Spirit: art and artists in the United States, 1920-1970, no Center for the Fine Arts Miami Art Museum of Date

Rio de Janeiro RJ – 9ª Exposição Brasil-Japão de Arte Contemporânea

São Paulo SP – 21º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

São Paulo SP – 9ª Exposição Brasil-Japão de Arte Contemporânea, na Fundação Brasil-Japão

São Paulo SP – Coerência – Transformação, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

Sapporo (Japão) – 9ª Exposição Brasil-Japão de Arte Contemporânea

Tóquio Atami (Japão) – 9ª Exposição Brasil-Japão de Arte Contemporânea

1991

São Paulo SP – 22º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

São Paulo SP – Abstracionismo Geométrico e Informal: aspectos da vanguarda brasileira dos anos 50, na Pinacoteca do Estado

Uberlândia MG – Escultura, na Universidade Federal de Uberlândia

1992

Belo Horizonte MG – Ícones da Utopia, na Fundação Palácio das Artes

Curitiba PR – 10ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba/Mostra América, no Museu da Gravura

Niterói RJ – Galeria de Arte UFF: 10 Anos, na UFF. Galeria de Arte

Rio de Janeiro RJ – Brazilian Contemporary Art, na EAV/Parque Lage

Rio de Janeiro RJ – Coca-Cola 50 Anos com Arte, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Escultura 92: sete expressões, na Espaço RB1

Santo André SP – Litogravura: métodos e conceitos, no Paço Municipal

São Paulo SP – Coca-Cola 50 Anos com Arte, no MAM/SP

Zurique (Suíça) – Brasilien: entdeckung und selbstentdeckung, no Kunsthaus Zürich

1993

Belo Horizonte MG – 4 x Minas, no Palácio das Artes

Rio de Janeiro RJ – 4 x Minas, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Brasil, 100 Anos de Arte Moderna, no MNBA

Rio de Janeiro RJ – Gravuras de Amilcar de Castro, Antonio Dias, Iberê Camargo e Sérgio Fingermann, na EAV/Parque Lage

Salvador BA – 4 x Minas, no MAM/BA

São Paulo SP – 4 x Minas, no Masp

1994

Belo Horizonte MG – Guignard: 50 anos de uma escola de arte, na Galeria Vidyã

Ouro Preto MG – A Identidade Virtual, no Museu da Inconfidência

Rio de Janeiro RJ – Precisão, no CCBB

São Paulo SP – Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal

1995

Belo Horizonte MG – Imagem Derivada: um olhar acerca do desdobramento da gravura hoje, no MAP

Londrina PR – Arte Brasileira: confrontos e contrastes, no Pavilhão Internacional Octávio Cesário Pereira Júnior

São Paulo SP – Entre o Desenho e a Escultura, no MAM/SP

São Paulo SP – Morandi no Brasil, no CCSP

1996

Belo Horizonte MG – A Cidade e o Artista: dois centenários, no BDMG Cultural

Belo Horizonte MG – Consolidação da Modernidade em Belo Horizonte, no MAP

Belo Horizonte MG – Influência Poética: dez desenhistas contemporâneos, Amilcar de Castro e Mira Schendel, na Fundação Palácio das Artes

Brasília DF – Arte e Espaço Urbano: quinze propostas, no Ministério das Relações Exteriores. Palácio Itamaraty

Brasília DF – Quatro Mestres Escultores Brasileiros Contemporâneos, no Ministério das Relações Exteriores. Palácio Itamaraty

Paris (França) – Deux Artistes Bresiliens, na Galerie Debret

Porto Alegre RS – 1ª Sesc Escultura: exposição internacional de esculturas ao ar livre, no Sesc Campestre

Rio de Janeiro RJ – Influência Poética: dez desenhistas contemporâneos, Amilcar de Castro e Mira Schendel, no Paço Imperial

São Paulo SP – 1ª Off Bienal, no MuBE

São Paulo SP – Desexp(l)os(ign)ição, na Casa das Rosas

São Paulo SP – Esculturas Urbanas, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

1997

Contagem MG – Alunos de Guignard em Contagem, na Casa de Cultura Nair Mendes Moreira

Curitiba PR – A Arte Contemporânea da Gravura, no Museu Metropolitano de Arte de Curitiba

Porto Alegre RS – 1ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, na Aplub; na Casa de Cultura Mário Quintana; na DC Navegantes; na Edel; na Usina do Gasômetro; no Instituto de Artes da UFRGS; na Fundação Bienal de Artes

Visuais do Mercosul; no Margs; no Espaço Ulbra; no Museu de Comunicação Social; na Reitoria da UFRGS e no Theatro São Pedro

Porto Alegre RS – Imaginário Objetual, nas Oficinas do Deprec; no Depósito da Marinha; no Parque da Marinha do Brasil e em espaços públicos da cidade

Porto Alegre RS – Vertente Construtiva e Design, no Espaço Cultural Ulbra

São Paulo SP – Diversidade da Escultura Contemporânea Brasileira, na Avenida Paulista

São Paulo SP – Escultura Brasileira: perfil de uma identidade, no Banco Safra

São Paulo SP – Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, no Itaú Cultural

Washington (Estados Unidos) – Escultura Brasileira: perfil de uma identidade, no Centro Cultural do BID

1998

Belo Horizonte MG – Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, no Itaú Cultural

Brasília DF – Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, na Galeria Itaú Cultural

Penápolis SP – Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, na Galeria Itaú Cultural

Rio de Janeiro RJ – 16º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Pensar Gráfico: a gravura da linguagem, no Paço Imperial

São Paulo SP – Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner, no MAM/SP

São Paulo SP – O Colecionador, no MAM/SP

São Paulo SP – Os Colecionadores – Guita e José Mindlin: matrizes e gravuras, na Galeria de Arte do Sesi

São Paulo SP – Teoria dos Valores, no MAM/SP

1999

Florianópolis SC – Desenhos e Gravuras: Acervo MVM – 1994 a 1999, no Museu Victor Meirelles

Rio de Janeiro RJ – Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner, no MAM/RJ

São Paulo SP – 26º Panorama de Arte Brasileira, no MAM/SP

São Paulo SP – Cotidiano/Arte. O Consumo, no Itaú Cultural

São Paulo SP – Litografia: fidelidade e memória, no Espaço de Artes Unicid

2000

Belo Horizonte MG – Belo Horizonte-Leiria: um encontro de culturas, na Fundação Clóvis Salgado. Companhia de Dança de Minas Gerais

Belo Horizonte MG – Presente de Reis, na Kolams Galeria de Arte

Colchester (Inglaterra) – Outros 500: highlights of brazilian contemporary art in UECLAA, na Art Gallery – University of Essex

Curitiba PR – 12ª Mostra da Gravura de Curitiba. Marcas do Corpo, Dobras da Alma

Fortaleza CE – 26º Panorama de Arte Brasileira, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

Leiria (Portugal) – Belo Horizonte-Leiria: um encontro de culturas, na Galeria 57 – arte contemporânea

Lisboa (Portugal) – Século 20: arte do Brasil, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão

Niterói RJ – 26º Panorama de Arte Brasileira, no MAC/Niterói

São Paulo SP – Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento, na Fundação Bienal

São Paulo SP – Cerâmica Brasileira: construção de uma linguagem, no Centro Brasileiro Britânico

São Paulo SP – Escultura Brasileira: da Pinacoteca ao Jardim da Luz, na Pinacoteca do Estado

São Paulo SP – Investigações: A Gravura Brasileira, no Itaú Cultural

São Paulo SP – O Papel da Arte, na Galeria de Arte do Sesi

2001

Belo Horizonte MG – Modernismo em Minas: ícones referenciais, no Itaú Cultural

Brasília DF – Investigações. A Gravura Brasileira, no Galeria Itaú Cultural

Nova Lima MG – Allen Roscoe, Amilcar de Castro, Pedro de Castro, Rodrigo de Castro, Thais Helt, no Ateliê de Amilcar de Castro

Penápolis SP – Investigações. A Gravura Brasileira, na Galeria Itaú Cultural

Penápolis SP – Modernismo em Minas: ícones referenciais, na Galeria Itaú Cultural

Porto Alegre RS – Coleção Liba e Rubem Knijnik: arte brasileira contemporânea, no Margs

Rio de Janeiro RJ – A Imagem do Som de Antônio Carlos Jobim, no Paço Imperial

Rio de Janeiro RJ – Espelho Cego: seleções de uma coleção contemporânea, no Paço Imperial

Rio de Janeiro RJ – O Espírito de Nossa Época, no MAM/RJ

São Paulo SP – Espelho Cego: seleções de uma coleção contemporânea, no MAM/SP

São Paulo SP – O Espírito de Nossa Época, no MAM/SP

São Paulo SP – Trajetória da Luz na Arte Brasileira, no Itaú Cultural

2002

Fortaleza CE – Ceará Redescobre o Brasil, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

Rio de Janeiro RJ – Arte Brasileira na Coleção Fadel: da inquietação do moderno à autonomia da linguagem, no CCBB

Rio de Janeiro RJ – Caminhos do Contemporâneo 1952-2002, no Paço Imperial

Rio de Janeiro RJ – Paralelos: arte brasileira da segunda metade do século XX em contexto, Collección Cisneros, no MAM/RJ

São Paulo SP – A Linha Como Estrutura da Forma, no MAM/SP

São Paulo SP – Amilcar de Castro e Cinco Artistas Mineiros, na Marília Razuk Galeria de Arte

São Paulo SP – Coleção Metrópolis de Arte Contemporânea, na Pinacoteca do Estado

São Paulo SP – Coletiva 2002, na Galeria Baró Senna

São Paulo SP – Espelho Selvagem: arte moderna no Brasil da primeira metade do século XX, Coleção Nemirovsky, no MAM/SP

São Paulo SP – Geométricos e Cinéticos, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

São Paulo SP – O Plano como Estrutura da Forma, no MAM/SP

São Paulo SP – Paralelos: arte brasileira da segunda metade do século XX em contexto, Colección Cisneros, no MAM/SP

Cronologia

1935

Muda-se com a família para Belo Horizonte

Década de 1940

Inicia suas atividade no campo gráfico realizando cartazes para a Esquerda Democrática, em Minas Gerais

1941/1945

Cursa direito na Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG

1944/1950

Estuda desenho e pintura com Guignard (1896 – 1962), na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte (atual Escola Guignard)

Estuda escultura figurativa com Franz Weissmann (1911 – 2005), na Escola de Arquitetura e Belas Artes em Belo Horizonte

1947

Recebe medalha de bronze em desenho no 53º Salão Nacional de Belas Artes

1948

Torna-se chefe de gabinete da secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais, em Belo Horizonte

1949

É indicado para ocupar o cargo de tesoureiro do Tribunal de Justiça de Minas Gerais

1952

Muda-se para o Rio de Janeiro, onde trabalha no escritório carioca do Departamento do Café de Minas Gerais.

1952/1968

Atua como diagramador nas revistas A Cigarra e Manchete

1955

Recebe prêmio no Salão de Arte Moderna da Bahia

1957/1959

Realiza o projeto de reforma gráfica do Jornal do Brasil

1959

Assina o Manifesto Neoconcreto, com Ferreira Gullar (1930), Franz Weissmann,Lygia Pape (1927 – 2004), Lygia Clark (1920 – 1988), Reynaldo Jardim (1926) e Theon Spanudis (1915 – 1936)

1960/1970

Diagramador dos jornais Diário Carioca, Última Hora, Estado de Minas eDiário de Minas

1962

Recebe o primeiro prêmio no 17º Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte

1963

Realiza cenografia para enredo da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, junto com o escultor Jackson Ribeiro (1928) e o artista plástico Hélio Oiticica (1937 – 1980)

1967

Recebe o prêmio Viagem ao Estrangeiro no 16º Salão Nacional de Arte Moderna

1968

É o primeiro artista plástico brasileiro a receber bolsa de estudos da John Simon Guggenheim Memorial Foundation. Por esse motivo, muda-se para Nova Jersey, Estados Unidos

1971

Volta ao Brasil estabelecendo-se por pouco tempo no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano, fixa residência em Belo Horizonte

1971/1977

Leciona composição, escultura e desenho na Escola Guignard, da qual mais tarde, de 1974 a 1977, torna-se diretor

1973

Leciona escultura na Fundação de Arte de Ouro Preto, Minas Gerais

1973/1990

Leciona composição, escultura, desenho e teoria da forma na Faculdade de Belas Artes da UFMG, em Belo Horizonte

1974

Recebe o Grande Prêmio de Escultura no Museu da Pampulha em Belo Horizonte

1977

Recebe o prêmio de desenho no 9º Panorama de Arte Atual Brasileira no Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM/SP

1978

Recebe o prêmio de desenho no 10º Panorama de Arte Atual Brasileira no Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM/SP

1984

Participa do projeto da Escola de Artes e Ofícios de Contagem, Minas Gerais, destinada a estudantes pobres, mas o projeto não é levado adiante

1987

Representa o Brasil no Projeto Esculturas Latino-Americanas em Madri

1991

Volta a pintar e inicia experiências de escultura em cerâmica

1998

Realiza obra para o projeto de renovação do bairro Hellersdorf, na antiga Berlim Oriental

2001

Recebe o prêmio de melhor exposição do ano da Associação Paulista de Críticos de Artes – APCA

2005

Homenageado em mostra retrospectiva realizada durante a 5ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul

Livros

Amilcar de Castro

 

AMILCAR DE CASTRO
EDIÇAO BILINGUE – PORTUGUES/INGLES
Formato: Livro
Autor: NAVES, RODRIGO
Tradutor: LUMINA TRADUÇOES
Idioma: PORTUGUES
Editora: QUEEN BOOKS
Assunto: ARTES

 

Amilcar de Castro

 

AMILCAR DE CASTRO
Formato: Livro
Autor: NAVES, RODRIGO
Idioma: PORTUGUES
Editora: COSAC NAIFY
Assunto: ARTES

 

Amilcar de Castro

 

AMILCAR DE CASTRO
Formato: Livro
Idioma: PORTUGUES
Editora: TAKANO
Assunto: ARTES – PINTURA

 

Amilcar de Castro - Corta e Dobra

 

AMILCAR DE CASTRO – CORTE E DOBRA
Formato: Livro
Autor: CHIARELLI, TADEU
Idioma: PORTUGUES
Editora: COSAC NAIFY
Assunto: ARTES – ESCULTURA

 

Amilcar de Castro - Uma Retrospectiva

 

AMILCAR DE CASTRO – UMA RETROSPECTIVA
Formato: Livro
Autor: ALVES, JOSE FRANCISCO
Idioma: TRILÍNGUE – ESPANHOL, INGLES, PORTUGUES
Editora: JOSE FRANCISCO ALVES
Assunto: ARTES

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Entrevista com Amilcar de Castro - A arte de Amilcar de Castro

Amilcar de Castro – Rio Arte Cidade – Daniela Name fala sobre a obra de Amilcar de Castro, na praia do Leblon, para o projeto Rio Arte Cidade.
Circuito Atelier Nº 05 – Amilcar de Castro

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